1 de setembro de 2016

Comemoremos, pero no mucho!

Entendo que muitas pessoas estejam felizes, ao menos parcialmente, com o impeachment de Dilma Rousseff. É motivo para comemorar? Sim, é um bom motivo até. Mesmo com o fatiamento da votação, que golpeou a Constituição para proteger Dilma e Eduardo Cunha, ainda podemos comemorar a cassação da petista. Contudo, mantenhamos os pés no chão. O impeachment é uma vitória parcial, é uma batalha vencida.

A guerra, no entanto, continua em ritmo acelerado. Esta guerra, agora que o PT é oposição e está enfraquecido, ao contrário do que se pensa será ainda mais dura, e ela se dará em outras trincheiras. A extrema-esquerda praticará terrorismo, em todos os sentidos, para desestabilizar a ordem e promover o caos. Ela se organizará em atos violentos, orquestrados, e esperará a reação da polícia ou mesmo do povo, para poder com isso arrancar imagens e vídeos que sustentem suas teses.

O verdadeiro golpe ainda está por vir. Há o documentário petista, há também a debandada de membros do partido para outras legendas ainda piores, como REDE ou PSOL, o que provavelmente acontecerá logo depois das eleições municipais. Movimentos como UNE ou MST, no desespero para sobreviver, atacarão com mais força, e então precisaremos revidar ainda mais, sem cessar.

A questão, aqui, é que não dá para ter meio termo. É oito ou oitenta. Quem estiver disposto a lutar contra isso deverá se preparar psicologicamente para o pior, porque o pior ainda virá. Dilma é só um rosto, um nome. Foi, durante muito tempo, um belo saco de pancadas. Bater nela foi como bater em quase toda a esquerda. Ainda há muito a ser enfrentado.