29 de novembro de 2016

Quando a Guerra Política se torna uma questão pessoal...

Às vezes é inevitável. Nem sempre conseguimos separar as coisas a ponto de não levarmos certas questões para o lado pessoal. Quando uma discussão é puramente ideológica, quando ela é fundamentada em meras discordâncias, é perfeitamente possível distinguir as coisas. Porém, quando se trata de caráter, a situação fica muito mais complexa.

Para mim, foi o que aconteceu hoje quando vi as matérias do Catraca Livre tentando ganhar acessos a todo custo explorando a tragédia com a Chapecoense. Como catarinense, não tenho como não me envolver. Tive muitos amigos que jogavam futebol e tinham o sonho de serem profissionais, alguns deles tinham até o talento para isso. Tenho amigos que trabalham no jornalismo esportivo também. Não consigo deixar de pensar que aqueles sujeitos no avião poderiam ser pessoas muito próximas a mim.


Sempre soube que a extrema-esquerda é mesquinha, suja e hipócrita. Não posso dizer que estou surpreso com a atitude, mas também não consigo dizer que ela não me incomodou um bocado. Ver o descaso desses palhaços com uma fatalidade tão grave, especialmente após terem declarado solidariedade a Fidel Castro, um ditador perverso, me deu certo embrulho no estômago.

Esta, entretanto, não é a primeira vez que levo alguma questão para o lado pessoal. Diria até que toda a motivação central para que eu faça o que faço é totalmente de cunho pessoal, pois embora seja liberal eu definitivamente não estou preocupado com "o movimento" ou com as nossas bandeiras. Meu foco é salvar minha própria pele e dar uma vida melhor aos meus entes queridos.

O que eu vejo diante disso é que talvez nós tenhamos mesmo que levar mais coisas para esse lado. Afinal, quando alguém quer ver o nosso mal, isso é mesmo pessoal. A luta contra a extrema-esquerda é uma guerra contra a perversão moral, contra a degeneração humana, contra tudo aquilo que há de pior nas pessoas. Tentar separar isso da política é uma ilusão, pois eles tratam política exatamente como tratam a vida, algo que para eles não tem valor algum senão um meio para atingir determinadas finalidades.

Deixo meus pêsames aos parentes e amigos das vítimas, e de modo geral, mesmo não sendo fã de futebol, deixo também meus pêsames para toda a comunidade esportiva. Essa tragédia afetará muitas vidas ainda.

26 de novembro de 2016

Parte da imprensa brasileira se recusa a chamar Fidel de ditador e prova que o jornalismo já está morto e enterrado

Uma matéria publicada pela Istoé, a respeito da morte do ditador e genocida Fidel Castro, acabou chamando minha atenção por ter se referido a ele como líder cubano e lenda do século XX, mas sem citá-lo como ditador.

Ao abrir a matéria, a primeira coisa que fiz foi apertar CTRL + F, e na busca escrevi a palavra "ditador", só para ver se ela aparecia no corpo da matéria. Aparecia, sim, mas só uma vez e ainda tratando como se fosse questão de opinião. Curioso é que a própria matéria reconhece, em diversas passagens, que Fidel governava como dono absoluto da ilha, e que havia somente o seu partido, e que o governo cubano é criticado por violações de direitos humanos. Assim mesmo, recusaram-se a chamá-lo de ditador e genocida, que é o que ele sempre foi.

Estranho, não é?

O fato é que nossos "jornalistas" há muito tempo não o são. Deixar de chamar as coisas pelo nome que lhes é apropriado já é uma forte evidência disso. Fidel Castro foi um ditador, assim como seu irmão, Raul Castro. Isso não é uma questão de opinião, é um fato que provavelmente nem ele mesmo negaria. Tratá-lo como herói - um homem que massacrou milhares de pessoas ao longo de sua vida e que deixou um país inteiro na miséria enquanto vivia no luxo - é um crime moral, chega a ser até anti-ético.

Qualquer pessoa minimamente decente precisa entender que já está mais do que na hora de ridicularizar esse tipo de profissional. O que eles fazem não é jornalismo, é propaganda.


25 de novembro de 2016

Qual a moral do BuzzFeed para acusar outros sites de serem boateiros?

Para quem não sabe, esta semana o BuzzFeed publicou uma matéria na qual trazia o "problema" das notícias falsas publicadas em sites de mídia independente. É bem verdade que isso existe, inclusive posso citar nominalmente o Pensa Brasil, o Mídia Sem Máscara e a Folha de São Paulo como sites cujo conteúdo é 90% falso. Contudo, quando vi Joselito Muller e Sul Connection - site para o qual escrevo periodicamente - me perguntei: Quem esses caras do BuzzFeed pensam que são?

O site é por si só uma central de hoax. Inclusive, na matéria em questão, eles já mentiram ao colocar o Sul Connection como um site de notícias falsas, uma vez que o SC é provavelmente um dos sites mais isentos deste problema em toda a mídia alternativa brasileira. Na lista colocaram também o site Joselito Muller, que não é um site de notícias falsas, mas um site de humor muito similar o que fazem no The Piauí Herald ou Sensacionalista (ambos do grupo UOL, aliás).

O BuzzFeed é um site de besteiras e aleatoriedades diversas. É no máximo um portal com a pretensão de ser jornalístico. Ademais, mentiram copiosamente durante toda a cobertura das eleições, tanto a dos EUA como a daqui. Mas para não dizer que sou injusto, após terem mentido sobre o Sul Connection eles mesmos recuaram e disseram que foi "um engano". Na matéria, se você acessá-la agora, será possível ver que eles removeram o nome do SC da lista e fizeram uma errata no final.

Ainda assim, sites estúpidos como UOL compartilharam a informação diretamente de lá, sem ao menos confirmar se era verídica ou não. No Olhar Digital é possível ver um artigo postado com a lista original, e os infelizes que se dizem jornalistas não foram sequer capazes de averiguar que a matéria do Sul Connection citada no BuzzFeed não só era verdadeira como tinha as mesmas informações que foram passadas por praticamente todos os veículos de mídia, incluindo o próprio UOL.

BuzzFeed é um site de porcarias, com vários colunistas medíocres e faz um trabalho medíocre, como é de se esperar. Qual a moral desses infames mentirosos para acharem que podem definir o que é notícia falsa e o que não é?


17 de novembro de 2016

A insistência da imprensa em comparar Trump com Dória certamente tem seus propósitos



É difícil dizer se a imprensa brasileira odeia mais o Dória ou mais o Trump, mas é evidente que ela odeia a ambos em uma grande escala. No entanto, há poucas semelhanças entre ambos. Donald Trump e Dória possuem em comum apenas o fato de serem empresários que se tornaram políticos e que, antes disso, ficaram famosos na televisão. O perfil ideológico-político de ambos, entretanto, é completamente distinto.

Trump escolheu, durante a campanha, uma postura muito mais radical e agressiva - o que talvez tivesse até sido bom se ele não desse tanta bola fora. Venceu, mas por uma margem não tão vantajosa se pararmos para pensar na enorme rejeição dos americanos por Hillary Clinton. Já o tucano venceu em São Paulo com folga, em primeiro turno, sem que o segundo colocado tivesse qualquer chance.

Além disso, Dória adotou uma postura muito mais centralizada, sem agressões, apenas ataques feitos na medida certa. Dória não é um homem de exageros e nem é extravagante como o americano. Ainda que ambos tenham apresentado um programa de TV com mesmo nome, lá e aqui, os discursos deles são absolutamente incompatíveis. João Dória até poderia ser a melhor opção para São Paulo nesta eleição, mas sequer daria para dizer que é alguém 'de direita', no máximo alguém de centro, como um democrata qualquer.

Manchetes como esta, no entanto, tem sido frequentes:


Talvez, uma das principais finalidades da imprensa brasileira em fazer esse tipo de comparação seja a de aproveitar os erros que virão a ser cometidos por um deles e criar, com isso, comparações paralelas. Ademais, Trump tem uma rejeição bem maior do que João Dória, e colar a imagem de um em outro pode criar a impressão de que o tucano é tão rejeitado quanto.

Outro propósito por trás de tais comparações pode ser o fato de que Dória prometeu extinguir secretarias inúteis como a de Igualdade Racial e Direitos Humanos, e isso servirá para forçar uma narrativa de que Dória é racista e misógino, mesmas coisas que a mídia diz sobre Donald Trump.

16 de novembro de 2016

Ridículos: Intervencionistas mais uma vez queimam o filme da direita ao invadirem Câmara dos Deputados

Como se já não bastasse a própria existência para fazer a direita brasileira passar vergonha, os intervencionistas resolveram nesta tarde invadir a Câmara dos Deputados para protestar contra sabe-se lá o quê e, é claro, pedir intervenção militar. Relatos apontam que alguns manifestantes gritaram pela presença "do general", mas não sabem exatamente qual deles.

Outros manifestantes teriam gritado por Sérgio Moro, o que não condiz muito com a questão, já que Moro é um juiz que trabalha direitinho, fazendo o que lhe é de competência. O que eles queriam que Moro fizesse lá, afinal?

Eis que essa atitude se assemelha - e muito - aos desmandos da extrema-esquerda. É ela que costuma promover esses atos de baderna, gerar quebra-quebra, vandalismo e violência de modo geral. No começo, quando a invasão começou e as primeiras coisas começaram a ser quebradas, todos os presentes pensaram ser algum piquete promovido por movimentos como MTST ou UNE.

Definitivamente, essa gente só envergonha a direita brasileira. São atitudes como essa que servem para vender a imagem de que somos um bando de ignorantes. Analisando de forma fria, essa atitude não trouxe e nem trará qualquer coisa que seja útil.

Patético!


11 de novembro de 2016

Você não viu - e provavelmente não verá - este vídeo em NENHUM canal da grande mídia

Nos Estados Unidos, em Chigago, no dia em que Donald Trump foi anunciado como o novo presidente eleito no país, um homem que aparenta ser de idade já avançada é violentamente agredido por diversas pessoas. O vídeo mostra o extremismo, a boçalidade e todo o ódio direcionado a um senhor que, segundo se percebe pelo próprio vídeo, teria votado em Trump.

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O vídeo não deixa nenhuma dúvida sobre a motivação do ataque violento. As pessoas que aparecem chutando, socando, empurrando e até mesmo roubando o homem estão claramente motivadas a atacá-lo por ele ser eleitor de Trump, sem mais do que isso. Além disso, percebe-se de forma clara que o homem mal consegue reagir ao ataque, até porque tudo foi feito de maneira absolutamente covarde.

Este vídeo não foi exibido no Jornal Nacional. As declarações de eleitores do Trump dizendo algumas bobagens, sim. Este vídeo não foi exibido pelo Jornal da Globo, nem pelo Hora Um, nem pelo Bom Dia Brasil, mas os vídeos que mostravam Trump falando asneiras, sim. O Buzz Feed também não publicou este vídeo, mas por alguma razão ele publicou outro vídeo, um no qual crianças em uma escola gritam "Build the wall!", em referência a promessa de Trump de construir um muro, que aliás ele nunca vai cumprir.

Este, aliás, não foi um caso isolado. Talvez tenha sido o mais grave, mas são diversos os casos de eleitores de Trump agredidos nos EUA, inclusive havia pessoas com medo de dizer publicamente que votariam no Republicano, pois consideravam perigoso, tinham medo de ser hostilizadas.

Você não verá este vídeo em nenhum dos grandes canais da imprensa, tanto nacional quanto internacional. Nestes canais você só vai ver críticas ao Trump, aos seus eleitores e a qualquer um que ouse discordar minimamente do establishment.

10 de novembro de 2016

A esquerda não jogará a toalha com a derrota de Hillary, é importante que isso fique claro

Claro que é muito divertido caçoar dessa gente, especialmente dos jornal... dos torcedores da campanha de Hillary. É até mesmo necessário aproveitar essas oportunidades para constrangê-los. Contudo, não podemos esperar de nossos adversários qualquer tipo de desistência. Eles não jogarão a toalha. O que aconteceu com G W Bush enquanto ele presidiu os EUA certamente acontecerá com Trump, mas em proporções ainda maiores.

Para quem não lembra, quando Bush derrotou Al Gore em 2000, se tornando presidente da América, muitos cogitaram que aquele poderia ser "o fim" do partido Democrata. Eles estavam envolvidos em diversos escândalos por conta do governo Clinton, e não eram só escândalos de corrupção. Havia, além do caso sexual entre Bill e Mônica Lewinski, uma grave suspeita de pedofilia sobre o então presidente, o que nunca veio a se comprovar realmente.

Era um momento aterrador para a esquerda e para a extrema-esquerda americana, muitos poderiam pensar que ela desistiria. Porém, não foi isso o que ocorreu. Ao contrário, aliás. Como oposição, os Democratas foram extremamente eficazes na era W Bush, e durante todo seu governo praticaram todo tipo de ataques, alguns realmente justos e outros extremamente baixos.

Absolutamente qualquer coisa que Bush fez foi criticada pela oposição Democrata, e a questão das guerras no Iraque e no Afeganistão foram marteladas à exaustão, exatamente como foi a questão da Guerra do Vietnã. Isso, é claro, apenas nos últimos anos da guerra, quando os presidentes foram Nixon e Ford, dois Republicanos.

O resultado desse trabalho de guerra política e narrativas contra o governo foi a eleição de Obama, em 2008, contra John McCain. O Democrata teve quase 10 milhões de votos a mais, e teve o dobro de delegados. Uma tremenda vantagem, aliás. Depois, Obama se reelegeu novamente com 5 milhões de votos a mais do que seu concorrente Republicano, Mitt Romney, e 130 delegados a mais.

Ou seja, foram duas eleições fáceis para os Democratas, e desta vez eles perderam mais pelo fato de a candidata ser Hillary Clinton do que o opositor ser Donald Trump (que aliás era do partido Democrata há pouco tempo). Clinton ainda assim fez uma excelente votação, chegando a ter alguns milhares de votos a mais do que Trump, perdendo apenas no número de delegados, e com uma diferença não tão grande assim se comparada com as vitórias Democratas das últimas duas eleições.

O caso é que, seja como for, a esquerda não irá jogar a toalha. Trump vai apanhar muito. Vai apanhar diariamente. Aliás, já está apanhando. As manchetes apocalípticas já estão pipocando por aí, e como presidente ele enfrentará oposição dentro da própria casa. Os Democratas trabalharão na desconstrução de sua imagem dia e noite até que não sobre mais nada. E se somarmos isso com o fato incontestável de que ele, enquanto presidente, jamais terá como colocar em prática tudo o que prometeu, o que sobrará de Trump provavelmente é uma imagem completamente destruída.

Se ele não for mesmo muito esperto, é bem provável que sequer consiga uma reeleição em 2020.


9 de novembro de 2016

O desespero da mídia pró-Hillary está hillário

Este blog já havia denunciado, há algum tempo, as atuações patéticas e dignas de asco da mídia brasileira em prol de Hillary Clinton. Aliás, não eram apenas em prol de Hillary, mas do Partido Democrata em si. Comentaristas como Arnaldo Jabor passaram meses denegrindo Trump e enaltecendo as qualidades Democratas, exatamente como fizeram com Obama em 2008 e 2012.

Esse ranço da imprensa contra os Republicanos não é recente. Quando George W Bush era presidente, ficava em clara evidência o tipo de propaganda que se fazia nas redações de jornal, substituindo o verdadeiro jornalismo, que consiste em passar ao públicos as informações. 

A jornalista Eliane Cantanhêde, por exemplo, disse o seguinte:


Como assim, que democracia é essa? É a mesma de sempre, aquela na qual o voto da maioria decide. Ou a jornalista considera democracia apenas quando a decisão está de acordo com o que ela quer? Ao que parece, sim.

Já o caso de Guga Chacra, jornalista pró-Hillary da Globo News, é mais irônico. Ele ficou realmente chateado com as pesquisas que apontavam vitória da Democrata. 


Nunca a expressão "Chora Mais" tinha feito tanto sentido, essa é a verdade.

8 de novembro de 2016

O erro e a soberba: Como Flávio Morgenstern caiu de analista político a embusteiro (parte 2)

Este artigo é uma continuação. Para entendê-lo, leia a primeira parte aqui.

Na última sexta-feira, havia sido postado no site Ceticismo Político um artigo muito breve no qual foi citado o nome de Morgenstern. O caso é que em um de seus podcasts, o analista do Senso Incomum soltou uma pérola daquelas que chega a fazer meus ouvidos arderem. Disse ele, referindo-se a Hillary Clinton:
“A confusão de conceitos dela é brutal. Ela não sabe mesmo o que ela está fazendo, ela não sabe o que vai fazer ao mundo e ela não faz ideia das consequências do governo dela no mundo.”
Não preciso dizer - até porque o texto do Ceticismo Político já demonstrou isso - o quanto é lamentável um analista político, especialmente um que se orgulha de ser um hábil observador, comentar uma bobagem de tamanha grandeza. O problema poderia acabar aí, mas Flávio, imitando Olavo de Carvalho, foi até a página de Luciano Ayan no Facebook e fez um comentário lá, todo afetadinho, tratando a crítica - que até então tinha sido construtiva - como se fosse um ataque à sua honra.

Exatamente como o Guru boção da Virgínia, Flávio se mostrou como alguém que não sabe lidar com crítica alguma e que quer todos o amando e idolatrando o tempo inteiro. Aliás, o comentário abaixo, que ele fez na página, foi apagado por ele próprio depois, um claro sinal de que sabe que fez cagada, mas ao mesmo tempo um claro sinal de incapacidade de reconhecer, com alguma humildade, o seu ridículo erro.

Flávio escreveu, para Luciano Ayan:
Luciano, agradeço a menção elogiosa, mas… pelamordedeus, isso é post de Pragmatismo Político, não de Ceticismo Político. Fazer manchetezinha sensacionalista (!) porque COMPAREI Hillary a Putin e Trump, dizendo que os outros dois têm uma clareza muito maior e uma coerência muito maior de visão de mundo, enquanto Hillary não vai agüentar as conseqüências de seus próprios desmandos, separar a frase apartando-a do que disse ANTES E DEPOIS (ou melhor, por UMA HORA ANTES E DEPOIS) e então afirmar que eu disse que Hillary é “inocente” (ou seja: burra) e fazer esse siricotico todo beira o mau-caratismo.
É puro caça-click à troca de tentativa de boataria, algo completamente diferente do que costumo ler de você. E as moscas varejeiras que ligam pra isso são, justamente, as duas principais raças que justificariam o Holocausto. Primeiro os LEITORES DE MANCHETE, aquela turma que tem freada de caminhão de 24 eixos na cueca que SÓ LÊ o boato ridículo que você tentou provocar e sai por aí dizendo: “Ai, mimimi, que estúpido, ela tá envolvida em pedofilia, assassinato, ditadura, satanismo e ele acha que ela é INOCENTE” (ou seja, tudo o que EU denunciei por MAIS DE UMA HORA nesse podcast). É o alimento para os BINARISTAS PALPITEIROS DOS RÓTULOS, a camorra de comedores de cocô no palitinho que alarga o espalhafato e começa a dizer: “Ui ui ui, ele não é de direita, é esquerdista, libertário e socialista fabiano”.
Faça seu bom serviço sem tentar manchar reputações com boatinhos ridículos, isso não tem nada a ver com o que você costuma fazer. Esse post aí poderia ter sido escrito pelo Leonardo Attuch que não daria pra notar a diferença.
O tom da reação de Flávio é completamente desproporcional, mostra afetação excessiva e um ego enorme muito ferido. Felizmente não preciso destrinchar esses três parágrafos de besteirol, uma vez que o próprio Ayan o respondeu bem aqui. Seja como for, se você olhar a crítica apontada no Ceticismo Político e comparar com o comentário feito pelo Flávio, aquele que o próprio deletou - talvez por vergonha, fica nítido o exagero.

No primeiro artigo postado pelo Ceticismo Político não houve qualquer ataque a índole de Flávio, nem mesmo qualquer crítica que atingisse sua reputação. Foi apenas o apontamento de um equívoco que seria melhor não cometer, algo que ele poderia ter compreendido como construtivo, assimilado. A reação mostra que o analista em questão caiu bem alto do pedestal no qual se colocou, despencou lá de cima e bateu os beiços no chão. 

Assim como seu 'mestre', Flávio se deixou levar pelo ego, pelos puxa-sacos e pela quantidade imensa de gente que vem ludibriando com seus artigos fuleiros há pelo menos alguns meses, já que a qualidade do site Senso Incomum tem caído mais rápido do que aprovação do governo Dilma em 2015.


7 de novembro de 2016

O erro e a soberba: Como Flávio Morgenstern caiu de analista político a embusteiro (parte 1)

Sempre gostei muito de Flávio Morgenstern, cheguei a ler seu livro e o aprovei, inclusive fiz uma análise crítica a respeito que está bem aqui. Nunca levei o fato de Morgenstern ser olavette muito a sério, ainda que vez ou outra ele tenha exagerado na dose. O problema, talvez, é que a soberba subiu tão alto em sua cabeça que recentemente os escorregões dados por ele têm sido cada vez mais recorrentes.

O livro "Por trás da máscara" tem um bom trabalho de pesquisa, é repleto de fontes que confirmam as informações e fica bem fácil distinguir a opinião do autor dos fatos (muito embora, neste caso, a opinião dele condissesse com os fatos). Foi um trabalho acurado, digno de respeito até. Isso, então, mostra que Morgenstern é perfeitamente capaz de fazer um bom serviço no que diz respeito a pesquisa. Por que, então, em seus dois podcasts a respeito da eleição nos EUA e Vladimir Putin, ele não teve o mesmo desempenho?

Meu amigo Guilherme Schneider escreveu para o site Sul Connection uma breve análise a respeito de alguns dos inúmeros equívocos cometidos por Morgenstern no Guten Morgen 18 e Guten Morgen 19 (confira aqui). Só o que você encontrará nesse artigo já desmonta praticamente todo o trabalho mal feito do analista do Senso Incomum, que na prática mais parece senso comum mesmo. Desta forma, não terei sequer o trabalho detalhar suas falhas que já estão expostas, quero apenas analisar a parte que me interessa:

O que leva um bom analista político a um declínio tão miserável?

Minha teoria é que Flávio ficou mal acostumado e passou a viver dentro de uma bolha social-virtual. Como fica evidente nos comentários de suas postagens, ele é cercado de puxa-sacos, e uma boa parcela desses puxa-sacos são aqueles que vieram até ele por conta de sua proximidade com Olavo de Carvalho. Como já foi explanado aqui diversas vezes, Olavo é um farsante, e muitas de suas farsas eu mesmo fiz questão de desmascarar por aqui. Só que o Guru da Virgínia é um farsante esperto, ele criou uma seita de seguidores fanáticos que o defendem, quer ele esteja certo ou não, e Flávio, apesar de ser inteligente, saiu justamente desse nicho, não por acaso, em seu livro, ele cita o 'mestre' muito mais vezes do que o necessário para o contexto.

Morgenstern, por estar rodeado de pessoas que nunca o criticam, ou que fazem críticas mais 'amistosas', certamente ficou preguiçoso e, pelo que se nota em todo o site Senso Incomum, perdeu o empenho em fazer um serviço de qualidade. Isso tanto é verdade que o Senso Incomum é hoje um site de caça-cliques, cheio de manchetes sensacionalistas e tendenciosas que induzem o leitor a clicar apenas para se decepcionar com um conteúdo mais raso do que um pires.

Flávio resolveu então apostar na prolixidade. Seus textos, normalmente enormes, se tornaram extremamente superficiais e cheios de encheção de linguiça. O mesmo aconteceu com os podcasts. Se você é alguém que conhece o trabalho de Olavo de Carvalho nos últimos anos, certamente irá notar algumas semelhanças aí. O podcast de Morgenstern a respeito das eleições nos Estados Unidos é um emaranhado de frases soltas que mal se conectam entre si, além de pérolas que seriam dignas de um True Outspeak. O mesmo formato que Olavo de Carvalho adotou em suas 'aulas', Flávio tem seguido em seus podcasts:

1) Propõe um trabalho pretensioso, cujo título sugere muito mais do que a própria capacidade técnica dele lhe permite.
2) Sendo improvável que consiga cumprir a promessa feita no título dos podcasts, ele aposta em jargões e frases de efeito, que em geral são dignas de pena.
3) Toda a narrativa criada a partir disso é baseada em coisas sem nenhuma evidência, em afirmações logicamente incoerentes e alegações improváveis.

Só para se ter uma pequena ideia do nível de absurdos ditos nesses podcasts, no último Flávio chegou a dizer que "O Protocolo dos Sábios de Sião" foi forjado pela KGB, sendo que este documento já existia no século XIX, muito antes de a KGB sequer existir (este fato também é abordado por Guilherme Schneider no Sul Connection). Por acaso isso não lembra exatamente o jeito de um certo senhor que mora lá nos Estados Unidos? Não é comum a este senhor, justamente, o ato de dizer bobagens sem cabimento algum com o maior tom de autoridade possível?

Ouso dizer que Flávio Morgenstern poderia ser bom, sim. Ele poderia, mas o olavismo o transformou em um zumbi lobotomizado. A análise feita por Schneider, na qual vários erros dele são apresentados e desmascarados, mostra que não foi um mero relaxo de sua parte, mas um verdadeiro show de bobagens e desinformação, tudo isso baseado em 'sabedoria de boteco'. Grande parte das bobagens ditas por ele são o tipo de coisa que você ouviria de um tiozinho como Paulo Eneas em algum bar, entre um gole e outro de pinga. O conteúdo é recheado de bobagens que, em parte vêm da grande mídia anti-Trump (Globo, Grupo Folha, etc), em outra parte vêm da boca do próprio Guru.

A soberba de Flávio o cegou. Por ser rodeado de bajuladores, assim como seu 'mestre', ele se acostumou a não ouvir críticas, nem mesmo as construtivas, fato este que até será melhor explanado na segunda parte deste artigo, na qual pretendo trazer a reação ridícula dele diante de um apontamento feito no site Ceticismo Político, de Luciano Ayan.


A segunda parte será disponibilizada amanhã, dia 8.


5 de novembro de 2016

No momento, só os liberais estão de fato combatendo a esquerda

Muito se sabe que a esquerda ou a extrema-esquerda precisam, de fato, ser combatidas e devidamente enfrentadas. Este é um fato de todos à direita do espectro político reconhecem, e é algo que a maioria dos libertários ou até anarco-capitalistas também entende como necessário. Contudo, quem de fato está combatendo a esquerda, ao menos de maneira efetiva, são os liberais.


Não que por isso eles não mereçam ser criticados quando falham, pois isso é obviamente preciso. Contudo, as inúmeras críticas estúpidas por parte dos neoconservadores aos liberais não possuem fundamento. Quando dizem que os liberais são "amigos" da esquerda, ou quando acusam o MBL de ser um movimento fabiano, ou, ainda, quando atacam o EPL pelo fato de o movimento ter um monte de idiotas (e tem mesmo), os neoconservadores esquecem de um fato importante: eles não estão fazendo absolutamente nada para combater os esquerdistas, nem mesmo para combater os liberais que tanto odeiam.

O Movimento Brasil Livre, a despeito de seus equívocos, é um dos poucos movimentos que este país já teve e que de fato fez algo contra a esquerda de maneira eficiente. O MBL soube capitalizar de forma inteligente e prática em cima de um desejo popular, e com isso articulou a derrubada de Dilma Rousseff do poder. Tudo isso em dois anos de existência, só para registrar. Hoje, não temos como saber o que teria acontecido se o MBL nunca tivesse existido, mas ouso dizer que Dilma ainda seria presidente.

Além disso, nestas eleições o MBL elegeu oito candidatos, além de ter apoiado a campanha de outros 10 prefeitos vitoriosos, dentre eles Marchezan, em Porto Alegre, e Dória, em São Paulo. Fernando Holiday foi um dos candidatos mais bem votados na capital paulista. Tudo isso, reforço, conquistado em dois anos. Foi o MBL que, bem ou mal, quebrou a hegemonia política da extrema-esquerda no campo eleitoral.

No campo acadêmico, o EPL tem feito um trabalho relativamente bom. Qualquer um que me conhece ou que acompanha este blog sabe que tenho - e que já fiz - duras críticas ao movimento. Inclusive considero que eles erram mais do que acertam. Ainda assim, o EPL é o único movimento liberal que conseguiu, em poucos anos, contornar a hegemonia extremista da esquerda dentro das universidades. Hoje, graças a este movimento, existem DCEs liberais, ou pelo menos existem chapas liberais concorrendo por aí. Isso, ainda, sem mencionar o simples fato de existir um movimento liberal dentro de universidades tupiniquins. Só isso já é motivo para comemorar.

De modo geral, quem vem combatendo a extrema-esquerda no país são os liberais e os libertários, seja no campo cultural, seja no campo das ciências econômicas e sociais, seja no meio acadêmico ou mesmo nas urnas. Os fãs de Olavo de Carvalho que me perdoem, mas quais foram seus feitos práticos até hoje? Quais os resultados de suas ações? O ato em prol de Donald Trump na Paulista foi um fracasso, senti até vergonha de ver aquilo. E o mesmo vale para os fãs de Jair Bolsonaro. Um deputado federal que vota a favor do próprio aumento de salário em quase 80%, que vota a favor de aumento de impostos e que atua como propagandista das pautas do PSOL, ajudando a eleger Jean Wyllys, não é exatamente um exemplo de eficiência. Isso, ainda, sem mencionar que o único projeto aprovado por Jair, o do voto impresso, é na realidade de autoria do deputado Leonardo Picciani, do PMDB.

O que Bolsonaro fez de efetivo para combater a extrema-esquerda? Ele falou no microfone da Câmara? Onde estão seus projetos para revogar o desarmamento? Precisou, em 2012 (depois de mais de 20 anos que Bolsonaro já era deputado), que viesse um peemedebista para propor a PL 3722. Olavo de Carvalho é outro pretensioso, mas na prática mesmo suas conquistas são nulas, e tudo o que Olavo fala de si mesmo é pura invencionice que os fãs repetem feitos zumbis.

A propósito, não custa lembrar também que os dois atos pró-Bolsonaro, um realizado em maio e outro em junho, foram um fracasso ridículo. Somadas as duas manifestações, em plena São Paulo não foram capazes de reunir mil pessoas. Até o MPL já fez melhor do que isso.

Os neoconservadores podem criticar o quanto quiserem, podem até se orgulhar de sua incompetência, mas o fato ainda é que eles não têm feito absolutamente nada efetivo no combate às ideologias vermelhas. Este trabalho, mesmo com algumas falhas corrigíveis, tem sido realizado somente por liberais e libertários. No Brasil, é claro.

4 de novembro de 2016

Você não derrotará seus inimigos com bondade e misericórdia


Pode parecer algo ruim de se dizer, mas é a mais pura realidade. Se seus inimigos são pessoas ruins, mal intencionadas e se elas querem ver o seu mal, é muito improvável que você consiga derrotá-los sendo bom, limpo, honesto e misericordioso. Aliás, como Sun Tzu disse, na guerra uma das qualidades mais importantes é o oportunismo.

Você não deve ter misericórdia, não deve pegar leve com seus adversários. Quando falamos de esportes existe uma competição saudável, mas no caso da política sabe-se que nem sempre é assim. Muitas vezes, deixar de derrotar um inimigo em nome de algum ridículo senso ético é basicamente o mesmo que permitir a barbárie.

Se olharmos para a história, veremos que há muitos casos de ditadores que começaram sua trajetória dentro da política tradicional. Eles sempre expressaram seus interesses totalitários, mas nunca foram devidamente combatidos por quem se opunha a isso. No fim, quando chegaram ao poder, praticaram genocídio, mandaram prender seus adversários e fizeram o que quiseram fazer sem nenhuma punição.

É preciso ter em mente que não existe isso de "bem contra o mal", porque o verdadeiro bem não possui a menor chance contra o verdadeiro mal. Se você quer combater pessoas ruins, é necessário cultivar uma energia negativa. É preciso ser ruim para destruir aquilo que é ruim.

Uma pessoa boa não mataria Adolf Hitler friamente, mesmo se pudesse fazer isso sem punição, porque teria certos freios éticos que a impediriam. Uma pessoa com um pouco de maldade, mas que entendesse o enorme mal que Hitler representou, faria isso sem pensar duas vezes.

A tolerância excessiva faz das pessoas boas e inocentes um alvo, não uma ameaça.