9 de setembro de 2016

Folha mente, recua, e continua mentindo

Dificilmente um jornal é isento e imparcial, mas alguns são piores do que outros. Quando entramos em sites toscos do estilo Conversa Afiada ou Brasil 247, sabemos o que esperar. Sabemos perfeitamente para quem eles trabalham e o que pensam. O mesmo vale para o Mídia Sem Máscara, que é um site assumidamente ligado a Olavo de Carvalho.

Nestes casos, se o veículo não recebe dinheiro público para se manter, tudo bem. Não há problema nenhum - claro que este não é o caso de Brasil 247 e Conversa Afiada, mas você entendeu. O que é realmente nocivo no meio jornalístico são grupos como Folha de São Paulo. O jornal é um dos maiores da América Latina e certeza é um dos maiores do país, possui enorme influência e é mantido com muito dinheiro de "doações", além dos anos em que receberam verba de publicidade do Governo Federal, nas mãos do PT.

Porém, Folha de São Paulo é vista pela maioria das pessoas como um jornal "isento", "neutro" ou mesmo "imparcial". E aí é que mora o perigo. Quando estão usando esse disfarce de jornalistas sérios, a linha editorial do jornal publica mentiras aos montes e depois volta atrás pela metade, como se fizesse uma silenciosa retratação após ter gritado mentiras aos quatro ventos. Foi isso o que aconteceu com uma matéria feita esta semana, a respeito das alterações na CLT propostas pelo governo.

Primeiro, vejam como foi a manchete original:


Esta aí é a primeira manchete. Como ela é simplesmente mentirosa, muitas pessoas criticaram o jornal. Logo depois, eles alteraram o título, mas mantiveram o mesmo link.


Isso é o que aparece quando você clica no link. A matéria teve o título alterado no site, mas como manteve o mesmo link, permanece com o título original ao ser compartilhada nas redes sociais. Fazer isso, além de estupidamente desonesto, é uma forma de iludir as pessoas no sentido de que houve um "erro" e depois uma "retratação" deste erro. Ledo engano. O que aconteceu aí foi intencional.

Obviamente os editores do jornal fizeram o primeiro título de propósito, sabendo que ia causar polêmica - por ser mentira - e depois modificaram o título no corpo da matéria para fingir que resolveram o problema. Contudo, as pessoas que compartilharem a notícia nas redes sociais ainda passarão a mensagem falsa, que é a do primeiro título.

Se realmente quisessem solucionar o "erro", teriam excluído e publicado a matéria com um link novo. Isso seria o certo a ser feito, se o jornal fosse realmente honesto. E, em tempo, a prova de que o link é o mesmo. Confira:


Essa maneira de fazer jornalismo é que é um verdadeiro golpe. É um golpe contra pessoas que, por mera leiguice, acabam acreditando em manchetes de jornal. Pessoas que são realmente inocentes sobre política, mas que por alguma razão ainda se interessam, acabam caindo nessas armadilhas sem más intenções. Elas são vítimas de uma armação orquestrada por gente canalha e cheia de grana no bolso.

Cabe a nós, neste caso, expor essas armações e tornar público o fato de que a imprensa nem sempre é confiável, por mais que pareça.