10 de setembro de 2016

Até os amiguinhos de Genro a criticam por suas mentiras

O PSOL é um partido tão execrável que possui correntes internas com a mesma e exata finalidade - às vezes até nomenclatura - que a própria legenda como um todo. Este é o caso do MES, o "Movimento" Esquerda Socialista, corrente da qual Luciana Genro faz parte, como se ela própria não fosse uma das fundadoras do partido.

Um site chamado Esquerda Diário, que é até bem conhecido, publicou um artigo atacando a candidata de Porto Alegre por ela ter posições "capitalistas demais", o que é até meio patético, mas tem lá suas razões. As críticas feitas pelo site, embora não tenham exposto isso de forma devidamente clara - nem com vírgulas colocadas em seus respectivos lugares, estão ligadas ao fato de que Luciana Genro passou a mentir copiosamente de uns meses para cá.

Ok. Eu sei. Ela sempre foi uma mentirosa. Porém, até pouco tempo, ela pelo menos possuía uma postura de "guerreira radical anti-capitalista", algo que enganava os seus fãs mais trouxas e agradava os mais espertinhos por estar de acordo com a cartilha. Agora, como ela percebeu que há chances reais de se eleger, pelo menos de acordo com as pesquisas, a postura mudou e ela adotou um tom mais "conciliador". O que fez o site Esquerda Diário criticá-la, na realidade, não é o fato de serem posições "capitalistas demais" as que ela apresentou, mas o fato de serem posições mentirosas.

No debate realizado pela Band, os quatro primeiros colocados da pesquisa apareceram. Estavam Luciana Genro, Raul Pont, Nelso Marchezan Jr e Sebastião Melo. Basicamente, com exceção de Marchezan Jr, os outros são todos ligados ao governo atual de algum modo. Luciana, por sua vez, para parecer mais "moderada" diante de um público que pode de fato elegê-la, mudou radicalmente o discurso e passou a defender coisas que outrora criticava, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, as terceirizações e até mesmo parcerias público-privadas.

Todos nós sabemos que o PSOL nunca apoiou nada disso. A própria Luciana Genro, nos debates de 2014, criticava a LRF. Se procurarmos no site do PSOL ou até no dela encontraremos artigos atacando as terceirizações. Não é difícil entender a suposta indignação desses esquerdistas mais radicais: Genro os traiu, é só isso. Ela surgiu com um discurso radical, prometendo mudar o mundo, e agora aparece com um palavreado cuidadoso e segue dicas de marqueteiros. É o PT no início da década passada fazendo escola.

Claro, isso não significa que lá nas urnas eles farão outra coisa. Esses tolos digitarão 50 com convicção e pronto, porque a escolha deles já está feita antes das posições apresentadas e de qualquer coisa racional. Mesmo assim, o teatrinho de mostrar indignação com as "posições capitalistas" da candidata é algo que julgam necessário, e talvez seja, porque como diria Marx, a história vai se repetir como farsa e, é óbvio, no futuro todos eles dirão que "Genro nunca foi a verdadeira esquerda, não era o socialismo real", tal como aconteceu com Stalin, Fidel, Chávez e Lula.