30 de outubro de 2016

Militantes pró-Hillary contra a moradora de rua: o fim de qualquer discussão sobre o extremismo da esquerda

Caso você seja um desses tolos que acredita cegamente que a esquerda americana é 'muito diferente' da nossa, ou se você é um desses manés que grita "Fora comunistas" e acha que Hillary Clinton é boa opção, sugiro que assista o vídeo abaixo:


No vídeo, você vê militantes pró-Hillary agindo feito um bando de animais e atacando uma moradora de rua. O motivo? Ela 'ousou' defender Donald Trump, se recusando a deixar que os militantes vandalizassem a estrela com o nome do candidato. Foi só isso. 

É nessas horas que você percebe que há, sim, muito mais semelhanças do que diferenças entre os 'justiceiros sociais' daqui e os de lá. É nesse momento que você pode perceber como há, de fato, uma mesma veia que une os extremistas. É um traço comportamental da esquerda internacional esse tipo de coisa. Quando um negro, um pobre, um gay ou uma mulher (as chamadas minorias) 'ousa' ficar entre os trogloditas e o poder, é dessa forma que são tratados, seja no Brasil, na França, nos EUA ou onde quer que seja.

Talvez isso abra seus olhos e o faça perceber que lidamos com uma milícia perigosa, não apenas com 'pessoas inocentes e equivocadas'.

27 de outubro de 2016

Fãs de Bolsonaro: Os "machões" de internet que apanham na vida real e ficam acuados

Recebi há alguns dias a informação de que Thaís Azevedo, uma das pessoas que administram a página "Moça, não sou obrigada a ser feminista", foi atacada (virtualmente) por fãs de Jair Bolsonaro. O motivo? Ela supostamente teria dito na página que não apoiava o candidato. Sim, é só isso mesmo.

Ocorre, pelo que me informaram, que houve um post na página em questão no qual alegaram não apoiar Jair Bolsonaro. Um ponto importante que deve ser considerado aqui, aliás, é que esta página é conhecida por fazer oposição muito firme à extrema-esquerda. Este fato bastou para que os minions escolhessem Thaís como alvo, uma vez que ela é uma das pessoas que mais aparece em fotos e vídeos, e aí os mongoloides acreditaram que ela seria a autora do post.


A despeito do fato de que expressar uma opinião, seja ela qual for, deveria ser mesmo um direito, e levando-se em consideração que a crítica também é um direito, seria normal que houvesse críticas a ela ou a página por parte dos fanboys de Bolsonaro. O problema é que a coisa foi bem mais longe do que isso.  Além de criticarem agressivamente, os minions partiram para ameaças e levaram a discussão para além da página, chegando até a garota em seu perfil pessoal na internet. O pior é que ela foi até ameaçada por isso.






Outro caso muito semelhante que ocorreu há alguns dias foi o de Rodrigo Jungmann. Ele, que é conservador e é até mesmo admirador de Olavo de Carvalho, fez uma postagem expressando sua opinião a respeito da infantilidade dos fãs do deputado, alegando que chamá-lo de "mito" é algo ridículo (pura verdade, aliás). Foi o que bastou para os minions depositarem uma série de dejetos na postagem dele. Como se não bastasse, printaram o que ele disse, jogaram em um grupo - algum tipo de 'reunião de minions' - e chegaram a incitar que o mesmo fosse escrachado por ter emitido sua opinião.



Detalhe importante nisso tudo é que o trabalho de Jungmann contra a extrema-esquerda é excelente. Ele, mais do que qualquer Bolsonaro, mais do que qualquer seguidor estúpido do deputado, vem há anos peitando sozinho a fúria dos extremistas dentro das universidades. Na semana passada ele chegou a ser atacado por estudantes marxistas na FAFICA, matéria que inclusive publiquei por aqui. O homem é, além de filósofo, um palestrante corajoso que foi inúmeras vezes dar a cara pra bater em ambientes hostis defendendo posicionamentos contrários ao status quo.

Uma coisa curiosa que quero lembrar aos leitores é o fato de que esses mesmos bolsominions, em situações nas quais tiveram a oportunidade de mostrar algum tutano, agiram como garotinhos. Exemplo disso foi o caso do estudante que foi expulso de dentro de uma universidade por entrar lá com uma camiseta do Bolsonaro. Outro caso foi aquele ocorrido na UFRGS, em que três militantes de esquerda enfrentaram um monte de fãs do deputado e todos eles ficaram acuados, olhando de longe.

Neste caso, questiono: Se são tão corajosos assim na internet, a ponto de ameaçarem uma pessoa que está do mesmo lado que eles apenas por discordar pontualmente de alguma coisa, por que não fizeram nada nestes casos em que a extrema-esquerda os atacou fisicamente? Por que não houve retaliação da parte deles contra aqueles esquerdistas que bateram em um aluno que era fã do Bolsonaro, no Rio Grande do Sul? E quanto a cuspida que Jean Wyllys deu na cara de Bolsonaro, que nem mesmo o próprio se dignou a tomar alguma atitude?

Esses moleques são tão corajosos atrás de um computador, mas quando a situação sai do virtual para o real parece que essa coragem se esvai. Gente assim realmente vai passar a vida inteira apanhando da extrema-esquerda, disso não tenho dúvidas.

26 de outubro de 2016

Fórum da Liberdade e os recorrentes erros dos liberais


Talvez eu pudesse escrever, aqui, a respeito da atuação de Jair Bolsonaro no 3º Fórum da Liberdade e Democracia, que ocorreu no último fim de semana, e fazer algumas críticas. Contudo, observando bem a situação, reparei que não houve nada de novo da parte dele. Bolsonaro foi apenas tolo como já lhe é costumaz, de modo que criticá-lo aqui não traria qualquer novidade. Minha chateação é com a estupidez recorrente dos liberais por não perceberem o óbvio.

Muita gente ficou em dúvida sobre como reagir a respeito da presença do deputado no evento. Muitos ficaram irritados com a postura dos bolsominions, que tumultuaram o evento o tempo inteiro - como se não fosse óbvio que isso aconteceria. Também houve diversas críticas às posturas de Fábio Ostermann e Hélio Beltrão, que participaram do mesmo painel.

Verdade seja dita, tudo isso é bobagem. Pouco importa se todos eles foram ruins (e eu acho que foram, sim). O ponto central do erro não é o debate em si, mas a organização do evento que cometeu o imenso equívoco de chamar Bolsonaro para estar lá. Em outras edições do Fórum, a propósito, isso já havia ocorrido. Até Ciro Gomes já participou de um desses eventos.

Sim, eu sei. Estas figuras são convidadas justamente por serem antagônicas, e porque os liberais querem 'provar para o mundo' o quanto são tolerantes com seus oponentes. Pois é. Isso é burrice. Se é para ser assim, na próxima chamem um jihadista, uma líder do Femen e um neonazista. Que tal?

Não é assim que se faz um movimento político sólido. Os liberais foram desrespeitados e humilhados em sua própria casa, e isso é muito grave. Quando a extrema-esquerda ou a extrema-direita fazem seus eventos políticos, eles não convidam liberais para estarem lá. Não é apenas porque eles não gostem de nós, é também porque sabem que esse tipo de evento deve servir para fortalecer o movimento, não para dividi-lo. Da maneira como tem sido feito, o Fórum da Liberdade atende apenas a uma finalidade: gerar controvérsias dentro do próprio movimento.

A maneira correta de se fazer isso é chamar apenas liberais, ainda que de variadas vertentes, e gerar um debate em que todos firmem suas posições na mesma direção, uns mais radicais e outros menos. Quando a extrema-esquerda organiza eventos como debates públicos, todos os debatedores são de esquerda, uns mais radicais e outros um pouco menos.

Alguns podem alegar que fazem isso por serem intolerantes, o que também é verdade, mas não é só isso. Trata-se, isto sim, de uma estratégia de coesão. Se o objetivo do evento é fortalecer seu projeto político e sua militância, é necessário que ele seja voltado para firmar suas posições. O Fórum da Liberdade e Democracia deveria ter apenas liberais, libertários e, no máximo, alguns políticos de centro para servirem de saco de pancadas.

O erro de muitos liberais e libertários é achar que pode ser tolerante com quem é intolerante, ou de acreditar que pode ceder espaço para quem quer destruí-los. Bolsonaro, assim como Ciro Gomes, assim como qualquer outro nacionalista (porque Bolsonaro não é e nunca foi um conservador), assim como qualquer comunista, querem acabar com as ideias liberais. Simples assim. Se eles precisarem estão até dispostos a se unirem contra nós, como se viu no caso de Olavo de Carvalho, que chegou a usar a mesma narrativa criada pela esquerda para atacar os liberais, compartilhando até posts feitos por esquerdistas.

Temos que agir com mais inteligência e parar com essa história de fingirmos que somos bonzinhos.

Não é pela ideologia, é pelo poder!

A luta dos movimentos políticos, embora tenha lá suas motivações ideológicas, nunca tem a ideologia em si como objetivo. Pelo contrário, aliás. Uma ideologia é um motor, é um ponto de partida, é através dela que você pode reunir pessoas com pensamentos similares e movê-las em nome de uma paixão em comum.


Muitos não querem admitir, mas ideologias em si são tão bobas quanto o amor pelo time de futebol ou mesmo a idolatria por uma banda de rock. As pessoas precisam de um motivo para viver e muitas vezes fazer parte de um grupo, lutar por alguma causa, levantar uma bandeira, pode ser um bom motivo. É uma forma primitiva, mas moderna, de encontrar conforto. Quando nós acreditamos em algo, queremos que aquilo seja real. Se temos algo como ideal é porque queremos que aquilo vire a realidade.

No entanto, para se atingir objetivos no mundo real é preciso ter maturidade, e ser maduro consiste primeiramente em aceitar que o ideal nem sempre está ao nosso alcance, pelo menos não a todo tempo. Por vezes, uma ideia muito boa ou realmente benéfica não é bem vista, não é aceita, ou é até mesmo boicotada por grupos que se opõem a ela. É aí que entra a Guerra Política.

Sempre que temos nossos objetivos, se quisermos realmente atingi-los é primeiro necessário agir com metas. Aceite ou não, você não atingirá seus objetivos sem esforço, e não os atingirá da noite para o dia, a não ser que eles sejam realmente muito fáceis. Um erro que vejo muitos liberais cometerem é justamente enxergar a batalha pelo lado inverso, tendo a ideologia como objetivo final e não como motivação inicial.

Convenhamos, afinal, que uma pessoa racional e saudável sempre desejará viver em situação melhor do que a atual ou pelo menos se manter em uma situação confortável. Nós sempre buscamos o melhor, mesmo que nem sempre saibamos o que é realmente bom até experimentamos aquilo. Trazendo isso para a política fica evidente que é necessário, quando encontramos oposição aos nossos interesse - e quase sempre encontramos oposição - agir sempre visando vencer uma batalha de cada vez para que nossa situação melhore em relação ao estado inicial.

Embora sejam situações totalmente distintas, uma coisa que recomendo a quem se interessa por política e quer alcançar objetivos de verdade é, justamente, estudar a história das guerras, especialmente as grandes guerras, para então verificar quais podem ter sido os fatores e as decisões que realmente definiram o resultado final. Os Aliados não derrotaram o Eixo em uma ou duas batalhas, foram várias. Todas elas contribuíram de alguma forma para adiantar ou para atrasar este resultado.

A política não é tão diferente assim. Política é ocupação de espaços, é aquisição de poder, é fazer alianças estratégicas, entre outras coisas. Às vezes uma tática arriscada pode surpreender e dar certo, mas também pode colocar tudo a perder. Contudo, o que deve ficar fincado na mentalidade liberal é que a ideologia não serve para absolutamente nada se não tiver, no fim, um projeto sólido para derrotar oponentes e tirar deles o poder que hoje eles possuem.

Se a extrema-esquerda domina as universidades, precisamos tirá-los de lá. Se eles controlam as redações de diversos jornais, é lá que precisamos entrar. Se há extremistas nas câmaras de vereadores, se há socialistas dando aulas para os nossos filhos, se há comunistas invadindo prédios e depredando a cidade, é necessário combatê-los até que eles recuem.

Digo mais: devemos pegar realmente pesado com isso, devemos partir para cima com força para fincarmos nossa bandeira em seus territórios, assim se tornam nosso território. Precisamos ter em mente que é necessário derrotar completamente o inimigo. Não podemos tolerar os intolerantes, não podemos ceder para eles a oportunidade para que cresçam e se tornem fortes novamente contra nós.

Reforço, ainda, que os liberais e libertários precisam parar de bater papo, precisam largar esse ridículo hábito de se focar apenas no campo intelectual e acima de tudo precisam parar de acreditar que vencerão esta guerra com argumentos, com dados e com gráficos chatos sobre economia. Se for para lutar desse jeito, é melhor nem começar, porque será um fracasso inevitável. É como entrar na guerra com uma colher para combater os Panzers alemães.

Como sempre, costumo dizer várias obviedades por aqui, muitas vezes porque elas precisam ser ditas. Esta, portanto, é mais uma delas.

25 de outubro de 2016

Invasões nas escolas e o controle da narrativa

Toda essa conversa sobre as escolas invadidas pelos movimentos de extrema-esquerda tem sido, até então, pouco compreendida. Algumas pessoas por serem realmente leigas acreditam, talvez, na estória de que o movimento é voltado a lutar por educação. Claro que isso é uma inverdade, o objetivo de tudo isso é causar transtorno e alvoroço, desestabilizando quem se opõe à extrema-esquerda.

Por que a maioria das escolas invadidas é no Paraná? Por que antes as escolas invadidas eram em São Paulo? Simples: o governo destes dois estados está nas mãos do PSDB, que apesar de ser uma oposição frouxa, ainda é uma oposição aos objetivos totalitários do PT e foi um dos poucos partidos que votou unânime pela cassação de Dilma Rousseff. Outra questão é que a Polícia Militar é controlada pelos governos estaduais, de modo que se houver qualquer repressão eles podem utilizar isso em prol de suas narrativas.

Como avisei aqui neste blog, um dia após o impeachment de Dilma ter sido consumado, a extrema-esquerda não iria parar. Longe disso. Avisei que ela iria avançar, que iria intensificar cada vez mais seus ataques e que cedo ou tarde a violência apareceria novamente, como foi durante o ápice dos atos dos black blocs em São Paulo, em 2014, e também no Rio de Janeiro. 

As invasões nas escolas foram a forma mais fácil que os covardes acharam para continuar lutando. Já que eles não têm mais tanta força quanto tinham, e já que perderam completamente o apoio popular - o que ficou provado nas eleições com a derrota do PT e seus aliados, restou apelar ao elo mais fraco: a juventude. Muito mais fácil manipular estudantes, em sua maioria menores de idade, do que lidar com os problemas como adultos. Além disso, os jovens são para eles peões em um campo de batalha, são um escudo humano conveniente. Uma vez que a polícia intervenha de forma truculenta, eles ganham mais reforço na narrativa sob a qual posarão como vítimas.

O importante, agora, é termos auto-controle, em especial o controle da narrativa. Primeiramente, não é ocupação, é invasão. Usem e abusem do termo invasão. Além de ser a definição correta, é também algo que a extrema-esquerda não curte ouvir, porque é verdade. Quando chamamos essas invasões de ocupações, nós estamos usando o termo que a esquerda usa para tentar legitimar os atos.




A morte desse garoto é, mesmo que indiretamente, de total responsabilidade da UNE, do PSOL, do PCdoB, do PT e de todo e qualquer movimento ou partido que utilizou jovens como ferramentas revolucionárias. Eles queriam um cadáver, e agora conseguiram um. Infelizmente é o cadáver de um adolescente, que na pior das hipóteses era provavelmente um jovem iludido, mas bem intencionado. As pessoas por trás desse movimento precisam ser severamente punidas!

20 de outubro de 2016

Professor é hostilizado por fascistas da extrema-esquerda em debate sobre o Escola sem Partido

O Doutor em Filosofia e professor da UFPE, Rodrigo Jungmann, foi hostilizado por manifestantes da extrema-esquerda presentes na FAFICA (Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Caruaru). Segundo o próprio, ele foi ao local para debater o projeto Escola Sem Partido, mas não teve oportunidade de manifestar sua opinião.



O que é mais icônico, o que podemos chamar de uma evidência do cinismo absoluto desses bandidos travestidos de estudantes, é que eles acusam Rodrigo Jungmann de ser um fascista, mas como você poderá ver nos dois vídeos abaixo, eles é que expulsam aos gritos uma pessoa que pensa diferente, e fazem isso dentro de um ambiente que, em tese, deveria ser democrático.

Para esses meliantes, ser a favor de um projeto de lei é fascismo, mas expulsar pessoas aos berros e ofensas é algo natural. Confira nos vídeos:



Segundo informações que recebi, o movimento que organizou essa patifaria de maneira premeditada se chama Coletivo Ação e Resistência.

18 de outubro de 2016

Udo e suas ligações com o PT

O atual prefeito de Joinville, Udo Döhler, concorre à reeleição e tem um discurso que aposta na 'responsabilidade com o dinheiro público', o que é até interessante. O que pouca gente sabe, no entanto, é a ligação que o mesmo Udo possui com o Partido dos Trabalhadores, justamente aquele que não deu a mínima para a responsabilidade fiscal e que atolou o país em uma crise devastadora.

Uma das coisas que pouca gente conhece sobre Udo, especialmente pelo fato de ele ter vendido a imagem de empresário sem relação com a política, é que o mesmo foi filiado ao PL - posteriormente PR - desde 1989 até 2011, quando então foi para o PMDB. Para começar, dizer que Udo nunca tinha sido político antes de ser prefeito é por si só uma enorme mentira. Toda sua atuação no meio empresarial visou interesses políticos desde sempre.

Para se ter uma ideia, Udo teve parte de sua carreira ligada a ABIT, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil. Curiosamente, outra figura proeminente no cenário nacional que também foi membro de valor na ABIT se chamava José Alencar, aquele que foi vice-presidente de Lula em seus dois mantados. Alencar, entre 2002 e 2005 esteve no mesmo partido de Udo Döhler, o PR (que na época ainda se chamava PL).

A ABIT é uma dessas entidades que faz lobby no Congresso e nas Assembleias Legislativas em todo o país, sempre a fim de obter algum tipo de vantagem econômica. As políticas adotadas por Lula em seu primeiro mandato beneficiaram e muito estes setores, e empresas como a Döhler saíram no lucro com as mesmas medidas que, anos depois, trouxeram a crise para a população.

Claro, nada disso prova que Udo tenha uma conexão com o PT. A despeito do fato de que ele nunca tenha feito críticas contundentes ao partido, há ainda um fator que considero mais grave e que poucos sabem ou lembram: em 2010, Udo foi cogitado para ser vice de Ideli Salvatti (PT), quando a mesma queria ser candidata ao governo estadual. Sim, é exatamente isso que você leu. Udo Döhler queria ser vice-governador na chapa de Ideli Salvatti. Na ocasião, ele ainda estava no PR.


No fim, acabou não dando certo. O vice de Ideli foi Guido Bretzke, também do PR e também empresário. No entanto, a relação de Udo Döhler e Ideli Salvatti parece ser bem profunda. Há mais fotos deles juntos do que fotos dela com Carlito Merss, como você pode notar:


A imagem acima mostra Udo com parte da cúpula regional do PT. Além de Ideli, também estão Carlito Merss e o ex-vereador Marquinhos, do PT.

Ideli é de longe uma das piores figuras dentro do PT de Santa Catarina. Inclusive, quando senadora, todo o esforço da petista foi atuar na defesa de Lula no Congresso.

O PR, partido no qual Udo Döhler estava na época, apoiou fortemente a candidatura de Dilma Rousseff em 2010, e quando surgiu a possibilidade de Udo sair como vice na chapa de Ideli, o próprio José Alencar, que era amigo pessoal de Udo devido ao ramo da indústria têxtil, chegou a ligar para o atual prefeito de Joinville a fim de verificar se ele realmente tinha interesse. Na ocasião Alencar já estava no PRB, mas ainda era o vice-presidente do país.

O ex-governador, ex-prefeito de Joinville e ex-senador Luiz Henrique, agora falecido, também apoiou o PT aqui no estado. Verdade seja dita, sem a ajuda do Partido dos Trabalhadores ele nem mesmo teria conseguido se eleger governador em 2002, quando a legenda estava em altíssima popularidade.

Udo pode até tentar vender essa imagem de empresário responsável, de "não-político", mas a verdade é que seu rabo é preso. Não é por acaso que o mesmo raramente tenha feito qualquer crítica ao PT e sua gestão desastrosa. Em breve farei outro artigo a respeito de Udo, trazendo mais informações a seu respeito. No momento, sua ligação direta com o PT é comprovada, e não estamos falando de uma aliança lá de 2002, falamos de uma aliança recente, pós-Mensalão e até mesmo pós-Petrolão, se considerarmos que o seu partido apoiou Dilma Rousseff até o final do ano passado.

FONTES:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/01/luiz-henrique-recebe-apoio-de-seis-partidos-e-diz-ter-45-votos-no-senado.html

http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2002/10/28/ult27u27950.jhtm

http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2002/10/28/ult27u27950.jhtm

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/politica/noticia/2014/12/senador-luiz-henrique-da-silveira-avalia-dilma-colombo-udo-e-a-si-mesmo-4662741.html

http://www.gazetadejoinville.com.br/wp/?p=7661

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/02/20/dilma-ja-tem-7-partidos-em-sua-alianca/

http://vermelho.org.br/noticia/117512-1

http://www.tribunapr.com.br/noticias/politica/ala-petista-liderada-por-tarso-apoia-dilma-para-2010/

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2010/02/empresario-pode-ser-vice-na-chapa-formada-pelo-pt-para-concorrer-ao-governo-de-santa-catarina-2801468.html

http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2010/06/candidatura-de-ideli-salvatti-e-oficializada-pelo-pt-2956358.html

14 de outubro de 2016

Provando ser a Dilma americana, Hillary disse que "se sentiu assediada" por Trump no debate

Após uma derrota notória no segundo debate entre os principais candidatos a presidência, nos EUA, muito se falou a respeito de polêmicas envolvendo Donald Trump. O Republicano, que não é lá dos mais geniais, sofreu um baque em sua campanha nos últimos dias em virtude de um vídeo de 2005 que veio a tona, um em que ele aparece falando baboseiras e comentários bastante impróprios sobre mulheres, para dizer o mínimo.

Não me importo com isso. Trump sempre disse besteira até mesmo em público, nem sei exatamente qual a surpresa com o vídeo. O ponto é que, seja como for, nada disso aconteceu por acaso. Um vídeo de 2005 ter sido divulgado 11 anos depois, na reta final da corrida eleitoral, naturalmente tem o dedo podre dos democratas no meio. É óbvio que fizeram de propósito com a intenção de desestabilizá-lo, o que aparentemente não deu tão certo assim.


Trump, apesar das revelações, ou até mesmo por causa deles, melhorou sua postura em relação ao primeiro debate. Se tornou mais incisivo, bateu nos pontos certos e teve uma postura muito mais inteligente. Tanto é que ele atropelou Hillary feito um trator. Diante disso, pouca coisa restou à imprensa e aos democratas, senão fazer mais jogo sujo.

Hoje saiu no G1 uma matéria na qual Hillary diz ter sido "assediada por Trump", o que na linguagem dos justiceiros sociais é quase um sinônimo para estupro. "Ele estava realmente tentando me dominar e, depois, literalmente, me assediou por todo o palco e eu podia sentir sua presença atrás de mim", disse Dilm... digo, Hillary Clinton.

Claro que isso não aconteceu, e todos sabem. O debate foi transmitido ao vivo, sem cortes. Se algo assim tivesse acontecido todos teriam visto. O objetivo de Hillary com esse discursinho é tentar gerar polêmica midiática nas últimas semanas e, ao mesmo tempo, falar a linguagem dos movimentos feministas, que por falta de pautas verdadeiras e legítimas praticamente existem a fim de "problematizar" o que não existe. Essa tática vai funcionar.

Agora, pergunto aos tolos que vivem me dizendo para 'não comparar' o quadro americano ao brasileiro - o que, aliás, eu nunca fiz: Quem lembra do que ocorreu em 2014, no segundo turno, entre Dilma e Aécio?

Foi praticamente o mesmo. Em um dos debates Aécio mostrou firmeza e foi muito bem, atacou a petista nos pontos certos e a desmascarou ao vivo em diversas mentiras. A saída usada por Dilma, depois da derrota, fez exatamente a mesma. Ela disse que se sentiu "assediada", e criaram a falsa narrativa do "machismo do Aécio", usando um trecho no qual ele simplesmente usou o termo "dona de casa".

Sites como Pragmatismo Político e Brasil 247 passaram a narrativa adiante e, então, ela foi amplamente aceita pelas militâncias de movimentos "sociais". Houve até aquele caso do falso - FALSO - desmaio de Dilma, no final de um dos debates, quando dava uma entrevista que ela sabia ser ao vivo.

Com este artigo só queria, mais uma vez, provar que apesar das diferenças culturais e históricas, a extrema-esquerda é praticamente igual em todo o mundo, só mudam os formatos de seus discursos e campanhas para se adequarem ao local. As pocarias que vemos aqui no Brasil dos movimentos negro e feminista são trazidas da Europa para cá; as baboseiras anti-separatistas vieram dos EUA; assim por diante.

Rotule, rotule e rotule!

Primeiro, tenha em mente que na política não existe isso de "debate de ideias", "argumentação honesta" e coisas do tipo. Se você acredita nisso de verdade, inevitavelmente será esmagado, se é que já não foi. Só existem na política algumas regras básicas e todas elas dizem respeito a vitória ou sobrevivência.

Para sobreviver e para vencer, é necessário rotular seu oponente. O bom rótulo é, em política, o equivalente a um bom golpe desferido contra um adversário em batalha. Quando a extrema-esquerda lida conosco, dificilmente ela lida de forma franca e limpa. Podemos ver isso em situações muito recentes, como a PEC 241. Os ataques contra a PEC são feitos na base da rotulagem e não da argumentação, pois simplesmente não há bons argumentos contra a proposta.

Reparem que a PEC tem sido repetidas vezes chamada de "PEC da Maldade", que não é nada senão um rótulo. Temer, por sua vez, foi chamado de golpista diversas vezes e aí, como o rótulo não deu muito certo, os grupelhos passaram a atacá-lo com rótulos diferentes, como "o cruel".


Repare, na imagem acima, que além de chamá-lo de cruel a postagem o compara a Adolf Hitler. É absurdo? Sim. É exagero? Sim. Funciona? Sim! Pode até ser que por conta do momento histórico que passamos esses grupos não tenham mais força para influenciar a população como um todo, mas certamente isso garante a eles sobrevivência política. Se, em vez de atacar Temer dia e noite eles tivessem abandonado a luta, já teriam se acabado.

Por isso, repito: sobrevivência e vitória. A política é uma forma de guerra, ela ocorre em um campo de batalha diferente, sem mortes ou ferimentos físicos diretamente, mas ainda assim é uma guerra. E essa guerra, para ser lutada, precisa de certos tipos de táticas que funcionem contra os inimigos.

Não existe diálogo possível com quem, consciente de ser mentira, repete uma narrativa à exaustão. Esse papo de que a PEC 241 irá acabar com recursos para saúde e educação é falso, e posso garantir a você que eles sabem que é falso. Ou você acha que esses malandros do Brasil 247 são meros adolescentes militantes? Claro que não. Trata-se, isto sim, de espertalhões fazendo aquilo que pode lhes render frutos. As ideias que defendem são as ideias que lhes garantem um bom lucro.

Sendo assim, reitero meu pedido aos colegas liberais, libertários ou conservadores: Rotulem! Rotulem sempre que possível.

12 de outubro de 2016

"Economista" citada pelo artigo do Valor contra a PEC 241 apoiou Dilma no Senado


A mulher da foto acima se chama Vanessa Petrelli, ou melhor dizendo, Vanessa Petralha. Isso mesmo. Esta mulher é professora da Universidade Federal de Uberlândia, mas é também formada em economia - não que seja, por isso, economista de verdade. Em junho, conforme matéria publicada no Correio de Uberlândia, ela foi convidada para defender Dilma Rousseff no Senado.

É exatamente isso. Ela foi uma das testemunhas de defesa de Dilma durante o processo de impeachment, mas agora que a petista caiu, restou a ela tentar manter o circo de pé. Vanessa foi citada, novamente, na matéria publicada pelo jornal Valor Econômico contra a PEC 241, a PEC anti-pedaladas. Segue o trecho abaixo:
"A pesquisadora Vanessa Petrelli Corrêa, da Sociedade Brasileira de Economia Política, enfatizou que a PEC não leva em consideração outros fatores que foram determinantes para o crescimento da dívida pública. “A pesquisa mostra que o crescimento brutal da dívida do setor público não está vinculado meramente à piora do resultado primário. Tem a ver com a política monetária e cambial, com a forma como o Brasil faz o ajuste fiscal e com a dinâmica financeira que não é analisada por essa PEC”, disse Vanessa."
Agora, leia o que foi escrito no Correio de Uberlândia em 6 de junho deste ano:
"A professora titular e diretora do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Vanessa Petrelli Corrêa, está entre as 32 testemunhas escaladas pela defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) para depor na Comissão do impeachment do Senado. Com nomes de técnicos, juristas e políticos, a lista contendo os depoentes escolhidos no intuito de esclarecer a denúncia das pedaladas fiscais foi protocolada, nesta segunda-feira (6), na Secretária-geral da Mesa da Casa."
 Isso nos dá, então, duas possibilidades:

1) Vanessa, a "economista", por mera coincidência calhou de ser convidada a defender Dilma e agora, novamente, defendendo uma narrativa que por acaso vai de acordo com o que defendem os petistas.

2) Ela foi escolhida a dedo justamente por estar de acordo com a ideologia petista, de modo que ajudou a elaborar o documento contrário a PEC 241 já de caso pensado.

Particularmente, não sou de acreditar em coincidências.

11 de outubro de 2016

Ato falho de jornalista da Globo News escancara posicionamento da emissora

Não sou o primeiro a publicar esta informação, mas se alguém ainda não viu, sugiro que assista o vídeo abaixo:


Obviamente não é surpresa para a maioria das pessoas o fato de que a Globo News e seus jornalistas molham a calcinha por Hillary Clinton. Isso, a propósito, é algo bem evidente. O posicionamento da emissora sempre foi pró-Democratas, e as campanhas de difamação contra Donald Trump são diárias no canal. Todo mundo sabe disso.

Esse vídeo, contudo, mostra algo importante: eles estão perdendo o controle da situação. Os grandes veículos de imprensa detiveram por muitos anos o monopólio da informação, mas essa situação tem mudado de uns anos para cá. Fosse em 1990, um trecho de discurso como esse em que Trump ataca firmemente Bill Clinton jamais viria a público, no máximo seria comentado sem ser mostrado na íntegra, mostrando sempre a "visão crítica" dos "especialistas" internacionais.

Hoje, entretanto, a mídia se vê forçada muitas vezes a se dobrar diante das demandas populares. A atitude da jornalista mostra o quanto isso lhes é desagradável. Sem saber que estava ao vivo, possivelmente por uma falha no retorno, ela deixa escapar sua insatisfação. 

Outra coisa que também deve ser levada em conta é que a extrema-esquerda não está acostumada a enfrentar oposição, muito menos oposição eficiente. Quando Trump acordou e resolveu jogar o jogo, fazendo uma boa atuação no debate e atropelando sua concorrente, os jornalistas pró-Hillary foram pegos de surpresa. Eles tinham que dar cobertura ao debate, não poderiam deixar de fazê-lo. Contudo, tiveram que contorcer a realidade até que ela estivesse adequada ou tolerável para os seus padrões.

Não foi fácil. O que restou aos "jornalistas" foi a tática de dizer que o debate "ficou empatado", o que de fato não ocorreu. No debate anterior, Hillary se saiu bem, mas nesse ela foi atropelada por Trump. O Republicano pisou nela como um elefante pisaria em formigas. A extrema-esquerda, desacostumada a lidar com inimigos que jogam o jogo, perdeu totalmente o prumo.

REDE: Tem cara de jacaré, cheiro de jacaré, rabo de jacaré, mas diz que não é jacaré

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, surgiu como uma proposta de "renovação política". A própria Marina, em 2014, quando ainda estava no PSB, falou repetidas vezes sobre a "polarização" política do país e vinha vendendo a ideia de que ela seria o diferencial.

Pois bem. Hoje todos já sabem que isso era mentira. Marina, que fez sua carreira no PT e nele permaneceu até 2009, ainda tem o PT dentro de si. Como dizem os piadistas de internet, ela é a comunista melancia, porque é verde por fora, com seu discurso ecologista, e é vermelha por dentro, com suas propostas totalitárias.

No mesmo ano em que concorreu pela última vez a presidência, a ex-ministra petista apoiou o Decreto 8.241, uma medida que poderia ter dado poderes ilimitados ao governo de Dilma, bem ao estilo soviético. Seu partido, durante o processo de impeachment de Dilma, ficou ao lado do PT votando contra o afastamento dela no final. Ontem, durante a votação da PEC 241 no Congresso, a Rede votou contra, igualzinho ao PT.

Percebem o padrão?

O partido diz que não é petista, mas se comporta como os petistas, tem o mesmo cheiro e o mesmo rabo preso que é comum aos petistas.


Folha de São Paulo perdeu o prumo de vez, já nem disfarça a parcialidade

Já provei aqui, há um tempo, que a Folha de São Paulo é um jornaleco recheado de pilantras. A linha editorial do jornal é digna de um grupo de informação da KGB, sempre fazendo seu proselitismo disfarçado de cobertura midiática. Contudo, como também já disse aqui, o que realmente a Folha tem de pior em relação a sites como Brasil 171 e Carta Capital é que ela tenta mesmo enganar os leitores fingindo isenção.

Ou tentava...

Vi ontem a matéria abaixo, falando sobre a aprovação da PEC 241, que foi aprovada em primeiro turno por 366 votos contra 111. Dê uma olhada:


Esta foi a manchete originalmente divulgada pelo jornal nas redes sociais. Quem compartilhou a postagem diretamente da página deles no Facebook, viu este título. Repare que o uso da palavra "urgente", em letras garrafais, dá a impressão de que algo muito grave aconteceu, o que até seria verdade caso a proposta tivesse sido reprovada. Ironicamente, a Folha queria tanto atacar a proposta que violou uma das regras básicas do jornalismo sem sequer pestanejar: fazer um título gigantesco que mal vai caber na timeline.

O título dessa matéria é enorme, tudo para atacar a proposta. A ideia é deixar as pessoas amedrontadas com o fato de uma PEC ter sido meramente aprovada - e resta saber se será cumprida, pois no Brasil aprovar leis historicamente pode não significar coisa alguma. Contudo, a evidência material da desonestidade desse jornaleco pode ser vista por qualquer pessoa que tenha, de fato, clicado no link para ler o texto.

Abaixo, o que você vê é o título modificado da matéria, aí sim com um ar mais "jornalístico", muito menos parcial.


O que você testemunhou é exatamente o mesmo padrão apresentado em denúncia que fiz aqui, há um mês atrás. O jornal, intencionalmente, publicou uma matéria com título tendencioso e mentiroso para as redes sociais, induzindo pessoas ao erro, mas imediatamente tirou o seu da reta ao modificar o título da matéria no site, o que faria com que os leitores menos atentos nem mesmo percebessem o truque. A Folha, neste caso, conta com o fato de que muitos leitores compartilham a matéria pelo título, e isso para mim nada mais é do que uma forma de estelionato disfarçado de jornalismo.

É por isso, a meu ver, que jornais como a Folha de São Paulo são piores do que essas porcarias da blogosfera petista. Afinal de contas, se alguém entra no Diário do Centro do Mundo a expectativa é sempre a mais baixa possível. Qualquer pessoa racional que olhar aquele site sabe exatamente do que se trata: é um blog petista. A Folha, apesar de ser um blog petistas, tenta se disfarçar de jornal sério e isento, o que nos últimos tempos não passa de uma piada.

6 de outubro de 2016

Freixo e o TEATRO na Casa dos Artistas

Hoje um amigo me enviou o vídeo que você verá logo abaixo e, confesso, tive vontade de vomitar. Marcelo Freixo "apresentando suas propostas" na casa de Wagner Moura - vou chutar que o endereço é no bairro Leblon - diante de vários "artistas". Veja o vídeo, volto em seguida:


Como você pode ver, no vídeo aparecem vários atores da Globo Golpista, além de Caetano Veloso. Que eu identifiquei de imediato, vi Mateus Solano e Mariana Ximenes, entre outros. Diante deles está o candidato a prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, fazendo seu discursinho decorado sobre o metrô, as linhas de ônibus, as UPPs nas favelas do Rio de Janeiro, etc.

Se você assistiu ao vídeo, terá notado que ele mostra os atores e cantores ali presentes intrigados, como se realmente estivessem interessados em escutar as propostas de Freixo. Ok, eu vou chutar o balde aqui: ESSE FOI O MELHOR TEATRO QUE JÁ VI. Se houver como dar um óscar para o Wagner Moura como melhor diretor, que deem agora.

Não é preciso ser muito inteligente para perceber o óbvio: nenhum dos 'artistas' ali presentes usa o metrô, provavelmente nenhum deles pega ônibus e diria que é absolutamente improvável que qualquer um deles já tenha vivido em uma favela. Para quem Freixo realmente estava discursando? Eu digo: para os ingênuos que eventualmente fossem assistir o vídeo depois.

Obviamente os atores ali presentes não se importam com esses assuntos. A maioria deles, provavelmente, é até do tipo que só fala com fã para aparecer bem aos fotógrafos. Freixo é um candidato elitista tanto quanto Fernando Haddad, não é alguém que de fato quer dialogar com os pobres. Se ele realmente se importasse com a população, certamente teria dado essa "palestra fake" em alguma comunidade pobre, com gente que de fato utiliza metrô e que lida com a polícia todos os dias.

A verdade é que o PSOL é a esquerda sem povo. O partido é composto por mauricinhos e patricinhas em sua maioria, ou por figuras pouco expressivas que não ganham destaque porque, justamente, não se encaixam muito bem no perfil elitizado das universidades públicas - onde, aliás, a maioria dos estudantes é de classe média, ao contrário do que se diz por aí.



4 de outubro de 2016

Freixo é o novo Lula, em uma versão mais radical

O deputado carioca Marcelo Freixo, que agora concorre no segundo turno à prefeitura do Rio de Janeiro, tem um amplo apoio da imprensa brasileira, do meio artístico e também das claques intelectuais universitárias. É o candidato da elite, sem nenhuma dúvida. Vota no Leblon, onde está boa parte de seu eleitorado, tem um discurso bonitinho para agradar justamente essa classe.

O fato de Freixo estar no segundo turno é pura sorte. Ele foi beneficiado pela imensa incompetência de alguns de seus principais opositores, como Pedro Paulo e Flávio Bolsonaro. Sua votação este ano foi menor do que a que ele teve em 2012, só para se ter uma ideia. A diferença é que, em 2012, Eduardo Paes teve apoio de quase todos os partidos, inclusive o PCdoB, ganhando em primeiro turno.


Lula e Freixo têm uma coisa em comum: ambos são sucessos de palanque por terem uma boa lábia. Obviamente os estilos são diferentes, pois Lula é mais "povão", não tem uma formação acadêmica, enquanto Freixo tem essa linguagem mais "cult". Contudo, o psolista é um fenômeno em ascensão, é um ícone da extrema-esquerda com chances de crescer politicamente em pouco tempo. Ouso dizer que se em 2018 ele se candidatar a presidência, fará uma votação muito mais expressiva do que Luciana Genro fez em 2014.

Apesar de tudo, Freixo tem uma coisa pior do que Lula: ele é ainda mais radical. O molusco tinha um apelo popular forte, mas quando assumiu o governo em 2003 foi esperto o suficiente para manter a economia estável por tempo suficiente para que o partido pudesse surrupiar os cofres públicos com excelência. Freixo é um caso diferente, é o tipo de político que vai querer atender aos interesses de uma elite intelectual extremista e cheio de ódio, é do tipo que irá transformar a cidade, o estado ou o país que vier a governar em um regime autoritário travestido de 'amor colorido'.

Essa é a cara da new-left brasileira. Mais violenta, mais extremista e sempre disfarçada com um tom colorido, cheio de palavras bonitas e discursos floridos. Por trás das flores que seguram em suas mãos estão os canos das espingardas que irão apontar para o peito de quem ousar enfrentá-los. O PSOL é um partido com tendências totalitárias evidentes, nem mesmo sentem receio em declarar publicamente apoio a Fidel Castro e Nicolás Maduro.

Marcelo Freixo representa o que há de mais perigoso e nocivo a uma sociedade civilizada. É um lobo em pele de cordeiro. Por trás do discurso manso e do tom conciliador há um facínora disposto a transformar o Brasil em uma Venezuela, caso tenha poder para isso.