25 de agosto de 2016

O que está por trás dos petistas que fogem do partido?

Desde que a campanha eleitoral começou, muitos candidatos petistas apareceram com materiais de campanha um pouco "diferentes". Sem cores vermelhas, muitos sem a estrela ou mesmo o nome do PT, e uma grande parte até mesmo copiando os tucanos. Engraçado, sim, mas ainda assim um pouco suspeito. Obviamente há mais por trás disso do que a simples tentativa de fugir do estigma.

Uma das ilustres figuras a aderir ao "novo método" foi o ex-ministro Edinho Silva, que por acaso também era tesoureiro da última campanha de Dilma. Outro foi o ex-prefeito de minha cidade, Joinville, o também ex-deputado federal Carlito Merss. Carlito, a propósito, fez o mesmo caminho que Fernando Haddad faz hoje, sendo o prefeito mais rejeitado das últimas décadas. Tanto é que só teve um mandato e nunca mais se reelegeu para qualquer cargo, hoje nem é um político ativo.

A razão de tais mudanças pode ser explicada pelo próprio tempo. Havia um prazo para que os políticos trocassem de partido, e essa janela se fechou em abril. Logo depois, no dia 17 do mesmo mês, o processo de impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados, com uma votação consideravelmente maior do que o necessário para a aprovação. Pouco menos de um mês depois, no dia 12 de maio, o Senado Federal decidiu afastar Dilma Rousseff.

O tempo passou e o processo ganhou corpo, a quantidade de senadores contra Dilma aumentou, os que estavam a favor foram ficando com cada mais fracos. Novos escândalos, a delação de João Santana e as frequentes gafes de Dilma. Tudo isso, se somado com a intransigência da bancada da chupeta no Senado, bem como as presepadas dos militantes petistas, gerou um desgaste inimaginável na imagem do partido, que já vinha sofrendo duros golpes nos últimos dois anos.

Certamente, boa parte destes candidatos que tentam fugir da imagem do PT foram justamente os que não saíram da legenda enquanto havia tempo. Eles devem ter se arrependido, obviamente, mas não quer dizer sejam perdoáveis por isso. A alma deles continua sendo petista, só querem fugir do partido por questões meramente práticas, para continuarem se elegendo.

Este ano, o número de candidatos petistas está 50% menor do que em 2012, o que mostra um enfraquecimento brutal da legenda. Contudo, estes mesmos pilantras que hoje querem fugir do PT certamente serão bem vindos em partidos como REDE, PSOL ou PCdoB. Afinal, são todos linhas auxiliares do PT mesmo.

Você, que quer ver essa corja fora do poder, deve abrir os olhos das pessoas mais próximas e lembrá-las de que o que realmente importa é o número. Incentive-as a nunca digitar o 13 nas urnas.

Dê uma olhada nessa fraudes abaixo: