31 de agosto de 2016

O documentário golpista do PT e as nossas alternativas

Como todos já sabem, a "cineasta" Petra Costa, herdeira do grupo Andrade Gutierrez, esteve nestes últimos dias perambulando pelo Senado para filmar passagens do processo de impeachment, bastidores e também fazendo entrevistas com parlamentares. Tudo isso, obviamente, será compilado em algum tipo de edição muito bem feita, com uma produção de qualidade, e tudo será tendencioso como de costume.

Para mostrar como Dilma foi "vítima de um golpe", os verdadeiros golpistas organizarão um vasto material de gafes cometidas por opositores burros, tais como Jair e Eduardo Bolsonaro, também irão mostrar os fatos sobre Eduardo Cunha - um criminoso. Naturalmente também estará no documentário trechos dos depoimentos de Dilma nos quais ela se saiu melhor, e a edição vai omitir todos os momentos nos quais ela tenha falado alguma besteira ou uma mentira muito grande.

Todos aqueles barracos petistas que vimos no Senado entrarão e, com uma boa edição, vão mostrar a indignação petista "contra o golpe". Os momentos de exaltação de outros senadores serão retratados como "desequilíbrio" ou "discurso de ódio". As burrices de Bolsonaro na Câmara aparecerão como prova de que o processo era mesmo um "golpe de estado", e haverá inúmeras referências a 1964.

Tudo isso é meio óbvio, a não ser que você eventualmente viva em uma bolha e tenha saído dela ontem. Porém, é com isso que teremos que lidar daqui pra frente: a guerra de narrativas. Mais do que nunca, a extrema-esquerda tentará forçar sua narrativa em todas as esferas políticas, midiáticas e sociais. Novos filmes brasileiros produzido com dinheiro sujo surgirão, bem como os movimentos passarão a se tornar mais truculentos, agressivos e intransigentes. A internet irá ferver de militância anti-Temer. E no final, quando este documentário sair, vai ter professor passando ele em sala de aula, bem como vai ter nota em centenas de sites a respeito.

O que está ao nosso alcance, no momento, é fazer exatamente o mesmo: forçar a nossa narrativa. Uma coisa que precisa ser lembrada a exaustão é o acordo que salvou Dilma no final, a negociata entre PT e PMDB que possibilitou que a petista não perdesse seus direitos políticos, violando a Constituição Federal. E isso foi feito para proteger Eduardo Cunha. Este foi o verdadeiro golpe, diga-se. Precisamos reforçar isso de forma muito clara.

Também temos que trabalhar para desfazer aquilo que os petistas fizerem. Se eles lançarão um documentário para mostrar que o impeachment foi um golpe, o que nos impede de lançar um documentário mostrando o inverso? E, que tal, produzir um documentário sobre a trajetória do próprio PT, mostrando a quantidade de vezes em que o partido pediu impeachment de outros presidentes? E por que não mostrar, também, que o partido desde sempre lutou contra a LRF, e que tê-la violado em seus mandatos não é mais do que um ato puramente intencional?

Na política partidária o PT perdeu muito. Saíram do governo, voltaram a ser uma miada oposição e certamente serão massacrados nessas eleições municipais. Só que isso tudo ainda é só um pedacinho da luta contra as ideologias vermelhas. É uma pequena batalha vencida. Eles jamais desistirão do poder. Se não fizermos nada para impedir, cedo ou tarde eles retornam.