31 de agosto de 2016

O documentário golpista do PT e as nossas alternativas

Como todos já sabem, a "cineasta" Petra Costa, herdeira do grupo Andrade Gutierrez, esteve nestes últimos dias perambulando pelo Senado para filmar passagens do processo de impeachment, bastidores e também fazendo entrevistas com parlamentares. Tudo isso, obviamente, será compilado em algum tipo de edição muito bem feita, com uma produção de qualidade, e tudo será tendencioso como de costume.

Para mostrar como Dilma foi "vítima de um golpe", os verdadeiros golpistas organizarão um vasto material de gafes cometidas por opositores burros, tais como Jair e Eduardo Bolsonaro, também irão mostrar os fatos sobre Eduardo Cunha - um criminoso. Naturalmente também estará no documentário trechos dos depoimentos de Dilma nos quais ela se saiu melhor, e a edição vai omitir todos os momentos nos quais ela tenha falado alguma besteira ou uma mentira muito grande.

Todos aqueles barracos petistas que vimos no Senado entrarão e, com uma boa edição, vão mostrar a indignação petista "contra o golpe". Os momentos de exaltação de outros senadores serão retratados como "desequilíbrio" ou "discurso de ódio". As burrices de Bolsonaro na Câmara aparecerão como prova de que o processo era mesmo um "golpe de estado", e haverá inúmeras referências a 1964.

Tudo isso é meio óbvio, a não ser que você eventualmente viva em uma bolha e tenha saído dela ontem. Porém, é com isso que teremos que lidar daqui pra frente: a guerra de narrativas. Mais do que nunca, a extrema-esquerda tentará forçar sua narrativa em todas as esferas políticas, midiáticas e sociais. Novos filmes brasileiros produzido com dinheiro sujo surgirão, bem como os movimentos passarão a se tornar mais truculentos, agressivos e intransigentes. A internet irá ferver de militância anti-Temer. E no final, quando este documentário sair, vai ter professor passando ele em sala de aula, bem como vai ter nota em centenas de sites a respeito.

O que está ao nosso alcance, no momento, é fazer exatamente o mesmo: forçar a nossa narrativa. Uma coisa que precisa ser lembrada a exaustão é o acordo que salvou Dilma no final, a negociata entre PT e PMDB que possibilitou que a petista não perdesse seus direitos políticos, violando a Constituição Federal. E isso foi feito para proteger Eduardo Cunha. Este foi o verdadeiro golpe, diga-se. Precisamos reforçar isso de forma muito clara.

Também temos que trabalhar para desfazer aquilo que os petistas fizerem. Se eles lançarão um documentário para mostrar que o impeachment foi um golpe, o que nos impede de lançar um documentário mostrando o inverso? E, que tal, produzir um documentário sobre a trajetória do próprio PT, mostrando a quantidade de vezes em que o partido pediu impeachment de outros presidentes? E por que não mostrar, também, que o partido desde sempre lutou contra a LRF, e que tê-la violado em seus mandatos não é mais do que um ato puramente intencional?

Na política partidária o PT perdeu muito. Saíram do governo, voltaram a ser uma miada oposição e certamente serão massacrados nessas eleições municipais. Só que isso tudo ainda é só um pedacinho da luta contra as ideologias vermelhas. É uma pequena batalha vencida. Eles jamais desistirão do poder. Se não fizermos nada para impedir, cedo ou tarde eles retornam.


Paulistanos, não temam! Lutem contra o terrorismo vermelho

Depredação de lojas e bancos, fogo em pneus, viaturas tombadas, confrontos com a PM e ruas interditadas: assim está uma parte de São Paulo desde a tarde de ontem, dia 30. As milícias petistas estão fazendo aquilo que sabem fazer de melhor, ou seja, baderna e muita sujeira, além das recorrentes violações de patrimônio e integridade física. Tudo isso tem um motivo, é claro.


Era óbvio que coisas assim aconteceriam, todos nós sabíamos. O totalitarismo nunca aceita perder e os totalitários jamais se curvam diante da ordem, das leis ou da harmonia. Se estão no poder, nos saqueiam, nos roubam, e se não estão causam tumultos, vandalismo e até atos de terror para forçarem uma ruptura sistêmica. Isso tudo sem contar o verdadeiro prazer que essas milícias vermelhas possuem em praticar vandalismo e destruição.

Não sugiro que você, um cidadão honesto e pacífico, vá para as ruas enfrentar esses criminosos com suas próprias mãos. Isso seria irresponsável e injusto. Você não está preparado para lidar com essa escória suja e covarde. Contudo, não se acovarde, não tema. Ainda há algo que você pode fazer: denunciar. Você pode denunciar incansavelmente, e você até deve fazer isso. Filme tudo o que puder ser filmado, fotografe os vândalos e terroristas, obtenha o máximo possível de provas contra o máximo de gente que conseguir. Depois de tudo, busque identificar os criminosos para então denunciá-los formalmente às autoridades ou, pelo menos, expô-los publicamente como os pilantras que são.

Hoje em dia qualquer um tem um telefone com câmera, não é? Então consiga provas contra todos. Se você não tiver preocupação com isso, vá até o meio das manifestações desses militantes golpistas e finja que é um deles, obtenha informações. Descubra quem está por trás disso tudo, veja quem são os líderes e quem são os peões. Filme e coloque na internet, porque esses bandidos precisam ser expostos. E depois, com algumas evidências, talvez seja possível processá-los e condená-los pelos crimes cometidos.

Não é que eu acredite nas leis, mas certamente acredito que a omissão não fará disso uma coisa boa. Aliás, a omissão tende a fazer com que esses criminosos sintam-se ainda mais livres para agirem assim quando bem entenderem, como se eles fossem os donos da cidade. É preciso deixar claro que eles não são!

Desejo sorte ao povo paulistano, ainda mais porque tenho muitos amigos e familiares na cidade. Vocês têm meu apoio.


29 de agosto de 2016

A tênue linha entre a tolerância e a submissão

A primeira regra que quero apresentar a você, liberal que valoriza a liberdade de expressão, é a seguinte: Nem toda opinião merece ser respeitada. 

Sim, é um fato. Nem todas as opiniões podem ou devem ser respeitadas, e o próprio ato de desrespeitar alguém também é parte intrínseca do direito a liberdade de se expressar. Sei que não é isso o que muitos dos liberais pensam, a maioria é servil e submissa diante dos adversários porque, em nome de uma visão distorcida sobre liberdade de expressão, acreditam que não podem ou não devem desrespeitar as opiniões alheias. Pensam, com isso, que o desrespeito em si violaria a tal liberdade.

Errado.

Primeiramente, quero adentrar de imediato na Lei de Godwin e lhe perguntar: Você respeitaria Hitler? Certo, eu sei que Hitler fez mais do que ter uma opinião, ele de fato matou e torturou pessoas, entre outros crimes hediondos. Porém, antes de fazer isso, ele era só um tolo dizendo por aí que odiava judeus, negros e eslavos. Antes de virar governante e começar uma caçada contra outros seres humanos, Hitler apenas defendia as suas ideias e, com isso, ganhava adeptos.

Antes de começar a efetivamente perseguir e matar gente, quando ele se limitava a dar suas opiniões e escrever suas asneiras por aí, Hitler só estava exercendo o que podemos chamar de "liberdade de expressão". Então, refaço a pergunta: Se Hitler nunca tivesse chegado ao poder e nunca tivesse matado ou agredido ninguém, você respeitaria suas opiniões? Eu duvido que responda positivamente a esta pergunta, porque respeito é algo que se tem por pessoas respeitáveis, jamais por facínoras e psicopatas pervertidos.

A linha que separa a tolerância da submissão e da servidão é realmente muito tênue, e vejo liberais cruzando esta linha diariamente. A ideia que quero passar aqui é uma mudança de postura. Quero propor o seguinte: Nós não podemos e não devemos respeitar quem defende ideias estúpidas, criminosas e pervertidas em face de nossos valores éticos.

Isso não quer dizer, entretanto, que eu esteja necessariamente propondo a proibição destas ideias. Quero dizer apenas que não devemos ser tolerantes com pessoas intoleráveis. Se existe algum valor na tolerância, trata-se justamente do fato de que precisamos exercitá-la dentro de certos limites éticos. Tolerar pessoas intolerantes ultrapassa essa linha e nos leva diretamente ao estágio de completa submissão.

Quando aceitamos ideias criminosas numa boa, sem fazer qualquer tipo de crítica ou retaliação moral, estamos agindo como meros reféns, é como se fôssemos escravos da própria covardia. Não há beleza alguma nisso. Ademais, não tem como dar certo, já que nossos adversários jamais dariam a nós as mesmas oportunidades que damos a eles. Basta ver como somos tratados e perceber que tolerá-los é um erro crasso.

Fato é que nem toda opinião pode ou deve ser respeitada. Algumas, pelo contrário, precisam ser execradas, escrachadas e até mesmo atacadas com vigor e veemência, sem nenhum respeito pela ideia ou por seu interlocutor. Não há inteligência alguma em ser subserviente com quem defende ideologias criminosas.


27 de agosto de 2016

Mais um extremista ataca Holiday de forma racista

Já repeti isso aqui incansáveis vezes, mas as evidências de que tenho razão não param de surgir. Toda essa raiva que a extrema-esquerda carrega contra Fernando Holiday, do MBL, é motivada pelo simples fato de o rapaz ser um negro que cometeu o "pecado" de não concordar com as aberrações defendidas por ela.

Abordei aqui, há poucos dias, o caso do blogueiro petista (na verdade é do PCdoB, mas dá na mesma) Eduardo Guimarães, que fez pelo menos dois textos atacando Holiday nos quais o fato de o jovem ser negro era mencionado em todos os parágrafos. Expliquei aos meus leitores que eram normais ataques deste tipo, e que a raiva destilada pela extrema-esquerda contra Holiday é especialmente maior do que aquela demonstrada por outros membros do MBL, como Renan Santos ou Eder Borges, que não são negros.

Há algum tempo também trouxe para cá o comentário feito pelo humorista falido Ronald Rios, que em seu Twitter também criticou Holiday usando o fato de ele ser "um negro que não concorda com a esquerda."

Hoje recebi a informação de que o "filósofo" Paulo Ghiraldelli atacou Holiday em seu site. E, surprise!, ele o chamou de "o negrinho do DEM", em tom pejorativo, e ainda disse que Fernando é um "negro de alma branca", comentário que é típico de se ouvir da boca de qualquer militante do PSOL. Os ataques, mais uma vez, foram motivados pelo fato de que Fernando Holiday se declara contra as cotas raciais.

O curioso nisso é ver que a extrema-esquerda se enxerga como detentora do monopólio da opinião, e isso vale para tudo. Na realidade, para eles, a questão racial é só um trampolim, uma forma de obter capital político. Tanto é que ninguém acha estranho um homem branco, de classe média, destilando racismo contra um jovem negro e pobre, só porque neste caso o jovem negro é pobre é também de oposição.

Você já viu alguém da extrema-esquerda defendendo Holiday desses ataques? Já viu alguém alguém do PSOL criticando os comentários racistas de Eduardo Guimarães? Não. Não viu porque isso nunca aconteceu. O fato de Holiday ser um negro que não aceita ser escravo dos ideais deles é o que mais os incomoda, esta é a verdade.


26 de agosto de 2016

Freixo não cansa de ser ridículo

Em seu Twitter, o candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL), e que por acaso também é deputado estadual, disse que uma cidade segura é uma cidade iluminada, em que as pessoas frequentam praças e ruas. Ele também disse que policiamento não resolve.



Ok. Eu sei que o Marcelo Freixo não é burro. Ele diz essas baboseiras porque é o que serve para confortar a militância estúpida de partidos como o PSOL, esse monte de garotos universitários ignorantes e manhosos que acreditam na "revolução paz e amor", através da qual a violência será combatida com rosas e belas canções. Naturalmente, também, a hipocrisia faz parte do grupo, que de pacifista mesmo não tem nada. Afinal de contas, quando é para lidar com quem se opõe ao que eles defendem, eles sabem ser violentos.

Tudo bem. Dito isso, quero apresentar um vídeo interessante que no mínimo ridiculariza a afirmação tola do candidato. O Rio de Janeiro tem sofrido com assaltos frequentes em plena luz do dia, então podemos supor que Freixo queira iluminar a cidade mais que o próprio sol.


Ilumine a cidade, sim, Freixo. Vamos fingir que vai dar certo.


25 de agosto de 2016

O que está por trás dos petistas que fogem do partido?

Desde que a campanha eleitoral começou, muitos candidatos petistas apareceram com materiais de campanha um pouco "diferentes". Sem cores vermelhas, muitos sem a estrela ou mesmo o nome do PT, e uma grande parte até mesmo copiando os tucanos. Engraçado, sim, mas ainda assim um pouco suspeito. Obviamente há mais por trás disso do que a simples tentativa de fugir do estigma.

Uma das ilustres figuras a aderir ao "novo método" foi o ex-ministro Edinho Silva, que por acaso também era tesoureiro da última campanha de Dilma. Outro foi o ex-prefeito de minha cidade, Joinville, o também ex-deputado federal Carlito Merss. Carlito, a propósito, fez o mesmo caminho que Fernando Haddad faz hoje, sendo o prefeito mais rejeitado das últimas décadas. Tanto é que só teve um mandato e nunca mais se reelegeu para qualquer cargo, hoje nem é um político ativo.

A razão de tais mudanças pode ser explicada pelo próprio tempo. Havia um prazo para que os políticos trocassem de partido, e essa janela se fechou em abril. Logo depois, no dia 17 do mesmo mês, o processo de impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados, com uma votação consideravelmente maior do que o necessário para a aprovação. Pouco menos de um mês depois, no dia 12 de maio, o Senado Federal decidiu afastar Dilma Rousseff.

O tempo passou e o processo ganhou corpo, a quantidade de senadores contra Dilma aumentou, os que estavam a favor foram ficando com cada mais fracos. Novos escândalos, a delação de João Santana e as frequentes gafes de Dilma. Tudo isso, se somado com a intransigência da bancada da chupeta no Senado, bem como as presepadas dos militantes petistas, gerou um desgaste inimaginável na imagem do partido, que já vinha sofrendo duros golpes nos últimos dois anos.

Certamente, boa parte destes candidatos que tentam fugir da imagem do PT foram justamente os que não saíram da legenda enquanto havia tempo. Eles devem ter se arrependido, obviamente, mas não quer dizer sejam perdoáveis por isso. A alma deles continua sendo petista, só querem fugir do partido por questões meramente práticas, para continuarem se elegendo.

Este ano, o número de candidatos petistas está 50% menor do que em 2012, o que mostra um enfraquecimento brutal da legenda. Contudo, estes mesmos pilantras que hoje querem fugir do PT certamente serão bem vindos em partidos como REDE, PSOL ou PCdoB. Afinal, são todos linhas auxiliares do PT mesmo.

Você, que quer ver essa corja fora do poder, deve abrir os olhos das pessoas mais próximas e lembrá-las de que o que realmente importa é o número. Incentive-as a nunca digitar o 13 nas urnas.

Dê uma olhada nessa fraudes abaixo:







24 de agosto de 2016

O que motiva a perseguição contra Fernando Holiday?

Uma coisa que tenho notado nessa cruzada contra o ativista Fernando Holiday é que seus algozes, em geral, o odeiam não por ele dizer o que diz ou por fazer o que faz, mas pelo simples fato de ser ele um rapaz negro que não concorda e não aceita as ideologias de extrema-esquerda. Não é errado dizer, portanto, que o motivo da perseguição é puramente racial.

No mês passado, por exemplo, o humorista falido Ronald Rios atacou Holiday em seu Twitter, deixando claro que a razão do ataque era o fato de o rapaz ser negro e não ser de esquerda. Outros "intelectuais" de esquerda, como Tico Santa Cruz e Leonardo Sakamoto, já fizeram críticas muito parecidas ao garoto do MBL. Em nenhum dos casos as críticas foram direcionadas ao conteúdo daquilo que Holiday diz ou faz, elas sempre foram carregadas de teor racial.

A bola da vez é o blogueiro petista Eduardo Guimarães, que "por acaso" também é candidato a vereador em São Paulo, mesma cidade na qual Holiday irá concorrer pelo DEM. O blogueiro já tinha escrito um artigo atacando o ativista no ano passado, em março, e todo o artigo é um show de racismo. Guimarães escreveu exatos 25 parágrafos muito mal escritos - ele não é exatamente alfabetizado - para mencionar o fato de Holiday ser um rapaz negro e não ser de esquerda, como se isso estivesse, para ele, acima de qualquer outra coisa.

Na última segunda-feira, o blogueiro voltou a atacar Holiday, desta vez usando como pretexto o ato do garoto na Câmara de Vereadores de São Paulo, quando ele arrancou o cartaz de homenagem a Fidel Castro, que foi colocado por um desses vagabundos do PCdoB. Achei curioso, no entanto, que Guimarães tenha trazido a questão da cor de Holiday novamente a tona, sendo que neste caso não havia nem mesmo um bom pretexto para isso. 

No artigo, o petista ataca Holiday por coisas que ele não fez, chegando a insinuar que ele teria agredido alguém fisicamente - isso nunca aconteceu. Eu nem precisaria dizer, mas o blogueiro é um hipócrita, pois acusa Fernando de fazer algo que seus aliados do mesmo partido fazem com frequência. Em março, quando Lula foi levado pela PF, militantes petistas partiram para a porrada contra manifestantes contrários ao PT. Há poucos meses, o deputado paranaense Tadeu Veneri, do PT, agrediu fisicamente uma mulher do MBL em plena Assembleia Legislativa, só por ela ter protestado contra Gleisi Hoffmann, sua madrinha.

Guimarães também acusa Holiday de ter aproveitado a situação para fazer proselitismo político, o que é engraçado quando se lê no mesmo texto pelo menos quatro parágrafos nos quais o blogueiro cita a própria candidatura e reforça sua campanha. Ademais, Holiday não tinha como controlar as decisões de Jamil, o vereador comunista que levou a homenagem ao ditador cubano para a Câmara. Aliás, Guimarães se refere ao ditador Fidel escrevendo o adjetivo entre aspas, como se Cuba vivesse um regime democrático. Por que não estou surpreso?

A verdade, meus caros, é que todo esse ódio contra Holiday é racial. Para a extrema-esquerda, um negro morto é melhor que um negro de oposição. Até porque a morte de pessoas negras é para eles nada mais que uma moeda política. Nenhum desses ataques mais agressivos é direcionado a outros membros do MBL. Quando atacaram Renan Santos, inventaram contra ele algumas mentiras a respeito de seu caráter e pronto. Quando atacaram Kim, chegaram a atacá-lo pelo fato de ser "jovem demais", mas nunca mencionaram o fato de ele ser descendente de asiáticos como se isso fosse demérito. Holiday irrita porque é negro e se opõe ao que eles desejam. É só isso.




20 de agosto de 2016

Left-libs: A escória do movimento libertário

Em um artigo publicado em fevereiro em seu blog, Rodrigo Constantino demonstrou surpresa ao constatar que Ron Paul declarou um "quase-apoio" ao senador Bernie Sanders, o comunista. Eu não me surpreendi, assim como não achei nada surpreendente descobrir que o mesmo Ron Paul disse, recentemente, apoiar o Black Lives Matter. Este modo operante é normal na esquerda "libertária".


De fato, numa coisa muitos críticos do liberalismo têm razão: Na ânsia de bancarem os radicais revoltadinhos, muitos libertários caem na armadilha de apoiar movimentos e causas de extrema-esquerda. A questão é que quando isso acontece através de jovens burros é o de menos, é só a imaturidade e os hormônios dominando a razão. Já o caso de um homem velho, experiente e inteligente como Paul é bem pior, porque sabemos, sem nenhuma sombra de dúvida, que se trata da mais pura canalhice.

Há pouco mais de uma semana escrevi um artigo aqui no blog criticando Carlos Góes, o economista do Instituto Mercado Popular. Deixei claro, a propósito, que o acho inteligente - e ele é. Jamais o critiquei por suas capacidades intelectuais, mas por sua índole no mínimo duvidosa. No artigo, deixei claro o motivo: Ele simplesmente reconheceu, em um mesmo artigo, que o picareta Thomas Piketty mentiu em suas análises, e mesmo assim insistiu na alegação de o francês seja um "economista respeitável".

Como, em sã consciência, o mesmo indivíduo que foi capaz de desmembrar e provar a falsidade de uma tese pode, no mesmo momento, propor que o autor da tese que ele acabou de desmentir é uma pessoa boa, honesta e brilhante? A resposta, aqui, é bem simples: Não pode, a não ser que haja segundas intenções em jogo. E no caso dele sabemos o que é. Góes é um servo da esquerda brasileira, tem conexões com gente do PSOL, e seu site já chegou a publicar artigo de grandes figurões da extrema-esquerda, como Edilson Silva, o mesmo sem vergonha que apoiou os Black Blocs e depois deletou seus artigos do site do partido quando Santiago Andrade foi morto.

O Coletivo Nabuco, que em teoria deveria fazer referência ao liberal Joaquim Nabuco, na prática é outro grupo de pilantras que se envolvem com a esquerda de forma íntima, chegando a defender suas pautas e até utilizar o mesmo formato de discurso.

Contudo, se você quiser uma prova de como estes grupos estão mesmo intencionalmente ajudando a extrema-esquerda, basta fazer um teste. Quando você fizer alguma criticá-los, normalmente eles vão reagir de modo soberbo ou até agressivo, exatamente como o próprio Carlos Góes fez no dia em que o critiquei por ele defender o desarmamento (nada mais anti-libertário do que isso, a propósito). No entanto, se eles são criticados por gente de extrema-esquerda, a reação é totalmente diferente, eles quase se humilham pedindo desculpas por qualquer coisa que tenham feito ou não.

O próprio Carlos Góes, há uns meses, estava se humilhando para pedir perdão a membros do PSOL porque o Mercado Popular organizou um debate sem convidar nenhuma mulher. Algumas figuras foram na página reclamar da "falta de representatividade", e nisso o economista defensor de picaretas ficou se desculpando, sem ter feito nada errado, uma atitude muito diferente de quando o questionei sobre seu apoio ao desarmamento, quando ele reagiu de forma boçal e arrogante mesmo estando errado.

De fato, left-libertarians são a escória do movimento libertário. Não dá para engolir essa turma.


18 de agosto de 2016

A cadela do fascismo - e do antissemitismo - está sempre no cio

O caso do judoca muçulmano El Shehaby, que se recusou a cumprimentar o adversário, Or Sasson, por ele ser israelense e judeu, deveria ter levantado uma importante discussão acerca do antissemitismo, um sentimento bastante comum desde o século passado e que aparentemente tem voltado a crescer.

Os veículos de imprensa noticiaram o caso como um mero "desrespeito" ou como uma conduta "anti-desportiva", mas não é disso que se trata. O judoca muçulmano não cumprimentou o outro por questões religiosas, isto é um fato. E o ódio contra os judeus, característica comum do fascismo europeu, é ainda muito presente nos dias atuais, destilado especialmente por uma esquerda rancorosa que quer ver o ocidente destruído nas mãos de extremistas islâmicos.

Recentemente, outra vítima de antissemitismo foi a atriz Gal Gadot, que também é israelense. Gadot já participou de alguns filmes famosos, como Batman vs Superman e Velozes e Furiosos, mas recentemente a divulgação do trailer de Mulher Maravilha fez com que feministas demostrassem todo seu ódio a Israel, alegando que a atriz não merece prestígio por ser judia. E isso porque o filme, pelo que se vê, será um verdadeiro exemplo de empoderamento feminino, com a personagem feminina mais independente dos quadrinhos.

De fato, em um ponto Leandro Karnal tem razão quando cita Berthold Brecht: A cadela do fascismo está sempre no cio. Logo se vê, quando militantes do PSOL queimam a bandeira de Israel, ou quando integrantes do PCdoB tentam justificar crimes bárbaros cometidos por palestinos contra judeus, ou ainda quando movimentos de esquerda mundo afora endossam a postura dos terroristas. A cadela do fascismo é exatamente a mesma do antissemitismo, e não é por acaso que os movimentos de esquerda tenham mesmo tantas semelhanças com o NSDAP.




17 de agosto de 2016

Mídia Ninja, Sakamoto e George Soros - Relação de amor e ódio


A esta altura muita gente já deve saber que Mídia Ninja, daquele paspalho chamado Pablo Capilé e também uma agência ligada ao blogueiro Leonardo Sakamoto, ambos de extrema-esquerda, socialistas e ditos inimigos do "capitalismo selvagem", receberam uma boa grana das mãos de George Soros, um dos maiores especuladores profissionais que o mundo já viu.

Soros, não é de hoje, de fato financia movimentos de extrema-esquerda mundo afora, além de institutos e sites que aparentemente são independentes. No Brasil, não é muito diferente. Ele financia até o Instituto Fernando Henrique Cardoso. E o objetivo é sempre o mesmo: cumprir metas da agenda política do socialismo global.

Qualquer pessoa que tenha alguma noção de como é a esquerda de verdade sabe que não há, exatamente, qualquer tipo de contradição nisso. Apesar de esses patifes pregarem contra o capitalismo, contra a riqueza - dos outros, é claro - e mesmo que eles digam odiar os grandes empresários, não é preciso mais do que um aceno de mão e alguns dólares para que todos eles corram com o rabo abanando na direção oposta de tudo isso. Essa gente gosta mesmo é de poder - e de dinheiro, naturalmente.

Socialistas são as criaturas mais materialistas do mundo, a grosso modo. Apesar de acusarem os liberais de só pensarem em dinheiro, eles é que são assim o tempo inteiro. E não é por acaso, uma vez que na própria visão marxista a vida se resume ao quanto você ganha em relação ao outro. Caras como Sakamoto ou Pablo Capilé não são amadores, eles não estão nessa por ideologia ou porque se importam com as pessoas. Eles veem nisso um negócio, assim como o próprio George Soros.

A questão é que os interesses, neste caso, convergem. Como todos já estão carecas de saber, as ideias de esquerda sempre serviram para beneficiar mega-empresários e grandes partidos. Soros é um oportunista que financia estes movimentos para que eles tenham munição e possam forçar as Janelas de Overton na direção desejada. É do interesse de Soros que os governos travem a liberdade econômica, sobretudo em grandes potências mundiais, pois isso serve para garantir os seus lucros exorbitantes sem muita preocupação com concorrentes de peso.

Se você acha que estou exagerando, confira por si mesmo o que disse Pedro Abramovay, jurista brasileiro que já foi diretor de campanhas do Avaaz (site que faz petições online). Clicando aqui, você poderá acessar esta e outras informações, como as provas de que Mídia Ninja e Sakamoto receberam uma verba bem recheada das empresas de Soros.

Fato é que em maior ou menor grau, praticamente todos os partidos e movimentos de extrema-esquerda são financiados por grandes empresários interessados em grandes monopólios. A Gerdau financiou a campanha de Luciana Genro ao Senado, por exemplo. Eike Batista ficou ainda mais rico do que era graças ao fato de ter ajudado Lula em algumas ocasiões, o mesmo que aconteceu com Edir Macedo, que quintuplicou suas riquezas na era Lula.

A relação de amor e ódio entre estes grupos é pautada no dinheiro. As cifras representam o tamanho do amor e a distância, em geral muito curta, é o pouco de ódio que sentem uns pelos outros. Porque o empresário que financia estas porcarias não é necessariamente partidário das mesmas ideias, mas não deixa de ser um interesseiro trabalhando por seus próprios fins. O canalha que vive disso, por sua vez, é mais um sanguessuga.

15 de agosto de 2016

A 'direita true' se recusa a jogar contra a esquerda, mas joga contra a própria direita

Tenho observado, há meses, um curioso padrão de comportamento por parte da *direita true, que embora negue veementemente participar da guerra política de modo eficaz contra a esquerda, joga contra a própria direita de um modo relativamente eficaz. Tal fato me leva a concluir, aliás, que o grande interesse por trás dessa parte específica da direita não é sequer vencer a guerra contra a esquerda, e sim tomar para si mesma o monopólio da oposição. E explico.

Figuras vergonhosamente ridículas como Luana Bastos ou Patrícia Lélis, para começar, surgiram no berço da direita true. Elas eram até pouquíssimo tempo atrás idolatradas pelos bolsominions e olavettes, eram tratadas como "musas da direita". Quando nós, da "falsa direita", dizíamos que esse nível insano de idolatria revelaria-se como um grande erro, a resposta da direita true era sempre a mesma: nos rechaçar.

Hoje, após um amargo e triste episódio, essa turminha descobriu o óbvio: as duas não passavam de oportunistas querendo fama e dinheiro, acusações idênticas àquelas que esta mesma direita true fez contra membros do MBL. Pelo que posso perceber, esse tipo de coisa vai continuar acontecendo. No futuro outras dessas fraudes chamadas de "musa" ou "mito" vão se mostrar como são, e aí será mais choro e ranger de dentes. Claro, eu avisei e pretendo assistir de camarote.

Um ponto curioso sobre os ataques que foram feitos contra o MBL no último ano, entretanto, é que eles se encaixam em um padrão de jogo. Foram ataques, em sua maioria, contra a índole do grupo e seus integrantes. Quando olavettes passaram a atacar o Kim Kataguiri a mando de Olavo, eles o chamaram de farsante, trapaceiro, pilantra e traidor, adjetivos que atingem a moral. O mesmo aconteceu quando começaram a atacar Fernando Holiday após ele ter se assumido homossexual. Passaram a fazer piadinhas e trocadilhos para tentar humilhá-lo, sendo que o próprio Olavo se refere a ele sempre fazendo referência ao fato de ser gay, como se fosse pejorativo por si só.

Da mesma forma que Luana Bastos e Patrícia Lélis sabotaram o PSC por dentro, queimando o filme de um monte de gente do partido, os neo-conservadores comandados por Olavo de Carvalho tentaram sabotar o MBL e o movimento pró-impeachment como um todo. Não deu certo, mas só porque eles são incompetentes demais para isso.

O padrão de ataques feitos contra o Movimento Brasil Livre, no entanto, segue quase integralmente o padrão dos ataques que a esquerda faz contra seus inimigos, e é justamente esse o padrão que se esperaria ver a direita usar contra a esquerda, porque ele é eficaz. No entanto, a direita true não utiliza este padrão para atacar a extrema-esquerda, somente outros grupos de direita. Não é irônico?

Perceba, por exemplo, que os ataques da direita true contra os extremistas de esquerda costumam ser pautados em ataques ao comportamento e à competência, não à índole ou à moral. Diferente do modo como agiram com Kim Kataguiri, não lhe dando nem mesmo o benefício da dúvida, os ataques contra figuras da esquerda feitos por eles costumam ser muito menos eficientes e bem menos incisivos. Eles chamam Carina Vitral, presidente da UNE, de "garota ingênua", de burra, estúpida, etc., mas para o MBL e seus representantes os ataques são pesados, pois ferem a honra diretamente, exatamente o que deveriam praticar contra a extrema-esquerda.

O líder do MBL, Renan Santos, foi atacado recentemente tanto pela extrema-esquerda quanto pela direita, e exatamente pelo mesmo motivo: uma acusação falsa de um suposto crime administrativo, uma fraude empresarial que de fato não aconteceu. Renan Santos não está respondendo criminalmente por isso, aliás. Mas um jornalista do UOL, meses atrás, publicou a matéria sobre o assunto e, não para minha surpresa, a matéria foi usada como arma política justamente pela mesma direita true que sabe que o UOL é um site esquerdista.

Ontem mesmo, aliás, vi um desses vermes da direita true atacando Renan Santos na internet usando exatamente o mesmo padrão. Ele mesmo sabia que a matéria do jornalista era falsa - tanto que ele foi processado por isso e está quietinho hã um bom tempo - mas continuou a usá-la para ferir a honra de Renan. Ironicamente, eles nunca fazem isso contra um esquerdista. Nestes casos são bem menos eficientes e muito pouco persistentes.

Luciano Ayan, por exemplo, foi duramente atacado pela ala true da direita quando "rompeu" com Olavo de Carvalho no fim do ano passado e início deste ano. O fato de ele usar um pseudônimo, que até então nunca tinha sido problema para eles, passou a ser usado como argumento contra a índole do blogueiro. O próprio Olavo de Carvalho, que já havia inúmeras vezes elogiado o trabalho de Ayan e dito que o pseudônimo não era problema, passou a atacá-lo com esta retórica. Novamente, não se vê os colegas fazendo isso contra a extrema-esquerda, apenas contra a direita.

É com base neste padrão comportamental, que pode ser observado nos casos de Ayan, MBL, Francisco Razzo ou Marco Antônio Villa - todos que, em algum momento, foram vítimas da direita true - que afirmo, de modo claro, que essa direita quer apenas ter para si o monopólio da "oposição", mas não quer vencer a esquerda. Mesmo porque, para manter este padrão de ineficiência patética que ela tanto insiste em administrar, é necessária a existência predominante da extrema-esquerda.

Para manter a retórica ridícula olavette é preciso que existam abominações como PT, PSOL, Levante Popular da Juventude, etc. Da mesma forma, para que possam insistir no argumento esdrúxulo de que Bolsonaro é "a única opção", eles naturalmente precisam minar todas as outras opções, por isso atacam até mesmo Ronaldo Caiado, que fazia oposição à esquerda desde quando Olavo era astrólogo - e quando defendia o Lula - e desde os tempos em que Jair Bolsonaro andava de mãos dadas com o PCdoB na Câmara dos Deputados.

De fato, é uma parte da direita que se recusa a jogar para derrotar os inimigos, mas se esforça para jogar quando o objetivo é derrotar os potenciais aliados. É por isso que com essa gente eu não me misturo, são a escória.


*Direita true não tem a ver com ideologia ou posição política, é um comportamento, um modo operante. É a parte da direita que se auto-proclama "a verdadeira direita", tratando todo o restante da direita como uma "falsa direita". Não importa quais sejam as posições específicas, o direitista true pode ser um conservador, um nacionalista ou até um liberal. Contudo, observa-se que o comportamento é extremamente comum entre neo-conservadores (olavettes, por exemplo) e nacionalistas (bolsominions e fãs do Enéas Carneiro)

14 de agosto de 2016

Alexandre Seltz, mais uma vítima do 'não-jogo' da direita


Talvez você não conheça o Alexandre Seltz, já que ele não é famoso. Apesar disso, a figura é provavelmente um dos mais conhecidos olavettes do Youtube, mesmo com seu canal que não tem nenhuma pretensão em ser algo de qualidade. Normalmente eu nem falaria dele, mas hoje fiquei sabendo que o dito cujo parece estar sofrendo um processo - ou inquérito, uma ação movida pelo Ministério Público ou através dele.

Em vez de perder meu tempo explicando, deixarei que ele faça isso por mim:


Em seu Facebook, hoje, Seltz postou algo que vi como uma certa ironia:


Nossa! Parece até um super libertário, mas é só o Seltz mesmo.

Por que digo, então, que ele é uma vítima do 'não-jogo' da direita? Simples, porque ele está apanhando e tanto no vídeo quanto em suas postagens, como é possível verificar, ele nem mesmo cogita qualquer tipo de revide. E por ser olavette assumido, também, já podemos entender que se trata de alguém que não entende o jogo ou que, se entende, faz questão de perder por não jogá-lo.

Esta postagem que Seltz fez em seu Facebook tem um motivo. Não é que ele não queira ajuda de nenhum político, é que ele não pode, ao menos se quiser manter o mínimo de ética. Todo o ataque praticado por ele e seus amiguinhos, filhotinhos do Olavo, contra o Movimento Brasil Livre, teve como plano de fundo o simples fato de alguns membros do MBL serem ligados a partidos políticos. Depois de tantos ataques irracionais, infundados e até mesmo injustos, seria natural ele ter que recusar qualquer ajuda política, já que isso pegaria muito mal.

Não espero que alguém como ele aprenda alguma coisa, pois já é um marmanjo e o que quer que eu diga aqui, mesmo que ele chegue a ler, nunca será acatado, pois ele tem apenas um guru. Todavia, o que eu faria em seu lugar, só para começo de conversa, é não mostrar tanto medo ou receio de um processo movido através do MP. Isso mostra uma fraqueza lamentável.

Embora ainda não saibamos dos detalhes, é bastante provável que o processo tenha sido movido por alguém de extrema-esquerda e, se tivesse que apostar, diria que a acusação será algo como "discurso de ódio" em virtude de algum vídeo que ele fez criticando a esquerda no Youtube.

A atitude correta, a meu ver, seria desde já buscar o revide, tão logo ele saiba quem são os autores da peça. Também diria que no momento, ainda sem saber de todos os detalhes, é mais do que necessário ele capitalizar em cima disso de forma mais inteligente do que parecer um cordeiro. Até porque, convenhamos, o senhor Seltz não é exatamente uma criança. É um homem vivido e um pouco experiente, ele já deveria estar mais do que preparado para este tipo de coisa.

Contudo, não creio que isso irá muito longe. No ano retrasado fui denunciado por injúria, difamação e ameaça (?) por um pseudo-jornalista de minha cidade. O motivo da acusação dele foram meia dúzia de comentários que fiz, na internet, criticando-o por seu trabalho medíocre como jornalista. Cheguei a dizer - e creio que isso o tenha irritado - que seu diploma de jornalismo não garantia a ele o status da profissão, no máximo o tornava um bacharel.

O infeliz registrou boletim de ocorrência e anexou as "provas". Fui chamado algum tempo depois para depor, ocasião em que aproveitei para conversar com a moça da delegacia enquanto ríamos das "provas" que o "jornalista" colocou. O caso não virou processo, o promotor não acatou a denúncia por ela ser simplesmente ridícula. Fim da história.

O ponto é que este tipo de coisa acontece porque a extrema-esquerda, muito mais esperta e ardilosa, sabe que tais atos criam pressão. Talvez o objetivo nem seja realmente colocar um cara como o Seltz atrás das grades ou multá-lo, mas certamente a ideia é intimidá-lo. Isso é o que chamamos de ativismo judicial, quando grupos políticos se organizam para mover as leis em seu favor. E é justamente através disso que coisas como "crimes de ódio" foram incluídas nas legislações de diversos países, algo que tem uma relatividade tão grande que pode servir para processar tanto um racista criminoso quanto alguém que chamou uma mulher de boba.

Se a direita jogasse esse jogo, faria exatamente o mesmo contra os extremistas. Eu mesmo, esta semana, registrarei boletim de ocorrência contra um ativista de minha cidade. Mesmo que não dê em nada - e provavelmente não dará - quero que ele sinta na pele o incômodo de ter que ir a uma delegacia prestar depoimento, ou mesmo de ir a um juiz explicar que não fez nada demais.

Placas de apoio a Trump são arrancadas por 'vândalos'

Nos EUA, câmeras de segurança flagraram uma situação no mínimo inusitada. Alguns moradores, desconfiados com o estranho sumiço de suas placas em apoio ao Republicano Donald Trump, colocadas dentro de suas próprias casas, resolveram fazer um teste: colocaram câmeras escondidas para descobrir o que realmente acontecia.


A suspeita inicial era a de simples vandalismo, mas a hipótese foi descartada quando notaram que somente as placas de Trump eram retiradas dos locais. Então, eis que as filmagens mostram uma verdadeira quadrilha criminosa agindo de modo premeditado. No vídeo, pode-se ver pessoas simplesmente passando a pé ou de carro pelos locais, procurando placas do Trump para então arrancá-las e dar sumiço.

Não é preciso ser gênio para entender, mas explicarei assim mesmo: Esse tipo de atitude não é coisa de gente comum, mas de militantes partidários. Ninguém que seja normal, sem nenhum tipo de filiação com algum partido, passaria em uma rua e simplesmente pararia para invadir uma propriedade e arrancar a placa de apoio a um candidato.

Ainda não há detalhes sobre os envolvidos, as autoridades vão investigar. Entretanto, sabemos onde isso vai dar: O partido Democrata. E também sabemos que as pessoas dos vídeos podem até ser punidas, mas certamente não punirão os mandantes do crime.

Confira o vídeo:

Menino Arthur, o tolo ingênuo a serviço da extrema-esquerda

Já tive discussões com o *menino Arthur no passado, de quem também já fui amigo em um passado ainda anterior. Em ambos os casos, o julguei mal, pensei que se tratava de alguém inteligente. Primeiramente, quando amigo, o achava bem intencionado. Posteriormente, quando ele se declarou meu inimigo - por razões que desconheço, diga-se - o julguei como mal intencionado, mas ainda como alguém esperto.

Eu estava errado. Arthur é um tolo, mas não apenas um tolo qualquer, ele é um tolo a serviço dos interesses da extrema-esquerda sem que se perceba assim. Trata-se de alguém que, no irônico ímpeto de se mostrar como um radical medievalista anti-comunista, acaba servindo para fazer aquilo que qualquer esquerdista medianamente intelectualizado gostaria que ele fizesse: ser ridiculamente pedante e caricato. E explico.



Arthur escreveu um artigo-piada no qual determina que é impossível ser cristão e defensor do Estado Laico, o que para mim não é exatamente um dilema, visto que sempre fui ateu. Entretanto, no decorrer de seu artigo, há diversas passagens criticando a cultura protestante inglesa, enaltecendo a devoção católica e o fim do Estado Laico como caminhos adequados para fugir da ameaça comunista.

Ele, que se diz democrata cristão, mais parece mesmo um caricato neo-conservador chorão. A verdade é que Arthur se declara, agora inimigo dos liberais e dos conservadores tradicionalistas, defende uma espécie de "teocracia", pois acredita que para fugir das ameaças revolucionárias é preciso de um Estado que emane de deus. Como se isso nunca tivesse sido pensado antes, ou como se fosse algo muito diferente do que existe no Oriente Médio.

Claro que não ousaria comparar a religião cristã com a islâmica, pois considero esta última danosa e a primeira não. Contudo, a maior bobagem do mundo é um indivíduo adulto, vivido, que faz questão de provar ao mundo que estuda muito citando autores e nomes de livros em todos os seus artigos, ficar pagando o mico de acreditar em uma possibilidade remota de que as pessoas vão se "submeter ao verdadeiro poder de deus". Não é porque sou ateu, esta ideia é ridícula sob qualquer aspecto que não seja o do puro fanatismo desvairado.

Ademais, a grande tragédia desta ideia é a própria realidade. Foi justamente nos países com predominância católica que o ideário comunista aflorou com maior violência em todo o ocidente. A América Latina, de cultura católica desde a colonização, é um antro de comunistas radicais há décadas. Por aqui, bem como nos países da península ibérica, também com predominância católica, as ideias comunistas tiverem imensa facilidade para atingir seus objetivos.

Por outro lado, o caso é bem diferente quando olhamos para os EUA ou para a Inglaterra, países com cultura protestante ou anglicana mais profunda - EUA, mais de 50% da população protestante; Inglaterra, maioria anglicana e quase metade sem religião definida. Nestes países os comunistas sempre tiveram pouco espaço, de modo que os revolucionários precisam até hoje ser muito mais cuidadosos e ardilosos. Mesmo nos dias de hoje, com uma maior aceitação das ideias de esquerda, ninguém se chegaria perto de virar presidente americano prometendo estatizar as empresas privadas do país, coisa que facilmente pode acontecer em poucos anos na Espanha.

A cultura católica apostólica jamais serviu para impedir os avanços revolucionários, pelo contrário. Ela já até foi usada de modo a facilitar estes avanços, como aconteceu com a Teologia da Libertação que surgiu no berço do catolicismo, ou como é hoje a CNBB, uma entidade católica que permite palestras de membros do MST, apesar de o Vaticano oficialmente não permitir isso. A quantidade de padres brasileiros ligados a partidos comunistas é gigantesca, só em minha cidade conheço pelo menos seis.

Contudo, é claro, sei que se o amigo Arthur chegar a ler este artigo, irá se justificar com argumentos do tipo "não é bem assim" e "não foi isso o que eu quis dizer", e aí será pedante, citando um monte de autores que pode ou não ter lido - nunca saberemos - e mencionando livros ou artigos que supostamente lhe conferem crédito, mesmo que não signifiquem nada. Seja como for, o fato ainda é o de que o trabalho do menino Arthur serve apenas para atender aos interesses da extrema-esquerda, que adora quando algum religioso diz essas bobagens para que possa ridicularizar todas as pessoas com aquela mesma fé.

Aparentemente Arthur sabota os próprios interesses, e nem mesmo sabe disso. Em seu artigo, sua definição de uma sociedade ideal não difere em nada de qualquer comentário feito por um anarco-capitalista católico. Poderia imaginar o Paulo Kogos dizendo exatamente as mesmas palavras, mas Arthur jamais irá admitir isso porque ele é um guerreiro inimigo dos revolucionários libertários (risos).

Pelo que pude perceber, todo o seu artigo-piada foi uma maneira de expressar que sua única demanda verdadeira é desejar uma máquina do tempo. A ideia claramente exposta é um desejo íntimo de retornar ao período da renascença, talvez por puro romantismo, já que nem o tataravô dele chegou a viver tal época para saber como realmente era. Talvez ele possa começar largando o computador, que é uma maldição tecnológica.



*Optei por não mencionar o nome completo de Arthur, nem mesmo linkar seu artigo, pelo simples fato de que a figura é, como ele mesmo diz, um ilustre desconhecido, alguém que talvez não mereça receber minha divulgação. Contudo, quem quiser ver o texto de Arthur na íntegra pode me contatar pelo Facebook que eu passo.

13 de agosto de 2016

"Não se igualar ao inimigo" é a desculpa dos perdedores

Sempre que me dou ao trabalho de explicar que devemos agir taticamente, dando como exemplo o modo operante de parte eficiente da esquerda, recebo de pessoas de direita o comentário estúpido ou ingênuo, para dizer o mínimo, de que isso vai "nos igualar a eles".

Vou trabalhar, neste caso, com três exemplos práticos que explicam como uma tática é amoral e, portanto, não implica necessariamente em copiar a ética do inimigo. Trata-se de copiar a parte útil e eficiente do que ele faz e aplicar para fazer aquilo que julgamos correto.

Exemplo 1: Assalto a mão armada

Imagine que um assaltante te abordou em uma rua deserta, armado com uma pistola, e exigiu que você passasse o dinheiro para ele. Vamos supor, para fins educativos, que o assaltante não seja dos mais experientes e tenha deixado furo: a arma dele escapou e caiu no chão, te dando a oportunidade de reagir, tomando a arma.

Perceba que, neste contexto, copiar a tática do inimigo não significa que você tenha que roubar alguém. O roubo é o objetivo, a tática é o assalto, sendo este assalto a forma utilizada para lhe roubar algo. Assaltar é o mesmo que "pegar de surpresa", por assim dizer. E no caso você poder "assaltá-lo" de volta, basta pegar a arma do chão e apontá-la, exigindo que ele fique parado até que a polícia chegue - ou atire nele, caso não haja testemunhas, o que eu recomendo.

Aquele que não quer "se igualar ao inimigo", no sentido normalmente adotado, terá que admitir que é contra a reação e a favor do roubo, limitando a vítima a fazer um post reclamando no Facebook depois.

Exemplo 2: Você e sua mulher discordam sobre a cor da parede

Suponhamos que você esteja casado e ame sua esposa, mas em uma reforma ambos discordem sobre a cor da parede da sala de estar. Ela quer pintar de uma cor salmão, mas você acha que salmão é peixe e quer uma parede azul claro. Em geral, mulheres costumam ser mais persuasivas, e a maioria dos homens desistiria mais rapidamente de seus ideias em troca do sossego, mas você não quer desistir.

Sua mulher, esperta, te chantageia emocionalmente, dizendo que a cor salmão lembra da vovozinha dela, que tinha uma casa salmão nas colinas e fazia peixe frito aos domingos; ou ela usa da persuasão para convencê-lo de que salmão é mesmo a melhor escolha, pois vai "ampliar o ambiente" e essas baboseiras que decoradores dizem por aí. Neste caso, embora sua mulher não seja exatamente um "inimigo", ela está se opondo ao seu interesse. Cabe a você decidir se vai utilizar de táticas funcionais como persuasão e chantagem emocional ou aceitar a decisão dela para não se incomodar.

Neste caso, a tática não é se ela mentiu sobre a cor da casa da avó, nem se ela mentiu sobre a cor salmão ser melhor para o ambiente. Isso não importa. Chantagem e persuasão é que são as táticas aplicadas, e você pode aplicá-las de volta ou se submeter ao desejo dela, como a maioria dos homens costuma fazer.

Exemplo 3: Alguém te acusou falsamente de um crime

Este caso é bem simples, pois se trata de uma calúnia. Uma pessoa inventou uma história a seu respeito e a tornou pública, de modo que sua imagem foi prejudicada. Apesar de a história ser falsa, muita gente acabou acreditando, e isso causou danos à sua honra. Só que aí temos o seguinte fato: a calúnia não é a tática em si. Na realidade a calúnia foi só a ferramenta usada. A tática é a difamação.

Em tese, se o fato que a pessoa divulgou a seu respeito é verídico ou não, o que realmente interessa a ela e a você é o quão danoso moralmente este fato é. Se o fato fosse verídico o dano à sua imagem seria exatamente o mesmo, a menos que no caso de ser falso você tenha como provar que é falso. Ou seja, a difamação é a tática empregada, não a calúnia.

Sendo assim, você pode usar a tática de difamação contra seus inimigos o quanto quiser para prejudicá-los. Ficará a seu critério escolher se irá difamá-los com verdades ou mentiras. Se for de seu interesse dizer somente a verdade e você tiver um fato negativo sobre um oponente, é burrice não divulgá-lo. Você não estará mentindo ao fazer isso, só estará difamando.

Conclusão

Com exceção daqueles que são verdadeiramente ingênuos, acredito que a maioria dos que usam essa desculpa para não agir são perdedores assumidos, pessoas que, na realidade, são tão acostumadas a apanhar que têm medo de bater e machucar as mãos. Esconder-se por trás de um falso senso de moralidade pode ser a atitude mais covarde quando se está lidando com inimigos perigosos. É uma forma de ajudar o mal a prosperar.


Não basta identificar o mal, é preciso combatê-lo

Faço este artigo para explicar algo que vejo acontecer corriqueiramente, quando liberais ou mesmo conservadores, apesar de sua eficiência em identificar problemas e ameaças, raramente têm a noção de como agir diante daquilo que identificam. Para isso, apesar de grande, peço que leiam até o fim.

A postura que costume ver por parte de liberais, libertários e conservadores, em sua maioria, é a de total inação diante do mal. Eles observam, ficam indignados e até expõem aquilo que viram. Só que normalmente não agem para combater aquilo que viram. Um exemplo claro disso são as frequentes agressões que militantes de esquerda praticam nas universidades. Na maioria dos casos, uma conduta agressiva por parte de universitários de extrema-esquerda é tratada com receio. Fazem vídeos mostrando o que acontece, mas ninguém parece fazer nada para impedir aquilo.


Para início de conversa, se alguém realmente vem para cima de você com a intenção de te agredir fisicamente, não á nada errado em reagir. Isso é o mínimo! Aceitar que alguém te bata só é tolerável se você estiver realmente em imensa desvantagem, de modo que a reação possa apenas piorar a sua situação, pois do contrário é o mesmo que submissão vergonhosa.

Caso recente me foi enviado em que um rapaz é agredido por vários militantes de esquerda na UnB, tudo porque segurava uma bandeira do Brasil Império. No vídeo, fica nítido que a vítima estava em menor número, portanto em desvantagem, ainda que tenha reagido na medida do possível. Mas já vi casos em que o agressor era apenas uma ou duas pessoas contra um número até maior de vítimas, e mesmo assim as vítimas se deixaram abater. Esse tipo de coisa é inaceitável.

Além disso, não estamos falando apenas de violência física. As agressões morais também são graves e elas precisam ser devidamente enfrentadas e combatidas com algum vigor. Para exemplificar como isso funciona, citarei novamente um caso que aconteceu no ano passado, na cidade em que moro, Joinville.

Uma professora de primário, de uma escola particular de tradição católica, foi atacada pelo Movimento Negro Maria Laura, um grupo de arruaceiros de extrema-esquerda ligados ao PSOL. O movimento fez uma postagem no Facebook, colocando a foto dela, que foi tirada do acervo da escola na qual ela trabalhava, e a acusou de racismo por ela estar pintada de preto em uma festa junina. A professora em questão, como rapidamente apurei, era uma figura completamente alheia ao mundo da política, ninguém que de fato tivesse dimensão dos acontecimentos. Era apenas uma professora comum, uma pedagoga como minha mãe. 

O fato de minha mãe ser professora e ser uma pessoa alheia à política me fez entender que aquilo ali poderia acontecer com ela também. A professora, depois de ter sido exposta, passou a ser perseguida pelo movimento nas redes sociais, chegando a receber ameaças contra sua família, além de um monte de gente ameaçando processá-la por isso. Ela sofreu o que chamam de "justiçamento" ou "linchamento moral" sem ter cometido erro algum, a única motivação do movimento negro era o fato de ela não ser professora de esquerda, queriam atacar a instituição na qual ela trabalha - com a qual têm rixa antiga - e a pegaram para Cristo.

Inicialmente, dei minha cara para bater. Fui na página do movimento e os ataquei, chamando-os de racistas, de trogloditas e tudo o que imaginei ser ofensivo. E fiz mais: os chamei para que me atacassem, falei que eu ia pintar minha cara de preto e que esperaria eles aparecerem com as tochas para atear fogo em mim. Ninguém do movimento veio me retrucar, somente alguns seguidores da página que eu repeli com agressividade - e é preciso ser agressivo, muitas vezes. Dias depois, me contataram para escrever um artigo a respeito disso para o Diário Catarinense, o qual escrevi (confira aqui). 

Em tese, alguém do movimento negro deveria apresentar um artigo em resposta ao meu, mas isso não aconteceu. O movimento arregou! Na falta de alguém de Joinville pra escrever a respeito, chamaram um fulano qualquer que nem mora no estado, só para preencher o vácuo. Em seguida fui convidado para um debate na TV - infelizmente não há link para isso. Neste debate, ninguém do movimento negro quis comparecer. Em vez disso, mandaram uma professora universitária do PSOL, uma mulher ridícula e baixa, que teve a pachorra de usar aquele argumento ridículo de que só os negros podem falar de racismo - eu sou negro, ela é branca, risos. 

O debate em si não foi nada demais, já que o programa foi curtíssimo. Mesmo assim, depois disso, ninguém do movimento negro fez qualquer coisa chamativa de novo. Eles nunca mais pegaram alguém para atacar injustamente, na realidade nem sei se ainda existem, pois são praticamente sumidos. Eu, aliás, nunca fui atacado por eles, e isso já faz mais de um ano. Mas não fiz nada de especial, apenas mostrei que comigo eles enfrentariam oposição firme, e fiz isso sozinho, apesar de algumas pessoas terem abertamente me apoiado.

Obviamente, em muitos casos não seria fácil assim. Em Joinville temos a vantagem de a cidade ser muito mais conservadora, o que faz com que partidos como PSOL não se criem tão bem na região. No entanto, seja como for, o que fiz pode ter matado um mal pela raiz. Eu vi o mal, o identifiquei e reagi de acordo. Não é tão difícil.

A extrema-esquerda é minoria, mas ela sabe fazer demonstração de força, e isso importa. Eles são como gambás, que ficam rosnando e mostrando as garras para assustar. Assim como o gambá, eles correm se você rosnar e mostrar os dentes também. Cinco ou seis militantes do PSOL agindo, fazendo algo, chamam muito mais atenção do que mil liberais, dois mil conservadores e quinhentos libertários. Se nós não agimos, não aparecemos, portanto é como se não existíssemos.

Entenda porque a "direita true" tem birra com os liberais e conservadores

Primeiramente, vamos aos termos.

Direita True é uma denominação recentemente usada para se referir não a toda a direita, mas àquelas pessoas que, em geral ligadas a figuras como Olavo de Carvalho e Bolsonaro, adotam uma postura intransigente, politicamente estúpida e anti-estratégica quanto ao que vem a ser melhor ou não em termos de resultados. Um exemplo recente é o que olavettes fizeram contra o MBL.

Olavo de Carvalho, que surfou por mais de dois anos na onda do impeachment, por birras pessoais e ego ferido resolveu virar inimigo do Movimento Brasil Livre em meados do ano passado, quando este não lhe concedeu "o devido espaço". No entanto, ele levou todos os seus seguidores a uma tática - que fracassou, aliás - de sabotagem do impeachment em si. A birra foi tão longe que não ficou só contra as lideranças do MBL, mas contra toda a direita que não concordava integralmente com ele. Assim, Olavo e seus seguidores se rebaixaram ao nível do esgoto, chegando a compartilhar postagens de blogs de esquerda que atacavam o MBL só para dar continuidade a birra.

Houve um caso específico em que um olavette ligado ao MBL resolveu sair fora, porque ficou irritadinho, e deu entrevista a um site de extrema-esquerda para supostamente revelar "segredos" do movimento - o que também falhou miseravelmente.

Estes são só alguns exemplos, que fique claro. Casos semelhantes envolvendo a turma do jardim de infância da direita são muitos, e em todos eles há o padrão no qual começam com uma indignação fingida, passam por uma montagem estratégica chula para "derrubar a falsa direita", e depois falham de maneira ridícula e triste.

E é exatamente por esta razão que a direita que se considera "a verdadeira direita" odeia tanto liberais quanto conservadores que não estejam alinhados com eles. O fracasso recorrente de suas estratégias é um caso de vergonha, eles próprios sabem disso. E ficam ainda com mais raiva quando nós, que somos "a falsa direita", temos razão em criticá-los. Um caso recente foram as duas - DUAS - manifestações organizadas pelos bolsominions em apoio a Jair Bolsonaro.

Nós, a "falsa direita", vínhamos avisando há muito tempo que a estratégia deles era ruim. Eles não nos ouviram. Nós dissemos que não daria certo continuar enaltecendo o Bolsonaro em seus erros, e que ele precisava urgentemente ser corrigido nas falhas, mas eles também não quiseram saber disso. Aí, qual foi o resultado? Dois fracassos com intervalo de dois meses. Uma manifestação em maio, outra em julho, e ambas com aderência baixíssima.

Sim, nós avisamos que isso aconteceria. Eu avisei para muita gente que essa tática de babação de ovo gratuita, essa idolatria estúpida e esse modo operante infantiloide não levariam a nenhum êxito. Eles não quiseram ouvir porque são boçais, e quando se deram conta de que a "falsa direita" tinha razão, ficaram com muito mais raiva de nós, porque no fundo sentiram raiva de si mesmos. Deve ser frustrante organizar dois atos para apoiar "o mito" e perceber que não conseguiu reunir mais gente que o Movimento Passe-Livre reuniria em uma quinta-feira com chuva.

A raiva que essa turma sente de nós, da "falsa direita", é facilmente explicada pela inveja. Eles têm lá suas bandeiras, mas não conseguem levá-las muito adiante. Ficam com raiva por que nós, da "falsa direita", não aceitamos trabalhar para os propósitos deles, e aí nos culpam porque são ruins demais para fazer isso funcionar sozinhos, dentro de suas próprias habilidades.

Quando Bolsonaro foi em plena Câmara, diante de milhões de brasileiros, dizer suas burrices e enaltecer a Ditadura Militar e um torturador, além de fazer alusão ao golpe de 64, nós avisamos que essa foi uma péssima ideia. Os idólatras bobinhos, por outro lado, discordaram e nos atacaram covardemente, chegando ao ponto de nos qualificarem como "traidores". O resultado? Bolsonaro com processo no Conselho de Ética, correndo risco de ser cassado. E o pior é que ele nem processou Jean Wyllys pela cuspida, mostrando que está mais preocupado em ser chamado de "mito" na internet do que em ser devidamente eficaz no combate aos comunistas que ele diz tanto odiar.

A única diferença entre Olavo e seu rebanho é que ele, apesar de não parecer, é esperto e está fazendo tudo isso para se dar bem. Qualquer pessoa minimamente sagaz deve saber que o guru da Virgínia está em sua casa, tranquilo, fumando seus cigarrinhos e rindo da cara de seus próprios seguidores estúpidos que o acompanharão até o abismo em troca de absolutamente nada.

Se você tem dúvidas, basta analisar o padrão. O que fez com que Razzo virasse um "traidor da verdadeira direita" foi o fato de ele ter meramente discordado de alguns pontos apontados por Olavo. O que fez com que o Kim Kataguiri passasse de jovem prodígio a traidor, nos lábios de Olavo, foi o fato de ele não ter enaltecido o "mestre". O que levou centenas de bolsominions a atacarem Luciano Ayan recentemente foi o fato de ele ter apenas exposto as falhas do "mito".

Para essa gente, só o que interessa é idolatrar. É fanatismo. Eles simplesmente odeiam quem não cai na armadilha que eles caíram, ficam irritados quando apanhados em sua própria estupidez.