31 de maio de 2016

Thaís Godoy - Na guilhotina por expressar sua opinião.

Para a extrema-esquerda, mulheres são empoderadas apenas quando estão de acordo com suas pautas. Quem discorda merece ir para a guilhotina... Ou sofrer processo na justiça, a guilhotina moderna. Assim aconteceu com Thaís Godoy, uma pessoa muito simpática e educada com quem já tive o prazer de conversar. Ela é editora de uma página anti-feminista muito conhecida, a Moça, não sou obrigada a ser feminista, e há bastante tempo faz um bom trabalho no combate aos abusos da esquerda radical, sobretudo dos movimentos feministas extremistas que cometem toda sorte de barbaridades por aí. Abaixo, o depoimento de Thaís, e ao final volto para propor uma coisa que já deveria ter proposto há bastante tempo.

Eu sou a Thais Azevedo, tenho 32 anos e moro em SP. Sou professora, formada em tradução, tenho uma consultoria linguística e trabalho com deficientes auditivos há 20 anos como voluntária. Todas essas informações são importantes para o relato a seguir.
Eu sempre gostei do assunto política, lia essa seção nos jornais e revistas quando criança, mas não me encaixava nem no PT nem no PSDB. Sempre fui colérica, energética, quando me importava com algo, era como se nada mais importasse. Essa sou eu, alguém que se dedica 1000% para as causas que acredita.
Fui apresentada ao libertarianismo há uns 4 anos. Fiquei encantada com tudo que ouvi a respeito, com as coisas que lia e com as palestras que assisti. Foi um choque saber que muitas das minhas inquietações por causa da política e da situação do nosso país tinham uma solução lógica e que ia de encontro ao que acreditava: o poder do indivíduo de tomar as rédeas de sua vida, assumir os riscos, ser livre para escolher e arcar com as consequências de suas escolhas. Nada de Estado ou de qualquer outro poder maior para tomar as decisões por mim! E ninguém mais pagando pelos meus atos.
Nunca gostei da ideia de outras pessoas tomarem quaisquer decisões por mim. E foi por isso que nunca me identifiquei com o movimento feminista. Quem eram aquelas mulheres e por que elas acham que sabem o que é melhor para mim? Mas eu sou mulher, nasci XX, nunca duvidei da minha feminilidade (nem da minha heterossexualidade, as a matter of fact). Por que não me encaixo nesse grupo que, teoricamente, se apresenta para me defender (nem sabia que precisava de defesa), luta pelos meus direitos (nem sei quais direitos os seres humanos ainda não têm), e deseja a minha igualdade (não acredito nesse termo por que não existem pessoas iguais, igualdade é um conceito que me entristece já que adoro ser única!)? A resposta a essas perguntas se veio quando comecei a ler sobre o assunto. Não necessariamente sobre o feminismo, mas sobre os movimentos coletivistas. Não existe um grupo coletivista que lute verdadeiramente pela “igualdade” dos indivíduos que, na teoria, representam. Aqui entram os movimentos gayzistas, africanistas, nazistas, fascistas, machistas, feministas… Todos querem uma só coisa, a superioridade de seus pares. Mas e a homofobia, o racismo, o assédio às mulheres, as agressões sofridas pelos homens? Não tem como negar que existem pessoas agressivas no mundo. Como negar algo desse tipo? Quem seria capaz de olhar os números de homicídio cometidos no país e dizer que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus”? Vivemos num país de violência absoluta e eu encontro a solução para os problemas atuais no libertarianismo. Foi então que me percebi uma anti-feminista. E agora? Serei a única anti-feminista do mundo? Por Deus, não! Existem outras pessoas que pensaram fora da caixinha e se encontraram fora do coletivo que “representa” as mulheres. Ufa! Que alívio! Quantas coisas aprendi nos grupos que participo, nas postagens que leio, nos links que me levam a blogs cada vez mais voltados ao assunto e, principalmente nos livros.
No final do ano passado, fui chamada para escrever para a minha página favorita: Moça, não sou obrigada a ser feminista. Que honra! Que privilégio! Mas o que eu escreveria? Meu forte nunca foi a escrita! Mas eu tinha um sonho, falar das coisas que eu tenho aprendido a um grupo que eu tanto amo, um grupo que faz parte da minha vida há 20 anos: os surdos! Eles também merecem ter acesso às informações que eu tenho! Foi quando eu fiz a proposta de me deixarem fazer um vídeo falando dos motivos pelos quais eu não sou feminista, mas em LIBRAS, sem áudio, somente com legenda. Eu não sabia, mas estava fazendo algo que nunca fora feito no mundo! E a resposta foi imediata! Comecei a receber ameaças, a ser reconhecida na rua, começaram a me xingar de todo tipo de nome, mas também fui inundada de carinho pela comunidade surda, por pessoas que nunca me viram na vida, mas que dividiram comigo suas angústias, seus medos, suas tristezas, sua alegria de terem visto o tal vídeo. Comecei a fazer outros vídeos, o projeto está em pausa, mas logo retomo com novos vídeos, fui chamada para escrever sobre outros assuntos. Fiquei muito feliz em saber que podia ajudar pessoas, falar das coisas que estava aprendendo.
Essa história poderia terminar por aqui, mas o motivo pelo qual estou escrevendo esse artigo é, até onde os movimentos coletivos conseguem lidar com os indivíduos que pensam diferente deles? A resposta é, eles não conseguem. E cercear a nossa liberdade de pensar, de falar, de se expressar é o que eles mais tentam fazer. Como? Eles atacam postagens que vão de encontro ao que eles mais têm medo: a verdade! Eles não querem que os ingênuos saibam da verdadeira intenção de seus movimentos, de sua agenda “secreta”, da maneira asquerosa que eles tratam dos que “ousam ir contra a maré”.
A página Moça, não sou obrigada a ser feminista sofre ataques quase que semanalmente, houve um episódio em que 9 dos 11 editores e administradores da página estavam bloqueados por causa de denúncias feitas ao Facebook pelo conteúdo que postamos. Os bloqueios foram de 24hs a 30 dias sem podermos acessar nossas páginas pessoais, não podíamos falar com nossos queridos, com nossos amigos… só por que fizemos postagens que foram denunciadas, mesmo elas não infringindo nenhuma lei, nenhuma norma do Facebook, mas por que sofremos ataques em massa de feministas, sim, as mesmas que dizem querer a liberdade, o direito de ter uma opinião sem ser criticada por ela, são as primeiras a querer calar aqueles que vão contra o que elas pregam. Certa vez, recebi uma notificação do Facebook pois uma das minhas fotos fora denunciada por conteúdo violento ou que incitava a violência. Sabe qual foto era? Uma foto minha, mandando beijo, segurando a caneca que vendemos na página “Feminist Tears” com o filtro da campanha anti-aborto que fizemos em resposta ao filtro da campanha que as pró-aborto fizeram. Ser contra o aborto agora é incitar à violência? Que mundo é esse?
Por causa do grande número de pessoas interagindo comigo no meu perfil pessoal, decidi fazer uma página minha, onde postaria o que quisesse (viva a liberdade!), sem que isso prejudicasse a minha interação com meus amigos e familiares (meu objetivo principal ao ter um perfil no Facebook, além do candy crush!). Continuo como editora da página Moça, não sou obrigada a ser feminista pois adoro escrever para lá, adoro os amigos que fiz por causa dela e adoro o feedback rápido que temos lá. A página tem um crescimento absurdo, recentemente ultrapassamos a marca das 420.000 curtidas! Somos a maior página anti-feminista do mundo! E isso tudo em pouco mais de 1 ano de existência. Eu fico impressionada com os números! Que orgulho poder fazer parte disso! Mas essa “fama” toda tem seu preço. Uma das coisas que as pessoas não entendem é que não somos funcionários da página, não recebemos para escrever lá, não temos metas a cumprir, somos pessoas que pensam relativamente iguais (discordamos de várias coisas que nós mesmos postamos! Rs), mas que têm o objetivo de levar todo nosso conhecimento às mais de 420.000 pessoas que nos seguem! Uma outra coisa é, não somos responsáveis pelos comentários feitos em nossas postagens. Acreditamos que cada um é responsável pelo que fala, pelo que faz. Por isso assino minhas postagens como #thaisazevedo  , assim quem segue a página sabe exatamente se fui eu que escrevi ou não! Não somos formadores de opinião, somos somente expressores de nossas próprias opiniões.
Na sexta-feira, dia 13 de maio, enquanto estava na sala de espera de um hospital esperando os médicos virem me avisar que a cirurgia do meu pai fora bem-sucedida, tensa, nervosa, ansiosa, com medo, triste, recebi a informação de que eu havia sido intimada e que estava sendo processada por uma feminista. Eu não sabia do que se tratava e estava fora de casa sem saber quando voltaria já que havia ido às pressas ao hospital para a cirurgia de última hora do meu pai. Quando cheguei em casa e li a intimação continuei sem entender. A feminista afirma que fui omissa, que minhas postagens têm teor polêmico contra o movimento feminista, que eu incito o ódio a pessoas que pensam como ela! Mas eu só exponho os fatos que aparecem para mim! Em determinada parte da intimação, ela afirma que eu promovo encontros para instigar discussões entre os grupos rivais e que na maioria das vezes, essas reuniões terminam em agressões verbais entre os grupos. Ela esqueceu de dizer que o único evento parecido com esse, eu estava dentro de um restaurante e as feministas estavam do lado de fora gritando meu nome e ofensas direcionadas a mim. Uma parte chegou a entrar no restaurante para se certificar de que era eu mesma. Mas tudo bem, se ela não quer falar disso, falo eu!
Vamos aos fatos. Ela fez uma postagem pública em seu perfil pessoal compartilhando um post da página satírica, Joselito Muller. O texto tem como título “Empresário abre cotas para feministas em carvoaria, mas nem uma aceita”. O comentário que ela fez foi basicamente esse: Para os homens que dizem que direitos iguais só funcionam quando convém, que ela abriria vaga para os homens que queriam ser estuprados, mas que isso não seria conveniente a eles também (como se estupro fosse uma questão de escolha conveniente a qualquer um dos sexos). A página recebeu o print dessa postagem dela. Foi publicado na nossa página e, como tudo que postamos, teve uma boa repercussão. Em tempo, não acho que preciso dizer que sou contra o estupro de qualquer pessoa, né? É algo tão óbvio, mas que às vezes, se faz necessário dizer. Ela se sentiu ofendida por termos colocado o print no ar.
E o que ela quer com isso? Vou falar só da parte que cabe a mim e ao Facebook nesse processo. Ela quer que eu me retrate publicamente, que eu pare com meu discurso de ódio (!!!) totalmente “opressivo às feministas”, que apague o print imediatamente (ele foi apagado no dia que recebi a intimação), ela afirma que fui omissa, porém em nenhum momento ela entrou em contato comigo ou com a página pedindo a exclusão do post e dos comentários ofensivos. Aproveito aqui para reiterar que não posso me responsabilizar pelos comentários de terceiros em postagens que fazemos na página, a página que ela afirma ser feita por “abominadores do feminismo”, machistas e com conteúdo pesado e polêmico. Ela afirma que sou “conhecida no Facebook por criar páginas polêmicas contra o movimento feminista”. Ela afirma receber ofensas de seguidores da página, ela quer que o Facebook exclua de forma definitiva a página Moça, não sou obrigada a ser feminista por causa de seu teor opressivo.
Cadê a sororidade? Cadê o direito de ter uma opinião diferente, sem que ela seja, automaticamente, considerada opressiva? Por que ela quer a exclusão da página e não somente da postagem? Por que ela me atacou pessoalmente com um processo sendo que ela não tem como provar que fui eu que fiz a postagem? Quero só saber se meu direito à livre expressão será defendido pela justiça, por que eu, Thais Azevedo, posso não concordar com o que falam, mas defendo a liberdade de cada um falar o que quiser!
Eu entendi claramente seu objetivo, destruir uma página anti-feminista. Querem nos calar e não vamos deixar que isso ocorra! Temos um compromisso com a verdade, com a transparência e com a lógica, por isso somos anti-feministas! Somos pessoas que irão continuar a falar de assuntos que são difíceis de digerir e que sabemos que não agradará a todos, mas não nos calaremos.
Eu preciso da sua ajuda. Eu preciso de ajuda financeira. Os custos com o processo são muito elevados e eu sei que os movimentos têm se juntado para atacar pessoas como eu, como você que me lê agora mesmo. Eu sei que você pode ser o próximo a sofrer represálias por ter uma opinião, por isso precisamos mostrar que não somos poucos, somos muitos e somos fortes! Nos destruir será muito mais difícil do que se imagina!
Existem algumas maneiras de você me ajudar com o processo. Você pode fazer uma doação ou comprar uma caneca. Toda renda arrecadada será usada para os gastos da viagem, do processo e caso entre mais do que preciso, o dinheiro será investido em uma plataforma para melhor atender a demanda anti-feminista e anti-coletivista.
Toda e qualquer quantia é bem-vinda, não existe valor que não aceitaremos! Se você quiser conversar comigo pessoalmente, fique à vontade para me contatar (www.facebook.com/pagthais). Por conselho dos meus advogados, não posso revelar maiores detalhes do processo, mas posso tirar qualquer dúvida que venham a ter. Se não puder contribuir, me ajude compartilhando esse artigo (gigante, eu sei! Sou muito prolixa para resumos) com o maior número de pessoas para que elas conheçam esse lado do feminismo que quer calar as suas vozes opositoras.
Muito obrigada por ter me lido até aqui.

Se você leu até o final, percebeu que o que estão fazendo contra Thaís Godoy é ativismo jurídico, uma coisa que ficou comum em nosso país. Basicamente, consiste em você ser processado por grupos que se opõem ideologicamente ao que você diz. O maior problema é que somente a esquerda tem feito isso, quem tem opiniões divergentes desse status quo pseudo-revolucionário sofre com isso frequentemente. Danilo Gentili foi inúmeras vezes processado por fazer uma piada que feriu os dogmas politicamente corretos.

A verdade é que a esquerda radical criou novos tabus, e não vai demorar muito para que tentem proibir críticas aos seus cirquinhos teatrais que gostam de chamar de "militância política." Creio que o caminho inverso deva ser feito por nós, e talvez seja hora de começarmos a processá-los por seus crimes. Afinal, diferente de Thaís Godoy, que apenas expressa livremente sua opinião, tem muita feminista por aí cometendo atos que de fato são ilícitos, prejudicando pessoas e incitando a violência, como aconteceu no caso do bar Quitandinha.


Olavo - O Analista de Schrödinger (parte 2 - quando Olavo apoiou Aécio Neves)

Se qualquer pessoa postasse um comentário e, dias depois, postasse outro que contradissesse o primeiro, e se isso fosse mostrado a outras pessoas, naturalmente a reação seria a de considerar que houve, no mínimo, uma contradição. Na pior hipótese, até poderíamos considerar que um dos comentários ou até mesmo ambos são falsos, que eles tenham sido ditos de maneira mentirosa.

Com Olavo de Carvalho, entretanto, ocorre algo diferente. Seus seguidores - todos lunáticos ou completamente idiotas - tentam a qualquer custo justificar o que foi dito. Quando provada a contradição, a culpa nunca é do Olavo por tê-la cometido, mas de quem a aponta, porque quem acusa Olavo de qualquer coisa é sempre alguém que "não entendeu direito o que ele disse." Olavo está para seus fiéis seguidores como Karl Marx para os marxistas: sempre sendo vítima de deturpação; sempre tendo suas frases tiradas de contexto. Ao que parece, Olavo nunca disse aquilo que disse, mas algo diferente do que foi dito, como se tudo tivesse um significado oculto, que é um cachorro atrás.

Portanto, vejamos o que Olavo de Carvalho dizia sobre Aécio Neves em 2014:



No post acima, vemos que Olavo reconhecia em Aécio Neves qualidades que ninguém mais da direita reconhecia. Ele, na época, acreditava em Aécio Neves muito mais do que a maioria dos brasileiros, que votaram nele meramente por falta de opção melhor. É fácil encontrar postagens, textos, vídeos e material de diversos outros direitistas que achavam Aécio Neves um opositor frouxo e indigno, mas que consideravam o voto nele como uma medida defensiva contra o PT, dentre eles o próprio Luciano Ayan, a quem hoje Olavo acusa de estar "a serviço do PSDB". Membros do MBL, a quem Olavo também acusa de estarem trabalhando em prol dos tucanos, faziam exatamente o mesmo tipo de crítica a Aécio Neves e ao PSDB. Somente Olavo de Carvalho em toda a direita ousou dizer que Aécio poderia ser um dos melhores presidentes que o país já teve. Ninguém além dele foi tão longe assim.

Entretanto, vamos ver o que Olavo passou a dizer depois de sua briguinha com o pessoal do MBL:

É uma conspiração mundial, como sempre. O que separa Olavo de Carvalho daqueles conspiracionistas malucos do documentário Zeitgeist é a defesa da religião cristã (que ele faz mal e porcamente, a propósito).


Sim, Olavo. Será preciso explicar porque você endossou a candidatura de um tucano que, já naquela época, era acusado de envolvimento em corrupção, sendo que seu partido é, segundo suas próprias "análises", uma entidade maligna. Consegue?


Então não existe praticamente nenhuma diferença entre PT e PSDB, Olavo? Por que você induziu seus seguidores a acreditarem que Aécio poderia ser um dos melhores presidentes que o país já viu? Você os induziu ao erro ou foi você quem errou e se recusou a admitir?



Cada político do partido, Olavo? Acho que isso inclui também Aécio Neves, não é? Afinal ele é presidente do partido e é um dos principais pré-candidatos para 2018. Você irá apoia-lo novamente na próxima eleição e depois também irá fingir que nada aconteceu?

Ok. Já vimos o bastante.

Novamente, sugiro o seguinte exercício:

Imagine que outra pessoa com quem você não concorda tenha feito exatamente o mesmo. Pense que ela disse que x-salada é a melhor comida do mundo e, dias depois, falou que jamais comeria x-salada e que preferiria comer qualquer outra coisa. O que você acharia disso? Ou ela mentiu ou está completamente equivocada sobre si própria, não é? É só parar e pensar na Luciana Genro dizendo lutar pelas causas LGBT enquanto apoia o ditador homofóbico do país vizinho. O padrão é praticamente o mesmo.


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Pautas Quentes | MBL sofre ataques caluniosos da esquerda com ajuda de Olavo

28 de maio de 2016

Pautas Quentes | MBL sofre ataques caluniosos da esquerda com a ajuda de Olavo

Vinícius Segalla, do portal UOL, é o "jornalista" responsável pela matéria que acusa o Movimento Brasil Livre de ter sido financiado por partidos políticos. Primeiramente, vamos tratar da matéria em si, e depois irei tratar do "jornalista" e do próprio portal UOL. No fim, quero trazer a vocês mais uma fraude intelectual cometida pelo Professor Aloprado, o charlatão da Virgínia, Olavo de Carvalho. Vamos ao que interessa:


A Matéria

Um título tendencioso com conteúdo morno, assim defino a matéria de Vinícius Segalla publicada ontem. A manchete dá a impressão de que descobriram um esquema de financiamento secreto, como se o MBL recebesse rios de dinheiro de partidos que se opõem ao PT. Se os leitores tiverem imaginação e preguiça de abrir o link, é possível até que alguns tenham presumido um financiamento ilegal, algo como propina. Só que a matéria, no entanto, não diz nada com nada e não prova nem o próprio título.


Será que os áudios "vazados" realmente mostram isso? Não. Eles não mostram. O que o "jornalista" apresenta como prova é uma gravação de menos de trinta segundos em que Renan Santos, um dos líderes do movimento, fala que conseguiu articular com alguns partidos (ele cita nominalmente PMDB, DEM e PSDB) para que eles também entrassem nas manifestações. Isso, a propósito, nunca foi segredo. Assim como também não é segredo que alguns membros do MBL sejam filiados a partidos políticos. Nada disso muda o fato de o movimento ser suprapartidário. Curioso é ver o "jornalista" em questão usar isso como argumento enquanto apoia movimentos de esquerda que são diretamente ligados a partidos de esquerda, e isso inclui movimentos que se dizem apartidários. Ou será que ele finge não saber que o MPL (Movimento Passe-Livre) é totalmente conectado ao PSTU, PSOL, PCdoB e PT?

Em nota oficial, o Movimento Brasil Livre esclareceu bastante a situação, deixando claro que sempre cobrou de partidos grandes que se opõem ao PT que eles também estivessem nas ruas ajudando o movimento popular. E isso é um fato não tão recente. O MBL cobrava isso de vários partidos desde o começo, e o PSDB foi inclusive duramente criticado justamente por ter aderido ao movimento pró-impeachment tardiamente, sendo um dos últimos a apoiá-los. Então, se estes partidos resolveram (somente este ano) se envolver nas manifestações para ajudar a engrossar o caldo, qual a surpresa? Ou melhor: qual o crime?

Um jornal sério não permitiria que uma matéria fake como essa fosse publicada, pois nem o título condiz com o conteúdo. É uma manchete sensacionalista para ser compartilhada sem ser lida. Luciano Ayan e Reinaldo Azevedo também escreveram sobre o assunto, mostrando bastante lucidez quanto ao ocorrido. Reinaldo, em sua matéria para a Veja, disse:
"Uma reportagem de incrível má-fé, e sobre o nada!, foi estampada no UOL, assinada por Pedro Lopes, que não sei quem é, e por Vinicius Segalla, notório militante de esquerda nas redes sociais e, segundo comenta por aí — ele é meio boquirroto —, inimigo do MBL. Por quê? Ele deve saber. Título do texto: “Áudios mostram que partidos financiaram MBL em atos pró-impeachment”.
Como é que o inimigo do MBL e seu parceiro chegaram a essa conclusão? Ouviram uma gravação em que Renan Santos, um dos coordenadores do movimento, critica Olavo de Carvalho..."
Luciano, em seu site, disse o seguinte:
"Ocupando cargo no UOL, Segalla busca factoides para atacar oponentes do PT ou quaisquer pessoas que se interponham no caminho do projeto totalitário do partido. A existência de pessoas dissimuladas deste tipo atuando como jornalistas é uma demonstração de que, após a queda da tirania de Dilma, precisamos discutir seriamente o uso abusivo de anúncios estatais para publicações de mídia."
É a pura verdade. Um pseudo-jornalista que age, na prática, como militante político.


Quem é Vinícius Segalla?

Para início de conversa, o ranço do "jornalista" contra o MBL é bastante nítido. Seus ataques ao movimento através do portal UOL são quase semanais. Só entre abril e maio deste ano foram mais de seis matérias atacando o Movimento Brasil Livre ou algum de seus mais conhecidos integrantes. O padrão é sempre o mesmo. Ele joga uma manchete escandalosa para um conteúdo que não seria notícia em lugar nenhum, exceto na esgotosfera da esquerda radical.

Outra "curiosidade" sobre Segalla é que ele é militante de esquerda assumido nas redes sociais, como bem pontuou Reinaldo Azevedo. Além disso, é conhecido por ter diversos processos justamente por calúnia, além de ter sido acusado de tentativa de extorsão e, antes mesmo de atacar o MBL, atacou também o presidente da Comissão de Impeachment (com mentiras, é claro) e tentou desmoralizar Sérgio Moro em uma das mais ridículas matérias já feitas neste país. Isso tudo, somado, prova apenas uma coisa: Segalla não possui nenhum compromisso com a verdade, sua missão é, aparentemente, defender o mandato de Dilma com unhas e dentes.

Talvez seja mera coincidência, mas o portal UOL também recebeu uma verdadeira fortuna do Ministério de Ciência e Tecnologia durante o governo Dilma. Mais especificamente, foram R$ 225 milhões, dinheiro suficiente para quitar algumas dívidas, ou talvez para comprar a linha editorial do jornal. Nunca saberemos.

Provavelmente não é mero acaso que as publicações deste "jornalista" sejam quase sempre reblogadas ou mesmo compartilhadas por toda a blogosfera de esquerda, especialmente os sites mais radicais como Tijolaço, Brasil 247 (já comprovadamente financiado com dinheiro público) ou Carta Capital. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a matéria de Segalla que acusava Raimundo Lira, do PMDB, que é o presidente da Comissão de Impeachment, de ter cometido crime eleitoral. Luciano Ayan, em excelente análise, mostrou que o "jornalista" apenas jogou a informação de qualquer jeito, sem nenhuma evidência, e que a mesma foi imediatamente repassada adiante sem qualquer preocupação em conferir a veracidade.


Olavo trabalhando em prol da esquerda

Como já expus aqui nos últimos dois artigos, Olavo tem agido como verdadeiro serviçal da esquerda, ajudando-a a caluniar o MBL e se esforçando para desmerecer a luta pelo impeachment. Já provei aqui, com todas as evidências necessárias, que o Professor Aloprado é um charlatão, um mentiroso que criou uma narrativa completamente falsa sobre suas motivações contra o impeachment. Também já provei que sua guerrinha contra o MBL é completamente pessoal, e que ele tem colocado isso a frente de qualquer coisa.

Especialmente nas últimas semanas, o embusteiro Olavo de Carvalho tem atuado como garoto propaganda da extrema-esquerda, tendo suas "análises" usadas para deslegitimar o processo de impeachment. Agora, no entanto, ele passou de qualquer limite ao ter compartilhado pelo menos duas vezes essa mentira criada por Vinícius Segalla, um jornalista que ele próprio sabe não ser confiável. Abaixo, seguem os prints que provam isso. Antes, entretanto, vejam o que Olavo dizia sobre o portal UOL antes de sua birrinha com o MBL:


Viram, né? Olavo abomina a imprensa, chegando a sugerir cuspidas na cara antes mesmo de Jean Wyllys. No entanto, ele cita especificamente o portal UOL, sugerindo que não seja uma fonte fidedigna (e não é mesmo).

Agora, vejam o que Olavo compartilhou ontem, todo empolgado, na mesma página:


E uma vez só não bastou. Foram duas! Esta é de hoje mesmo.

E aqui, novamente Olavo insinua acredita cegamente na matéria publicada justamente no portal UOL. A pergunta que não quer calar é: Será que ele cuspirá em sua própria cara?


Se alguém ainda duvida que Olavo de Carvalho seja um charlatão embusteiro, só lamento. Aí já se trata de um grave caso clínico. Mais uma vez, me dei ao trabalho de mostrar todas as evidências necessárias.



27 de maio de 2016

Olavo - O Analista de Schrödinger (parte 1)

Olavo de Carvalho apoia e não apoia absolutamente todas as coisas. Tal como o gato de Schrödinger, que não sabemos se está vivo ou morto antes de abrirmos a caixa, Olavo também não sabe se é contra ou a favor das coisas, mas ora ele diz que sim e ora diz que não, ciente de que em algum momento os resultados aparecerão e então ele poderá dizer que apoiou - ou que não apoiou - algo que deu ou não deu certo.

A tática é basicamente ficar postando inúmeras bobagens repetidas vezes ao dia, uma contradizendo a outra. Quando alguém o questiona sobre as contradições, sua resposta é a de que "não se trata de uma análise fechada", ele diz que ainda está só avaliando as circunstâncias. Sim, sabemos...

Como dito no artigo de ontem, o Professor Aloprado mente sobre suas motivações atuais para ser contra o impeachment, e mente até sobre sua suposta influência no processo. Além de ter tentado sabotar os movimentos de rua após puro egocentrismo, Olavo também esperou até que o processo chegasse a ter algum sucesso (o que ocorreu com o afastamento de Dilma) para então fingir que ajudou nisso ou, pior ainda, que ele foi a principal inspiração.

Em um vídeo de setembro do ano passado, para deixar claro a que veio, Olavo disse com todas as letras que o "símbolo" por trás do impeachment era ele, e que não era justo pessoas "inferiores" como Fábio Ostermann ou Kim terem destaque enquanto ele era deixado para escanteio. Quanto a ter sido tudo por ego ferido, não há mais dúvidas, portanto. O que resta agora é evidenciar que o filósofo de boteco tem por hábito trocar de posição como quem troca de camisa, e suas mudanças acontecem quase de forma mágica.

Vejam, por exemplo, o que Olavo diz atualmente sobre o impeachment e os movimentos que lutaram por isso:

O post acima é curioso vindo de alguém que chorou por meses após ser demitido como colunista d'O Globo, sendo que hoje critica Kim Kataguiri por escrever para a Folha de São Paulo.


Este é o Olavo deixando claro que o impeachment não deveria ser a estratégica, e sim a anulação das eleições. Nem vou entrar no mérito agora, vamos só analisar.

Ok, Olavo.

Aqui, Olavo mente. E logo vocês verão. No entanto, há algo curioso a ser analisado. Notem que para o Professor Aloprado, a estratégia correta é algo excepcionalmente complexo. Ele sugere que seria necessário atacar não apenas o PT, mas todas as suas afiliações a nível mundial. Ok. Não é uma ideia tão ruim, mas quem teria poder para isso? O Movimento Brasil Livre? Janaína Paschoal? Reinaldo Azevedo? Duvido muito. E que tal um homem chamado Olavo de Carvalho, que jura aos quatro ventos ser mundialmente reconhecido, que se gaba por ter ganhado uma medalha de uma teocracia muçulmana e que insiste na tese de ser, sozinho, o mentor intelectual de toda a direita brasileira?

Fato é que a estratégia sugerida é tão ampla e complexa que nem mesmo o próprio Olavo tentou aplicá-la. Afinal, se ele tem mesmo toda a influência que diz ter, se auto-declarando o mentor de pelo menos duas gerações da direita brasileira, o que o impediu de levar tal projeto a cabo? Meu palpite é um só: ele sabe que é uma estratégia ruim e intangível. Se acreditasse na proposta teria ele mesmo posto em prática, não teria se limitado a cobrar que outros fizessem, muito menos teria depositado suas esperanças em gente que, segundo ele próprio, não tem nenhuma competência. Olavo é um trapaceiro sem limites, isto sim.

Em meu entendimento, vejo que a ideia de atacar o comunismo a nível internacional não é errada, mas é preciso um cenário e os meios propícios para levar tal plano adiante. O que Olavo fez para contribuir com isso? Nada. O MBL, ainda com suas falhas, pelo menos levou uma demanda para frente e ajudou a atendê-la. Se Olavo acha que outras demandas de menor escala precisariam se tornar o foco, e se ele acreditasse em sua própria sugestão, teria incentivado os seus "milhões" de seguidores a elaborar um projeto e trabalhar com as janelas de Overton. Isso seria capaz de expandir a demanda. Qualquer coisa diferente disso é palpite de charlatão.

Agora, veja o que Olavo dizia antes de sua birrinha com o Kim, e perceba o quão mentiroso é este homem:


No print anteriormente colocado, Olavo disse que em março de 2015 já defendia que o impeachment não era a estratégia correta. No entanto, neste print podemos ver exatamente o oposto. Olavo, em março do ano passado, apoiava o impeachment de Dilma e até compartilhava postagens diretamente da página do MBL.

E não para por aí. Vejam só:


Esta é especial. O mesmo homem que diz que em março de 2015 era contra a estratégia do impeachment compartilhou, em setembro de 2015 (seis meses depois), esta petição online. É ou não é ridículo?

O que mais me intriga, contudo, é que além de mentiroso patológico Olavo também parece não ser muito entendido em informática. Será que ele nunca desconfiou que dá para buscar as postagens mais antigas na página dele?

 Mais uma vez, Olavo apoiando o impeachment.


Evidências não faltam. Olavo mentiu sobre o impeachment do começo ao fim, mudou de discurso diversas vezes e o fez por pura e simplesmente não ser homem para admitir seus erros.

Contudo, não para por aí. O "conservador" Olavo de Carvalho tem apelado para recursos no mínimo cínicos a fim de desmerecer a luta popular pela derrubada de Dilma. Nos posts a seguir, dá para encontrar o mesmíssimo padrão de discurso.

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A verdade é que não estou com tanto empenho para procurar, mas há pelo menos mais umas vinte postagens idênticas, com o mesmo padrão, trocando apenas algumas palavras. Basicamente, Olavo passou de um discurso como "tirar o PT do poder é a prioridade máxima" para "qualquer coisa é mais importante do que tirar o PT do poder." Ele inverteu sua própria lógica.

Outra das coisas estúpidas que o Professor Aloprado tem feito é reproduzir com exatidão os discursos da extrema-esquerda, a mesma que defende Dilma até a morte. E o post abaixo é uma das evidências disso.

Curiosamente, a resposta para Olavo e toda a sua palhaçada foi dada por um de seus próprios seguidores, que comentou justamente nesta postagem. É certo que o "filósofo" não irá responder, provavelmente irá até bloquear o rapaz. Contudo, a verdade foi dita. Caso encerrado.


26 de maio de 2016

E agora, ovelhas? - As aventuras do Professor Aloprado

Como bem pontuou Luciano Ayan, Olavo de Carvalho tem servido de garoto propaganda para a esquerda, cuja única finalidade é evitar a queda do PT. Talvez Olavo não o faça intencionalmente, o que eu também não duvidaria, mas é fato que suas análises e seus comentários têm servido, sim, para ajudar a extrema-esquerda.

O Guru da Virgínia, o Professor Aloprado que sempre erra, mas sempre diz que acerta, vem há meses lutando contra o impeachment de Dilma. Em seu perfil nas redes sociais, chegou a defender cabalmente a tese de que o processo não daria em nada, porque segundo ele "as instituições estão todas contaminadas", dentre outras coisas que são, em sua maioria, desculpas esfarrapadas.

Quando tudo começou, parecia apenas birra. A impressão geral foi de que o velho se sentiu inferiorizado por não receber a atenção ou o prestígio do qual se julga merecedor. Ao ver gente competente de verdade ganhando destaque, Olavo surtou, e foi quando começou a atacar a figura de Kim Kataguiri, que até poucos meses antes vinha lambendo e enaltecendo. Olavo chegou a fazer postagens dizendo o quanto Kim era admirável (algo que até mesmo eu não diria sobre o rapaz, a propósito). Foi quando o garoto se mostrou superior e independente que o Guru se viu diante dos fatos: Ele (Olavo) era irrelevante demais para o processo, percebendo que não fazia diferença ali porque as pessoas envolvidas não se deixaram tutelar por ele.

Abaixo seguem as evidências disso (estes posts AINDA podem ser encontrados na página de Olavo no Facebook):








Estas postagens foram todas feitas antes do 'racha' que ocorreu entre o MBL e Olavo de Carvalho. Ainda no ano passado, tomei a liberdade de conversar diretamente com Fábio Ostermann, questionando qual foi o grau de proximidade do movimento com o Professor Aloprado. Ostermann deixou bastante claro que tudo nunca passou de alguns hangouts e conversas não muito sérias ocorridas pela internet, via Facebook. Na ocasião em que conversei com Fábio, em outubro, ele já não fazia mais parte do MBL, portanto não teria razão para proteger o movimento. O mesmo me deixou claro que Olavo nunca foi mentor de ninguém, mas apenas um entre muitos comentaristas que faziam, por vontade própria, propaganda e defesa do movimento nas redes sociais. Ao que tudo indica, e de acordo com as evidências de que disponho, o relato condiz com a verdade.

A página Humans of Olavetismo, dedicada a mostrar as fraudes cometidas por Olavo e seus seguidores, também fez um excelente trabalho comparando a relevância do Professor Aloprado em comparação ao colunista Reinaldo Azevedo. Neste post há evidências técnicas de que Olavo de Carvalho foi muito menos procurado na internet do que Reinaldo Azevedo, cujo nome foi pesquisado mais vezes até do que o do ex-presidente Lula. Entre 2004 e 2016, Reinaldo foi altamente procurado em pesquisas do Google. Estes dados naturalmente não servem para medir qualidade, mas medem a influência. Se Reinaldo foi mais procurado é porque seu nome teve maior relevância, o que significa dizer que foi influência para mais gente. Provavelmente é daí que emana o ódio que Olavo nutre pelo colunista.

O que claramente levou Olavo de Carvalho ao descalabro e seus consequentes chiliques foi o fato de não ter, segundo ele próprio, o "merecido" destaque e a "devida" importância. Foi ego ferido, pura e simplesmente. O fato de que apesar de tudo Kim nunca o chamou de mestre, o fato de que Fábio nunca o tratou como seu professor, o fato de que o MBL deliberadamente ignorou seus conselhos e obteve sucesso seguindo seu próprio rumo, no fim das contas, fez com que o velho Guru se sentisse inferior e dispensável. Ao ver suas dicas serem ignoradas por pessoas independentes que, apesar disso, obtiveram tanto sucesso (e o sucesso do MBL nos últimos meses é indiscutível) causou em Olavo uma espécie de curto circuito, pois estes fatos somados lhe tiravam completamente a aura de mentor do movimento liberal-conservador.

Não poder tutelar alguém é o pesadelo olavético. Ele jamais aceita alguém que pense e aja de forma independente. Para tentar reverter o quadro de seu iminente declínio moral, Olavo apelou ao máximo nas últimas semanas, quando fez o post abaixo:


Um seguidor da página, provavelmente não psicologicamente controlado por ele, perguntou:


Ele não respondeu esta pergunta, obviamente. Para respondê-la teria que dizer "sim" e mentir ou dizer a verdade e negar a afirmação anteriormente feita, o que implicaria em reconhecer uma mentira recém contada.

Olavo cita diversos nomes, dentre eles alguns que são, de fato, proeminentes olavettes, como é o caso de Flávio Morgenstern (uma pessoa muito inteligente, mas que evidentemente se deixa cegar pelo fanatismo), Taiguara ou mesmo Paulo Enéas. Estes, ao menos, nunca esconderam ser seguidores fieis do velho Guru. Entre os demais, no entanto, há muitos nomes questionáveis, dentre eles o próprio van Hattem, que jamais falou ter sido aluno de Olavo. Se o foi, foi escondido. E quanto ao Padre Paulo Ricardo? Seria ele mesmo um seguidor de Olavo, ou seria apenas uma pessoa identificada à direita que por acaso fez alguns vídeos com o Guru? E a "É, Realizações", cujo próprio Olavo admite não reconhecê-lo como mentor?

Contudo, a estratégia aqui é clara. Ele percebe que suas ações tem o levado ao isolamento. Um isolamento que, aliás, é parte de uma estratégia para formar seitas (leiam Contantin Noica para entender melhor). Ao expor figuras que não o reconhecem como mestre ele as força a tomar duas atitudes: deixar quieto e não entrar no assunto, o que faz seus seguidores acreditarem que ele diz a verdade, ou então negar que tenham sido tutelados por Olavo, o que inevitavelmente inicia outra guerrinha de egos. A guerrinha de egos é, na realidade, a maior finalidade de Olavo de Carvalho, porque é assim que ele aumenta seu séquito de seguidores. São seguidores estúpidos, em sua maioria, mas ainda assim é disso que ele precisa para vender livros e seus cursos de "filosofia."

Tudo isso não seria problema algum. A direita liberal ou mesmo conservadora poderia conviver com essas tolices e esse egocentrismo numa boa, limitando-se a fazer piadas e ridicularizar Olavo por sua boçalidade excessiva. O problema é que, ultimamente, o velho tem passado de todos os limites.

Com a questão do impeachment, por exemplo, temos três situações graves. A primeira é que ele tentou sabotar os movimentos de rua. Para nossa sorte, Olavo tem alguma influência somente no campo intelectual, sua influência política é praticamente inexistente. Do contrário ele poderia mesmo ter sido um empecilho.

A segunda vez na qual Olavo extrapolou o bom senso foi quando iniciou sua campanha de difamação e calúnias contra todo mundo. Sobrou para Fábio Ostermann, para o Kim, para o Fernando Holiday (que até pouco tempo atrás nunca havia feito qualquer manifestação contra Olavo), etc. Sobrou até para Luciano Ayan, que apesar de tudo evitou por anos criticá-lo mesmo tendo motivos de sobra para isso. As acusações de Olavo contra Ayan chegaram ao absurdo quando o velho começou a dizer que o perfil de Luciano nas redes sociais era controlado por Matheus Minuzzi, que é outra pessoa, sem ter nenhuma evidência disso.

A terceira e última vez se deu mais recentemente, quando Olavo começou a tentar assumir a paternidade do impeachment que rejeitou por meses. O Guru, quando viu que o processo funcionou, que realmente Dilma foi afastada, resolveu contrariar todas as suas últimas "análises" para vender a imagem de que tudo isso aconteceu por causa dele, e não apesar de tudo o que ele fez para atrapalhar. Para ver o quanto Olavo é embusteiro, basta ver o que ele dizia sobre o assunto lá nos idos de 2013, quando dizia que a coisa mais importante do mundo era tirar o PT do poder, e comparar com o que ele começou a dizer nos últimos meses, alegando que praticamente qualquer coisa era mais importante que o impeachment, inclusive panelaço. Sim, Olavo disse que panelaço era mais importante que enfiar milhões de pessoas nas ruas exigindo impeachment. 

Antes do afastamento de Dilma, quando Olavo dizia que o impeachment nunca daria em nada, que o processo seria fraudado:




Depois que Dilma foi afastada, quando ele viu que a estratégia do MBL, do Vem Pra Rua, dos partidos de oposição e da população em geral deu certo:


Fato é que a sabotagem do Professor Aloprado, apesar de ter falhado miseravelmente quando praticada por ele próprio - mostrando que nem competência para ser traidor ele tem - agora a extrema-esquerda vem aproveitando os chiliques do velho astrólogo para fomentar suas pautas. Não que eu esteja surpreso, pois já venho denunciando essas traquinagens há bastante tempo tanto por parte dele e seus seguidores quanto por parte de Jair Bolsonaro e sua turma. Contudo, neste artigo procurei elencar algumas evidências desta mudança drástica de postura por parte de Olavo. No artigo de Luciano Ayan linkado no início do artigo há todas as evidências sobre o uso que a esquerda tem feito das canalhices do professor embusteiro.

18 de maio de 2016

Guerra Política - Exemplos práticos (pt 3)


Em outros artigos da série eu trouxe exemplos de atuações ruins da direita contra a esquerda, mostrando como e onde erraram. Hoje, no entanto, trago casos diferentes, em que o representante da direita (ou opositor da esquerda) agiu corretamente e neutralizou o adversário.

Exemplo 1: Muçulmana radical confronta David Horowitz em uma palestra na Universidade da Califórnia... e leva a pior.

O primeiro caso que trago é o de David Horowitz, ninguém menos do que o autor de "A Arte da Guerra Política". No vídeo abaixo, David mostra que sabe fazer aquilo que ensina. Confira:



Vamos aos detalhes.

Primeiramente, a mulher muçulmana que o confronta faz uma pergunta claramente capciosa. Ela sabe que o que ele diz no panfleto mencionado é verdadeiro, mas é dissimulada o bastante para colocar o palestrante contra a parede e forçá-lo a dar explicações que já estão previamente dadas. A maioria, na situação em que David se encontra, responderia o questionamento feito pela mulher, daria explicações, justificaria o fato e acabaria ficando na defensiva. O nosso instinto nos leva a isso, somos impelidos a reagir defensivamente sempre que alguém nos aponta o dedo ou nos acusa.

Entretanto, Horowitz escreveu em seu livro que uma das regras da guerra política é a de que o agressor geralmente prevalece. O que esta regra diz é muito simples: Não devemos ficar na defensiva. E foi pensando nisso que David, em vez de explicar e responder a pergunta feita por ela, o que seria uma atitude defensiva, optou por uma estratégia ofensiva, contra-atacando a mulher com maior intensidade.

"Você condena o Hamas, aqui e agora?" é uma pergunta extremamente objetiva. A mulher é nitidamente pega de surpresa, percebe-se que a primeira reação dela foi a de recuar e colocar a si mesma em posição defensiva, o que de imediato já inverteu o jogo. Outra coisa que pode ser observada é que antes mesmo de concluir a pergunta, a moça menciona fazer parte de um evento chamado "Juventude Hitlerista", que é um movimento muçulmano extremista cuja maior finalidade é pregar ódio aos judeus. Hitlerista refere-se, justamente, a Adolf Hitler, que é exaltado por muitos muçulmanos radicais devido ao fato de ter perseguido judeus. Esse é um detalhe que certamente David pescou e já de início soube que estava falando com uma radical islâmica, o que deve ter reforçado ainda mais sua postura ofensiva.

A mulher, ao perceber que está em uma encruzilhada, sabe que não pode responder objetivamente a pergunta e tenta escapar dela. A razão é simples. Se ela disser abertamente apoiar o Hamas, pode sofrer algum tipo de punição pela lei americana, mas se ela disser que condena o Hamas estará traindo a sua Irmandade Muçulmana, o que também pode lhe complicar. David a enquadra e, quando ela tenta se esquivar, vem de cara o primeiro rótulo: "Se você não condena o Hamas, então você o apoia. Caso encerrado." Todos aplaudem. E este rótulo é extremamente importante, pois deixa claro aos demais ali presentes que eles estão diante de uma extremista, não de uma pessoa inocente com outra cultura.

A conversa se segue até que David a leva diretamente para a cova, fazendo-a admitir o que ele queria que ela admitisse desde o início. No entanto, o caminho escolhido por ele é genial e há um detalhe pouco percebido por quem vê o vídeo. David, ao questioná-la antes, percebe que ela tenta se esquivar, por isso adota como estratégia reforçar o ódio que ele sabe que a mulher sente pelos judeus. Ao dizer que ele próprio é judeu, também reforçou o ódio dela por ele. E aí, no final, vem a pergunta definitiva. A mulher, diante da inevitável verdade, mostra sua real face e diz concordar com a fala do líder do Hezbollah, com sua criminosa ideia de matar todos os judeus em Israel.

Pronto. David mostrou a realidade e expôs seu adversário diante de todos. Fim da história.

Exemplo 2: Fernando Holiday, do MBL, contra Thiago Ferreira, do Levante Popular da Juventude.


Este debate é excelente do ponto de vista tático. Fernando Holiday, do MBL, coloca o Thiago Ferreira em seu devido lugar. Claro, é importante ressaltar que o garoto do Levante Popular da Juventude não é ruim, a questão é que aqui Fernando se saiu muito melhor. Até certo ponto é possível dizer que há um equilíbrio de forças, pois ambos estão devidamente rotulando o adversário e reforçando suas pautas. No entanto, peço atenção especial a partir dos dez minutos, mais especificamente a partir de 11:45, quando Holiday faz um ótimo discurso sobre pobreza, racismo e periferia.

Notem que no trecho citado, Fernando Holiday fala com convicção, com propriedade e expõe seu adversário, fragilizando toda sua narrativa. Ele também aproveita a oportunidade para rotular a esquerda, deixando claro que essa alegada preocupação com os negros não passa de artifício retórico barato. O mais importante, contudo, é que Holiday não precisou contar nenhuma mentira para se sair bem. Muitas vezes vejo liberais reclamando de minhas sugestões, alegando que seria incômodo usar artifícios da esquerda porque a esquerda mente. Só que essa é uma forma limitada de ver as coisas. A esquerda mente porque está errada, porque defende ideias nefastas e sabe que não pode dizer a verdade. Nós podemos! O que precisamos é somente emular essa metodologia discursiva, aprender a criar boas narrativas e saber como pautar um debate, sem ter que ficar nas mãos do adversário.

Creio que estes sejam, por hora, dois bons exemplos de como se dar bem na guerra política. E sugiro que liberais se inspirem em exemplos como estes, pois é urgente melhorarmos o nosso traquejo.


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