8 de setembro de 2016

Luciana promete medidas de "austeridade". Vamos acreditar?

Uma promessa feita por muitos e cumprida por poucos equipara Luciana Genro, candidata a prefeitura de Porto Alegre, aos políticos velhos de carteirinha que aparecem em todas as eleições. Diz ela que irá cortar até 70% dos cargos de confiança, aqueles que são geralmente cabides de emprego criados para que o partido enfie seus cupinchas.


Supondo que seja verdade - e não, provavelmente não é - ainda assim é mais um caso de falta de possibilidade do que propriamente de ideais políticos. O PSOL é um partido sem aliados formais, embora seja linha auxiliar de aberrações como PT, PCdoB e até PDT. Caso eleita, não é que ela cortará 70%, e sim que ela não terá quem colocar lá. Se tivesse, certamente colocaria.

Ainda assim, há de se questionar a veracidade disso. Corte de gastos com cargos comissionados é uma medida de austeridade, que curiosamente é o tipo de coisa que a própria Luciana sempre criticou. Vamos ver alguns exemplos:

Em entrevista ao site de extrema-esquerda Sul 21, publicada em maio de 2012, a psolista falou a respeito do Syriza e sua vitória nas urnas. O Syriza é um partido grego de extrema-esquerda, e o partido sempre adotou uma postura contrária a austeridade, mesmo quando a Grécia vinha enfrentando uma grave crise. Genro não apenas concordou com todas as medidas adotadas pelo partido grego, ela disse, de maneira bastante clara, que o Syriza era "um exemplo para a esquerda mundial."

Nisso, de fato, concordamos. O Syriza destruiu a Grécia com uma eficiência ímpar. Até Nicolás Maduro levou mais tempo para conseguir o que o Syriza fez em poucos anos. E para que não restem dúvidas, no site de Luciana há outro artigo mais recente, de janeiro do ano passado, que continua dando apoio ao partido grego, mesmo após uma considerável piora da crise no país. De toda forma, você pode saber de antemão o resultado das ideias que Luciana Genro defende, basta olhar para o que se tornou a Grécia pouco tempo depois. Confira aí:



Outra coisa interessante é que Luciana Genro já criticou Dilma Rousseff, mas, diferente do que se pode imaginar, a psolista queria que o PT fosse ainda mais radical no caminho que estava seguindo, sem recuar em momento algum. Isso é o que se pode conferir em um artigo no site do próprio PSOL, do ano passado, falando sobre a nossa crise, a que foi causada intencionalmente pelo PT.

Para ela e seu partido, o caminho teria sido o governo continuar justamente com as ações que causaram a crise. Ou seja, ela queria uma crise semelhante à da Grécia, que é o que realmente iria acontecer se o projeto petista não tivesse sido interrompido. Isso é até coerente com que ela sempre defendeu, uma vez que seu partido apoiou todos os líderes de esquerda que destruíram a economia de seus países, como também é o caso de Nicolás Maduro.

A propósito, a candidata arregou sobre esse assunto, mas não com um mea culpa. Ela simplesmente negou que tenha qualquer relação com o governo venezuelano, ao qual deu apoio durante os últimos anos, chegando até a ir para Caracas participar de um evento do PSUV. De qualquer maneira, vamos às evidências.

Esta é Luciana Genro no mês passado, após relatos de perseguição política, mortos de fome, pessoas sem remédio e uma crise acachapante no país vizinho. Abaixo, Luciana Genro antes de todas os podres do governo venezuelano pipocarem:





Opa! Lembrei de outra coisa. Lembrei disso aqui:


Parece que a "defensora" da comunidade LGBT apoia um homem que nem sente vergonha de posar como homofóbico, se aproveitando da leiguice das pessoas quanto aos fatos políticos do mundo. Nada de anormal para alguém que idolatra Che Guevara, um psicopata que matava gays por esporte após a revolução cubana.

Enfim, temos aí algumas evidências de que a candidata do PSOL mente mais que a Hilary Clinton. Fiz minha parte e agora o povo de Porto Alegre pode fazer a dele.