12 de setembro de 2016

Evidências de que Carlos Bolsonaro mentiu copiosamente sobre o Hitler Fake


Hoje à tarde publiquei por aqui um texto no qual mostrei o caso de Marco Antonio dos Santos, candidato a vereador pelo PSC que se veste de um jeito parecido com Adolf Hitler e que tirou uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. Também mencionei que ele esteve na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, no ano passado, para a discussão do projeto Escola Sem Partido, de autoria de Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSC-RJ. 

O tal Marco, como vocês já devem saber, é candidato pelo PSC e se diz professor. O vereador Carlos Bolsonaro, por sua vez, publicou no Facebook uma enorme mentira, alegando que não conhece o homem e que "não sabia" da audiência na Câmara de Vereadores que visava discutir seu próprio projeto. Abaixo, a postagem dele:


No blog da família Bolsonaro, em um texto que Carlos também postou em sua página, eles repetem a mesma versão, alegando não terem nenhum tipo de relação com o homem. Alguns de seus seguidores chegaram até afirmar que Marco Antonio não é o homem das fotos, e que este seria um tal de Sheik Ahmad Mohhamad, presidente da Associação Muçulmana do Rio de Janeiro. O nome do homem que aparece no vídeo da Câmara é Marco Antonio, ele chega até a ser mencionado pelo presidente da sessão, o vereador Jeferson Moura. Segundo apurações, é possível que Marco tenha mesmo sido sheik no passado.

Aqui nós temos a primeira mentira. Qualquer estúpido conhece a rixa milenar entre o islamismo e judaísmo, não é? Faria sentido o tal homem ser sheik de uma instituição muçulmana e, ao mesmo tempo, se dizer judeu? Pois é. Seguidores de Bolsonaro e o próprio Carlos propagaram a informação de que Marco Antonio é judeu e que ele defende o Estado de Israel, sendo que ao mesmo tempo afirmaram ser ele um sheik muçulmano. O problema é que Marco foi um sheik, não é mais. E há um fator importante a ser considerado: os muçulmanos não estão isentos de serem nazistas. Aliás, há muitos que são.

Quem tiver dúvidas, pode pesquisar a respeito da Juventude Hitlerista do Islã, ou das alianças entre Hitler e alguns líderes muçulmanos. O simples fato de Marco ter sido, supostamente, o sheik Ahmad, na realidade não prova que ele não seja neo-nazista. Há dentro do islamismo um monte de grupos pró-nazismo pelo simples fato de que Hitler odiava judeus. Ainda sobre a possibilidade de Marco ter ascendência judia, se é que isso é verdade, também não é uma evidência forte. Afinal, até Karl Marx era judeu e ainda assim foi antissemita.

De toda forma, esta é a menor das mentiras, até poderia passar despercebida como um mero equívoco. O que você vê logo abaixo é bem pior:



Consta no site do Tribunal Superior Eleitoral que o candidato a vereador Marco Antonio dos Santos, o tal Hitler Fake, recebeu R$ 1.440,00 em doação de campanha feita por Flávio Bolsonaro, o deputado estadual e irmão de Carlos. Infelizmente o site do TSE é ruim, não gera link para páginas internas, mas como a informação é pública qualquer um pode ir lá e conferir.

Então, o que temos aqui é uma prova final de que Carlos Bolsonaro mentiu sobre não ter nenhum tipo de relação com o homem. Ele mentiu ao dizer que sua família apenas tirou fotos em locais públicos. É absolutamente provável que também tenha mentido sobre não ter convidado o homem para a sessão da Câmara.

A propósito, outra informação que conflita com a versão dada por Carlos é o vídeo feito dentro da própria Câmara, quando o vereador Jeferson Moura diz que não deixará Marco Antonio discursar por fazer apologia ao nazismo. Neste vídeo, Carlos aparece logo ao lado de Moura enquanto este acusa o homem que supostamente não tem nada a ver com o nazismo, mas ele nem mesmo pede a palavra para rebater a acusação. Na realidade, ele não esboça reação alguma, apenas fica quieto observando.

Confira você mesmo:


Dito isso, está provado que Flávio Bolsonaro, candidato a prefeito pelo PSC, doou mais de R$ 1.400,00 ao mesmo homem que Carlos Bolsonaro alega não ter relação alguma com ele ou sua família. Está provado, também, que tentaram iludir o público com uma cortina de fumaça alegando que o homem é muçulmano, depois dizendo que ele é judeu, e chegando até mesmo a dizer que não se tratava da mesma pessoa, sendo que o próprio Marco afirma em vídeo ter sido o tal sheik.

Os Bolsonaros mentiram copiosamente desta vez.