6 de outubro de 2016

Freixo e o TEATRO na Casa dos Artistas

Hoje um amigo me enviou o vídeo que você verá logo abaixo e, confesso, tive vontade de vomitar. Marcelo Freixo "apresentando suas propostas" na casa de Wagner Moura - vou chutar que o endereço é no bairro Leblon - diante de vários "artistas". Veja o vídeo, volto em seguida:


Como você pode ver, no vídeo aparecem vários atores da Globo Golpista, além de Caetano Veloso. Que eu identifiquei de imediato, vi Mateus Solano e Mariana Ximenes, entre outros. Diante deles está o candidato a prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, fazendo seu discursinho decorado sobre o metrô, as linhas de ônibus, as UPPs nas favelas do Rio de Janeiro, etc.

Se você assistiu ao vídeo, terá notado que ele mostra os atores e cantores ali presentes intrigados, como se realmente estivessem interessados em escutar as propostas de Freixo. Ok, eu vou chutar o balde aqui: ESSE FOI O MELHOR TEATRO QUE JÁ VI. Se houver como dar um óscar para o Wagner Moura como melhor diretor, que deem agora.

Não é preciso ser muito inteligente para perceber o óbvio: nenhum dos 'artistas' ali presentes usa o metrô, provavelmente nenhum deles pega ônibus e diria que é absolutamente improvável que qualquer um deles já tenha vivido em uma favela. Para quem Freixo realmente estava discursando? Eu digo: para os ingênuos que eventualmente fossem assistir o vídeo depois.

Obviamente os atores ali presentes não se importam com esses assuntos. A maioria deles, provavelmente, é até do tipo que só fala com fã para aparecer bem aos fotógrafos. Freixo é um candidato elitista tanto quanto Fernando Haddad, não é alguém que de fato quer dialogar com os pobres. Se ele realmente se importasse com a população, certamente teria dado essa "palestra fake" em alguma comunidade pobre, com gente que de fato utiliza metrô e que lida com a polícia todos os dias.

A verdade é que o PSOL é a esquerda sem povo. O partido é composto por mauricinhos e patricinhas em sua maioria, ou por figuras pouco expressivas que não ganham destaque porque, justamente, não se encaixam muito bem no perfil elitizado das universidades públicas - onde, aliás, a maioria dos estudantes é de classe média, ao contrário do que se diz por aí.