10 de agosto de 2016

O caso de Joanna Maranhão mostra porque não devemos fazer concessões


Muitas pessoas dizem que minha postura é inflexível e que isso é um erro. De fato, com os inimigos eu sou absolutamente inflexível. Eu só os ataco e nunca dou brecha para que me ataquem e saiam incólumes, por isso eles me respeitam ou me temem, e é por isso que raramente sofro com problemas como "escracho" em público. Ando por aí de cabeça erguida numa boa e nenhum deles jamais teve a pachorra de me encarar de frente.

No ano passado, ocorreu uma situação muito desagradável na cidade em que moro. Membros de um coletivo negro praticaram linchamento público contra uma professora, chamando-a de racista e divulgando informações pessoais dela nas redes sociais. O motivo, no entanto, foi banal: ela teria se pintado de preto em uma festa junina. Sabem o que fiz diante disso? Fui para cima, bati de frente nas redes sociais e chamei o movimento negro para briga. Fiz isso sozinho, sem ajuda de ninguém - embora, depois que eu comecei, muita gente tenha me apoiado.

Isso culminou em um artigo escrito por mim no maior jornal do estado, o Diário Catarinense, no qual não perdi a chance de atacar os movimentos extremistas de esquerda. Sabe qual foi a reação dos patifes? Nenhuma. O jornal, que me contatou para que eu escrevesse a respeito, também contatou o movimento, mas nenhum representante quis se arriscar a bater de frente comigo, por isso pediram a um militante de esquerda que nem mesmo morava na cidade para escrever, cientes de que alguém de longe não corria risco ao se expor assim.

Depois, me chamaram para um debate na TV, no qual compareci sem preocupação. Nenhum militante do movimento negro apareceu, eles amarelaram e enviaram uma professora (branca, diga-se), ligada ao PSOL, para que ela falasse em nome do movimento. Ela foi, mas eles não tiveram coragem de aparecer. E apesar de ter dado minha cara a tapa, ninguém teve a coragem de bater. Então, sim, sou inflexível. Eu fui para cima com a convicção de que se eles viessem contra mim, eu estaria disposto a entrar de cabeça bem no meio do inferno, e faria isso com prazer.

Ok. Isso não parece ter nada a ver com o título, né? Mas tem. O caso de Joanna Maranhão tem uma coisa em comum com o desses militantes covardes: ela foi cínica e oportunista, mas não teve coragem de firmar posição quando sofreu a pressão externa. Ao contrário, ficou acuada.

A atleta, que é militante de esquerda, em um passado recente - tão recente quanto o do MC Biel, diga-se - ela escreveu desaforos contra a transexual Ariadna Arantes, no Twitter. Ariadna ficou conhecida ao participar da edição 11 do programa Big Brother Brasil. O que Joanna escreveu sobre ela, na época, é algo que se tivesse sido dito por algum membro do PSC ou mesmo do PSDB seria usado pela extrema-esquerda com enorme facilidade, mas como Joanna é ligada ao PSOL, ninguém comentou o caso, por isso a própria Ariadna precisou se defender criticando a atleta.

Em relação a este assunto, tenho uma experiência recente. Há poucos meses, compartilhei em meu Facebook uma matéria a respeito de uma transexual que havia feito uma cirurgia caseira para implantar cimento no próprio rosto. Ela ficou com a cara parecida com a do Fofão, então fiz uma brincadeira, falando que ela seria aceita na Carreta Furacão. O detalhe é que não foi uma piada "transfóbica", obviamente. O que motivou a piada foi o fato em si, que poderia ter ocorrido com uma pessoa qualquer, independente da orientação ou condição sexual.

Apesar disso, um boboquinha aqui de minha cidade, que também é militante de esquerda, apareceu em minha linha do tempo para encher o saco, dizendo que a piada foi de mau gosto (Ok, admito isso) e que eu peguei pesado com uma "minoria oprimida". O indivíduo em questão se diz "moderado", mas não é. É só um palhaço mentiroso que não tem nem a coragem de se assumir como um radical, apesar de concordar com tudo o que radicais fazem - ou simplesmente não discordar, o que para mim dá na mesma.

Alguns podem ter achado que fui exageradamente rude ao tê-lo tratado como tratei. E fui mesmo, mas com uma razão simples: Eu o tratei conforme ele mereceu. Para começo de conversa, o sem vergonha não apareceu para "debater a questão", mas para me ofender. Em seu primeiro comentário, insinuou que eu fosse idiota e homofóbico. Obviamente eu não tolero extremistas de esquerda, muito menos fanáticos, então parti para cima e o expus, deixando claro a quem lesse a conversa que o fulano não passava de um hipócrita fazendo um teatrinho para agradar seus amiguinhos do DCE. Ele ficou bravo, mas não estou nem aí.

Hoje, diante do caso que ocorreu com Joanna Maranhão, e vendo que este mesmo infeliz ficou em completo silêncio diante do caso - assim como ficou em silêncio diante de tantos outros casos, vejo que fiz mais do que certo. Ele merecia mesmo ser exposto, merecia minha intolerância e merecia que eu não lhe desse nenhum tipo de concessão.

Sabem o que gente como ele faz quando nós concedemos algo? Eles tripudiam, pois são simplesmente gente suja e pervertida moralmente.