4 de outubro de 2016

Freixo é o novo Lula, em uma versão mais radical

O deputado carioca Marcelo Freixo, que agora concorre no segundo turno à prefeitura do Rio de Janeiro, tem um amplo apoio da imprensa brasileira, do meio artístico e também das claques intelectuais universitárias. É o candidato da elite, sem nenhuma dúvida. Vota no Leblon, onde está boa parte de seu eleitorado, tem um discurso bonitinho para agradar justamente essa classe.

O fato de Freixo estar no segundo turno é pura sorte. Ele foi beneficiado pela imensa incompetência de alguns de seus principais opositores, como Pedro Paulo e Flávio Bolsonaro. Sua votação este ano foi menor do que a que ele teve em 2012, só para se ter uma ideia. A diferença é que, em 2012, Eduardo Paes teve apoio de quase todos os partidos, inclusive o PCdoB, ganhando em primeiro turno.


Lula e Freixo têm uma coisa em comum: ambos são sucessos de palanque por terem uma boa lábia. Obviamente os estilos são diferentes, pois Lula é mais "povão", não tem uma formação acadêmica, enquanto Freixo tem essa linguagem mais "cult". Contudo, o psolista é um fenômeno em ascensão, é um ícone da extrema-esquerda com chances de crescer politicamente em pouco tempo. Ouso dizer que se em 2018 ele se candidatar a presidência, fará uma votação muito mais expressiva do que Luciana Genro fez em 2014.

Apesar de tudo, Freixo tem uma coisa pior do que Lula: ele é ainda mais radical. O molusco tinha um apelo popular forte, mas quando assumiu o governo em 2003 foi esperto o suficiente para manter a economia estável por tempo suficiente para que o partido pudesse surrupiar os cofres públicos com excelência. Freixo é um caso diferente, é o tipo de político que vai querer atender aos interesses de uma elite intelectual extremista e cheio de ódio, é do tipo que irá transformar a cidade, o estado ou o país que vier a governar em um regime autoritário travestido de 'amor colorido'.

Essa é a cara da new-left brasileira. Mais violenta, mais extremista e sempre disfarçada com um tom colorido, cheio de palavras bonitas e discursos floridos. Por trás das flores que seguram em suas mãos estão os canos das espingardas que irão apontar para o peito de quem ousar enfrentá-los. O PSOL é um partido com tendências totalitárias evidentes, nem mesmo sentem receio em declarar publicamente apoio a Fidel Castro e Nicolás Maduro.

Marcelo Freixo representa o que há de mais perigoso e nocivo a uma sociedade civilizada. É um lobo em pele de cordeiro. Por trás do discurso manso e do tom conciliador há um facínora disposto a transformar o Brasil em uma Venezuela, caso tenha poder para isso.