29 de dezembro de 2016

Se você não entende que o Partido Democrata é socialista, provavelmente você é burro!

Ok. Talvez você não seja burro. É possível que nunca tenham te dado a informação que você verá aqui - e que poderá pesquisar na internet, pois não sou obrigado a te provar nada.

Para alguns isto é óbvio. Para a maioria, entretanto, não é. Há um monte de gente por aí que, ao não entender direito as diferenças culturais entre um país e outro, tem a capacidade de idolatrar Barack Obama enquanto malha o pau em Lula. É claro que não estou comparando ambos porque Lula, além de ter sido um péssimo presidente, é também um dos maiores ladrões do país. Mas se tirarmos a questão da corrupção, pura e simplesmente, o que sobra?

Por que Barack Obama, embora tenha feito suas sujeiras, não roubou dinheiro público como fez Lula? É porque ele vive nos EUA, um país que culturalmente pune bandidos de forma severa. Uma vez comprovado que ele desviou dinheiro para qualquer finalidade ilícita, ele obviamente seria cassado e provavelmente preso. Casos como o Mensalão não aconteceriam nos EUA por uma simples questão de cultura de punir bandidos.

Não dá para comparar, realmente, um partido americano com um partido brasileiro, porque tudo lá é diferente daqui. O sistema político é outro, a cultura é completamente diferente e há também uma base histórica distinta. Para entender como o Partido Democrata é, de fato, um partido socialista em plena América, é só prestar atenção aos devidos detalhes em seus discursos e sua história.

Atualmente, temos Barack Obama e Hillary Clinton como os nomes mais fortes do partido. Para início de conversa, Clinton idolatra Saul Alinsky, que foi um intelectual radical de esquerda. Sua tese de mestrado é sobre a obra dele. Alinsky escreveu "Regras Para Radicais", um livro cujo conteúdo é justamente um compilado de ideias e metodologia prática para tornar os socialistas radicais dos EUA em estrategistas políticos eficientes.


Diferentemente da América Latina, em que partidos de extrema-esquerda assumidamente socialistas alcançaram facilmente o poder, os EUA possuem uma cultura de propriedade muito firme e muito bem enraizada. Ideias que versem sobre a "igualdade social", "desarmamento" ou "desapropriação de terras" jamais funcionariam como propostas de um partido político. Um presidente ou mesmo um senador jamais seria eleito lá com este discurso nos anos 1970, por exemplo. Hoje, no entanto, há senadores com esse discurso, como é o caso de Bernie Sanders, que chego muito perto de ser o candidato oficial à presidência do país.

Em uma cultura que respeita de maneira enfática a propriedade privada, os direitos civis e a liberdade de expressão, não tinha como o socialismo ortodoxo prosperar. Até a década de 70, os socialistas mais radicais americanos eram uns completos fracassados sem poder algum, jamais conseguiriam uma revolução. Foi aí que entraram em jogo as estratégias de longo prazo para tomar o poder devagarinho, aos poucos, sem chamar atenção. 


Barack Obama também é admirador de Alinsky, da mesmíssima forma que Hillary. Analisando a trajetória de ambos, é fácil perceber que eles tendem para esse lado. Bernie Sanders, a propósito, era um problema para os Democratas. Seu discurso socialista escancarado para uma competição à presidência iria deformar o cenário político. Se Sanders tivesse concorrido nas eleições contra Trump, a vitória do Republicano seria muito mais fácil e garantida, justamente porque as pessoas têm medo do socialismo.

É por isso que o partido sabotou Sanders o quanto pode. Hillary Clinton e a alta cúpula do partido Democrata não queriam Sanders na Casa Branca justamente porque ele atropelaria os cavalos colocando a carroça na frente. Os Democratas sabem que é necessário ser sutil com essa agenda totalitária. O fato de Hillary ter armado o ISIS enquanto ocupava a Secretaria de Estado é mais uma evidência clara de que há um objetivo maior por trás disso tudo. Como presidente, se tivesse sido eleita, certamente ela daria continuidade a esse processo.

Abaixo, um vídeo do Raphäel Lima a respeito do tema. É de alguns meses atrás, mas serve.


2016: O ano em que jornalistas voltaram a criticar o governo

Ainda em maio, quando Michel Temer tinha recém assumido, os jornalistas começaram a fazer algo que não vinham fazendo há muito tempo: criticar severa e continuamente o governo.

O Globo, por exemplo, lançou uma matéria na qual mostrava "notas ruins" de matemática que Temer supostamente tirava na escola (isso faz uns 50 ou 60 anos, aproximadamente) e dizia, em seu título: "Responsável por recuperar a economia, Temer era mau aluno em matemática." Curiosamente, o fato de Dilma Rousseff ser economista formada e ter quebrado a economia do país raramente foi assunto discutido na imprensa.

O que se pode notar é que desde que Temer assumiu não houve um só dia sem críticas da grande mídia ao governo. Até mesmo coisas boas foram criticadas, como as reformas que já vinham sendo adiadas há décadas. E isso, no fim das contas, é o que jornalistas sempre deveriam ter feito: criticar o governo. Como disse George Orwell, jornalismo é aquilo que alguém não quer que se publique, qualquer coisa diferente disso é publicidade.

Importante nisso é que se pode notar a enorme diferença entre um trabalho jornalistico minimamente decente e um proselitismo sem vergonha de uma mídia manipuladora. A vista grossa feita na época em que Dilma governou chegou ao cúmulo do ridículo quando, ao noticiar coisas erradas feitas pela presidente, veículos de mídia mencionavam "o Planalto", sempre de forma impessoal, como se não fosse a própria Dilma a autora de seus atos.

Foi assim no escândalo dos cartões corporativos, que Dilma e Lula foram obviamente os maiores gastadores. Foi assim durante um bom tempo a respeito da compra da refinaria de Pasadena, aquela que a própria Dilma assinou em pessoa quando ainda era membro do Conselho da Petrobrás. Crimes gravíssimos passaram despercebidos, e até mesmo a clara e comprovada tentativa de obstruir a Justiça, em março deste ano, foi algo que a mídia explorou muito menos do que o mini-escândalo Geddel Vieira, algo que comparado ao que Dilma fez é uma bobagem - até porque tráfico de influência é cotidiano na política a nível mundial.

2016 foi um ano realmente formidável por nos presentear com estas maravilhas. Ver jornalistas chapa branca se tornarem inimigos do governo de um dia para o outro é algo que não tem preço.


"Fake news" são inofensivas, nosso verdadeiro inimigo é a desinformação!

Existem vários sites por aí que são conhecidos por noticiar mentiras. Este é o caso de portais como Brasil 247, Marxismo.org e Pensa Brasil. A narrativa das "fake news", no entanto, foi criada pela extrema-esquerda para atingir a direita, para espalhar por aí a ideia de que sites de direita mentem e que por isso a extrema-esquerda perdeu tanto esse ano - obviamente qualquer esquerdista sabe que isso é mentira.

Por conta de existirem sites de esquerda que transmitem essas notícias falsas, vi muitos direitistas morderem a isca e começarem a entrar de cabeça nessa mesma narrativa. Pura burrice, é óbvio. E aqui explico:

Sites como Brasil 247 ou Mídia Sem Máscara, que são amplamente conhecidos pelo proselitismo barato e pela propagação de mentiras, não são uma ameaça. Quem os acessa, em grande parte, já são apenas as pessoas convertidas ou aquelas que entram lá para dar risadas. Ninguém que seja honesto e sensato realmente acredita no que é dito nesses portais.

A verdadeira ameaça está na desinformação, e ela não é feita através do Brasil 247 ou da Carta Capital, mas através de grandes veículos de comunicação tidos como "confiáveis". Este é o caso da Globo News, da Folha de São Paulo, do UOL ou da Editora Abril. Este é o verdadeiro perigo, as notícias que são baseadas em fatos, mas que sempre são dadas de maneira enviesada e tendenciosa. Como estes veículos se disfarçam bem, muitas pessoas nem notam o partidarismo evidente envolvido.

É por conta disso que estas grandes emissoras de TV e grandes redações de jornal estão, de fato, por trás de toda essa cruzada contra os sites de notícia independente. Eles não estão preocupados com notícias falsas porque simplesmente não competem com elas. Sites ridículos como Mídia Sem Máscara nunca foram uma ameaça à grande mídia esquerdista. A verdadeira ameaça ao poder dessas grandes empresas são os sites de mídia independente que de fato divulgam verdades e apresentam uma visão diferente das coisas.


28 de dezembro de 2016

Falar dos gastos de Lula e Dilma quando a mídia falou nos gastos de Temer é importante, sim!

Lula e Dilma criaram uma crise econômica intencionalmente, deixaram rombos bilionários, praticamente faliram uma estatal e passaram mais de uma década vivendo em mordomias que nem mesmo a Rainha da Inglaterra - um dos países mais ricos do mundo - jamais teve.

A imprensa de modo geral fechou os olhos para tudo isso ao longo destes 13 anos em que o PT governou. Durante as eleições de 2014, fizeram de conta que não sabiam das fraudes que já eram apuradas na época. Mencionavam o escândalo da Petrobrás como se fosse algo distante da cúpula do partido, como se Dilma nem tivesse nada a ver com isso. Deu no que deu!

Ontem, no entanto, Michel Temer chocou o país quando descobriram a licitação para a comida a bordo do avião presidencial. R$ 2 milhões... Muito dinheiro para mim, para você e para pessoas pobres em geral, mas uma migalha perto de qualquer gasto que Lula e Dilma tiveram. Os dois presidentes petistas fizeram a festa, literalmente, nestes voos presidenciais. Ambos gastaram muito mais dinheiro do que Temer. Ambos tiveram muito mais regalias.

Claro, não estou dizendo que seja errado criticar Temer. A propósito, não é errado criticar ninguém e eu pouco me importo com o que falam de Temer ou deixam de falar. O que me motivou a escrever este texto é que vi, na internet, muitos malhando o pau naqueles que lembraram dos gastos abusivos do PT, uma informação que deveria ser divulgada por uma mídia realmente séria.

"Vocês não deveriam ligar pra isso. Se o PT gastou não importa, Temer não tem que gastar", disse o infeliz. "Não importa se Lula gastou ou não, isso é passado", disse outro infeliz. O pior é que esses comentários foram feitos por pessoas de direita, os idiotas que atiram fogo amigo em quem se arrisca de verdade.


Primeiro, é claro que importa. Se Lula e Dilma gastaram mil vezes mais do que Temer e a imprensa não fez 10% desse alarde, isso mostra um partidarismo escancarado na crítica. Segundo, e mais importante, isso é relevante pelo ponto de vista da Guerra Política. Se podemos usar uma informação a nosso favor, devemos usá-la!

Se Michel Temer está errado em gastar uma fortuna nesses voos - e está - então Lula e Dilma estavam mais errados por terem gastado muito mais dinheiro nestes voos. É simples de entender ou tá difícil?

Guerra Política | Entenda a tática do "mimimi Mídia Golpista"

Não tem segredo, já é evidente que a extrema-esquerda utiliza o papo de que a imprensa é golpista com consciência de que esta é apenas uma meia verdade. É meia verdade porque é claro que a maior parte da grande mídia é mesmo golpista, mas não é uma verdade inteira quando isso é dito pela extrema-esquerda, pois ela é a maior beneficiada com o golpismo da mídia.

Todos sabem que jornais como Folha de São Paulo, ou até mesmo o próprio Grupo Folha/UOL são veículos de esquerda. A BBC, o The Guardian e o New York Times também são, assim como a própria Rede Globo. Isso é evidente a partir das linhas editoriais de seus jornais, dos roteiros de seus programas de TV e novelas, etc. Há poucas semanas o programa de Marcelo Adnet apresentou um quadro no qual, ao lado de Ivete Sangalo (que tem contrato com a Globo), apresentou músicas populares em versões politicamente corretas.

Frequentemente estes veículos de informação fazem o trabalho de desinformar, o que é prática comum da extrema-esquerda. Os ataques da Folha de São Paulo a Michel Temer tão logo Dilma caiu foram, em boa parte, desonestos, isso para dizer o mínimo. A cobertura que estes veículos deram para as manifestações de protesto contra o PT também foi canalha. Enquanto o Datafolha dizia ter 200 mil pessoas onde havia 1 milhão, o UOL fazia cobertura de um protesto do PT no Rio que teve menos de 200 pessoas.

Apesar disso tudo, a extrema-esquerda e em especial os movimentos ligados a grandes partidos continuam com a narrativa de que a mídia é de direita, que é golpista e que foi a mídia que derrubou Dilma. Por quê?

É porque faz parte do pacote, simples assim. Imagine se um cara como Marcelo Freixo chegasse para a sua militância e dissesse: "Ei, pessoal, recebi 100 mil reais de artistas da Globo em um jantar refinado organizado pela esposa do Caetano Veloso." Nunca vai acontecer, não é? Ele jamais vai dizer que recebeu apoio da Rede Globo, que a emissora o ajudou tentando queimar o filme de seu concorrente Crivella, etc.

Uma charge do Latuff, pra ilustrar bem a ideia.

Imagine se Lula chegasse para o povo e dissesse: "Gente, estou recebendo apoio de Edir Macedo, é por isso que ele mantem o Paulo Henrique Amorim na emissora e é por isso que ele ficou ainda mais rico durante meu governo." Se ele fizesse isso, ia parecer uma fraude, não é?

Dizer que tem apoio da mídia ou simplesmente reconhecer isso seria uma péssima estratégia. É bem melhor fingir que é a vítima, que está conquistando suas vitórias "apesar de uma mídia golpista e manipuladora"... A narrativa de ser um perseguido pelos poderosos sempre funcionou.

27 de dezembro de 2016

2016: O ano em que voltou a ser permitido falar mal de presidente

De janeiro de 2003 até maio de 2016, se você fizesse qualquer crítica ao presidente seria chamado de reacionário, coxinha, entreguista e outra bobagens similares.

Quando Lula era presidente, quem o criticava era chamado de elitista porque ele era um "homem pobre" que cresceu na vida. Quando Dilma se tornou presidente quem a criticava era automaticamente defensor da Ditadura Militar ou misógino. Este argumento foi inclusive usado durante todo o processo de impeachment.

O PT tentou calar a imprensa e, em parte, conseguiu, seja por meio de pressão política, seja por meio de infiltrar pessoas dentro dela ou até mesmo por meio da boa e velha verba estatal. Jornalistas foram processados por criticar Lula, pessoas apanharam por pedir o impeachment de Dilma, mas tudo isso chegou ao fim.

Um dia... Bastou um dia de Temer no governo para que criticar o presidente voltasse a ser uma prática democrática e aceitável. Não estou exagerando, foi literalmente um dia.

A primeira "grande polêmica" foi a de não ter colocado mulheres em seu ministério, algo que incrivelmente ganhou até mais relevância do que o fato de ter nomeado ministros corruptos. Outra enorme polêmica, dias depois, foram as gravações envolvendo Romero Jucá e Renan Calheiros. Vale dizer, a propósito, que tais gravações eram do mês de março, mas elas ironicamente só surgiram em maio. Outra coisa importante é que o conteúdo das gravações envolvia diretamente Lula e Dilma, não Temer, mas ainda assim foi um fato usado contra o presidente.

O mais recente de todos os "enormes escândalos" foi o caso Geddel. Um caso de tráfico de influência... Tão banal que nos tempos e Lula passou batido um milhão de vezes, mas que agora veio a tona e quase foi motivo para a queda do presidente. Aliás, teria sido motivo para a queda se o acusador, ex-ministro Marcelo Calero, tivesse provado qualquer uma das informações.

Isso tudo, no entanto, não é ruim. É bom. Se as coisas continuarem dessa forma será mais difícil para os canalhas permanecerem no poder.


21 de dezembro de 2016

Guerra Política | Desumanize seus inimigos

Na política, você não tem apenas adversários, tem inimigos também. A diferença entre um adversário e um inimigo é clara. O primeiro quer, sim, te vencer. Ele está disposto a jogar melhor do que você, está disposto a se mostrar superior para chegar ao resultado desejado. O inimigo, muito além de querer apenas te vencer, quer também te destruir.

Trazendo para outros contextos:

Dentro de uma empresa há você e outros dois funcionários concorrendo a uma mesma vaga. Um de seus concorrentes é competitivo, ele quer que você perca para que ele vença e está disposto a te derrotar dentro da competição. O outro, no entanto, está disposto a fazer qualquer coisa para te derrubar, e se for necessário ele te acusará de um crime falsamente, falará mal de você para o seu chefe e até mesmo inventará mentiras a seu respeito para você ficar mal visto entre os demais funcionários, pensando que mesmo que você seja promovido, sua imagem estará manchada.

Na política, um adversário é quem discorda de você nas ideias e trabalha para vencer você, para fazer com que suas ideias não prevaleçam. Esta, por exemplo, é a rivalidade normal entre libertários e conservadores, ou entre liberais e outros liberais. Já o inimigo está disposto a te difamar, a te fazer sangrar se preciso for para que suas ideias não apenas saiam perdendo, mas para que sejam erradicadas.

O inimigo não respeita você como pessoa, ele quer mais é que você morra. É por isso que na guerra política você tem que desumanizar seus inimigos. Esqueça o fato de que eles são "pessoas boas" e com "boas intenções", pois eles provavelmente não são. Esqueça essa ideia de que é "só um embate de ideias", pois não é. Quando você está diante do inimigo, lembre-se de que ele quer te destruir e que está disposto a fazer o que for preciso para conseguir.


Neste caso, para lidar com inimigos a atitude mais correta é sempre a de humilhá-los e expô-los como monstros, como pessoas imorais, como mesquinhos, como desumanos. Quando alguém defende bandidos, como o pessoal dos Direitos Humanos faz, é necessário não apenas ressaltar a defesa dos bandidos em si, mas expor que eles apoiam o homicídio, o roubo e o estupro como se fossem atos justificáveis em nome da "justiça social".

Aliás, dizer isso sobre eles não seria mentira alguma. Desumanizar pessoas desumanas também não é nenhuma mentira.

19 de dezembro de 2016

O "caminhão assassino", o "atirador" e a guerra de narrativas


Você ficou surpreso com o fato de a imprensa ter noticiado os fatos de hoje - os dois atentados, um em Berlim e outro na Turquia - enchendo as manchetes com eufemismos e mentiras? Eu não fiquei.

Que a imprensa tenha se referido ao terrorista muçulmano que matou o embaixador russo como "atirador", da mesma forma que se referiram aos terroristas do caso Charlie Hebdo; que a imprensa tenha feito manchetes ridículas dizendo que o caminhão invadiu o mercado e matou pessoas em Berlim... Bem, isso era esperado. Nós sabemos perfeitamente de que lado estão os grandes veículos de comunicação mundial, especialmente os ocidentais.

O que realmente me surpreende é ver direitistas frequentemente caírem nessa feito bobos. Não que eles tenham, de fato, acreditado na narrativa da mídia, mas ainda assim não foram poucos os blogs que reproduziram a notícia exatamente como a mídia mainstream escreveu. É mole?

Pior do que isso é que alguns ficaram melindrados, com medo de dizer que foram ataques terroristas porque, supostamente, ainda não se sabe exatamente o que aconteceu. Besteira! No caso do caminhão em Berlim é evidente que não foi um acidente. Atacar uma festa de Natal, aliás, é algo absolutamente simbólico para um muçulmano. Já o caso do "atirador" da Turquia, o que matou o embaixador, é até mais explícito, pois ele gritou antes de ser abatido pelos seguranças do local as palavras clássicas "Allahu Akbar", que todos aqui sabem bem o que significa.

Nenhum veículo de grande mídia colocou o fato de o terrorista ser muçulmano no título das matérias. Aliás, a maioria nem mesmo o chamou de terrorista, mas de atirador, um eufemismo ridículo. Quanto ao "caminhão assassino", é evidente o bastante. Fizeram exatamente como na época do ataque em Nice, na França.

A nós cabe o trabalho de não apenas expor o fato, mas de cobrar e de ridicularizar jornalistas que fazem esse tipo de serviço sujo. O nome disso não é sequer jornalismo, é desinformação pura. Pessoas que estão mais preocupadas em atender agendas políticas do que apurar fatos são militantes, não são jornalistas. É necessário que a direita comece a organizar material a respeito desses pilantras que fazem esse tipo de coisa para reunir tudo em grandes dossiês.

Canalhas assim devem ser expostos. É preciso mais do que atacar o canal ou o jornal para o qual trabalham, é necessário atacá-los moralmente como pessoas desumanas e cruéis. 

Se Trump é ruim por impedir que estrangeiros entrem, Maduro é ainda pior por tentar impedir que venezuelanos saiam

Como bem relatou a matéria do Jornalivre, a mídia fez vista grossa sobre o bloqueio de fronteira estipulado pela ditadura de Nicolás Maduro. A Venezuela vive uma ditadura socialista há anos e a situação tem ficado cada vez mais grave, por isso muitos nativos têm procurado refúgio em países vizinhos, especialmente Colômbia e Brasil.

Tirando algumas poucas menções ao caso, quase ninguém na grande mídia deu destaque a este fato. Ao menos não com a mesma ênfase com que destacaram as declarações de Trump sobre a possibilidade de dificultar a entrada de estrangeiros nos EUA. Isso significa que boa parte da imprensa considera mais grave a possibilidade do que o ato em si, ou estariam fazendo vista grossa apenas porque Maduro é de extrema-esquerda?

Aliás, nem dá para considerar que sejam casos similares. Mesmo que Trump venha a cumprir o que prometeu, o fato é que sua medida é popular entre os americanos - não que, por isso, tenhamos que concordar. Já a medida tomada por Maduro, além de ser contrária aos interesses das próprias pessoas que o elegeram, está condenado milhões de venezuelanos a uma miséria sem fim.

O ditador venezuelano quer obrigar os cidadãos a permanecerem em seu país, isso depois que toda a economia, a estrutura social e a cultura foram milimetricamente dilaceradas pelo socialismo radical impetrado por Chávez e por ele próprio. O governo está obrigando os cidadãos a continuarem a passar fome, a sofrer com a falta de remédios e com uma inflação tão desenfreada que nem mesmo constam nas cotações de moedas há meses.

O que a Venezuela vive é uma crise humanitária severa. Se Trump é o monstro que dizem por querer dificultar a entrada de estrangeiros nos EUA, o que Maduro é então?


A direita está cheia de idiotas puritanos

Tenho dito há um bom tempo que a direita, de modo geral, está repleta de idiotas. Esta é uma realidade que não muda. Infelizmente, parece que para cada figura minimamente inteligente e sensata, a direita produz um calhamaço de chorume e besteirol. Com o caso da Alezzia, este problema óbvio voltou a tona.

A situação é muito simples: Alezzia sofreu ataque de feministas revoltadas e, ao contrário do que normalmente fazem as marcas e as próprias pessoas de direita, ela reagiu com uma tática ofensiva, um contra-ataque claro e provocações. Em sua página, desde os últimos dias, Alezzia tem batido de frente com os padrões do fascismo cultural. Este é o ponto.

Discussões sobre a garota das fotos ser ou não ser a dona da marca; discussões sobre a "verdadeira motivação" da marca, ou sobre a "verdadeira motivação das feministas"; discussões sobre a qualidade do trabalho de design da página... Dane-se! Nada disso tem a menor relevância. Discutir isso interessa tão somente aos esquerdistas, e mesmo assim vários direitistas caem feito patos.

Vi liberais dizendo que "apesar de discordarem das feministas, o trabalho da marca é de mau gosto". Que problemão! Quer dizer, agora, que por pessoas terem mau gosto elas merecem ser achincalhadas publicamente, ter suas vidas ou suas marcas expostas? Se formos levar por esse lado não vai sobrar muita gente viva para comemorar o mundo sem coisas de "mau gosto".


Isso é pura besteira. O problema do direitista é querer ser limpinho, é achar que pode entrar no chiqueiro que é a política sem sujar a sola dos sapatos, sem sair de lá respingado com um pouco de lama e fezes. Para que fique claro, mesmo que você não concorde eu chamo de direita tanto liberais e libertários quanto conversadores, porque dentro do contexto brasileiro isso faz todo o sentido.

Qualquer liberal ou conservador que se preze minimamente tem que acordar para a vida. A discussão é clara: Você é contra ou a favor do fascismo cultural? Você acha certo que pessoas sejam publicamente execradas, que elas sejam silenciadas e punidas apenas por terem expressado uma opinião? Esta é, sim, uma questão política. Se você banca o isentão, você está do lado dos canalhas.

18 de dezembro de 2016

Dois coelhos, uma só cajadada: Alezzia mostrou o que é marketing nos dias de hoje

Sem gastar um centavo, embora tenha a promessa de gastar alguns milhares de reais depois, a loja Alezzia conseguiu fazer uma campanha de marketing realmente incrível. Há mais ou menos três dias a marca virou o assunto nas redes sociais, e tudo isso por ter, de forma perspicaz, compreendido o jogo político no qual acabou se envolvendo de forma madura.

Lembro com clareza que, não uma e nem duas, mas muitas vezes, ao apresentar minhas sugestões sobre como as pessoas deveriam agir diante de determinados ataques, boa parte delas sempre achou minha conduta questionável. Eu não sou o único, aliás. Luciano Ayan, blogueiro e analista político conhecido, sofreu muitas vezes o mesmo problema.

Há poucos meses ajudei na campanha de uma amiga, que foi candidata a vereadora em minha cidade. Fiquei responsável como coordenador de sua campanha. Em uma conversa que tivemos, ela apresentou um caso muito semelhante ao da Alezzia. Tratava-se de uma barbearia local que havia sofrido o mesmo mal: feministas criticaram a barbearia porque ela - pasmem! - não aceitou atender mulheres.

A barbearia é conhecida justamente por isso: não atender mulheres, só homens. Obviamente a garota que foi até pedindo para ser atendida sabia disso, era evidente. O que ela fez foi tentar gerar um factoide. Infelizmente a empresa não teve a mesma postura da Alezzia. Em vez disso, fez um post se justificando, se explicando sobre os motivos de não atender mulheres (como se precisassem). O resultado foi que após terem se explicado, eles continuaram sofrendo ataques e ameaças do mesmo jeito.

Naquela situação, expliquei para minha amiga que o erro da barbearia foi ter, justamente, se justificado. Na realidade só havia duas atitudes corretas para lidar com a situação: ignorar completamente, caso o ataque fosse fraco e pudesse passar despercebido; reagir com uma tática de shaming, exatamente como fez a Alezzia. Se explicar é o mesmo que ficar na defensiva, e ficar na defensiva é perder. Minha amiga discordou de minha posição, ao menos inicialmente, mas ainda assim aceitou meu conselho. Aproveitamos o caso para fazer uma postagem em sua página se posicionando.

Ela se posicionou firmemente contra a feminista, ficando do lado da barbearia, e aproveitou o caso para demonstrar a desonestidade de pessoas que estão dispostas a qualquer coisa pela bandeira que defendem. O resultado? Minha amiga conseguiu muitos seguidores naquele dia e esta foi a postagem mais curtida da página.


A Alezzia acertou em cheio. Conseguiu não só promover a marca em cima de algo que poderia tê-la destruído, mas também fez isso de maneira moralmente correta e irrepreensível. Seja qual for o resultado depois disso, a marca saiu ganhando e as feministas perderam. Só a humilhação de terem sido desafiadas por mulheres já é algo bem triste, mas terem sido enfrentadas publicamente por pessoas nobres que estão dispostas a gastar dinheiro para ajudar outras pessoas é realmente lindo.

É assim o marketing nos dias de hoje. Passar panos quentes e fazer "desculpas públicas" poderia funcionar nos anos 1980, hoje não é mais assim.

17 de dezembro de 2016

Esquerdistas franceses acham mais importante salvar ratos do que evitar abortos

Na semana passada, uma campanha em vídeo que mostrava crianças e adultos saudáveis com Síndrome de Down foi proibida de ser veiculada na França por causa de um ativismo sem vergonha da extrema-esquerda. A alegação, por mais absurda que pareça, foi a de que tal campanha iria "traumatizar" mulheres que abortaram (leia-se: mataram bebês) que portavam a trissomia.

Exatamente os mesmos grupos de esquerdistas estão, agora, envolvidos em outro episódio verdadeiramente grotesco: Um abaixo-assinado alcançou 17.400 assinaturas contra o extermínio de ratos - sim, ratos de esgoto - iniciada há duas semanas em nove parques de Paris. A prefeitura da capital francesa criou um plano de ação para matar os animais após um suposto “boom” reprodutivo. 

O que é mais ridículo nessa história, além do próprio caso em si, é o nome do abaixo-assinado: "Parem o genocídio dos ratos." Por meio do site MesOpinions.com, Josette Bencherit criou o abaixo-assinado para condenar esta erradicação "motivada por razões visuais e por medo”. No texto, a psicopedagoga defensora dos direitos animais acusa também um veículo da imprensa francesa de tachar os ratos de “ameaça real” em uma manchete.

Agora, vamos entender isso.

Ativistas políticos que acham normal uma mulher engravidar intencionalmente - porque não existe gravidez acidental, exceto se a pessoa foi estuprada ou coisa similar - e depois largar o filho em pedaços em alguma lata de lixo, acham que é absolutamente anormal ou inaceitável que se extermine ratos de esgoto, animais que não fazem parte da cadeia alimentar e que vivem apenas em função do próprio homem. Isto, é claro, sem mencionar o fato de que tais animais são excelentes transmissores de doenças, algumas delas fatais.

É disso que quero tratar: a imoralidade intrínseca a este tipo de gente. É necessário ser muito imundo e malicioso para compreender essas atitudes como algo normal, sadio ou corriqueiro. Você, que é de direita, tem que acordar pra vida. Estamos lidando com psicopatas que não têm mais nem a vergonha de demonstrarem isso para nós.



Para combater essa imundície, é preciso parar de ser bundão!

16 de dezembro de 2016

Contra o fascismo cultural, devemos mandar mais gente à merda!

Este é o artigo que prometi no sábado, a continuação com a segunda proposta tática para enfrentar a ditadura do politicamente correto. O título pode parecer zoeira, mas não é. Também não se trata de uma ideia literal. Não é necessário literalmente mandar pessoas à merda - só às vezes, basta que não nos curvemos ao fascismo cultural na forma como ele se impõe para nós.

O fato é que temos, hoje, um avanço significativo das políticas de perseguição ideológica, de patrulhamento e de constrangimento. Quando uma pessoa viola os padrões estipulados pelo fascismo cultural de extrema-esquerda, esta pessoa é quase sempre atacada de forma imoral, tem sua vida pública destruída, é humilhada até desistir. É uma espécie de bullyng político, mas com consequências que podem ser muito mais graves.

Em boa parte dos casos, isso só acontece por mera submissão das vítimas. Em vez de reagir, elas recuam. Em vez de rebater os ataques, elas se desculpam. A vítima, por ser duramente atacada, muitas vezes compreende que talvez tenha culpa e, em vez de enxergar os fatos, acaba acreditando na narrativa do inimigo. No entanto há exemplos claros de pessoas que reagiram e se deram bem.

O humorista Danilo Gentili, por exemplo, foi processado algumas vezes por emitir opiniões ou fazer piadas "controversas". Na maioria das vezes, foram banalidades completas, mas que foram aproveitadas pelos fascistas porque Danilo se identifica como liberal. Ele, por sua vez, sempre soube reagir bem, nunca se curvou aos interesses dessa corja. O que aconteceu? Ele sobreviveu a isso tudo e hoje tem um programa com boa audiência na TV.

O mesmo ocorreu com Rachel Sheherazade, que foi duramente atacada pela extrema-esquerda após emitir opiniões contrárias a agenda esquerdista. No começo, o SBT chegou a cogitar tirá-la do ar, mas a reação do público foi tamanha que a emissora voltou atrás e a deixou lá. Ela continuou emitindo suas opiniões e deu uma banana para os fascistinhas.

Ontem mesmo fiquei sabendo da Alezzia, uma marca de móveis sofisticados que sofreu um ataque nas redes sociais por ter usado uma mulher de maiô em suas campanhas. O que aconteceu? A empresa reagiu, lançou um desafio (veja aqui) e agora tem recebido não só milhares de seguidores, mas também milhares de avaliações positivas. Certamente a marca não perdeu um só cliente, mas obviamente ganhou vários.

Todas estas pessoas, ainda que algumas vezes de maneira sutil, reagiram ao fascismo cultural, mandaram os patrulheiros ideológicos à merda. É preciso entender que eles são minoria, só que são barulhentos. Eles não têm volume suficiente para enfrentar a todos, só conseguiram ir tão longe porque nunca haviam enfrentado oposição de verdade até hoje. 

As pessoas precisam parar de ser servis aos interesses totalitários de pilantras. Está mais do que na hora de mandar mais gente à merda, pois se as coisas continuarem como estão, logo não haverá mais gente para mandar.


14 de dezembro de 2016

Este blog avisou, em agosto, que a extrema-esquerda passaria a agir com mais violência!

Em 31 de agosto, logo após o impeachment de Dilma, a cidade de São Paulo foi dominada pelo terror vermelho. Fiz aqui neste blog um apelo aos paulistanos (leia aqui), para que eles não ficassem de braços cruzados e para que fizessem tudo o que fosse possível para punir os culpados.

Um dia depois, em 1º de setembro, expus novamente que o extremismo iria aflorar e a violência começaria a crescer. Cheguei a escrever, naquele dia, o seguinte:
A violência vai crescer. O vandalismo vai aflorar ao nível do terrorismo. Eles atearão fogo em pneus e ônibus, interditarão avenidas e saquearão lojas. Eles farão, em suma, tudo o que está previsto no Manual do Guerrilheiro Urbano. Agirão como fascistas, porque é isso o que são. Vai acontecer como em 2014 e enquanto não houver um corpo, tal como o de Santiago Andrade, eles não vão parar.
Não estou dizendo isso para me gabar. O que fiz não foi uma previsão, eu não sou vidente. Trata-se meramente de uma análise que tem como base o conhecimento prático de como os comunistas agem. O que fizeram nos EUA logo após a vitória de Trump, por exemplo, reflete bem os fatos ocorridos no Brasil. A extrema-esquerda é muito mais um organismo vivo com múltiplas faces e cabeças do que uma ideologia propriamente dita.

Qualquer um que tenha estudado as táticas utilizadas pelos movimentos de esquerda poderia saber exatamente o que eu disse em setembro ou em agosto, porque era óbvio que iria acontecer. Os extremistas jamais aceitam a derrota. O impeachment de Dilma foi um belo golpe. Logo depois eles perderam as eleições municipais. Agora, com a aprovação de uma PEC contra a qual lutaram arduamente, é natural que ajam assim, porque esta é a essência deles.

A nós cabe ter maturidade. Não dá para se iludir e achar que isso vai simplesmente parar. Há um monstro de verdade embaixo da cama e ele está puxando nossos pés, nossos braços e logo puxará nossos corpos inteiramente para lá. As pessoas precisam começar a reagir e isso é urgente.


Ataques contra Anitta e Dayse do MasterChef evidenciam que a guerra cultural é uma prioridade

A vencedora do MarterChef, Dayse Paparoto, foi atacada por feministas nas redes sociais após dizer que não quer ser um símbolo feminista. Anitta, a "cantora", foi atacada por gente do movimento negro após ter aparecido com dreadlocks em programa de TV, acusada de "apropriação cultural".

Sobre os ataques contra Dayse, saiba os detalhes no post do Ceticismo Político. Quanto a Anitta, não há muito o que dizer. A "cantora" caiu em desgraça após ter feito um comentário antifeminista no Programa Altas Horas, desde então tudo o que ela faz é motivo de críticas. O caso dos dreads é mais uma desculpa do que um motivo.


Como foi dito aqui no último sábado, o fascista cultural não vai bater em você e te enfiar em uma cela - ao menos não em um primeiro momento. Ele vai, através do constrangimento, tentar fazer com que você se sinta acuado, desmoralizado e consequentemente silenciado. A tática consiste em te derrubar moralmente perante o grupo social presente com o objetivo de que você se cale e escute, sem espaço para expressar o que pensa. (Fonte)

Essas manifestações de ódio contra pessoas que atravessaram a rua fora da faixa, que esqueceram de pagar o parquímetro ou que simplesmente tropeçaram em um barata e não se desculparam são frutos de uma tática perigosa que tem feito graves avanços no Brasil. Semana passada foi o Alê Oliveira, da ESPN, quem saiu prejudicado, e consequentemente todos os que gostavam de seu quadro no programa.

O fascismo cultural tem atacado com força e tem feito vítimas. Já houve gente presa por falsas acusações de estupro, já houve gente ferida gravemente por isso, já até houve quem foi processado por banalidades do tipo e perdeu. Esses avanços têm que ser combatidos, e isso só será possível quando pararmos de ceder a eles.

12 de dezembro de 2016

O comunismo como metodologia e a inutilidade das discussões ideológicas

A preocupação que boa parte dos liberais, libertários e conservadores têm em discutir questões ideológicas como se elas realmente fossem importantes diz muito a respeito dos avanços que a extrema-esquerda fez nas últimas décadas, ainda que agora ela esteja recuada.

Grande parte das perdas que a extrema-esquerda teve nos últimos anos não é fruto da oposição. O mérito, em boa parte das vezes, não foi da direita, dos reacionários, dos liberais ou de quem quer que seja senão dos próprios esquerdistas. Eles deram tropeços significativos, pois apesar de espertos não são infalíveis. O PT chegou muito perto de tomar o controle do país em nível ditatorial e, por alguns erros cometidos ainda na era Lula, a legenda acabou escorregando. Hoje podemos dizer que, apesar dos méritos de alguns movimentos de direita, boa parte da derrota da esquerda foi conquistada por ela própria.

De qualquer forma isso não é um problema. Há oportunidades aí que podem ser aproveitadas. Para isso, entretanto, é necessário que a direita liberal ou conservadora, ou até mesmo os libertários e anarquistas não alinhados à esquerda, entendam de uma vez por todas que a discussão não é ideológica. A ideologia nunca importou para eles e nunca vai importar. A extrema-esquerda já sabe há muito tempo que o plano marxista original é falho em seu prisma puramente econômico, eles sabem que o socialismo nunca será bom para os mais pobres. Não é por acaso que tenham se reorganizado e feito diversas releituras adaptadas da obra de Marx. Os liberais, por outro lado, patinam há décadas na mesmice. Isso tem que parar.

A extrema-esquerda não é uma ideologia, é uma forma de comportamento. O comunismo não é mais uma ideologia, trata-se de um método de tomada de poder através da progressão - lenta ou não - do movimento em sociedade. Conforme toma espaços, o movimento cresce. Conforme suas políticas avançam, o partido ou os partidos avançam. Se os liberais quiserem insistir no debate econômico, eles já saem perdendo, porque a batalha já não é mais sobre economia desde que Carl Menger refutou a tese econômica de Marx.

Ouso dizer que discutir economia com comunistas é tão útil quanto fazer gols em um jogo de basquete, no qual para vencer é preciso fazer cestas. É útil se você quiser perder. A batalha intelectual existe, sim, mas ela está nos campos cultural e político. Enquanto os liberais e os conservadores permanecerem tentando provar o quanto o comunismo é economicamente falho, e enquanto os comunistas continuarem atacando estes mesmos liberais e conservadores mostrando como eles são malignos, como são egoístas que só gostam de empresários e o quanto eles são racistas, xenofóbicos e misóginos, a batalha será perdida.


A estupidez liberal-conservadora está em crer que o oponente é estúpido porque ele "apoia uma ideia que vai dar errado", quando a verdade é que o oponente é que é errado por essência, quando ele é quem deve ser combatido, não sua ideologia. Essa disputa é uma disputa moral, temos que lutar pelos corações e pelas almas das pessoas, não por suas mentes matemáticas. Se for necessário apelar sistematicamente para derrotar um inimigo canalha, é não apenas aceitável fazer como é necessário.

Quem fica preso a valores morais estúpidos diante de oponentes cujo único valor moral é vencer a qualquer custo está fadado a acabar pendurado em uma forca. Essa rixa idiota entre liberais, libertários e conservadores pode até permanecer, não há problema em existir divisão entre eles. Porém, estrategicamente, é preciso focar toda a energia necessária para aniquilar a extrema-esquerda da vida política. Nós não temos que vencê-los apenas no debate, temos que erradicá-los moral e politicamente, temos que sufocá-los até que não possam mais respirar.

A moral comunista diz que tudo o que é a favor do movimento é correto, mesmo que seja errado. Porém, tudo o que for contra o movimento é errado, ainda que seja correto. A nossa tolerância e a honestidade intelectual, dentro deste contexto de guerra, são defeitos, não qualidades.

Na guerra, só os espertos e oportunistas vencem!

No atual cenário, acreditar em "novas eleições" beira ao cúmulo da ingenuidade

Diante dos escândalos de corrupção que têm feito a República sangrar, especialmente após as últimas delações, muita gente passou a acreditar que pedir por "novas eleições" é uma forma de sanar o problema. Não é.

É preciso, antes de mais nada, analisar as coisas friamente e ver quem é que tem mais a ganhar com uma nova eleição no atual momento. Certamente não é o povo - aliás, quase nunca é. A estratégia de pedir novas eleições já vinha sendo usada pela extrema-esquerda desde a primeira metade do ano, quando o impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado na Câmara dos Deputados ainda em abril. Por que será?


É porque no atual cenário, a extrema-esquerda tem várias oportunidades, inclusive porque ela preparou o terreno - como de costume - para diversas possibilidades. Lula, por exemplo, não pode ser candidato hoje porque é réu, mas eles ainda têm Marina Silva, que bem ou mal ficou na terceira colocação nas eleições passadas e também na retrasada. Eles têm Ciro Gomes, que em 1998 e 2002 ficou na terceira colocação também e que já foi um dos deputados mais votados da história do Ceará.

Além disso, a extrema-esquerda pode lançar outro nome pelo PT, mesmo que não seja para ganhar, mas para dividir votos. Haverá também um provável candidato do PSOL, outro do PSDB, que não chega a ser extrema-esquerda, mas ainda é esquerda. A direita tem o quê? Ronaldo Caiado, que nem é ainda certeza? Jair Bolsonaro, que é menos certeza ainda e um óbvio candidato a derrota?

Aliás, o próprio Ciro Gomes é alguém que tende a roubar votos de Bolsonaro, uma vez que ambos são ex-militares e têm estilos bem parecidos. Em uma nova eleição, se feita agora, quem mais teria chances seriam justamente as mesmas pessoas que estavam no poder até pouquíssimo tempo atrás, e isso tudo sem mencionar os altos custos de se organizar uma nova eleição, o tempo que levaria até tudo ficar pronto e o período de campanhas. Se começássemos agora, a disputa só viria a ocorrer em meados do ano que vem, e então elegeríamos um presidente para cumprir menos de dois anos de mandato. Para quê?

A direita que aderiu a esta ideia está, certamente, sendo feita de boba. Só quem tem a ganhar com esse cenário é a extrema-esquerda, até porque ela quer mais desestabilização. Fora isso, também há o fator primordial nisso tudo: Se o problema é a corrupção, de que adiantaria eleger qualquer um dos candidatos citados? Ciro, Marina, Aécio Neves... Que diferença faria?

Derrubar Dilma não foi apenas uma "luta contra a corrupção", foi uma luta contra o totalitarismo, e esta batalha foi vencida - ao menos por enquanto. Tirar o PT do poder e achar que a corrupção iria mesmo acabar é de uma estupidez tacanha, o objetivo nunca foi esse. 

10 de dezembro de 2016

43 menções a Temer em delação não deveriam ser motivo de surpresa


Muitos trataram o caso como excepcional, como se a delação ter citado o nome de Michel Temer fosse motivo de surpresa. Não é. Ao contrário, é motivo para agir com segurança diante de tal obviedade.

É evidente que Temer não sairia incólume no meio desse turbilhão que afetou Brasília. Ele esteve no seio do governo petista desde que Lula era presidente, e com Dilma ele foi vice-presidente por duas vezes.

Temer apoiou o governo de Dilma até o início deste ano, quando finalmente o partido resolveu sair da base governista. Sem ele, a própria Dilma talvez nem tivesse sido eleita, e certamente não teria sido reeleita. O PT precisou do PMDB para chegar ao poder, um poder que não teria atingido tão facilmente sem a ajuda do maior partido político do país.

As 43 menções a Temer não deveriam sequer gerar tanto desconforto, uma vez que o homem fazia parte do mesmo pacote até poucos meses atrás. O fato de o PMDB ter articulado o impeachment de Dilma não isenta Temer, Cunha ou qualquer outro sujeito de qualquer culpa passada. Eles ajudaram o PT a levar seus planos políticos até onde eles foram. Sem PMDB, o PT não teria conseguido burlar as contas públicas no início de 2015, não teriam conseguido maquiar a economia.

O PT pode ser o pior criminoso, mas o PMDB foi cúmplice. Se era necessário tirar Dilma do poder? Claro que sim. O impeachment foi um acerto? Foi, sem dúvidas. A derrocada moral do PT foi necessária? Obviamente. Assim mesmo, todos sabem e sempre souberam que Temer era muito mais do que um vice decorativo, ela era um braço inteligente do poder, pois é um sujeito que ascendeu poderosamente em poucos anos.

O que vai acontecer agora é difícil dizer. Provavelmente Temer não cairá, mas o governo irá sangrar até sua última gota, até 2018 e, se for o caso, sangrará ainda mais depois.

Politicamente correto? Tenho uma proposta tática sobre isso

Hoje meu amigo Eric, do blog O Reacionário, publicou um texto a respeito da "polêmica" envolvendo o Alê Oliveira, da ESPN, o maluco que faz os "decretos" todas as sextas. Embora não acompanhe muito futebol, sei bem do que se trata o quadro dele no programa e tenho conhecimento das terminologias ali usadas, que aliás têm ligação com a página Cenas Lamentáveis, do Facebook.

No texto, Eric se refere ao caso como "politicamente correto", da mesma forma que já me referi por aqui a casos semelhantes. Contudo, tenho uma proposta para lidar com isso de maneira mais tática e eficiente. Esta proposta consiste em duas etapas, e a primeira será abordada aqui.

O primeiro passo que vejo na Guerra Política é o controle da narrativa. Para mim, é peça fundamental em qualquer combate ideológico e político que você, se quiser vencer, esteja do lado que dá as cartas, não do lado que recebe. Quem dá as cartas é quem controla a direção do jogo. Assim sendo, considero hoje que chamar esse tipo de coisa com termos como "politicamente correto" é, de certo modo, assumir uma posição defensiva, é como se eles estivessem de fato bem intencionados, é como se nós tivéssemos que aceitar um conceito que, na prática, não reflete a realidade e ainda os beneficia.

O que estes sujeitos fazem não é correto, nem na prática e nem nas intenções. Não há boas intenções por trás dessa prática e nunca houve. O correto, portanto, é que nós passemos a chamar pelo nome adequado, aquilo que representa o que é: fascismo cultural.

A diferença entre o fascismo político e o cultural é bem óbvia. O primeiro impõe regras por meios de leis, a nível social, e faz uso direto da força em caso de resistência. A Venezuela de hoje enfrenta uma forma de fascismo que é político, não cultural. Já o fascismo cultural não precisa necessariamente fazer uso da força física, até porque se o fizer acaba perdendo o efeito desejado. O fascismo cultural é uma prática moral, trata-se de constranger oponentes políticos ou até mesmo pessoas alheias a este meio, com a clara finalidade de silenciá-las pela perda de respeito progressivo.

Ou seja, o fascista cultural não vai bater em você e te enfiar em uma cela - ao menos não em um primeiro momento. Ele vai, através do constrangimento, tentar fazer com que você se sinta acuado, desmoralizado e consequentemente silenciado. A tática consiste em te derrubar moralmente perante o grupo social presente com o objetivo de que você se cale e escute, sem espaço para expressar o que pensa.


A patrulha ideológica tem como movimento de ataque o escárnio público e a pressão social. Os patrulheiros encurralam seus opositores e todos aqueles que "ousam" violar as regras do jogo com acusações, imputações e com uma beligerância absurda. Os ataques feitos com o Alê Oliveira, como bem destacou Eric, tiveram finalidade política muito clara. Assim foi também quando atacaram Mc Biel ou quando caíram de pau em cima de Rachel Sheherazade. Estas pessoas que foram duramente atacadas nem sempre tinham relação com questões políticas, mas todas elas cumpriam ou cumprem papel desafiador, indo contra o status quo vigente, e é por isso que elas incomodam certos grupos.

Visto tudo isso, proponho que em vez de nos referirmos a esses casos como "politicamente corretos", passemos a chamá-los pelo que são: fascismo cultural. Aliás, o blogueiro Luciano Ayan, do site Ceticismo Político, já vem utilizando este termo há algum tempo, mas o ideal é que ele passe a "viralizar" entre a direita brasileira.

9 de dezembro de 2016

Não importa se você gosta, é a verdade

Ontem fiz duras críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro por sua imensa estupidez no caso Jean Wyllys. Hoje, ao contrário do que alguns devem pensar, vou reiterá-las: Eduardo agiu errado não apenas por ter mentido, mas por ter mentido desnecessariamente. Em momento posterior ao post que fiz, Jair Bolsonaro foi defender o filho e mentiu também, não se sabe se conscientemente ou por indução de Eduardo.

Os fatos ainda são os mesmos. Eduardo colocou em seu vídeo uma legenda que não foi aquela adicionada pela Record News. Isso, aliás, fica notório no próprio vídeo que ele publicou. Fiz questão de baixar e fazer o upload aqui, pois algo que me diz que o vídeo vai sumir em breve:

video

O vídeo acima foi postado no canal de Eduardo Bolsonaro no Youtube, no dia 18 de abril de 2016, ou seja, um dia após Jean Wyllys ter cuspido em Jair, seu pai. 

Repare, logo aos 2:02, quando entra em cena o vídeo da Record News. Primeiro, o vídeo entra cortado, tanto que a frase dita pela jornalista Carla Cecato aparece já pela metade. Depois, se você reparar bem, a narração dela não diz "cuspir", mas "cuspi", no pretérito. Até aí, se fosse o caso, ainda seria um erro aceitável.

O problema, entretanto, é que a legenda que aparece na imagem, tanto a primeira em amarelo como a segunda, em branco, não são originais do vídeo da Record, elas foram inseridas ali por quem editou o vídeo. Aliás, percebe-se que há até mesmo erros gramaticais grosseiros nesta legenda, como o uso da palavra "agente" quando a repórter diz "a gente", coisa que dificilmente ocorreria em uma grande emissora de TV.

Só que eu não preciso ficar aqui explicando isso, a perícia da Polícia Civil já analisou e, como bem informou o colunista Lauro Jardim, o laudo determinou claramente que as legendas foram incluídas no vídeo e que elas não constavam no vídeo original da Record. Isso tudo só prova que Eduardo Bolsonaro mentiu duas vezes.


O que é pior nisso tudo é que Jean Wyllys estava errado, muito errado. Cuspir em alguém pode até não ferir, mas é uma grave ofensa, é um desrespeito tacanho e animalesco. Certamente ele deve ser punido por isso e, ouso dizer, nem julgaria se Jair tivesse reagido com algum tipo de violência naquela ocasião. Ainda que fosse errado eu conseguiria entender.

Jean Wyllys cuspiu no rosto de um homem em rede nacional, e ele nem mesmo negou o fato. O vídeo no qual ele aparece falando para Chico Alencar que cuspiu em Bolsonaro é uma evidência de confissão do ato. Depois, quando ele foi para o Facebook se vangloriar, ele gerou mais uma prova contra si mesmo. Esta era para ser uma causa ganha, não havia necessidade alguma de Eduardo ter inventado toda essa besteira.

Se ele fez isso com intenção, ele é tolo. Se fez sem querer, é um completo inepto, um estúpido. Quer você goste ou não, esta é a verdade. Fim de papo.

8 de dezembro de 2016

Bolsonaros fazem cagada outra vez. Agora em nível judicial...

Lembram do caso da cuspida que Jean Wyllys deu em Jair Bolsonarro? Lembram que poucas horas ou dias depois o Eduardo Bolsonaro, que também é deputado federal, fez um vídeo sobre o caso?

No vídeo apresentado por Eduardo ele acusava Jean Wyllys de ter agido de maneira premeditada, o que é perfeitamente possível. No entanto, como "prova", ele mostrou uma gravação das câmeras internas da Câmara dos Deputados em que Wyllys aparecia falando com Chico Alencar. Eduardo alegou que Jean Wyllys teria dito para Alencar que "iria cuspir" em Jair Bolsonaro, e que isso serviria como evidência de premeditação.

Quando Eduardo inventou essa mentira ele obviamente não pensou nas consequências. A Polícia Civil investigou o vídeo, a pedido do Conselho de Ética da Câmara, e descobriu duas coisas extremamente relevantes:

1) O vídeo que Eduardo divulgou é uma parte da gravação que foi feita depois que Jean já tinha cuspido em Jair, não antes.

2) A fala de Jean para Alencar, via leitura labial, foi identificada pelos peritos da Polícia Civil como "Eu cuspi na cara do Bolsonaro, Chico. Eu cuspi na cara do Bolsonaro. Eu cuspi!"

Não sei dizer se Jair Bolsonaro agiu com conhecimento da mentira inventada pelo filho ou se foi vítima dela, mas é fato que em depoimento dado sobre o caso, ele afirmou que o vídeo gravado por Eduardo era autêntico, e isso acabará prejudicando-o juridicamente.

Agora, o vilão virou vítima. Jean Wyllys, o deputado que cuspiu no rosto de um rival em rede nacional, é agora vítima de crime de calúnia. A burrice de Eduardo ficou evidente neste caso, porque ele requisitou o vídeo da Câmara e ele tinha como saber, sim, se o vídeo era de antes ou depois da cuspida do deputado em seu pai. Ele sabia que estava mentindo sobre isso, mesmo assim fez.

O lance é esperar para ver como a coisa vai acontecer. Jair Bolsonaro poderia ter se dado bem nessa, poderia ter processado o oponente, poderia até, em último caso, conseguir alguma punição severa a ele como deputado. Em vez disso, é possível que consiga um processo de volta.

Aos bolsominions resta admitir, de uma vez por todas, que seus ídolos são estúpidos e agem feito moleques. E diante do fato de que todos os fãs do deputado idolatram a polícia, vai ficar feio dizer que o laudo da Polícia Civil é forjado. O fato é que Eduardo mentiu.