14 de outubro de 2016

Provando ser a Dilma americana, Hillary disse que "se sentiu assediada" por Trump no debate

Após uma derrota notória no segundo debate entre os principais candidatos a presidência, nos EUA, muito se falou a respeito de polêmicas envolvendo Donald Trump. O Republicano, que não é lá dos mais geniais, sofreu um baque em sua campanha nos últimos dias em virtude de um vídeo de 2005 que veio a tona, um em que ele aparece falando baboseiras e comentários bastante impróprios sobre mulheres, para dizer o mínimo.

Não me importo com isso. Trump sempre disse besteira até mesmo em público, nem sei exatamente qual a surpresa com o vídeo. O ponto é que, seja como for, nada disso aconteceu por acaso. Um vídeo de 2005 ter sido divulgado 11 anos depois, na reta final da corrida eleitoral, naturalmente tem o dedo podre dos democratas no meio. É óbvio que fizeram de propósito com a intenção de desestabilizá-lo, o que aparentemente não deu tão certo assim.


Trump, apesar das revelações, ou até mesmo por causa deles, melhorou sua postura em relação ao primeiro debate. Se tornou mais incisivo, bateu nos pontos certos e teve uma postura muito mais inteligente. Tanto é que ele atropelou Hillary feito um trator. Diante disso, pouca coisa restou à imprensa e aos democratas, senão fazer mais jogo sujo.

Hoje saiu no G1 uma matéria na qual Hillary diz ter sido "assediada por Trump", o que na linguagem dos justiceiros sociais é quase um sinônimo para estupro. "Ele estava realmente tentando me dominar e, depois, literalmente, me assediou por todo o palco e eu podia sentir sua presença atrás de mim", disse Dilm... digo, Hillary Clinton.

Claro que isso não aconteceu, e todos sabem. O debate foi transmitido ao vivo, sem cortes. Se algo assim tivesse acontecido todos teriam visto. O objetivo de Hillary com esse discursinho é tentar gerar polêmica midiática nas últimas semanas e, ao mesmo tempo, falar a linguagem dos movimentos feministas, que por falta de pautas verdadeiras e legítimas praticamente existem a fim de "problematizar" o que não existe. Essa tática vai funcionar.

Agora, pergunto aos tolos que vivem me dizendo para 'não comparar' o quadro americano ao brasileiro - o que, aliás, eu nunca fiz: Quem lembra do que ocorreu em 2014, no segundo turno, entre Dilma e Aécio?

Foi praticamente o mesmo. Em um dos debates Aécio mostrou firmeza e foi muito bem, atacou a petista nos pontos certos e a desmascarou ao vivo em diversas mentiras. A saída usada por Dilma, depois da derrota, fez exatamente a mesma. Ela disse que se sentiu "assediada", e criaram a falsa narrativa do "machismo do Aécio", usando um trecho no qual ele simplesmente usou o termo "dona de casa".

Sites como Pragmatismo Político e Brasil 247 passaram a narrativa adiante e, então, ela foi amplamente aceita pelas militâncias de movimentos "sociais". Houve até aquele caso do falso - FALSO - desmaio de Dilma, no final de um dos debates, quando dava uma entrevista que ela sabia ser ao vivo.

Com este artigo só queria, mais uma vez, provar que apesar das diferenças culturais e históricas, a extrema-esquerda é praticamente igual em todo o mundo, só mudam os formatos de seus discursos e campanhas para se adequarem ao local. As pocarias que vemos aqui no Brasil dos movimentos negro e feminista são trazidas da Europa para cá; as baboseiras anti-separatistas vieram dos EUA; assim por diante.