28 de setembro de 2016

O autoritarismo do PSOL contra o MBL e como o movimento DEVE reagir

Desde ontem tem sido veiculada informação de que o Movimento Brasil Livre foi proibido pela Justiça Eleitoral de veicular divulgação de candidatos em seu site oficial. A denúncia partiu do PSOL, que encontrou uma brechinha na lei eleitoral pela qual conseguiu apontar a irregularidade. Na prática, o MBL não pode mais divulgar os candidatos em seu site, sob pena de multa caso continue a fazer, mas nada os impede de continuar publicando na página do movimento, que tem um alcance milhares de vezes maior. Tal fato só prova como as leis do país são realmente criadas por cretinos.

Um dos principais objetivos, na realidade, era atrapalhar a candidatura de Fernando Holiday, aquele a quem a esquerda sempre se refere enfatizando a cor de sua pele como se isso fosse primordial - especialmente por ele ser um negro que não concorda com as pautas socialistas, o que por si só já o torna um demônio aos olhos dessa gente.

Esse tipo de coisa mostra o autoritarismo e o oportunismo sujo de partidos e movimentos de extrema-esquerda. Eles não querem jogar limpo e ganhar no pleito, por isso preferem agir na surdina, procurando formas de prejudicar os adversários. Por mais que houvesse alguma irregularidade técnica, isso não prova nada contra o MBL, ainda mais quando a acusação veio de um partido que eleição após eleição não consegue fechar suas contas de campanha.

O PSOL é, de longe, um dos partidos mais imundos da política brasileira, a começar por seu apoio irrestrito ao PT. Se eles são realmente tão preocupados com a "ilegalidade", o que fazem defendendo corruptos comprovados? Figuras como Marcelo Freixo e Jean Wyllys chegaram a gravar vídeos para a campanha de Dilma Rousseff no segundo turno, mesmo após o estelionato eleitoral praticado pela petista.

Seja como for, não estou nem aí para a legislação, só quero propor uma maneira de aproveitar isso politicamente, e tenho em mente algumas críticas e sugestões a fazer.

Primeiramente, o MBL vacilou por ter dado essa brecha. Venho dizendo isso há meses neste blog: nós precisamos começar a usar o sistema contra nossos inimigos, especialmente quando eles próprios defendem esse sistema, o que legitima ainda mais nossas ações. O movimento deveria ter consultado todos os advogados especializados em legislação eleitoral e empresarial do mundo, se possível, só para evitar esse tipo de coisa. E digo mais, ainda: eles deveriam ter atacado primeiro.

A legislação brasileira é gigantesca, é complexa e é cheia de contradições. Não há a menor dúvida de que absolutamente qualquer cidadão neste país viole ou já tenha violado alguma lei, por menor que seja, sem que ninguém ao menos tenha percebido. Por isso, certamente os partidos como PSOL, PCdoB e afins têm lá os seus pequenos erros, seus podres, suas falhas. É imprescindível que movimentos de grande porte como o MBL estejam dispostos a caçá-los com mais profundidade.

Minha crítica ao MBL, portanto, é apenas o fato de que houve falta de malandragem. Era evidente que cedo ou tarde os movimentos de extrema-esquerda dariam um jeito de prejudicá-los, e eles já devem ter tentado diversas vezes antes disso. O correto, portanto, teria sido que eles nem mesmo esperassem para reagir, mas que agissem antes para neutralizar adversários perigosos. Grupos como PSOL não querem ter oposição, eles são totalitários. Se houver uma forma para que eles destruam completamente o MBL ou qualquer movimento de oposição, e se eles puderem fazer isso sem nenhum ônus, eles farão!

A reação correta, agora, por parte do MBL, é instruir seus membros a fazerem uma verdadeira caça às bruxas, vasculhando profundamente até encontrar qualquer coisa que possam usar contra o PSOL. Quando encontrarem, devem usar. A retaliação deve ser feita e ela deve ir a cavalo.