5 de setembro de 2016

Entre 'musas' e 'mitos': O que crianças políticas precisam aprender?

Primeiramente, veja este ridículo vídeo:

Em segundo lugar, o que são crianças políticas?

Uma criança política é uma pessoa sem nenhum conhecimento real a respeito da política, mas que ousa se enfiar no meio dela e agir como se entendesse. Ou seja, não é o caso do homem simples que vive sua vida sem se importar com o assunto, e sim o caso daquele indivíduo que posa como alguém que realmente sabe do assunto, sem de fato sabê-lo. Posso citar uma lista imensa de gente assim, mas o caso aqui não é pessoal e se eu o fizer vão choramingar na postagem alegando que estou "pegando no pé" de alguém.

O caso, aqui, é que Patrícia Lélis e Luana Bastos, duas garotas ridiculamente fracas atuando no meio político e pagando de "musas da direita", fizeram um monte de marmanjos de trouxa durante muito tempo. A Luana, aliás, aparece em um vídeo durante o ato pró-Bolsonaro - aquele que fracassou miseravelmente - ao lado de ninguém menos que o próprio Eduardo Bolsonaro. Sabem o que é engraçado? O deputado, no vídeo, diz: "Não é ela que está aqui comigo, sou eu que estou aqui com ela", numa espécie de reverência a uma garota estúpida cujo maior feito até então era fazer vídeos toscos para o Youtube.

Esse vídeo postado no início do texto é para mostrar como está escancarado que tudo, absolutamente tudo envolvendo o caso Patrícia Lélis é uma enorme armação. Não que eu isente o deputado Feliciano de alguma culpa, já que ele como político experiente e homem vivido deveria ser menos burro diante do óbvio, mas é irônico ver como Lélis enganou milhares de pessoas por longos meses sem que ninguém desconfiasse de nada.

O ponto que quero levantar neste artigo é justamente esse: Uma enorme parte da direita, e aqui incluo também alguns liberais e até bons conservadores, ainda tem maturidade muito abaixo do que deveria no que tange a questões políticas. Diante disso, qualquer palhaço que surge falando em nome da ideologia, ou que aparece chamando Bolsonaro de "mito", ou que escreve "Menos Marx, Mais Mises", já é tratado como um grande intelectual, como um gênio.

É preciso ter cuidado. A política sempre foi e sempre será usada para quem quer fazer alpinismo social. Pessoas que não têm nada além de sua própria inteligência e pouco dinheiro se metem nisso para tirar alguma coisa; outras pessoas, com dinheiro e pouca inteligência, se aproveitam de uma condição privilegiada para ganhar fama e status. 

Depois do caso Feliciano, muitas destas "musas" e vários "mitos" foram desmascarados. Contudo, posso apostar que em pouquíssimo tempo surgirão outros. Aliás, digo até que já existem outros ainda não desmascarados vivendo nesse meio. A Direita precisa parar de idolatrar qualquer idiota que aparece. Esta garota, se tivesse sido um pouco mais inteligente, poderia ter destruído completamente o PSC. Aliás, o próprio PSC é um partido que até março ou abril 2014 apoiava Dilma Rousseff, tendo Marco Feliciano na base aliada do PT.