19 de setembro de 2016

PHA: A tênue linha entre a insanidade e a picaretagem

Paulo Henrique Amorim, além de péssimo escritor e de seu extremo mau gosto estético, duas características visíveis em seu site, é também conhecido pela defesa vergonhosa de políticos corruptos e erros grotescos de gramática, como escrever "Serra" com C, em vez de S. Não bastasse isso, o "jornalista" agora é também adepto de teorias conspiratórias.


Em seu blog, o patético Conversa Afiada, Amorim apresentou algo que seria a sua "gloriosa descoberta": o fato de o juiz Sérgio Moro ter dado um curso nos EUA sobre lavagem de dinheiro, o que realmente é uma de suas especialidades.

Para sustentar a teoria conspiratória ridícula de que Moro é um agente do governo americano, tudo o que PHA apresenta é nada além de um documento que, ele mesmo reconhece, é de conteúdo público. Sim, não é e nunca foi um segredo. Aliás, consta no currículo de Sérgio Moro que ele tenha estudado e dado cursos nos EUA.

Estas informações nunca foram ocultas. Muito pelo contrário, aliás, como bem lembrou meu amigo Guilherme Schneider em seu site Café Político. São informações que constam na página principal da Wikipédia sobre o juiz. Confira:


Ou seja, Paulo Henrique Amorim é alguém que pode perfeitamente dividir uma cela acolchoada com figuras ilustres como Inri Cristo, pois certamente não se trata de um homem muito sensato. Por mais picareta que seja, uma pessoa mentalmente sadia teria a preocupação de não parecer estúpida desnecessariamente, mas este não é o caso dele. PHA certamente foi um canalha durante muitos anos e obviamente se vendeu por uma boa quantia em dinheiro, a grana que recebeu do governo federal durante o petismo. Só que isso ainda não justifica tanta estupidez.

O que justifica essa surpresa com Sérgio Moro a ponto de levantarem a teoria de que ele seja um agente estrangeiro, em meu entendimento, é algo que pode ser facilmente explicado pelo fato de que não há no Brasil precedentes no poder judiciário como ele. Nunca antes os juízes trabalharam tanto. Moro vem há mais de dois anos enfiado em interrogatórios, relatórios e documentos, certamente passa noites em claro e se debruça em cima disso o tempo todo. É um personagem que deixará sua marca apenas por ter feito o que nenhum juiz antes dele fez: punir políticos corruptos.

Aparentemente, isso assusta.