29 de setembro de 2016

O Lula que "não tem" sítio, "não tem" triplex e "não sabia" de nada

O ex-presidente Lula é uma figura no mínimo questionável, não é? Desde os tempos do Mensalão, que hoje sabe-se ter sido muito maior do que sabíamos na época, Lula é sempre um inocente perseguido político. 

Lembram como era? Lula não sabia de nada. Vários membros do alto escalão do partido e do governo, muitos deles amigos próximos de Lula, todos envolvidos até o pescoço. Mesmo assim, Lula nem mesmo desconfiava de coisa alguma. Para todos os efeitos, a teoria apresentada foi a de que o então presidente da República era um tolo obtuso que não sabia de coisa alguma, nem mesmo daquilo que ocorria poucos metros ao lado dele.

Anos depois, como não é de se surpreender, a narrativa ridícula de um "Lula inocente" voltou. O problema, contudo, é que dessa vez o ex-presidente teve tempo de gerar provas contra si mesmo. O vídeo, gravado pela sua própria equipe, em que ele e Marisa aparecem falando sobre o sítio de Atibaia, por exemplo, não deixa dúvidas. As fotos que foram tiradas com Lula e Gordilho no sítio também não.

O apartamento no Guarujá, por sua vez, estava na lista dos imóveis de Lula enquanto ele ainda era presidente, um apartamento cuja entrega foi atrasada pela Bancoop e, posteriormente, concluída pela OAS. Lula, até começar a ser investigado, nunca havia negado que o apartamento era seu, nem mesmo quando o Jornal Nacional, ainda em 2010, veiculou matéria sobre o caso da Bancoop citando como seu o imóvel.


Por mais que Lula e seus comparsas insistam nessa narrativa, não tem como ela ser verdadeira. Qualquer pessoa sensata sabe que é impossível ele realmente não saber de nada, é impossível que todas as acusações contra ele sejam verdadeiras, e é ainda mais impossível acreditar na frase de Lula quando diz que é o homem mais honesto do país. NA realidade, esta última soa até como uma afronta, uma piada suja contada no almoço de Natal com a família.

Há muita gente por aí, da direita, dizendo que Lula já era, que ele já acabou. Talvez isso seja verdade, mas não devemos deixar que restem dúvidas. O certo, portanto, é continuar atacando e, quando ele for eliminado, é preciso que seja completamente eliminado. 

28 de setembro de 2016

O autoritarismo do PSOL contra o MBL e como o movimento DEVE reagir

Desde ontem tem sido veiculada informação de que o Movimento Brasil Livre foi proibido pela Justiça Eleitoral de veicular divulgação de candidatos em seu site oficial. A denúncia partiu do PSOL, que encontrou uma brechinha na lei eleitoral pela qual conseguiu apontar a irregularidade. Na prática, o MBL não pode mais divulgar os candidatos em seu site, sob pena de multa caso continue a fazer, mas nada os impede de continuar publicando na página do movimento, que tem um alcance milhares de vezes maior. Tal fato só prova como as leis do país são realmente criadas por cretinos.

Um dos principais objetivos, na realidade, era atrapalhar a candidatura de Fernando Holiday, aquele a quem a esquerda sempre se refere enfatizando a cor de sua pele como se isso fosse primordial - especialmente por ele ser um negro que não concorda com as pautas socialistas, o que por si só já o torna um demônio aos olhos dessa gente.

Esse tipo de coisa mostra o autoritarismo e o oportunismo sujo de partidos e movimentos de extrema-esquerda. Eles não querem jogar limpo e ganhar no pleito, por isso preferem agir na surdina, procurando formas de prejudicar os adversários. Por mais que houvesse alguma irregularidade técnica, isso não prova nada contra o MBL, ainda mais quando a acusação veio de um partido que eleição após eleição não consegue fechar suas contas de campanha.

O PSOL é, de longe, um dos partidos mais imundos da política brasileira, a começar por seu apoio irrestrito ao PT. Se eles são realmente tão preocupados com a "ilegalidade", o que fazem defendendo corruptos comprovados? Figuras como Marcelo Freixo e Jean Wyllys chegaram a gravar vídeos para a campanha de Dilma Rousseff no segundo turno, mesmo após o estelionato eleitoral praticado pela petista.

Seja como for, não estou nem aí para a legislação, só quero propor uma maneira de aproveitar isso politicamente, e tenho em mente algumas críticas e sugestões a fazer.

Primeiramente, o MBL vacilou por ter dado essa brecha. Venho dizendo isso há meses neste blog: nós precisamos começar a usar o sistema contra nossos inimigos, especialmente quando eles próprios defendem esse sistema, o que legitima ainda mais nossas ações. O movimento deveria ter consultado todos os advogados especializados em legislação eleitoral e empresarial do mundo, se possível, só para evitar esse tipo de coisa. E digo mais, ainda: eles deveriam ter atacado primeiro.

A legislação brasileira é gigantesca, é complexa e é cheia de contradições. Não há a menor dúvida de que absolutamente qualquer cidadão neste país viole ou já tenha violado alguma lei, por menor que seja, sem que ninguém ao menos tenha percebido. Por isso, certamente os partidos como PSOL, PCdoB e afins têm lá os seus pequenos erros, seus podres, suas falhas. É imprescindível que movimentos de grande porte como o MBL estejam dispostos a caçá-los com mais profundidade.

Minha crítica ao MBL, portanto, é apenas o fato de que houve falta de malandragem. Era evidente que cedo ou tarde os movimentos de extrema-esquerda dariam um jeito de prejudicá-los, e eles já devem ter tentado diversas vezes antes disso. O correto, portanto, teria sido que eles nem mesmo esperassem para reagir, mas que agissem antes para neutralizar adversários perigosos. Grupos como PSOL não querem ter oposição, eles são totalitários. Se houver uma forma para que eles destruam completamente o MBL ou qualquer movimento de oposição, e se eles puderem fazer isso sem nenhum ônus, eles farão!

A reação correta, agora, por parte do MBL, é instruir seus membros a fazerem uma verdadeira caça às bruxas, vasculhando profundamente até encontrar qualquer coisa que possam usar contra o PSOL. Quando encontrarem, devem usar. A retaliação deve ser feita e ela deve ir a cavalo.


27 de setembro de 2016

Ataque de Faustão a Temer deixa a esquerda sem saber o que fazer

Um vídeo tem circulado pelas redes sociais desde o último domingo. Trata-se de um trecho do programa Domingão do Faustão, no qual o apresentador Faustão faz duras críticas ao governo Temer, referindo-se especialmente ao caso da reforma educacional proposta na semana passada que incluía retirar a obrigatoriedade de disciplinas como Filosofia, Educação Física e Sociologia.

Primeiramente, não cabe aqui neste site explicar se Faustão está errado ou não. Por via das dúvidas, digo que sim, mas não quero desperdiçar tempo com explicações técnicas ou ideológicas. Via de regra, também não defendo políticos, por isso não farei nenhum tipo de defesa do governo Temer, especialmente porque do ponto de vista político ele tem sido extremamente desajeitado, para dizer o mínimo.

Veja o vídeo:



Este vídeo tem causado certo incômodo dentro da extrema-esquerda, e as razões são fáceis de entender. Uma delas, por exemplo, é o fato de que Faustão é da Globo, a mídia que eles dizem ser "golpista" e que alegam ter conspirado para derrubar o PT. Se endossarem o discurso do apresentador, inevitavelmente terão que aceitar o fato de que a crítica ao governo Temer foi feita, justamente, em um dos programas mais assistidos do país, por um ícone da mídia nacional e, acima de tudo, na mesma emissora que chamam de golpista.

Outra razão para que fiquem desconfortáveis é o fato de que Faustão é tido como um ícone popularesco, um apresentador "do povo", e não um desses intelectuais boçais com os quais estão acostumados. Se fosse um comentário feito por alguém como Gregório Duvivier, mesmo que na Globo, seria mais fácil para eles.

Aceitar a crítica de Faustão, para eles, é reconhecer algo feito por alguém que não faz parte do seu grupinho, da sua "elite" intelectual. Ao mesmo tempo é abrir mão do discurso fajuto de "mídia golpista", ainda mais se levarmos em conta que raras vezes críticas assim foram feitas contra o PT em um programa que não tem nenhum cunho político ou jornalístico.

A propósito, o que sugiro que seja feito, caso você veja alguém de esquerda compartilhando este vídeo, é justamente expor a hipocrisia do sujeito, mostrando para ele que a mesma mídia "golpista" está atacando Michel Temer em rede nacional.



O evidente enfraquecimento da extrema-esquerda

O trabalho que blogs como o meu e alguns outros temos feito nos últimos meses visa, justamente, demolir narrativas de esquerda. Este é nosso foco principal. O meu, especificamente, é também instruir direitistas, especialmente os liberais, a terem posturas mais firmes e eficientes no trato com os nossos adversários.

Diante disso, expresso grande alegria ao perceber que a extrema-esquerda entrou em uma espiral descendente, um conjunto de movimentos atrapalhados que são, no máximo, fruto de desespero. Isso tudo também é reflexo do fato de que estes partidos passaram as últimas duas décadas enfrentando pouca ou nenhuma oposição, e agora para onde quer que olhem enxergam adversários.


Caiu em meu colo na manhã de hoje um artigo escrito por um blogueiro petista chamado Bepe Damasco, no site Brasil 247. O texto inteiro é um ataque focado contra o PSOL, e tudo isso em virtude do desespero de Jandira Feghali. A comunista, no último debate entre os candidatos a prefeitura do Rio, fez um ataque a Jean Wyllys, do PSOL, chamando-o de misógino porque ele teria pedido voto em Marcelo Freixo, que é do seu partido, mas é também concorrente de Jandira.

Wyllys, em sua postagem, de fato critica sua colega Jandira por ela ter dado apoio a Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, que é do PMDB. Na última eleição, em 2012, a comunista chegou até a gravar um vídeo pedindo apoio ao peemedebista. O deputado psolista viu, portanto, a oportunidade de malhar a colega a fim de dividir as opiniões da extrema-esquerda carioca e fazer passar a imagem de que Marcelo Freixo não tem "nada a ver" com nada disso.

No fim das contas, o que ficou realmente evidente é o fato de que eles estão desesperados. O PSOL, que foi linha auxiliar do PT desde sua existência, vem tentando fingir que não tem nada com isso. O que não se pode esquecer é que o mesmo Jean Wyllys que ataca Jandira também apoiou Dilma em sua campanha de 2014, gravando um vídeo para a propaganda dela. Dilma, por sua vez, tinha como vice um candidato do PMDB, hoje muito conhecido por Michel Temer.

Na prática, Wyllys não é melhor do que Feghali, nem o blogueiro petista do Brasil 247 é melhor ou pior que ambos. Eles são todos iguaizinhos, mas estão tentando forçar um racha para ver quem vai arregimentar mais seguidores extremistas. Eles precisam disputar o "pote de ouro", precisam preencher o vácuo que será deixado pelo fim do PT e pela inevitável queda de Lula. O PCdoB, entretanto, não pode simplesmente largar os petistas, pois a relação deles é muito mais antiga e mais íntima. Caberá ao PSOL se aproveitar dessa fissura e tentar escapar pelo cantinho, sem que ninguém perceba.

O que o blogueiro petista chama de "erro" do PSOL é, na realidade, a sua estratégia. O PSOL quer ser o PT do futuro, é um partido com a clara intenção de construir sua estrada até o poder total e irrestrito. É, acima de tudo, um partido mais perigoso que o próprio PT, pois nele há indivíduos que nem mesmo têm receio de demonstrar apoio a ditadores assassinos e facínoras.

19 de setembro de 2016

PHA: A tênue linha entre a insanidade e a picaretagem

Paulo Henrique Amorim, além de péssimo escritor e de seu extremo mau gosto estético, duas características visíveis em seu site, é também conhecido pela defesa vergonhosa de políticos corruptos e erros grotescos de gramática, como escrever "Serra" com C, em vez de S. Não bastasse isso, o "jornalista" agora é também adepto de teorias conspiratórias.


Em seu blog, o patético Conversa Afiada, Amorim apresentou algo que seria a sua "gloriosa descoberta": o fato de o juiz Sérgio Moro ter dado um curso nos EUA sobre lavagem de dinheiro, o que realmente é uma de suas especialidades.

Para sustentar a teoria conspiratória ridícula de que Moro é um agente do governo americano, tudo o que PHA apresenta é nada além de um documento que, ele mesmo reconhece, é de conteúdo público. Sim, não é e nunca foi um segredo. Aliás, consta no currículo de Sérgio Moro que ele tenha estudado e dado cursos nos EUA.

Estas informações nunca foram ocultas. Muito pelo contrário, aliás, como bem lembrou meu amigo Guilherme Schneider em seu site Café Político. São informações que constam na página principal da Wikipédia sobre o juiz. Confira:


Ou seja, Paulo Henrique Amorim é alguém que pode perfeitamente dividir uma cela acolchoada com figuras ilustres como Inri Cristo, pois certamente não se trata de um homem muito sensato. Por mais picareta que seja, uma pessoa mentalmente sadia teria a preocupação de não parecer estúpida desnecessariamente, mas este não é o caso dele. PHA certamente foi um canalha durante muitos anos e obviamente se vendeu por uma boa quantia em dinheiro, a grana que recebeu do governo federal durante o petismo. Só que isso ainda não justifica tanta estupidez.

O que justifica essa surpresa com Sérgio Moro a ponto de levantarem a teoria de que ele seja um agente estrangeiro, em meu entendimento, é algo que pode ser facilmente explicado pelo fato de que não há no Brasil precedentes no poder judiciário como ele. Nunca antes os juízes trabalharam tanto. Moro vem há mais de dois anos enfiado em interrogatórios, relatórios e documentos, certamente passa noites em claro e se debruça em cima disso o tempo todo. É um personagem que deixará sua marca apenas por ter feito o que nenhum juiz antes dele fez: punir políticos corruptos.

Aparentemente, isso assusta.

17 de setembro de 2016

O senso comum que se diz incomum

Li um artigo no site Senso Incomum, que já é relativamente bem conhecido, a respeito do debate entre Flávio Bolsonaro e Marcelo Freixo. O artigo foi, no mínimo, vergonhoso. É algo que mostra a total falta de maturidade de uma direita que se orgulha de ser imatura. Parece que o texto foi feito por uma criancinha, esta é a verdade.



Abaixo, quero destacar trechos e explicar como a análise está equivocada.

"A falta de proposta do socialista Freixo, repetindo o mesmo expediente de milhares de outros assuntos (“temos que fazer um debate a esse respeito”) ficou menos em evidência que a gafe do direitista e sua menor capacidade de articulação."
Este parágrafo, apesar de não estar logicamente errado, visto que Freixo realmente não apresentou uma proposta sólida, na realidade também ignora um ponto importante: a falha de Freixo ficou em menor evidência justamente porque a falha de Bolsonaro foi discrepante, algo visivelmente mais estúpido e grosseiro.

Se, em sua réplica, Flávio tivesse justamente atacando o ponto, dizendo que Freixo não apresentou uma proposta sólida para o problema, então ele teria acertado. Se Flávio tivesse dito o que o autor deste artigo escreveu, apontando que o psolista enrolou e não chegou a lugar algum, teria sido muito melhor do que fazer aquela estúpida piadinha sobre "bolsa-larica."
"Freixo, mais uma vez, enganou todo mundo direitinho. Sua boa retórica lhe salva corriqueiramente."
Errado!

O que salvou Freixo foi a falha de Flávio, não sua retórica. Seu opositor deixou a situação fácil para ele ao cometer uma gafe grosseira e fazer uma piada estúpida. Ele, que é obviamente mais esperto que Flávio, aproveitou, mas não teria sido possível se o próprio Flávio não tivesse cometido o erro que cometeu.
"As pessoas, em geral, votam no sujeito que se expressa melhor, independente de sua ideologia ou propostas."

E outro:

"Bolsonaro não é um orador nato, sabemos, mas é um sujeito bem intencionado, disposto a trabalhar e, mais importante, com a bússola moral apontada para o lado certo."
Se é sabido que existe um método que funciona, por qual razão escolheram o que não funciona? Se a maioria das pessoas tende a votar no sujeito que sabe se expressar melhor, há um motivo para isso: é que elas entendem. Quando um homem aparenta ser boçal e prepotente, ainda mais quando tem pouco conteúdo - exatamente o caso de Bolsonaro - as pessoas criam resistência ao que ele diz, ainda que esteja certo. Se Flávio é este homem bem intencionado ou não, eu realmente não sei, e sinceramente não acredito que seja. Mesmo assim, não justifica sua estupidez. Por acaso ser bem intencionado é sinônimo para tolo, obtuso ou idiota? Claro que não. Nada impede uma pessoa de ser bem intencionada e agir com inteligência.

O restante do artigo é puxação de saco e negação dos fatos, mas o conteúdo inteiro é basicamente isso. Fato é que Flávio Bolsonaro foi muito mal no debate, e ele foi mal de uma maneira que qualquer indivíduo, por menos que entenda sobre política, consegue perceber. Se o sujeito não tem preparo psicológico ou mesmo intelectual para algo do tipo, é melhor mesmo que nem tente, pois ele está ali apenas queimando o seu filme e o de todos que o apoiam, até mesmo do autor do artigo ao qual me referi aqui.

O autor, aliás, é de um senso comum assustador, mesmo que se diga alguém de "senso incomum".

16 de setembro de 2016

Conheçam Marcelo, o Zero à esquerda (literalmente)

O petista Marcelo Zero se apresenta em sua coluna no site Brasil 171* como assessor da liderança do PT no Senado, além disso diz ser sociólogo e especialista em relações internacionais. Em um artigo publicado ontem, ele chamou os investigadores da Operação Lava-Jato de "perigosa seita de Curitiba."

Zero, que é de fato um zero à esquerda, obviamente não apresentou nenhum dado para sustentar seu artigo ridículo. Na realidade ele se limitou a fazer o que todos os petistas têm feito desde sempre: negar, negar e negar. A exaustiva repetição de que "não há provas" contra Lula, assim como "não havia provas" contra José Dirceu, é uma tática que já perdeu seu efeito. É preciso que os petistas reconheçam que é hora de adotar uma estratégia diferente. 

Em vez de recorrerem à mentira, algo que de fato já não lhes serve porque ninguém mais acredita, talvez fosse a hora de surpreender a todos com as verdades. Se um desses patifes começasse a falar as verdades sobre Lula, como o fato de ele ter sido desde sempre um traidor e um pilantra, talvez as pessoas pelo menos começassem a depositar alguma confiança. Isso sempre funciona. Em minha cidade há um candidato a vereador que ficou por anos no PT criticando Lula e Dilma, ele fazia isso porque sabia que a população rejeita o PT. Adivinhem? Ele se reelegeu diversas vezes com esse discurso de "sou petista, mas sou limpinho." Zero pode começar a fazer o mesmo.

A mentira, quando ultrapassa o bom senso, começa a se tornar um vício. Já está na cara de todos que Lula não é inocente, ele nem mesmo poderia ser tão inocente e ter presidido este país duas vezes. Muito menos, ainda, teria sido capaz de eleger uma sucessora se fosse mesmo um homem obtuso. Se tem algo que Lula não é, certamente é burro. Pelo contrário, aliás. Lula é um dos políticos mais espertos do país, seu único erro foi ter ido longe demais na roubalheira e no ímpeto totalitário. Caso tivesse disfarçado melhor suas intenções, talvez hoje o PT enfrentasse situação bem menos desfavorável.


Marcelo Zero, naturalmente, é só um papagaio de pirata. É um treinado sem alma que se vende por relativas migalhas. Sua postura, no entanto, não difere em nada dos piores larápios do país.

*Brasil 171 é uma referência ao site picareta Brasil 247.

15 de setembro de 2016

Racista, UOL faz cobertura criminosa sobre morte de garoto afro-americano


Já se sabe há muito tempo que o "jornalismo" do UOL é de péssima qualidade, mas às vezes eles se superam em desonestidade de forma absurda. Hoje foi assim.

Ao comentar a morte de um garoto de 13 anos, negro, no estado americano de Ohio, a manchete feita pelo site ignorou totalmente os fatos e apenas fez questão de enaltecer a cor de pele dos envolvidos. O garoto era negro, o policial que o matou, um homem branco. No entanto, o buraco é bem mais embaixo.


A verdade é que o policial foi atender a uma ocorrência de roubo, chegando ao local seguiu um suspeito até o beco. O suspeito, que era o garoto Tyree King, de 13 anos de idade, sacou uma arma. O policial reagiu corretamente, atirando para sobreviver. O fato de a arma ser uma réplica não vem ao caso, porque o policial não tinha como saber. As réplicas são assim chamadas justamente porque replicam o modelo de uma arma de verdade.

Se um policial tivesse atirado em um garoto de 13 anos apenas por ele ser negro, então teríamos um caso de racismo, talvez até fizesse diferença colocar "policial branco" na manchete. Só que não foi este o caso. O garoto foi morto por estar com uma arma, uma réplica perfeita de uma pistola. Qualquer cidadão normal, em plenas faculdades mentais, atiraria no garoto quando ele sacou a arma do bolso. Ninguém iria se arriscar até descobrir que era uma réplica.

É claro que os criminosos disfarçados de jornalistas na redação do UOL sabem disso, inclusive estas informações que acabei de dar são do corpo desta mesmíssima matéria. A foto, lá em cima, com o policial mostrando a foto da réplica da arma, também estava nesta mesma matéria. O que os leva a fazer algo tão hediondo como usar as vidas - e mortes - humanas em uma disputa narrativa racial é simples: política.

Portais como UOL, Folha de São Paulo e outros têm uma agenda a cumprir. Quando algo assim acontece, faz parte das obrigações deles forçarem esse tipo de narrativa fajuta e mentirosa. O objetivo é não apenas agradar militantes de movimentos de esquerda, mas também reforçar a narrativa deles de maneira que um monte de tolos compartilhe a matéria pela manchete. Esse tipo de jornalismo tem que ser erradicado, e ele só será quando pararmos de lhe dar audiência.

Lula é um privilegiado, qualquer cidadão em seu lugar estaria preso

Qualquer pessoa que tenha o mínimo contato com o funcionamento da Justiça, no Brasil e no mundo, sabe que são recorrentes os casos em que réus acabam condenados sem evidências materiais diretas, mas com base em testemunhos fortes e contradições em depoimentos.

Embora se diga um "perseguido político", contra Lula existem mais de 300 provas. Sim, mais de 300. São depoimentos dados por delatores, gente do alto escalão do governo petista e até mesmo empreiteiros que foram muito próximos da família do ex-presidente. Além disso, há fotos, recibos, conversas de celular, grampos telefônicos, etc. Só a conversa entre ele e Dilma na qual deixam clara a intenção de obstruir a justiça, no caso em que Lula foi nomeado para a Casa Civil, já é evidência material bastante clara.

Ainda assim, Lula está solto, e não só está solto como anda por aí falando aos montes. O direito de defesa é algo que ele tem exercido além da conta. Qualquer pessoa comum, um cidadão sem os poderes e a influência dele, já estaria na cadeia por muito menos. O que se tem contra Lula é mais do que suficiente para colocá-lo atrás das grades e não é de hoje, mas até mesmo os melhores juízes sabem que é arriscado prender alguém como ele, que tem privilégios e uma militância criminosa organizada.


O que faz com que Lula ainda não esteja na cadeia não é a falta de evidências, porque isso tem de sobra. Resta mesmo é que os juízes organizem-se de modo que possam fazê-lo sem riscos muito altos. Até porque, como sabemos, petistas são capazes de qualquer coisa para permanecer no poder, e a prisão de Lula seria praticamente o fim do partido.

A verdade mesmo é que precisamos rebater essa narrativa de que Lula é inocente lembrando as pessoas, sempre que possível, daquilo que já se tem comprovado, como os grampos telefônicos em que Dilma e ele aparecem tramando contra a lei, ou então a conversa entre Eduardo Paes e Lula na qual se referem ao apartamento do Guarujá como se, de fato, fosse mesmo de Lula.

É claro, também devemos estar preparados. Caso Lula seja preso, sua militância ficará ainda mais violenta, e será necessário contê-la antes que se espalhe.

14 de setembro de 2016

Sua ideologia não te impede de ser articulado

Costumo ler e ouvir muitas vezes pessoas dizendo que algumas ideologias possuem vantagem sobre outras, principalmente no que tange a articulação política, argumentação em debates, etc. Isso pode ser verdade em determinados contexto, mas quem pensa assim normalmente está enxergando as coisas por uma visão... ideológica.


Para fins de abordagem, esqueça as ideologias que segue. Deixe de lado, por um segundo, aquilo em que acredita. Se passarmos a analisar mais friamente as situações, certamente vamos perceber que há alternativas boas em quase todas elas. Um exemplo que quero usar novamente é o debate entre Marcelo Freixo e Flávio Bolsonaro, no qual o último se saiu muito mal a respeito do tema em questão, que era o combate às drogas.

No artigo que escrevi a respeito, apenas critiquei a fraca atuação de Flávio e a tranquilidade com a qual Freixo o rebateu, mas não apontei alternativas. Na página, alguns seguidores sugeriram que a posição contrária a liberação das drogas, no caso o lado de Flávio, estaria em desvantagem e que isso poderia justificar sua fraca articulação diante do outro, que estaria em "vantagem ideológica". Isso, contudo, não é bem uma verdade.

Em primeiro lugar, eleitoreiramente falando o lado de Flávio era bem mais cômodo. A esmagadora maioria da população tem receio em relação a legalizar drogas, é bem provável que a maior parte das pessoas seja totalmente contra. O tema, que é praticamente um tabu, em tese deveria tornar a posição de Freixo mais difícil, uma vez que ao propor a legalização ele estaria batendo de frente com diversos valores sociais que já são bem estabelecidos.

De qualquer forma, ainda que a posição de Bolsonaro ali fosse mesmo mais difícil, ele tinha pelo menos duas boas alternativas para atacar Freixo de frente e, ainda que não o destruísse, pelo menos o deixaria em situação menos positiva. Uma destas alternativas é apelar à emoção das pessoas, o que certamente ele não fez com a ridícula piadinha do "bolsa-larica". Seria bem mais esperto da parte dele atacar Freixo em seu ponto fraco, que é justamente a relação dos usuários de drogas com suas famílias, algo geralmente muito triste e conturbado.

Lembre-se: eu te pedi para esquecer brevemente a ideologia que defende e analisar friamente a situação. O discurso de Freixo, quando ele mostra preocupação - ainda que falsa - com o policial e com o usuário que morre por conta do tráfico, tem apelo forte para as pessoas. Para rebater tal resposta, a réplica deveria também conter elementos emocionais fortes. Seria inteligente da parte de Flávio, se ele de fato fosse alguém articulado, agregar valor às suas palavras falando sobre a difícil situação de pais de usuários que precisam lidar com filhos em estado deplorável de saúde ou mesmo de sanidade mental, além dos casos em que os usuários cometem crimes e acabam com as famílias.

Outra alternativa, no entanto, seria aquela na qual Flávio não escolhesse um tema no qual sabe que o oponente possui vantagem - uma larga vantagem, visto que Freixo já foi professor e tem experiência em lidar com o assunto das drogas. Que tal, em vez disso, pegar o adversário em uma situação menos favorável? Quais temas seriam mais apropriados para pegar Freixo em sua fraqueza?

Um deles, certamente, é segurança pública. As propostas do PSOL para esta área são no mínimo ridículas, e não é difícil mostrar pras pessoas o quanto. Outra questão fácil para atacar Freixo é a quantidade de serviços públicos que ele defende, especialmente por estarem no Rio de Janeiro, um estado falido. Qualquer pessoa é capaz de compreender que o governo tem sido ridiculamente ineficaz na administração dos serviços essenciais, então fica fácil mostrar como ele não pode ficar responsável por ainda mais serviços.

Em relação a segurança pública, Flávio poderia ter aproveitado a deixa dada por Freixo em seu Twitter, quando este alegou que cidade segura é cidade iluminada e que não é preciso policiamento. Além disso, no atual estado de calamidade que está a segurança pública no Rio, qualquer candidato que se posicione à direita já tem vantagem, uma vez que as políticas de esquerda é que justamente transformaram a cidade no que ela é hoje.

Não faz sentido, quando você tem escolha, atacar o adversário em suas forças. O correto é sempre escolher suas fraquezas e explorá-las. Por isso, afirmo categoricamente, Flávio já errou ao escolher a pergunta. Depois, errou ainda mais na réplica, quando perdeu uma excelente oportunidade de expor o adversário com argumentos emocionais. E mais: Flávio ainda poderia ter jogado contra Freixo o caso Amarildo, uma vez que a ONG ligada ao caso recebeu muita grana que foi parar no gabinete do próprio deputado.

Saindo um pouco do debate entre Flávio e Freixo, quero também lembrar que quando se trata de eleições, sobretudo as majoritárias, ideologias e discursos raramente importam. Na prática, não se trata de conquistar os votos de quem pensa como você, mas de quem está indeciso. Por ideologia, geralmente quem concorda com você irá escolhê-lo de qualquer jeito, mas os indecisos, e principalmente os que não necessariamente sabem qual ideologia seguir, querem algo diferente: eles querem postura.

Forma e conteúdo são indissociáveis, este é um fato com o qual precisamos lidar. Não existe essa história de dizer que as pessoas precisam te escolher pelo conteúdo de suas ideias, pois é a forma através da qual suas ideias se apresentam que realmente fará com que elas sejam vistas. Neste caso, a postura é o que mais chama atenção.

Enéas Carneiro não era bem votado como candidato a presidência porque sua forma era caricata e aparentemente desequilibrada, sua forma de comunicação era ridiculamente falha, ninguém de fato entendia o que ele queria dizer. Lula, no entanto, com muito menos conteúdo conseguiu ser um dos políticos mais influentes da América Latina, tudo pode soube ajustar-se ao formato adequado.

Além disso, você não pode contar só com a aprovação. É preciso pensar também na rejeição. Políticos como Jair Bolsonaro conseguem, sim, uma legião de fãs, e isso faz parecer que eles têm tudo para ganhar. O que normalmente não se conta é o quanto há de rejeição por trás destes nomes. Se para cada fã adquirido um político consegue duas pessoas o rejeitando, ele tende a ser derrotado. É por isso que muitas vezes você precisa trabalhar tanto na sua imagem como na desconstrução da imagem adversária, e isso não se limita a uma ideologia. Qualquer pessoa pode ser articulada dentro destes moldes, seja ela conservadora, libertária, comunista ou nacionalista cristã.

13 de setembro de 2016

O que estão escondendo sobre Hillary Clinton?

Que a mídia nacional e internacional tenha propensão a apoiar os Democratas, isso quando não o faz de forma escancarada como a Globo News, já sabemos. Qualquer pessoa atenta que acompanhe as notícias já deve ter percebido o esforço de quase todos os veículos de imprensa em atacar Donald Trump e ignorar completamente os problemas de Hillary Clinton. Contudo, uma nova informação tem circulado nas últimas semanas e, especialmente agora, ela viralizou: trata-se de uma suposta doença de Hillary.

Sobre isso, recomendo que assista a este vídeo do Raphael Lima, pois ele se deu ao trabalho de compilar o máximo de informações acerca do assunto e me poupou esforço:


A suspeita levantada pelo Raphael é bastante válida. De fato, se o público souber que Hillary está com uma doença grave, perderá a confiança nela para exercer o cargo. O Partido Democrata é bastante habilidoso nessa arte de manipulação midiática, muito mais que o Republicano, e isso explica o silêncio de quase toda a imprensa mundial a respeito dos claros sintomas apresentados pela candidata.

Algumas pessoas me perguntaram, pelo Facebook, o motivo de o partido apenas não ter substituído ela por outro candidato, mas a explicação para isso é simples: ela é o melhor nome que os Democratas têm no momento. Trump já encostou em Hillary nas pesquisas, e ele é um show man relativamente eficaz. Mesmo com seus deslizes, ainda assim conseguiu apoio de grande parte do público. Trocar o candidato para enfrentá-lo seria uma má estratégia, ainda mais considerando que não há nenhum tão bom.


Hillary Clinton está em seu momento, ela construiu gradualmente sua carreira dentro do partido e não é por mero acaso que tenha conseguido a vaga. Para se ter uma ideia, a influência dela no partido é tão grande que toda a legenda trabalhou firmemente para boicotar Bernie Sanders, chegando a manipular a imprensa contra o senador. Os nomes que poderiam substituí-la são Joe Biden, talvez John Kerry, mas eles são fraquíssimos, tornariam a vida de Trump muito mais fácil.

O que deixa tudo mais assustador é ver que o caso, no mínimo suspeito, tem sido abafado não por um ou dois veículos de imprensa, mas por praticamente todos eles. Só mídias alternativas estão comentando a respeito.

12 de setembro de 2016

Evidências de que Carlos Bolsonaro mentiu copiosamente sobre o Hitler Fake


Hoje à tarde publiquei por aqui um texto no qual mostrei o caso de Marco Antonio dos Santos, candidato a vereador pelo PSC que se veste de um jeito parecido com Adolf Hitler e que tirou uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. Também mencionei que ele esteve na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, no ano passado, para a discussão do projeto Escola Sem Partido, de autoria de Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSC-RJ. 

O tal Marco, como vocês já devem saber, é candidato pelo PSC e se diz professor. O vereador Carlos Bolsonaro, por sua vez, publicou no Facebook uma enorme mentira, alegando que não conhece o homem e que "não sabia" da audiência na Câmara de Vereadores que visava discutir seu próprio projeto. Abaixo, a postagem dele:


No blog da família Bolsonaro, em um texto que Carlos também postou em sua página, eles repetem a mesma versão, alegando não terem nenhum tipo de relação com o homem. Alguns de seus seguidores chegaram até afirmar que Marco Antonio não é o homem das fotos, e que este seria um tal de Sheik Ahmad Mohhamad, presidente da Associação Muçulmana do Rio de Janeiro. O nome do homem que aparece no vídeo da Câmara é Marco Antonio, ele chega até a ser mencionado pelo presidente da sessão, o vereador Jeferson Moura. Segundo apurações, é possível que Marco tenha mesmo sido sheik no passado.

Aqui nós temos a primeira mentira. Qualquer estúpido conhece a rixa milenar entre o islamismo e judaísmo, não é? Faria sentido o tal homem ser sheik de uma instituição muçulmana e, ao mesmo tempo, se dizer judeu? Pois é. Seguidores de Bolsonaro e o próprio Carlos propagaram a informação de que Marco Antonio é judeu e que ele defende o Estado de Israel, sendo que ao mesmo tempo afirmaram ser ele um sheik muçulmano. O problema é que Marco foi um sheik, não é mais. E há um fator importante a ser considerado: os muçulmanos não estão isentos de serem nazistas. Aliás, há muitos que são.

Quem tiver dúvidas, pode pesquisar a respeito da Juventude Hitlerista do Islã, ou das alianças entre Hitler e alguns líderes muçulmanos. O simples fato de Marco ter sido, supostamente, o sheik Ahmad, na realidade não prova que ele não seja neo-nazista. Há dentro do islamismo um monte de grupos pró-nazismo pelo simples fato de que Hitler odiava judeus. Ainda sobre a possibilidade de Marco ter ascendência judia, se é que isso é verdade, também não é uma evidência forte. Afinal, até Karl Marx era judeu e ainda assim foi antissemita.

De toda forma, esta é a menor das mentiras, até poderia passar despercebida como um mero equívoco. O que você vê logo abaixo é bem pior:



Consta no site do Tribunal Superior Eleitoral que o candidato a vereador Marco Antonio dos Santos, o tal Hitler Fake, recebeu R$ 1.440,00 em doação de campanha feita por Flávio Bolsonaro, o deputado estadual e irmão de Carlos. Infelizmente o site do TSE é ruim, não gera link para páginas internas, mas como a informação é pública qualquer um pode ir lá e conferir.

Então, o que temos aqui é uma prova final de que Carlos Bolsonaro mentiu sobre não ter nenhum tipo de relação com o homem. Ele mentiu ao dizer que sua família apenas tirou fotos em locais públicos. É absolutamente provável que também tenha mentido sobre não ter convidado o homem para a sessão da Câmara.

A propósito, outra informação que conflita com a versão dada por Carlos é o vídeo feito dentro da própria Câmara, quando o vereador Jeferson Moura diz que não deixará Marco Antonio discursar por fazer apologia ao nazismo. Neste vídeo, Carlos aparece logo ao lado de Moura enquanto este acusa o homem que supostamente não tem nada a ver com o nazismo, mas ele nem mesmo pede a palavra para rebater a acusação. Na realidade, ele não esboça reação alguma, apenas fica quieto observando.

Confira você mesmo:


Dito isso, está provado que Flávio Bolsonaro, candidato a prefeito pelo PSC, doou mais de R$ 1.400,00 ao mesmo homem que Carlos Bolsonaro alega não ter relação alguma com ele ou sua família. Está provado, também, que tentaram iludir o público com uma cortina de fumaça alegando que o homem é muçulmano, depois dizendo que ele é judeu, e chegando até mesmo a dizer que não se tratava da mesma pessoa, sendo que o próprio Marco afirma em vídeo ter sido o tal sheik.

Os Bolsonaros mentiram copiosamente desta vez.

Como medir o grau de desonestidade de seu oponente?

Descobrir se um opositor é honesto ou não sob certos aspectos é muito mais simples do que parece, ao menos quando o assunto é política. A maioria dos liberais, percebo, tem dificuldade absurda para perceber seus adversários como pessoas desonestas e ardilosas, normalmente preferindo acreditar que o oponente é apenas uma pessoa "iludida", alguém que "se enganou" ou que "foi enganado".

Esse pensamento, como já abordei dezenas de vezes, é danoso e preocupante, sobretudo porque é uma fraqueza. É uma fraqueza porque é, ao mesmo tempo, uma espécie sutil de soberba. O indivíduo que pensa de tal forma, na verdade, se enxerga como alguém intelectualmente superior ao inimigo e, ao mesmo tempo, é também alguém que se apieda dele. De fato, os liberais costumam se portar de forma frágil perante a extrema-esquerda porque se julgam como "mais preparados" ou se veem como detentores da verdade, o que os leva a pensar, erroneamente, que vencerão qualquer disputa apenas por terem razão.

Claro que isso é estúpido, e particularmente sinto pena desses liberais por serem tão ingênuos e arrogantes. Contudo, há formas de se medir o grau de desonestidade de alguém com relação aos seus princípios éticos e suas ideologias, e explicarei aqui para quem possa interessar.

Passo a passo

O primeiro passo é delimitar o campo. Descubra se seu adversário é alguém com estudo, com experiências de vida e se é uma pessoa minimamente inteligente. Isso será útil para você realmente saber com quem está lidando. Perceba que, aqui, não se trata de qual é a sua opinião pessoal acerca do indivíduo, isso nem mesmo importa. É para você fazer uma "análise" imparcial a respeito dele, algo que vise entendê-lo e não apenas julgá-lo.

Nem sempre as ferramentas para isso estarão a sua disposição, e nem sempre o adversário será alguém próximo o suficiente para você ter uma visão boa sobre ele. Neste caso, tente apenas apurar o que puder e da melhor forma possível, pois é o que dá para fazer.

O segundo passo, assim que você tiver certeza ou pelo menos uma noção sobre o grau de intelecto e conhecimento do adversário, é buscar o entendimento sobre em que ele acredita e o que ele defende. No caso, como não somos dotados do poder de ler mentes, a forma mais apropriada para se chegar a uma conclusão racional é analisar o discurso e a prática dele. Não tem outro caminho.

O discurso, normalmente, será inteira ou parcialmente falso - e isso é normal, a esmagadora maioria das pessoas mente. No entanto, sempre há um linha de convergência entre discurso e prática, mesmo que ela seja estreita (e normalmente é). Ao analisar os discursos de alguém e as suas ações, torna-se possível criar um ponto em que haverá, ou não, a convergência entre uma coisa e outra.

Se houver essa convergência, aí teremos que analisar o grau de envolvimento dela. Uma coisa é você defender a sonegação de impostos e, daí, sonegar impostos. Esta é uma convergência relativamente fácil, uma vez que o beneficiado é você mesmo. No entanto, defender a divisão de bens e o fim das diferenças de classes requer, no mínimo, um pingo de dedicação. Se o indivíduo fala que é a favor de ricos ajudarem os pobres, mas se este mesmo indivíduo não faz nada para ajudar estes pobres, nós temos aqui um caso em que não existe a tal convergência entre a ação e o discurso.

É muito fácil dizer algo que os outros devem fazer, mas que você mesmo não faz. É como o caso de Jandira Feghali, que diz defender os interesses dos trabalhadores e o atual modelo de CLT, mas que em seu restaurante sofreu vários processos justamente por violar essa mesma CLT. Este é outro caso em que não há convergência entre discurso e ação, e quando isso acontece sabemos que o indivíduo está mentindo.

No geral, depois de fazer essas apurações, você deve fazer uma "conta" e ver se ela fecha. No caso de Jandira, por exemplo, não fecha. Ela deliberadamente faz o oposto do que defende, inclusive porque é uma empresária e deputada rica que não divide nada do que tem com ninguém, embora queixa obrigar os outros a fazerem isso. Além disso, ela é definitivamente uma pessoa experiente e inteligente, não é leiga, muito menos uma jovem iludida ideologicamente.

Quando a situação for a de uma divergência evidente entre ação e discurso, temos um caso de desonestidade comprovada. Se, por outro lado, houver convergência entre as ideias e as ações, ainda que tais ideias e ações sejam negativas, pelo menos existe coerência, então podemos aferir que, em parte, há honestidade.

Muitos liberais têm o péssimo hábito de dizer que "os socialistas lutam por igualdade", e isso quase sempre é mentira. Uma minoria ínfima de socialistas realmente age em prol da igualdade, a maioria deles apenas fala sobre isso.


PSC: O partido que envergonha a direita brasileira

Sempre faço duras críticas aos Bolsonaros, sobretudo ao líder do clã. Por conta disso, tenho que aturar a infantilidade de muitos de seus seguidores - e, reitero, nem todos são imbecis, só há quantidade suficiente para realmente encher o saco. Contudo, uma coisa que vi hoje me causou real espanto, dada a importância estratégica da questão.

No Rio de Janeiro, mesma cidade pela qual Flávio Bolsonaro concorre a prefeito, o PSC permitiu a candidatura de um homem aparentemente neo-nazista. Sim, não estou brincando. Este é um fato que tive que ver, e até demorei uns minutos para assimilar totalmente. O partido tem em suas fileiras pelo menos um homem aparentemente adepto do nazismo, do tipo que até faz cosplay de Adolf Hitler. É mole?


O que acontece, no caso, é que o Partido Social Cristão não é exatamente uma legenda muito confiável. Há pouco mais de dois anos, só para se ter uma ideia, o partido era da base aliada de Dilma Rousseff. Em 2013, por exemplo, houve aquela polêmica pelo fato de Marco Feliciano ter assumido a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Lembram disso? Foi o próprio PT que deu a ele esta comissão. E até abril de 2014 o PSC era base governista, apoiava o PT em suas decisões.

O nome do tal candidato neo-nazista é Marco Antonio Santos. Ele está no registro oficial dos candidatos do partido para esta eleição. Além de ser cosplayer de Hitler e fazer parte de um movimento cuja sigla é DAP (em alusão ao NSDAP, o partido nazista), Marco pode ser também um falsário. Em todos os documentos ele se apresenta como professor, mas até onde se apurou o homem parece ter somente o ensino médio completo. Isto, aliás, consta no próprio registro dele como candidato.

Ou seja, temos mais um ato absurdamente falho de um partido que vem se apresentando como "alternativa à direita". A verdade é que meu desprezo pelo PSC nunca foi à toa, sempre tive razões sólidas para isso. Este caso, entretanto, é realmente intrigante. Qual é o nível de estupidez dos dirigentes da legenda? Eles querem mesmo reforçar a narrativa esquerdista de que cristãos e conservadores são nazistas?

Como se não bastasse, Jair Bolsonaro mostra sua imbecilidade posando em uma foto ao lado deste senhor, comprovando minha tese anterior de que a estupidez desta família não tem limites:


Algumas pessoas tem alegado que isso tudo não passou de uma "brincadeira", e que na realidade Marco se vestiu do personagem fake de Hitler, sem nenhum símbolo realmente nazista. Se isso for mesmo verdade, é ainda pior, pois mostra que a imaturidade política dessa turma é algo grave, digno de intervenção psiquiátrica.

E tem mais. Sim, tem muito mais.

Como se tirar foto ao lado do "Hitler Mameluco" não fosse idiotice o bastante, Carlos Bolsonaro convidou Marco para participar da sessão na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro em que se discutiu o projeto Escola Sem Partido. É exatamente isso que você leu. Na discussão do projeto que visa combater a doutrinação escolar, o vereador que propõe o projeto na cidade decide convidar um homem vestido de Adolf Hitler para ajudá-lo a defender. O detalhe é que Bolsonaro queria Marco falando na tribuna, o que por sorte não aconteceu.

É claro que isso tudo foi um prato cheio para a extrema-esquerda. Quem não aproveitaria uma oportunidade dessas, não é?

A verdade, me desculpem os membros da "direita true", é que essa patifaria bolsominion tem que acabar. Quem realmente quer levar a política a sério e mostrar as alternativas à direita para um povo que tem sido governado há décadas por esquerdistas, no mínimo, precisa ser um pouco mais esperto do que isso. Como levar a sério um deputado federal que jura não gostar de nazismo após esta foto? Como levar a sério o trabalho de um vereador que, de forma burra, chama para defender o ESP um simpatizante da pior ideologia que já existiu?

Definitivamente, não tem como continuar tapando o sol com a peneira. Essa gente é irrecuperável!

ADENDO 1:

O vereador Carlos Bolsonaro está negando ter convidado o homem para a Câmara, chegou até a dizer que não sabia que a audiência iria acontecer e que foi "de última hora". Se isso fosse verdade, mostraria o quão incompetente ele é como vereador, pois nem sabia da tal audiência sobre o próprio projeto, mas é mentira. Ele convidou e há provas aqui e aqui.

Reparem que no vídeo, o vereador Bolsonaro está ao lado do presidente da Câmara e não esboça nenhuma surpresa ou reação. Ele está mentindo descaradamente.

ADENDO 2:

Um vídeo no qual Marco Antônio aparece se explicando, logo após o episódio na Câmara, em dezembro do ano passado, tem sido enviado a mim por conta deste texto. Respeitando aqui o direito de resposta, colocarei o vídeo para que vocês vejam. Ele afirma não ter nenhuma relação com o nazismo, e que o seu visual é mera coincidência. Também reafirma ser professor, o que pode ou não ser verdade.



Afirmo, para todos os efeitos, que se o tal Marco Antonio não for mesmo neo-nazista, isso ainda não abona Carlos Bolsonaro das mentiras ridículas que contou em sua página.



Expresso meu ceticismo quanto às alegações. Na realidade a coisa mais normal em quem apoia ideais nazistas é negar, uma vez que isso é crime. Eis aí uma das razões pelas quais sou contra a criminalização da apologia a qualquer tipo de ideologia. Se não fosse proibido, teríamos mais razões para acreditar no que Marco diz.

ADENDO 3:

Este blog tem por hábito fazer pesquisas de maneira independente. Não acreditamos em qualquer coisa dita. Antes mesmo de publicar este artigo já tínhamos em mãos a evidência de que Bolsonaro mentiu, alegando não conhecer este homem.

11 de setembro de 2016

Como a extrema-esquerda passará a agir nos próximos meses ou anos?


A noção de que a extrema-esquerda passará a agir de modo ainda mais radical é básica, é isso que já acontece no momento. Contudo, precisamos entender os mecanismos disso, o que eu não abordei em meu artigo sobre o impeachment

Uma questão importante a respeito de política é que nem tudo se resume a fazer as pessoas gostarem de você. Muitas vezes, sua posição é extremamente desfavorável e você enfrenta enorme rejeição. Nestes casos é mais difícil conseguir reverter a rejeição e conquistar novamente os corações das pessoas. O que se faz, portanto, para dar a volta por cima? Aumenta-se a rejeição do seu adversário.

Sempre que as pessoas questionam porque o PSDB ataca tão pouco o PT, respostas surgem dizendo que é porque o partido tem o rabo preso. Isso, no entanto, não faz sentido. Se você está em uma situação desfavorável, tem menos a perder e portanto muito a ganhar. Não faz sentido ficar na defensiva.

Em 2012, na semi final da Eurocopa, Alemanha e Itália se enfrentaram em um jogo duro. O fim do jogo se aproximava e a Alemanha perdia por 2 a 1. Se você viu o jogo, deve se lembrar qual foi a atitude dos alemães: eles partiram para o ataque com tudo. Nos últimos cinco minutos de jogo, até o goleiro saiu de sua posição para tentar buscar o empate. Absolutamente toda a equipe partiu para o tudo ou nada, porque era uma semi final de uma Eurocopa, um dos campeonatos mais importantes do futebol mundial. 

No fim das contas, a Itália ainda assim venceu, mas os alemães buscaram a vitória em todas as oportunidades. Se eles tivessem aceitado a derrota e ficado na defensiva, talvez levassem ainda mais gols, porque o time que não ataca inevitavelmente perde.

Voltando à política, quando você está em uma situação ruim e aparentemente irrecuperável, o certo é desistir de tentar se recuperar e partir para o ataque total. É isso que os petistas farão daqui para frente. Eles já sabem que não dá mais para recuperar a confiança no partido, sabem que Lula e Dilma estão com a imagem desgastada. A tática, a partir de agora, será não mais proteger Dilma e Lula, mas atacar Temer e aumentar a rejeição sobre ele. Simples assim.

Nas eleições de 2014, sobretudo a partir do segundo turno, a tática usada foi essa. Em vez de defenderem Dilma de ataques, os petistas se organizaram e massacraram a imagem de Aécio Neves, às vezes com verdades, mas muitas vezes com mentiras. Os ataques, entretanto, foram frequentes. Todo dia pipocavam na internet inúmeras acusações contra o tucano, vários memes tirando sarro dele e muitas informações inverídicas para queimá-lo perante parte do público.

O vídeo abaixo mostra um pouco disso. Aqui, no debate, ambos os lados se saíram bem. Não houve uma "vitória". Apesar de o Arthur do MBL ter se dado ligeiramente melhor em alguns pontos, não houve um "touchè" definitivo, e o tal Josué conseguiu dar umas boas cutucadas. Porém, o ponto mais interessante é a análise apresentada pelo tal Josué, do MTST, que deixa bastante claro isso que estou dizendo. Eles vão lutar para acabar com a imagem de Michel Temer a qualquer preço, e com isso pretendem tornar o país ingovernável.

Com o passar do tempo, se eles souberem atacar, a rejeição ao governo Temer pode aumentar e isso pode fazer com que as pessoas comecem a refletir sobre o processo de impeachment. Ainda que não confiem e não gostem de Dilma, caso o plano dê certo elas pensarão que Temer é pior.

Claro, isso que estou dizendo é mera conjectura, eu não prevejo o futuro. Contudo, é este o caminho que provavelmente a esquerda tentará seguir. Se ela fizer o trabalho bem feito, pode funcionar. Se funcionar, e se até lá o molusco não estiver preso, Lula em 2018 volta a ser uma possibilidade.

A nossa ação, no momento, é a de continuar atacando. Não podemos baixar a guarda só porque o impeachment deu certo. Precisamos, pelo contrário, atacá-los ainda mais e com mais força. Devemos continuar com o trabalho de rotulagem e até mesmo aumentar a carga de agressividade em nossas investidas. Os militantes petistas, por sua vez, precisam ser tratados como criminosos. Estes que vão para as ruas queimar e destruir coisas precisam ser vistos como vândalos, como truculentos, como pessoas intolerantes.



10 de setembro de 2016

A estupidez irrecuperável da família Bolsonaro

Primeiramente, sei que esse artigo causará muito choro e ranger de dentes, sei que vários imbecis aparecerão na página para me chamar de comunista ou qualquer palhaçada do tipo. Eu não ligo. Este site é sério, aqui não é um espaço para ficar defendendo ideologias políticas, é um site sobre guerra política e estratégias. Se queremos, de fato, combater comunistas, é preciso ser mais inteligente e tático do que eles. Também esclareço que não faço este artigo para pegar no pé do candidato, pois até já o defendi aqui há alguns meses quando ele foi de fato injustiçado. O problema é que erros foram cometidos e precisam ser analisados para que não aconteçam novamente.


Amigos me enviaram o vídeo do debate na Rede TV entre os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro. Quero destacar rapidamente que as atuações de Pedro Paulo e Crivella foram, no máximo, medianas. Jandira Feghali foi fraca. Marcelo Freixo, no entanto, se saiu bem. Sim, ele se saiu bem, quer gostemos ou não. Precisamos lidar com a realidade.

Assim como qualquer membro do PSOL, considero Marcelo Freixo uma figura detestável. Não por acaso, há um dossiê sobre ele que pode ser acessado ali na aba "DOSSIÊS", no qual expus mentiras e fatos negativos a respeito do deputado. Contudo, ele é de longe um dos mais articulados políticos da new-left brasileira. É um cara esperto, tem malandragem, e foi com esta malandragem que ele ridicularizou Flávio Bolsonaro no debate.

Logo no início do debate, na rodada em que os jornalistas fizeram perguntas aos candidatos, o repórter da Veja pegou bem leve com Bolsonaro e lhe mandou uma pergunta a respeito das UPPs, Unidades de Polícia Pacificadora. Ou seja, um tema de segurança pública, uma das poucas áreas em que a família Bolsonaro pelo menos aparentemente tem conhecimento. A resposta dele, no entanto, foi extremamente vaga, passava insegurança e falta de conhecimento dos detalhes.

Ainda sobre o mesmo tema, o jornalista mandou uma réplica e ele teve direito a uma tréplica, que não soube aproveitar muito bem. Ao ser questionado sobre como fazer as "UPPs sociais" funcionarem, gaguejou, se atrapalhou e não explicou nada. Ficou nítida a falta de preparo do candidato. Isso não pode acontecer. Se ele não tem preparo para pelo menos responder perguntas sobre segurança pública, que deveria ser sua especialidade, quem irá confiar nele para o restante?

O pior, no entanto, foi o momento em que Flávio fez a pergunta a Marcelo Freixo. Para isso, escolheu o tema da legalização das drogas. Antes de você ver o vídeo abaixo, sem edição, sugiro que reflita sobre a posição vantajosa na qual estava Flávio diante de seu adversário. Não importa se você é a favor ou contra legalizar, o que conta, no caso, é a atuação no debate. A posição de Flávio é muito mais popular, é uma posição fácil de defender porque possui apoio da população em sua maioria.

Aqui, neste trecho, vou sugerir que você assista sem preconceitos. Apenas analise de fato a articulação de ambos e como cada um reage diante da atuação do outro. Se fizer isso ignorando o histórico dos envolvidos ou a sua fé ideológica, ficará nítido quem se saiu melhor.


A pergunta que ele faz é razoável. Freixo, no entanto, respondeu bem. Não importa se você concorda com a posição dele, é fato que Freixo se saiu bem na resposta por duas simples razões. Primeira, por ele delimitar o campo mostrando que é diferente de Bolsonaro. É a primeira frase que ele diz. Depois, ele demonstra que se preocupa com os usuários de drogas e também com os policiais que morrem no combate ao tráfico. Por mais que seja mentira, ele fez parecer que é verdade. É isso que realmente importa.

A réplica de Flávio, entretanto, é patética. Ele seguiu os passos do pai e achou que ali, num debate sério sobre um tema sério, seria positivo ou adequado fazer piadinhas toscas sobre o assunto. Quando ele diz que o PSOL vai propôr a Marcha da Maconha, na Câmara Municipal, para os 160 municípios, mostrou despreparo novamente, uma vez que esse tipo de coisa não é competência da Câmara de Vereadores, mas da Assembleia Legislativa. 

Quando ele falou que o PSOL vai criar o programa "Bolsa-Larica", de fato, senti pena. Foi uma das coisas mais patéticas que vi. Bolsonaro simplesmente perdeu a oportunidade de esmagar um adversário hipócrita porque achou que seria inteligente atacá-lo com piadinhas. É vergonhosa essa postura. E tudo isso seria menos catastrófico se Freixo não tivesse percebido tudo e aproveitado as chances que Flávio lhe deu.

Na tréplica, ficou fácil para o candidato do PSOL. Qualquer um em seu lugar e com sua malandragem saberia aproveitar a oportunidade para ridicularizar o oponente, principalmente porque a maior parte do trabalho o próprio Flávio fez para ele. Freixo, do início ao fim da tréplica, fez um jogo de rotulagem e shaming. Ele envergonhou Flávio e só fez isso porque o próprio assim permitiu.

Vi por aí diversos blogs e páginas de fãs do Bolsonaro dizendo que ele "destruiu Freixo no debate", mas isso é mentira. É tapar o sol com a peneira. Flávio Bolsonaro se saiu mal, pareceu um amador, foi fraquíssimo e ainda sofreu duros ataques de um deputado como Freixo, que possui um monte de controvérsias a serem exploradas por seus oponentes. Flávio perdeu maravilhosas oportunidades, como esta do controle de drogas, para rotular devidamente o adversário. Ele poderia ter realmente destruído Freixo em sua réplica, mas não o fez porque está mais preocupado em "mitar" na internet com suas piadinhas fajutas do que em vencer oponentes.

Gente assim não pode representar a direita. A família Bolsonaro e seus seguidores carecem de maturidade, e fingir que estes problemas não existem é que o irá destruí-la ainda mais. Os fãs que me perdoem, ou não, mas estes são os fatos. Eu realmente gostaria de vir aqui noticiar que Flávio acabou com Marcelo Freixo, só que não foi isso o que aconteceu. Fingir que não vi e passar a mão na cabeça de um amador não dá, não é produtivo.