30 de abril de 2016

O desespero de uma esquerda criminosa

Dada a iminência de uma grande derrota, a esquerda brasileira começou a apelar para qualquer coisa que possa servir como cortina de fumaça ou como uma forma de atrasar seus opositores. Além da estratégia dos cuspes e o aproveitamento elástico que fizeram da declaração de Bolsonaro sobre Brilhante Ustra (e eu avisei que isso ia acontecer), os governistas passaram a adotar a intimidação e o uso excessivo da chantagem política, obviamente utilizando de todas as mentiras possíveis como meio para este fim.

Durante a semana vi um post rolando por aí, dizendo que Temer quer privatizar tudo, que ele vai acabar com os direitos trabalhistas e que irá dar fim nos "programas sociais do PT." Isso sempre acontece quando o PT está tentando se salvar. Em 2014, durante as eleições, disseram o mesmo sobre Aécio Neves, e em 2010 o mesmo ocorreu com Serra, e antes com Alckmin, e assim por diante. O que muitos não lembram, aliás, é que foi FHC quem começou com essa patifaria de programas sociais no Brasil, assim como foi ele quem começou com isso de desarmamento civil. O próprio Bolsa Família, carro chefe do PT nas últimas eleições, é um programa que já existia com o governo tucano, a diferença é que o nome era Bolsa Escola e que FHC não utilizava isso como moeda de troca em campanha. Ao menos uma coisa boa o velho tinha, afinal.


A imagem acima, como podem ver, chega ao ridículo de insinuar que Temer vai cobrar pelos atendimento do SUS. O primeiro ponto é que esta imagem esconde uma verdade: nós já pagamos, e pagamos caro por isso. O segundo ponto é que é simplesmente mentira, pois Michel Temer jamais declarou qualquer coisa do gênero. Fazendo uma rápida pesquisa sobre isso, só achamos blogs governistas dizendo tal coisa, mas nenhuma fonte oficial ou mesmo o próprio Temer confirmam. Ou seja, são boatos, estórias criadas para enganar a população, para amedrontar o povo deixando a impressão de que o PT é um tipo de herói das massas enquanto seus opositores são malignos e querem acabar com a sociedade.

Isso, contudo, não é o mais grave. Mentiras da esquerda é algo comum, já podemos considerar até pleonasmo. O que realmente passa dos limites são as ameaças de guerra declaradas contra o povo que vai às ruas pedir o impeachment de Dilma, ameças que em certos casos chegam a ser físicas, não apenas morais. Já tivemos o caso de Mauro Iasi e sua declaração incitando violência contra conservadores; tivemos o caso de Vagner Freitas, da CUT, que por duas vezes ameaçou a população se Dilma caísse; o ex-presidente Lula, em declaração feita em São Paulo, nas manifestações de 18 de março, fez uma ameaça contra Sérgio Moro; etc. Agora, temos isso:

Um amigo me mostrou este comentário, e fui pesquisar sobre o indivíduo em questão. O mesmo trata-se de um militante diretamente ligado a movimentos de esquerda. Que surpresa, não é mesmo? E que tal falarmos de João Pedro Stédile, do MST, que recentemente ameaçou a oposição dizendo que se Dilma cair, eles vão parar o país? Stédile, a propósito, já havia feito semelhante ameaça em 2014, quando disse que haveria guerra se Aécio vencesse eleição. Democrático, né?


Rui Falcão é presidente do PT, outro que ameaça não dar trégua ao futuro governo se Dilma cair. Incrível como o modo operante se tornou este, justo agora que não há mais retorno e que eles sabem disso. Deve ser coincidência.


Em Minas Gerais, o também desesperado governador Fernando Pimentel, do PT, nomeou sua esposa para um cargo com foro privilegiado, imitando o ato da presidente Dilma Rousseff, que indicou Lula para o Ministério da Casa Civil a fim de atrasar o curso das investigações que podem levá-lo à cadeia.


Aqui, novamente uma daquelas lorotas que todos sabem ser lorota. É a típica fanfic de esquerda, em que um personagem completamente inventado diz coisas estereotipadas para entrar em acordo com o que cada ideologia diz representar. No caso, o policial é o típico "reaça", como se para odiar o MTST e suas invasões fosse necessário ser de direita ou contra assistencialismo. É de uma canastrice sem precedentes.

Outro ponto interessante é ressaltar o fato de que MTST e MST são movimentos completamente falsos e ilegítimos. Para começar, dizem não ter terra ou teto, o que é mentira. João Stédile tem até fazendas. E precisamos lembrar também de Guilherme Boulos, líder do MTST, que anda por aí de carrão e tem uma vida mansa. Aliás, dentro do MTST ele não é o único. Boulos é também mais um desses que ameaçou tocar o terror se o impeachment de Dilma acontecer.

A verdade é que o desespero bateu a porta. Petistas e outros governistas estão cientes de que se o PT cair, muitas mamatas vão mesmo acabar. É por esta razão que apelam tanto, e é por isso que precisamos nos organizar para expor isso diariamente às pessoas.

29 de abril de 2016

Janaína Paschoal: a mulher empoderada que a esquerda odeia.

Imagine uma mulher independente, com fibra e coragem de se expor mesmo sendo docente da USP, um antro de militantes de extrema-esquerda. Agora, imagine que esta mesma mulher é co-autora do processo de impeachment da Presidente da República, sendo uma das pessoas responsáveis por fundamentá-lo. Esta é Janaína Paschoal, doutora em direito penal e uma das figuras mais importantes da atual política brasileira. É mais uma mulher que entrará para os livros de história por ter a disposição de fazer aquilo que poucos em seu lugar fariam: bater de frente com um leviatã chamado PT. No entanto, no que depender de mim também constará nos livros que a mencionarem que ela foi vítima de ataques sexistas, e que estes ataques vieram justamente de gente que diz ser contra o sexismo.

Como já foi dito em outro artigo por aqui, Janaína tem sido aquela opositora feroz que o PT nunca teve. Muito mais enfezada e dedicada do que qualquer frouxo do PSDB, mais inteligente e articulada do que um certo Messias da direita, idolatrado por ser turrão e burro, até mesmo mais certeira do que Ronaldo Caiado e outros opositores da velha guarda, a doutora Janaína se mostrou não apenas bem intencionada, mas também capacitada. Ela sabe o que dizer e como dizer, e faz isso por seus próprios princípios.

Muitos não conheciam Janaína até poucos meses atrás, mas se voltarmos um pouquinho no tempo, veremos que ela já vem há anos tomando partido e tendo consciência do que acontece ao redor de si mesma. Um exemplo disso foi, em 2013, na ocasião daquelas manifestações de junho (que se estenderam pelo ano todo), quando a doutora enviou um e-mail aos seus alunos da USP expondo sua visão sobre a situação e mostrando-se preocupada com o andar da carruagem. Ela, uma até então "mera professora", conseguiu analisar o que acontecia de forma muito mais acertada do que vários analistas políticos de plantão na Globo News. Uma pena que seus alunos em geral não a tenham compreendido ou levado a sério.

Hoje, Janaína é o tipo de mulher que a esquerda definitivamente odeia. Por ser independente de verdade, ela se diferencia muito de figuras como Gleisi Hoffmann, Jandira Feghali, Cynara Menezes ou Luciana Genro, que existem para servir aos interesses de um partido comandado majoritariamente por homens, o PT. Estas mulheres, diferentes da doutora Janaína, não possuem direito a opinião própria, pois só estão ali para cumprir um papel que foi designado a elas por boçais criminosos como o ex-presidente Lula. Este mesmo ex-presidente, aliás, controla até mesmo a atual presidente, que nos últimos meses tem servido apenas para servi-lo. Enquanto Dilma apanha, Lula regozija com a riqueza e influência adquiridas, chegando ao ponto de usar o mandato dela para proteger a si mesmo.

Além disso, há questões éticas envolvidas. Janaína Paschoal é, até agora, uma pessoa de moral ilibada. Não há nada que pese contra ela. No entanto, não podemos dizer o mesmo sobre Gleise Hoffmann, que recebeu propina de Alberto Youssef em Curitiba. Jandira Feghali, por sua vez, tem pelo menos sete processos trabalhistas movidos por ex-funcionários de seu falido restaurante árabe, o que é no mínimo irônico para alguém com histórico de atuação "pela causa proletária." Outra que também tentou desmoralizar a doutora Janaína foi Vanessa Grazziotin, do PC do B. Algo importante a ser lembrado sobre a senadora, portanto, é que em 2012 ela forjou um ataque contra si mesma na porta de uma emissora de TV, só para fugir de um debate com Arthur Virgílio, seu concorrente para a prefeitura de Manaus. A senadora chegou ao ridículo de usar uma fotomontagem mal feita para fingir que tinha recebido um ataque com ovos podres, supostamente feito por militantes do PSDB.

O fato é que gente assim simplesmente não tem valores, não tem nem mesmo o mínimo de ética para poder bater de frente com alguém como Janaína, e é por esta razão que abandonaram o debate faz tempo, partindo então para as agressões falaciosas e as tentativas de desqualificação de Janaína por ela ser mulher, não por seus argumentos. Os ataques que Janaína vem sofrendo são sexistas, são ataques feitos para desqualificá-la como uma "mulher desequilibrada."

Quando Lula fica aos berros no microfone, quando Vagner Freitas (da CUT) grita em alto e bom som que vai pegar em armas para defender o PT, ou quando Marcelo Freixo berra no microfone da ALERJ, a esquerda não diz que eles são desequilibrados ou loucos. Em vez disso, ela diz que eles "falam com o coração." É no mínimo suspeito criticar a doutora Janaína por ela fazer o mesmo em relação a sua defesa do processo de Impeachment, e alguém decente entenderia que defender o processo é mais do que simplesmente fundamentá-lo juridicamente - algo que ela e os outros autores fizeram magistralmente -, trata-se também de uma questão política. Janaína entende que nem todos os deputados e senadores são capacitados para compreender linguagem jurídica, por isso ela também foge um pouco dos tecnicismos e tenta expor o processo de modo inteligível a todos. Essa é sua qualidade não apenas como doutora em direito penal, mas como professora.

A verdade é que Cardozo, o principal defensor de Dilma, já cansou de dar seus chiliques no Congresso e até agora não vimos qualquer feminista ou integrante de partidos de esquerda criticá-lo por isso. Para Janaína, no entanto, destilam litros de veneno e apelam aos mais baixos ataques sexistas, tentando desqualificá-la por ser mulher. No fundo, se pensarmos bem, isso nem surpreende muito. Afinal de contas nós estamos tratando do partido cujo principal símbolo é comprovadamente homofóbico e machista, o ex-presidente Lula, que faz piadinha com estupro e chama feministas (suas servas) de mulheres do grelo duro, sem que por isso tenha sofrido qualquer tipo de ataque destas mesmas mulheres que se dizem empoderadas.

Empoderada de verdade é Janaína Paschoal. Aceitem que dói menos!







28 de abril de 2016

Como a esquerda vence? (Parte 1) | Metodologia Discursiva

Uma das ferramentas mais indispensáveis da guerra ideológica é o controle da narrativa. Esse termo, apesar de ser comum, não é algo com o que liberais estejam tão familiarizados. Os liberais em sua maioria são adeptos da lógica ou da ética, às vezes ambas as coisas, mas uma narrativa nem sempre precisa ter lógica, muito menos precisa ter ética. Ela só precisa ser construída de maneira convincente, e para ser convincente ela não apela à razão, mas às emoções das pessoas, aos sentimentos difusos.

NARRATIVA

A boa narrativa é aquela que surte o efeito desejado por quem a construiu e por quem a reproduz conscientemente, ela é construída a partir de interesses pessoais ou grupais, que podem ser interesses benignos ou malignos. Para uma narrativa ser boa ela precisa seguir uma Metodologia Discursiva, e esta metodologia deve fazer parte da convergência entre os desejos do seu desenvolvedor e de seu público alvo.

Quem constrói uma narrativa sempre tem um objetivo em mente, e se for uma pessoa inteligente ela buscará, para isso, atender a demanda que mais possa fazê-la se aproximar deste objetivo. Um exemplo muito claro do controle da narrativa pode ser visto em 2013, quando ocorreram as manifestações de junho e rolou todo aquele quebra-quebra entre polícia e manifestantes. A narrativa predominante na época foi a de que havia uma "minoria de vândalos" e que a "polícia fascista agrediu a população." Se isso era verdade mesmo, aí já é outra questão. O ponto é que esta versão dos fatos (narrativa) venceu não por ter sido a mais verdadeira, mas por ter sido a primeira e a mais repetida de todas. Sobre este assunto em específico recomendo o livro de Flávio Morgenstern, "Por trás da máscara", que analisou o caso ponto a ponto. Lá você encontrará várias informações precisas e interessantes sobre o evento e todas as suas ramificações.

Quem criou esta narrativa? Grupos de esquerda auto-proclamados como "mídia independente." Qual o público alvo desta narrativa? As pessoas que, bem intencionadas, acabaram sofrendo as consequências daquelas manifestações que de pacíficas tiveram apenas as manchetes de jornal. Obviamente a finalidade de alguns grupos ali foi a de criar frisson e desordem social, talvez com outros objetivos obscuros, mas claramente com a finalidade de dar vazão a algumas demandas dos próprios partidos de esquerda. Por puro azar as coisas acabaram saindo do controle. Não foi um ato tão bem orquestrado, mas ainda assim não se pode dizer que foi espontâneo.

ROTULAGEM E REPETIÇÃO

Quando uma narrativa sobre algum evento é criada pela esquerda, de maneira geral, ela é quase sempre recheada de rótulos (adjetivação). Um exemplo recente que podemos pegar é o caso da votação do Impeachment, em que alguns deputados que votaram "sim" por acaso também são investigados por corrupção. A narrativa que predominou na esquerda foi a de afirmar que o processo é ilegítimo por ser conduzido por pessoas supostamente corruptas. Esta narrativa foi tão forte e repetida com tanta frequência que, mesmo sendo parcialmente falsa, se tornou amplamente aceita. Com a insistência, a esquerda conseguiu fazer com que esta versão dos fatos (narrativa) fosse engolida por muita gente que nem de esquerda é, mas que acredita em valores como justiça e neutralidade. Por isso você viu e verá, por muito tempo, pessoas boas e honestas defendendo essa bandeira apesar de ser algo completamente sem sentido.

Se um liberal comum analisasse estes fatos sobre o impeachment, na maior parte das vezes ele tentaria ser imparcial, isso inevitavelmente o levaria a entender que o fato de um ser corrupto não é justificativa para que outro também seja. Só que a maior parte da esquerda não opera dessa maneira, por isso ela vê, nestes fatos, uma oportunidade. Ao enxergar a oportunidade, naturalmente ela joga com isso a seu favor, mesmo que a situação seja desfavorável. Às vezes eles perdem, mas sempre tentam ganhar, e é isso que importa.

As adjetivações são imprescindíveis na guerra política, e isso se dá por uma razão muito simples: Na maioria dos casos, quem lê ou ouve o que você diz não tem conhecimento profundo sobre o assunto, e para que alguém lhe dê crédito basta que você pareça dizer a verdade, logo isso nos leva a uma tendência maior de pessoas que queiram, de fato, uma "opinião formada." Sendo honesto, quantas foram as vezes em que você procurou um texto para ler em algum site do qual não gosta? Quantas vezes você já buscou ler, friamente, algo escrito por pessoas de quem você sente nojo?

A verdade é que a maioria de nós se limita ao nosso mundinho, nossa própria bolha, e é natural que aceitemos com maior facilidade quem tem uma opinião pronta do que uma pessoa que apresente dados, fatos científicos, análises frias e reflexões. Neste contexto, o rótulo é uma forma de facilitar a "opinião formada." Se você rotula, você facilita o trabalho de quem te ouve ou lê, porque ele não precisará refletir sobre o fato para concluí-lo uma vez que você já fez a conclusão.

APELO EMOCIONAL

Uma narrativa eficiente não se preocupa em ser coerente e racional, pois isso é na maioria dos casos completamente irrelevante. Para ter eficiência a narrativa precisa apelar para os sentimentos das pessoas, não para a lógica e para os fatos. Entenda que ter razão e parecer ter razão são coisas distintas. Uma pessoa muito inteligente e bem informada, através da razão, poderá analisar os fatos sob sua própria ótica e chegar a conclusões que ela mesma desenvolveu. Porém, essa mesma pessoa, se receber o estímulo emocional certo, pode chegar a conclusões diversas por mera indução.

O controle das narrativas é tão importante que a esquerda não abre mão disso. Veja, por exemplo, o caso do cuspe de Jean Wyllys em Bolsonaro. Um fato que poderia servir para destruir a carreira do deputado psolista virou, ao contrário, uma arma a seu favor, um trunfo. Seu ato, que seria repudiado caso Bolsonaro não tivesse destruído essa oportunidade e ficado de bico calado, virou uma espécie de vitória moral sobre seus adversários. Agora não apenas estão repetindo o ato por aí, estão até mesmo legitimando-o moral e politicamente. E a forma como legitimam o ato em si não é apelando para a razão, mas para a emoção. Ao dizerem que Bolsonaro apoia tortura e que isso é "crime contra a humanidade", eles reforçam o sentimento de que um cuspe é simbólico perto de um crime tão hediondo. Essa narrativa não seria tão fácil de vender, mas Jair Bolsonaro optou por fazer a coisa mais burra que poderia ter feito e acabou jogando para o time adversário.

Entenda, portanto, que não importa se os fatos estão ou não de acordo com a versão dos fatos (narrativa). Se o que eles dizem é mentira, a forma como dizem faz parecer verdade. E parecer verdadeiro é mais importante do que apenas ser verdadeiro. Quem diz a verdade e parece estar mentindo não consegue nada, mas quem mente e parece verdadeiro consegue tudo.

CONCLUSÃO

Como este site é sobre guerra ideológica e política, naturalmente não estou te contando tudo isso para você chorar por aí e reclamar que a esquerda é desonesta e corrupta. Todo mundo já sabe disso. A razão pela qual estou compartilhando esse conhecimento é para que você o adote e internalize o jogo. O que mais desejo ver, no futuro, é uma quantidade grande de liberais dominando vários setores da sociedade da mesma forma que a esquerda faz hoje, e isso será possível se houver esse tipo de entendimento. Portanto, não adianta reclamar. Façamos a nossa parte para vencê-los. Sejamos adultos, afinal!

25 de abril de 2016

DOSSIÊ | José de Abreu


Pode parecer absurdo fazer um dossiê sobre um ator, não é mesmo? No entanto, o que muita gente nem imagina é que José de Abreu é bem mais que um simples ator. É comum pensar que ele apoie o PT apenas por dinheiro, porque é pago para isso, mas isso não é a verdade por inteiro. Há muito mais coisas a respeito dele do que se sabe. Isso a Globo não mostra. 

- No fim da adolescência, na década de 1960, José de Abreu cursou direito na PUC de São Paulo enquanto iniciava sua carreira no Teatro da Universidade Católica.

- Em 1967, Abreu participou da peça "Morte e vida severina", de João Cabral de Melo Neto, com direção de ninguém menos do que Chico Buarque.

- No anos de 1968 o ator chegou ao cinema, mas a carreira precisou ser interrompida devido a sua militância política. José de Abreu, já naquelas tempos, era ativista comunista. Inclusive, Cabral de Melo e Chico Buarque, que dirigiam a peça da qual participou, foram comprovadamente pessoas ligadas aos movimentos comunistas da época.

- Militante da VAR-Palmares, José de Abreu teria ajudado no roubo do cofre de Adhemar de Barros, em Santa Teresa. Nesta época, chegou a ser preso por suas conexões com o crime organizado.

- VAR-Palmares foi a Vanguarda Armada Revolucionária, um grupo de guerrilha que veio da fusão entre a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, e COLINA, o Comando de Libertação Nacional. Da VPR, o grupo herdou também um de seus líderes, o ex-militar Carlos Lamarca, que mesmo antes do golpe de 1964 já vinha se envolvendo com grupos comunistas no Brasil. Do Colina, o grupo pegou ninguém menos do que Dilma Rousseff, nossa atual presidente.

- Depois de sua prisão, o ator foi exilado na Europa - nunca é em Cuba, nem na União Soviética, mas nos Estados Unidos ou na Europa. Ele retornou ao Brasil em 1974, indo morar em Pelotas, Rio Grande do Sul.

- De lá para cá, José de Abreu parou com a militância armada, mas nunca deixou de apoiá-la, bem como também apoiou o PT desde sempre. Amigo de José Dirceu, o ator doou dinheiro para pagar a multa do Mensalão do petista, em 2013.

- Em agosto de 2015, o ator participou de uma propaganda do Partido dos Trabalhadores, na qual deliberadamente mentiu para toda a população sobre a economia brasileira, induzindo-os a crer que a crise é meramente política, escondendo de todos o fato de o PT ter cometido diversas crimes, inclusive fraudes fiscais gravíssimas que hoje estão sendo julgadas no processo de Impeachment de Dilma Rousseff, sua antiga companheira.

- No dia 21 de abril de 2016, em um restaurante japonês de São Paulo, José de Abreu foi xingado por um casal devido às suas conexões com o PT, um partido odiado pela população de bem em geral. Como resposta, em vez de dialogar e mostrar decência, o ator cuspiu no rosto do homem e da mulher que lhe ofenderam, e depois ainda postou diversas vezes em seu Twitter comemorando e se orgulhando do fato, além de ter continuado a humilhar o casal de cidadãos que horas antes havia agredido.

- No dia 24 de abril, três dias após o ocorrido, o ator foi ao Programa do Faustão, na Rede Globo, emissora para a qual trabalha, e além de não reconhecer o fato de estar errado em cuspir nas pessoas, ainda tentou se justificar dando a impressão de que o casal agredido foi o verdadeiro culpado pela agressão, dizendo até mesmo que a mulher atacada por ele foi "machista." Além disso, é claro, defendeu o partido do qual faz parte, o PT, mentindo mais uma vez ao dizer que o impeachment é golpe.

Conclusão: Longe de ser apenas um ator normal que decidiu apoiar o governo, longe de ser só alguém que é pago para apoiar o PT, Zé de Abreu é de fato um militante partidário do mais alto nível, amigo pessoal de líderes petistas - inclusive os criminosos já presos. É alguém que conhece muito bem a quadrilha que governa o país, pois já fez parte dela no passado e ainda faz. O ator, que de bobo não tem nada, está realmente apoiando um partido com objetivos totalitários, um partido de bandidos já comprovados nos mais diversos escalões. Ele é um canalha de marca maior e deve ser tratado como tal. Ignorar isso é suicídio.

Guia para a proteção contra lhamas.

Agora que a moda é cuspir em opositores, vale a pena expor aqui alguns meios para que nós, da oposição, da única oposição legítima ao governo, possamos nos proteger da saliva das lhamas petistas. Como sugestão eu poderia dizer para usarmos máscaras e capacetes táticos da polícia, mas isso é proibido aos não policiais. Sendo assim, vamos ao que a lei "permite."

Bem, falando sério mesmo, esse lance de cuspir nas pessoas é uma ferramenta política. A finalidade por trás disso é tanto causar constrangimento quanto um chamado para a guerra. Como já disse durante todo o fim de semana, o que a esquerda quer com esta tática é desmoralizar a oposição - algo que ficou bem mais fácil graças ao discurso ridículo de Jair Bolsonaro na votação do impeachment de Dilma - e também quer ver o circo pegar fogo. Se alguém que levar a cuspida na cara agir com a emoção e espancar o seu algoz, eles vão tentar capitalizar em cima disso. Então, para saber como reagir adequadamente, seguem alguns conselhos, que podem ser aplicados dependendo do contexto.

1 - Cuspir de volta pode ser uma alternativa. Claro que isso vai depender de como a situação se deu. Se você é um anônimo qualquer, um cidadão comum, e se quem te cuspiu também for um anônimo qualquer da militância petista, tentar envergonhá-lo de volta pode funcionar. O certo, talvez, seja empurrá-lo e cuspir novamente, e esperar que ele revide com violência física. Se ele ter bater primeiro, então a sua reação será agredi-lo, e caso isso aconteça ele estará errado por ter sido quem bateu primeiro. Em um contexto assim é possível até que você o processe ou pelo menos registre um boletim de ocorrência. E, importante lembrar, você deve registrar o B.O. primeiro, antes de seu opositor.

2 - Suponhamos que você não seja do tipo que gosta de brigar. Particularmente, aconselho que você evite mesmo a agressão física, porque ela pode ser perigosa e nociva tanto ao outro quanto a você mesmo. Neste caso, existe a possibilidade de uma ação judicial por dano moral. Há, no entanto, um porém. No caso do casal que estava no restaurante e levou a cuspida do Zé de Abreu, processar o ator não seria tão viável, pois eles o atacaram - verbalmente, é fato - antes de levarem a cuspida. Se as agressões verbais puderem ser interpretadas como calúnia ou difamação, é possível que o processo se volte contra eles mesmos. No entanto, se você não tiver muito a perder, faça mesmo assim. Expor uma pessoa que já é famosa a esse tipo de constrangimento tem lá suas vantagens, até porque ele terá que pagar advogados para se defender de qualquer maneira. E no caso do ator tem também o agravante de que ele postou em seu Twitter humilhando o casal ainda mais, o que de certo modo deixa a entender que ele não se arrependeu do fato. Resta saber se o casal vai fazer alguma coisa ou deixar por isso mesmo. Minha visão é que não pode deixar barato.

3 - Presumindo que o cuspe ocorra em situação semelhante a de Jair Bolsonaro, que foi cuspido por Jean Wyllys em pleno Congresso Nacional, a atitude mais correta é apelar para a comissão de ética de imediato e também partir para um processo contra a pessoa. A cassação do mandato do parlamentar é que deve ser o objetivo. Portanto, se algum político cuspir em alguém, a vítima deve imediatamente procurar medidas cabíveis e tentar cassar seu mandato o quanto antes.

4 - De maneira geral, há diversas situações em que uma pessoa pode receber uma cuspida - e agora vai virar comum, podem aguardar. O que resta é estudar a situação e ver quem está na vantagem. Se você sofrer uma cuspida sem ter feito absolutamente nada e houver testemunhas por perto, não hesite em chamá-las para depor, registrar o caso na polícia, pegar todas as informações possíveis da pessoa e, se necessário, expor o agressor ao constrangimento. 

O fato é que as cuspidas não podem passar impune, não reagir diante delas é se deixar ser humilhado por gente que é pior do que você. Outro ponto importantíssimo disso tudo é entender a guerra de narrativas. Vejam, por exemplo, que a extrema-esquerda não se posicionou contra as cuspidas em momento algum. Aliás, nem mesmo a esquerda "moderada" postou qualquer coisa contra isso. Pelo contrário, eles validaram os cuspes como reação "aos fascistas." Nós, se tivermos a chance de contemplar alguém da direita reagindo aos cuspes, precisamos fazer o mesmo.

O que quero dizer, basicamente, é que se algum outro José de Abreu vier a cuspir em pessoas novamente e se estas pessoas reagirem, mesmo que de forma desproporcional, nós temos o dever de validar a reação como aquilo que ela é: uma reação a uma ofensa grave, a um ataque imoral e baixo. Se aquele casal tivesse reagido, se o esposo tivesse até mesmo agredido José de Abreu após o cuspe na cara de sua esposa, eu o teria defendido o parabenizado pela reação, mesmo que a considere desproporcional.

Este é o ponto. Nós precisamos disso!


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24 de abril de 2016

O cuspe é uma declaração de guerra ao povo.

Acompanho muito a blogosfera da esquerda e percebo que há certa homogeneidade no direcionamento de suas pautas sobre a questão do cuspe. Como mencionei nos últimos três artigos aqui postados, parece que tudo isso de cuspir nas pessoas não foi tão ao acaso assim. É, pelo contrário, uma situação orquestrada.

Tudo começou na votação pelo Impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados, quando o deputado psolista Jean Wyllys cuspiu em seu opositor, o deputado Bolsonaro. O cuspe foi comprovadamente premeditado, pois encontraram uma filmagem que mostra Wyllys falando para Chico Alencar, seu colega de partido, que cuspiria no opositor, segundos antes do ato. Entretanto, até quinta-feira este parecia ter sido um caso isolado, o que veio a ser desvendado após o cuspe dado por José de Abreu, o ator petista da Globo, em um casal que o confrontou em um restaurante de São Paulo.

O deputado Jean Wyllys, após o feito, não se desculpou. Pelo contrário, ainda inventou toda uma estória sobre ter sido agredido pelo deputado Jair Bolsonaro, insinuando que o cuspe foi meramente um revide. Pura mentira, é óbvio. Só que a sua versão dos fatos incluía as palavras-chave, o recado para a militância entender que aquilo ali foi só uma deixa, não foi o grande ato. Jean chamou seu opositor de fascista, não porque ele defende a ditadura militar e as torturas, mas pelo simples fato de ser opositor. Para qualquer um da esquerda, não ser de esquerda já é fascismo. Só que dessa vez o "fascista" usado na frase possuía um intuito diferente. Jean não queria apenas ofender e rotular um oponente, o que ele queria era, de maneira codificada, justificar e legitimar sua ação sob a desculpa de que cuspir em fascistas é, por assim dizer, um dever, não um motivo de vergonha.

Essa mensagem codificada foi rapidamente captada pela militância de esquerda. O esquema de dog whistle é o que os líderes socialistas utilizam neste caso, pois assim só interpreta corretamente as mensagens dadas aqueles que já fazem parte do clube. Com isso, nem você, nem a imprensa e nem mesmo a marionete socialista Jair Bolsonaro percebeu o que realmente acontecia. E seu discurso em defesa do Coronel Ustra foi, na realidade, a senha. Foi uma senha que ele deu de bandeja aos militantes de esquerda.

Vejamos, primeiramente, o que Bolsonaro falou em seu discurso:


O deputado, que é tido como um dos maiores representantes da direita - grande erro, aliás, que a direita o deixe representá-la -, elogiou Eduardo Cunha. Este é o primeiro pecado, pois ao fazê-lo, Jair Bolsonaro associa inevitavelmente o presidente da câmara, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, com a imagem de todo o movimento de oposição ao PT. É certo que Cunha foi figura importante nesse processo, mas ele não merece créditos e louvores por isso e certamente há de pagar por seus crimes.

Após elogiar Cunha, Bolsonaro segue seu discurso recheado de clichês da direita intervencionista, falando inclusive em Foro de São Paulo e enaltecendo o Golpe de 1964 (ou contra-golpe, se preferirem assim). Ao fazer isso, o deputado mais uma vez destrói a oposição - ou seja, nós - associando sua imagem a algo que é tido no imaginário popular como a pior ditadura do mundo e que é ensinado nas escolas desde a década de 1980 como Golpe Militar. Assim, a militância de esquerda pegou o gancho e imediatamente fez o link, colando a imagem do Golpe Militar com a do impeachment. Seu discurso foi um imenso desserviço para toda a direita, e sua homenagem ao Coronel Ustra foi apenas patética.

A blogosfera de esquerda, obviamente, ficou feliz com isso. Agora podem usar todo esse pacote de informações para associar os opositores da esquerda, aqueles que lutam pelo impeachment e todos os que querem o fim do PT com o que há de pior: o fascismo. Não importa, caro leitor, se isso é verdade ou não. Importa é que será uma narrativa convincente. É por isso que todos os movimentos da extrema esquerda estão usando vorazmente esses fatos a seu favor. A cuspida de Jean Wyllys, que os direitistas mais otimistas acharam que iria prejudicá-lo, na realidade o ajudou ainda mais, exatamente como previ que seria no exato dia do acontecimento. O fato de José de Abreu ter repetido o ato e ainda ter se orgulhado disso no Twitter também reforça a narrativa. E ele repetiu inúmeras vezes que cuspir na cara "dos fascistas" é plenamente normal.

É questão de tempo para que avancem um pouco mais. As cuspidas são só o começo. Já disse isso em outros textos e vou repetir: Não vai tardar para que cheguem às vias de fato. E é através das cuspidas que irão conseguir o que querem, ou seja, conseguir que alguém de sangue quente revide, seja agressivo e bata com vontade. O rapaz que sofreu a cuspida do ator global poderia muito bem ter partido para a porrada, e talvez o fizesse se não fossem os seguranças ali presentes. Cedo ou tarde isso vai acontecer, e quando acontecer, eles terão conquistado exatamente o que desejam: a barbárie.

Por estas razões, reitero meu pedido: A direita precisa rejeitar Jair Bolsonaro e tudo o que ele representa, ou seremos todos destruídos por ele.


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23 de abril de 2016

Mídia Ninja e a "politização do cuspe."

Tal qual não foi minha surpresa ao ver uma "profecia" que fiz se concretizar tão rápido, mas tão rápido a ponto de eu ter quase chegado atrasado em sua contemplação!

Durante a semana escrevi aqui que Jair Bolsonaro ainda destruirá a direita, e hoje mesmo, mais cedo, fiz um texto dizendo que ele é o David Luiz da direita brasileira. Eis que um colega me envia este vídeo do Mídia Ninja, uma das coisas mais abjetas e repugnantes que a esquerda de nosso país já proporcionou, mas que inegavelmente possui certo traquejo político em suas descrições sobre os fatos.

No fim do vídeo é possível ver a hashtag #EuCuspoSim, fazendo alusão às cuspidas de Jean Wyllys e José de Abreu em pessoas que discordam, a quem sempre chamam de fascistas ou golpistas, concretizando uma inversão proposital da realidade na qual eles são tolerantes apesar de nunca tolerarem nada e nem ninguém. Também é possível encontrar na postagem a sugestão de "politização do cuspe", o que no entendimento de qualquer um que acompanhe os fatos é um equivalente a "vamos cuspir nas pessoas de quem discordarmos, agora com um bom pretexto."


Mídia Ninja, para quem não conhece, significa "Narrativas Independentes Jornalismo e Ação." Este grupo é ligado diretamente ao Coletivo Fora do Eixo, aquele mesmo do Pablo Capilé e do Bruno Torturra que já foi acusado de trabalho escravo, perseguição e assédio sexual por diversos ex-integrantes. Muitos liberais sequer fazem ideia de quem sejam estas pessoas, mas deveriam saber. Na guerra ideológica em que vivemos hoje esta turma ,aparentemente inócua, domina as pautas. Podem até não controlar a argumentação, mas a verdade é que nem mesmo se importam em argumentar. Fatos e lógica não são do interesse da esquerda, o que importa é, justamente, a narrativa.

Uma narrativa é uma "versão dos fatos" contada por um ponto de vista, e isso é, na prática, desculpa para pautar os assuntos conforme a agenda de quem narra. Podemos até dizer, seguramente, que "narrativa" é um eufemismo para mentira deslavada que é tratada como verdade. E nesse campo, sem sombra de dúvida, a esquerda nos dá uma surra, sobretudo porque nós, liberais, somos preguiçosos ou éticos demais para compreender esse jogo, e na maioria das vezes nem mesmo jogamos.

O que importa é que o Mídia Ninja, bem como Marcelo Freixo e outros grupos da extrema esquerda estão ditando as regras desse jogo. Na imagem abaixo, como pode ver, o grupo legitima o cuspe como reação a provocações e ofensas verbais. E qual é a desculpa usada para validar esse raciocínio? Dizer que é uma "reação ao fascismo da direita." E quem é que ajudou a dar impulso para esta narrativa? Sim, ele mesmo: Jair Bolsonaro.


Outras coisas não podem passar despercebidas, e uma delas é o nome da página de origem da postagem, que o Mídia Ninja apenas compartilhou, "Amor sim, Datena não." Sim, leitor. É isso mesmo. Para esta gente, Datena é um símbolo da direita reacionária, a despeito de já ter apoiado o PT inúmeras vezes e ter um quadro de Che Guevara em sua mansão. É mole? Pois é. Só que há uma razão por trás disso, e é o fato de que Datena pretendia concorrer para a prefeitura de São Paulo até pouco tempo atrás. Não é que eles realmente creiam que Datena seja de direita, é que imagem e palavras bem escolhidas formam uma fotografia e geram um rótulo. Datena já falou mal dos ateus e dos gays algumas vezes, isso basta. É disso que precisam.

Outro detalhe relevante são as quatro hashtags embaixo da postagem, especialmente a segunda e a terceira. Elas podem parecer bobinhas, mas estão ali para criar uma antagonização. Eles são "o amor", os outros são "o ódio", e assim se justifica a barbárie, pois na visão ali apresentada, contra "o ódio" qualquer ação é justificável. Ponto.

Se você duvida, veja estes posts abaixo, da mesma página, e observe a linguagem usada. Eles estão deliberadamente incitando a violência, só que fazem isso através de um discurso velado. Diferente do imbecil Jair Bolsonaro, eles não enaltecem a tortura e a violência com palavras, mas com ações. Com as palavras eles enaltecem "o amor", "o respeito", etc. Lindo, não é?


Contudo, não para por aí. Mídia Ninja não é só Datena e saliva, eles também atacam diretamente seus opositores e sabem escolher bem as palavras e as imagens para isso. Notem que na postagem abaixo, escolheram a foto em que Kim aparece ao lado de Eduardo Cunha, que é provavelmente um dos políticos com maior rejeição no momento. A página questiona quem financia suas viagens, algo que na realidade pode ser encontrado no site do MBL. O objetivo do questionamento não é saber a resposta, pois isso eles já sabem. O que querem é justamente levantar a bola e deixar que os militantes mais tolos chutem pro gol. E, mais uma vez, as hashtags. O que você entende por "Ratos não passarão"? Como já disse em outro artigo, "não passarão" é meramente um eufemismo para "vamos bater em opositores."


Agora, algo que quero explicar aos meus leitores e que talvez seja até mais importante do que todo o restante do artigo: Não é para nós, liberais, conservadores ou pessoas comuns, do povo, que esta linguagem é direcionada. Nós não somos o público alvo dessas narrativas. Figuras espertas da esquerda não possuem a pretensão de nos convencer ou de nos comover por meio de falácias baratas e apelos emocionais bobos. A finalidade disso tudo é atingir a própria militância de esquerda, organizando-a e incitando-a à ação.

O que quero dizer com isso é que Mídia Ninja quer ver mais cuspes, quer ver mais pessoas reagindo e agredindo opositores. Eles querem ver a escalada da violência. Como disse no artigo sobre José de Abreu, o cuspe é um prelúdio, é só o comecinho. A finalidade é partir para a porrada, agredir de verdade a oposição. E tudo isso será legitimado, repito, por discursos como os de Jair Bolsonaro, enaltecendo figuras que, no imaginário popular, são vistos como monstros lutando contra os coitadinhos comunistas.

Ao discursar no dia da votação do Impeachment de Dilma, Bolsonaro deu a senha. Ele fez o jogo que a esquerda queria. Verdade seja dita, as diversas provocações e ataques ao Bolsonaro realizados pela esquerda sempre tiveram como finalidade as reações dele. Ilude-se quem acha que ele é independente. Longe disso. O deputado é uma marionete controlada por socialistas mais espertos e malandros do que a maioria dos intelectuais que o liberalismo já produziu. Isto, é claro, se não estiver nos sabotando de propósito, o que sinceramente não descarto. Seu histórico de apoio à esquerda nos anos 90 e sua ajuda a eleger Lula não contam pontos a seu favor.

A propósito, uma coisa importante não pode ser deixado de lado. Esse negócio de cuspir na oposição não é novidade. Chico Buarque, muito tempo atrás, também cuspiu em Milôr Fernandes.





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Dossiê | Marina Silva

O que podemos aprender com David Luiz?

Este artigo não é sobre futebol. Não se preocupe.

Dias atrás, em uma conversa de bar com alguns colegas, fiz duras críticas ao zagueiro David Luiz. Disse que ele, como defensor da Seleção Brasileira, ajudava muito mais o adversário do que sua própria equipe, e como evidência, falei sobre o passe errado que quase resultou em um gol de Suárez, falei sobre o dia em que ele esbarrou em Thiago Silva, seu companheiro de time, atrapalhando ainda mais a zaga. Não pude deixar de falar, obviamente, de suas diversas falhas de marcação na Copa de 2014, várias delas resultando em gols do adversário.

Antes mesmo que eu pudesse terminar a fala, um dos meus colegas ficou visivelmente irritado, bateu com a mão na mesa e gritou: "David Luiz é o único que luta pelo Brasil. Ele é o único que defende o time. Ele é torcedor fanático da nossa Seleção. Sem ele, não teríamos ninguém na zaga." Depois do showzinho ele passou a "argumentar", dizendo que David Luiz chorou na eliminação do Brasil em 2014 porque realmente ama sua pátria. Também disse que ele é honesto, joga limpo e que por isso merece nosso apreço.

Por acaso isso te lembra alguma coisa?

Não?

A conversa acima descrita jamais aconteceu, até porque ninguém é fã do David Luiz fora da internet. Alguém que ousasse defendê-lo em público poderia sofrer até mesmo agressões físicas. Criei esse exemplo apenas para explicar como funciona a mente de um Bolsominion* e como ele atua em qualquer discussão política. Na prática, os defensores mais fanáticos de Jair Bolsonaro são como crianças, pois julgam pretensiosamente as intenções dos outros - que, a propósito, eles não sabem quais são de verdade - e não as ações e os resultados.

Bolsonaro é o David Luiz da direita. É alguém que, ao menos da boca para fora, diz defender algumas de nossas ideias e princípios, diz torcer pelo nosso time, mas que na prática erra o passe, baixa a guarda e deixa o artilheiro adversário entrar no gol com bola e tudo. E isso quando não esbarra nos outros zagueiros, o que é ainda pior. O que diferencia David de Bolsonaro é que ele não possui uma legião de fãs débeis de raciocínio lógico. Na política, diferentemente do futebol, as pessoas parecem ter maior dificuldade em enxergar como o jogo funciona, por isso acham que intenções valem alguma coisa.

Pois bem. Eu não tenho como saber quais são as reais intenções de David Luiz na Seleção. Não sei se ele é mau zagueiro de propósito, porque alguém o pagou para isso, ou se ele é apenas um zagueiro ruim por inexperiência e falta de talento. O que eu sei é que ele é, de fato, um zagueiro ruim, e é isso o que interessa. Ele não fez seu trabalho como deveria, e no jogo contra o Uruguai o atacante Suárez quase fez um gol devido a uma falha que ele cometeu. É isso o que eu e todos nós sabemos. Este princípio se aplica, também, a qualquer outro caso, inclusive para a política.

Jair Bolsonaro tem como seu mérito a aprovação de um projeto de voto impresso - que, na realidade, consta no site da Câmara como sendo de Leonardo Picciani, e além disso o que ele conquistou foi uma legião de fãs que gostam dele não apesar dos erros que ele comete, mas principalmente pelos erros que comete. Seus fãs enaltecem nele o que ele tem de pior e de mais nocivo a si mesmo, são amantes da auto-destruição do próprio ídolo. É como se os fãs de Amy Whinehouse, em vez de gostarem de suas músicas, apreciassem o fato de ela se drogar até a morte. No entanto, se tirarmos isso dele, o que resta em Bolsonaro? Ele fala grosso e é turrão, certo? E aí acaba. Não há mais nada para ser apreciado.

Muitas vezes, quando critico Bolsonaro, pessoas que gostam dele me questionam sobre quem seria melhor opção. Normalmente esta pergunta é pautada na ilusão de que o deputado será presidente um dia, o que certamente não ocorrerá tão cedo. Deixando este fato de lado, indo ao que interessa, quero citar alguns exemplos de políticos de direita que, de fato, obtiveram resultados ou que pelo menos agiram em prol de alcançar mais do que idolatria na internet.

Rogério Peninha, do PMDB de Santa Catarina, é deputado federal há sete anos. Está, no momento, em sua segunda legislatura. Já na primeira legislatura ele emplacou o PL 3722/12, o projeto de lei que pretende revogar o Estatuto do Desarmamento, ao menos parcialmente. Um liberal pode olhar para este projeto e reclamar, dizendo que ainda não é a abertura ideal. Sim, não é, mas a vida não é ideal. O projeto em questão tem uma utilidade momentânea, e se ele passar será um pequeno passo na direção desejada. A importância deste PL é enorme, e esta é uma ação prática muito funcional de Peninha, mostrando que ele quer fazer algo de verdade.

Outro grande acerto deste mesmo deputado é sua recente proposta de extinção do Imposto Sindical, em parceria com o também deputado Paulo Eduardo Martins. Sim, você pode argumentar que ambos são colegas de Bolsonaro e que o apoiam, mas isso não faz diferença. O que importa é que eles não cometem os erros de Bolsonaro e tem, em seu favor, seus próprios acertos. Além disso, mais do que meramente uma redução de impostos, esta proposta é também uma forma de reduzir influência financeira de sindicalistas pelegos do governo federal petista. Sem esse dinheiro eles terão pelo menos mais dificuldades.

Ronaldo Caiado, senador pelo Democratas, é outro que tem um bom histórico. Ele sempre foi opositor do PT, para começar, diferente de Jair Bolsonaro que apoiou o partido durante toda a década de 1990, chegando a votar em Ciro Gomes e Lula, além de indicar Aldo Rebelo e José Genoíno para o Ministério da Defesa em 2002. Caiado é um opositor mais inteligente também, pois faz mais além de falar: ele fala e age. Seus discursos contra o PT, suas críticas duras ao Lula e sua feroz oposição à esquerda é uma marca, mas ele não para por aí. Além de palavrório, Caiado é um dos que mais protocolou pedidos de abertura de CPI contra o PT, e foi ele quem protocolou uma representação contra Dilma por improbidade de administrativa.

Outro que também vem acertando bastante é o deputado estadual Marcel van Hattem, do Rio Grande do Sul. Ele é provavelmente um dos políticos mais jovens da direita, mas já tem um bom histórico. Recentemente lançou este vídeo, para influenciar a narrativa contra o governo não apenas no Brasil, mas também fora dele. Vale a pena conferir seu trabalho.

Pessoalmente, nenhum destes políticos citados me agrada. Eu não gosto de político nenhum. A diferença entre eu e um libertário normal é que faço algo em busca de resultados, sou pragmático. Logo, o que me resta é atuar naquilo que está dentro do meu alcance, e é justamente por pragmatismo que eu insisto: Bolsonaro é um péssimo caminho para nós. Não é uma questão de ideologia. Creio até que Paulo Eduardo Martins ou mesmo o Rogério Peninha pensem como Bolsonaro sobre diversos assuntos, o que me interessa é que eles não agem como Bolsonaro. Este é o ponto.

Uma pessoa me disse, há poucos dias, que o lado bom em Bolsonaro é que ele bate de frente com a esquerda e que "desconstrói seus discursos", só que esta informação é apenas parcialmente verídica. De fato, ele bate de frente com a esquerda, mas a forma como faz surte efeito inverso ao desejado. É claro que ele ganha com isso, de qualquer forma, porque publicidade negativa ainda é publicidade. A rejeição das pessoas contra a esquerda em geral também o favorece no momento. No entanto, isso não muda os fatos. Para a direita como um todo, o saldo acaba se tornando negativo, pois ele reforça o espantalho que a esquerda criou para nós, dá embasamento a uma narrativa falsa de que toda a direita é pró-ditadura, e de quebra ainda reduz qualquer chance que temos de tirar da esquerda o monopólio das virtudes.

Como estou nisso há muito tempo e converso com muita gente, percebo os efeitos destas ações na prática. Em uma conversa que tive com uma garota, meses atrás, ela deixou claro para mim que não apoiava o movimento liberal porque para ela Jair Bolsonaro é um maluco. Expliquei que apenas parte do movimento liberal o apoia, mas que a maioria nem mesmo gosta dele. Assim mesmo, não adiantou. A garota, que era leiga e não mal intencionada, simplesmente engoliu a narrativa que a esquerda fez sobre a direita porque Jair Bolsonaro se posiciona exatamente da maneira que a esquerda quer que ele se posicione. Ele literalmente joga pelo outro time, intencionalmente ou não.

Acredito, agora, que com uma analogia envolvendo futebol tenha ficado mais fácil compreender os pontos. Como disse, não é uma questão de ideologia. Nós precisamos nos desligar da imagem de Bolsonaro para o nosso próprio bem, apenas isso. Ele é nocivo e irá nos destruir se o aceitarmos como nosso representante.

*Bolsominion é um termo que se refere apenas aos fanáticos pelo Bolsonaro, o que inclui quem o chama de "mito" e quem faz campanha na internet para ele em 2018 ainda em 2016.


O Argumento da Saliva: Nova técnica da esquerda radical brasileira

Desde o último domingo, quando Jean Wyllys cuspiu em Jair Bolsonaro em rede nacional, no meio do Congresso, após o deputado ter homenageado o torturador da Ditadura, Coronel Brilhante Ustra, a esquerda brasileira pareceu ter acordado um pouco diferente. É como se, de repente, todos eles tivessem começado a salivar mais.

José de Abreu e seu amigo "gente boa", "honesto" e "respeitável."

O cão do mato saliva mais quando sente o cheiro de sangue, e parece que a moda pegou. Eis que José de Abreu, o ator petista que é mais petista do que ator, ou que talvez seja um excelente ator em seu papel de petista, também cuspiu não em uma, mas em duas pessoas, num restaurante em São Paulo. A razão do cuspe? Uma discussão acalorada e agressiva por motivos políticos, é claro.

O ator, que em seu Twitter admitiu e ainda se sentiu orgulhoso do feito, reiterou sua posição diversas vezes e continuou a ofender os cidadãos outrora humilhados. As vítimas da saliva petista desta vez, diferente do último domingo, não foram deputados adversários - o que ainda assim é imperdoável -, mas pessoas comuns, gente como qualquer um de nós que tem lá suas convicções políticas e partidárias. É certo que eles erraram, sim, ao causar toda a situação desagradável. O homem que ofendeu José de Abreu poderia ter escolhido forma e local mais apropriados, é claro. Só que isso não justifica o ato. Um ator renomado e envolvido até o pescoço com o Partido dos Trabalhadores que não trabalham deveria ter um pingo de compostura... ou não. Ele é do PT, afinal.

Essa atitude de cuspir na cara das pessoas por elas te ofenderem mostra uma evolução gradual da tática. Antes, a extrema-esquerda se contentava em repetir os xingamentos a exaustão, chamando todo mundo de fascista e golpista. Agora a coisa chegou a um ponto no qual falar e xingar não está mais surtindo o efeito desejado, então eles partem publicamente para a ação física.

O cuspe é só um prelúdio. Depois virão os tapas no rosto, os beliscões, as porradas e, por fim, talvez até mesmo os tiros. Nunca antes na história deste país os "democratas" foram tão intolerantes. A saliva é a forma pela qual destilam seu ódio, que não é um ódio a um ser, mas a toda uma população, a uma classe que eles determinam como inferior em direitos e inumana.

A propósito, em seu perfil do Twitter Zé de Abreu deixou claro que trata quem discorda dele não como ser humano, mas como escória, como sub-humanos. A desumanização do oponente é o primeiro passo para a barbárie. O que virá de agora em diante certamente não será melhor do que isso, podem ter certeza.

Curioso é o ator chamar de agressão os xingamentos que recebeu, mas achar normal cuspir na cara de alguém. Isso é sintomático, uma demonstração de canalhice em nível bastante avançado.


21 de abril de 2016

A direita deve rejeitar Bolsonaro antes que ele a destrua.

Esqueça a ideologia. Não importa se você concorda ou não com as ideias deste deputado, nem se você simpatiza com ele ou se pretende votar nele por "falta de opção." Sejamos pragmáticos e analisemos a questão do ponto de vista dos resultados atingidos, não apenas do que nós gostamos ou deixamos de gostar.

Como analogia para o caso, sugiro que reflita sobre o seguinte exemplo:

Você contratou uma equipe de seguranças privados para proteger sua casa. Nesta equipe há o chefe, em quem você deposita confiança e de quem você espera a maior responsabilidade. O chefe de segurança é muito bem pago e bem treinado, no entanto, é irresponsável. Certo dia, em vez de proteger sua casa, como você espera, ele esquece o alarme desligado, deixa o portão aberto e vai até o bar da esquina comprar cigarro. Neste meio tempo uma quadrilha de ladrões entra e rouba tudo em sua casa, pondo em risco sua família.

Agora, considere que o chefe da segurança é Jair Bolsonaro, e a quadrilha de ladrões é composta pelos partidos da extrema-esquerda, como PT e PSOL. Trazendo isso para o que ocorreu no dia 17 e que já vem ocorrendo há bastante tempo, o que temos é um fato incontestável: Bolsonaro trabalha em prol da esquerda no Brasil. Pode não ser intencional, e até acredito que não seja, mas tudo o que ele tem feito é um favor direto ou indireto para políticos do PSOL e do PT. Bolsonaro, assim como o chefe da segurança que você contratou, não foi a pessoa que te causou mal diretamente, mas ele te prejudicou a partir do momento em que você depositou nele a confiança que ele não merecia. Na prática, o que ele fez foi te deixar desprotegido e facilitar o trabalho do inimigo.

Por que usei este exemplo como analogia? É para que você entenda que quando figuras como Jean Wyllys falam ou fazem algo ruim e errado, além de isso já ser esperado por nós, é algo que podemos usar contra eles. Quando Glauber Braga evocou Marighela, ele nos deu uma oportunidade de mostrar uma face pouco conhecida da esquerda brasileira, que idolatra criminosos como se fossem heróis. Porém, houve um empecilho, algo que atrapalhou nosso jogo e dificultou o aproveitamento disso: Jair Bolsonaro e sua boca enorme.

Se em vez de enaltecer um torturador e falar em 1964 ele só tivesse dito coisas sensatas, como o fato de que Dilma cometeu vários crimes, hoje poderíamos ter 100% de aproveitamento político nas barbáries ditas e cometidas pelo PSOL, PCdoB e PT no domingo. Se Bolsonaro tivesse votado como Tiririca, de forma objetiva e rápida, pelo menos não teria atrapalhado. Só que ele não consegue ser assim, ele adora ser irresponsável e falastrão. No fundo, parece querer manter o personagem infantiloide do "cabra macho e sem papas na língua", talvez porque aprecie muito ser chamado de "mito" na internet.

Fazendo as contas, podemos determinar que o saldo político da semana foi o seguinte:
  1. A esquerda saiu menos queimada do que deveria, graças ao "equilíbrio" de forças entre Bolsonaro e Jean Wyllys, que viraram o assunto da semana, em vez de o assunto ser o psolista que enaltece Marighella ou o petista que ama o Lamarca.
  2. A narrativa ridícula de que impeachment é golpe ganhou mais força, visto que Bolsonaro, provavelmente uma das figuras mais conhecidas da direita no país, foi falar justamente do golpe de 64. 
  3. A cuspida de Jean Wyllys, que poderia ser capitalizada como uma ação deplorável e resultar em cassação de mandato foi amenizada, tanto porque Eduardo Bolsonaro cuspiu nele de volta, mostrando maturidade de alguém na pré-escola, quanto por Bolsonaro ter dito coisas absurdas em tom de destaque.
  4. O comentário de Bolsonaro reforçou também o espantalho da esquerda contra a direita, no qual todos nós somos defensores da ditadura.
  5. Jair Bolsonaro pode ser cassado por conta disso. Se acontecer, é uma lição para que aprenda a deixar de ser boçal e burro.

Por conta desse saldo, voltamos algumas casas no tabuleiro. Não creio que isso afetará muito o processo de impeachment, mas certamente no campo prático ficamos um pouco mais distantes de derrubar a narrativa mentirosa da esquerda sobre a sociedade. E reitero, ainda, que não é este um caso isolado. Quando se trata de Bolsonaro, falar bobagens sem pensar nas consequências é uma regra.

Podemos recordar do caso recente em sua entrevista ridícula a Ellen Page, na qual ele faz uns comentários completamente desnecessários e compara gays com criminosos, como se uma coisa tivesse mesmo a ver com a outra. Na mesma entrevista ele dá uma "cantada" na atriz, completamente fora de contexto e sem objetivo algum. Nas suas entrevistas esse tipo de coisa é corriqueira, e para cada acerto o parlamentar tem pelo menos uns cinco erros cometidos. Por que não lembrar, também, de seu comentário acerca de ter um filho gay, quando ele disse que daria porradas até o rapaz virar homem?

Esse tipo de coisa, mesmo que seja a opinião verdadeira dele, não serve para nós. E pode até ser que aquele garotão da universidade fique genuinamente indignado ao ouvir as falas de Bolsonaro, mas políticos espertos como Marcelo Freixo, Lula, Ivan Valente e afins não ficam chocados, eles ficam felizes. Nada melhor para a guerra ideológica do que um adversário que atira no próprio pé o tempo todo. A direita não pode cometer o erro de dar mais espaço do que já deu a esse deputado, pois ele é auto-destrutivo. Sim, ele tem uma legião de fãs, mas não são fãs muito inteligentes. Em geral, quem escreve "Bolsomito" não é capaz de ligar os pontos, são pessoas que só querem alguém para idolatrar e por acaso o escolheram.

A conclusão a que posso chegar com o caso é que se você é liberal, conservador, ou mesmo ou neoconservador, ou ainda que você seja só um indivíduo que não quer a esquerda no poder, a melhor posição que você pode tomar é a de isolar-se o quanto for possível deste homem e deixá-lo se afundar sozinho. Quanto mais próximos estivermos de Bolsonaro, mais perto estaremos da derrota.



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