13 de agosto de 2016

Não basta identificar o mal, é preciso combatê-lo

Faço este artigo para explicar algo que vejo acontecer corriqueiramente, quando liberais ou mesmo conservadores, apesar de sua eficiência em identificar problemas e ameaças, raramente têm a noção de como agir diante daquilo que identificam. Para isso, apesar de grande, peço que leiam até o fim.

A postura que costume ver por parte de liberais, libertários e conservadores, em sua maioria, é a de total inação diante do mal. Eles observam, ficam indignados e até expõem aquilo que viram. Só que normalmente não agem para combater aquilo que viram. Um exemplo claro disso são as frequentes agressões que militantes de esquerda praticam nas universidades. Na maioria dos casos, uma conduta agressiva por parte de universitários de extrema-esquerda é tratada com receio. Fazem vídeos mostrando o que acontece, mas ninguém parece fazer nada para impedir aquilo.


Para início de conversa, se alguém realmente vem para cima de você com a intenção de te agredir fisicamente, não á nada errado em reagir. Isso é o mínimo! Aceitar que alguém te bata só é tolerável se você estiver realmente em imensa desvantagem, de modo que a reação possa apenas piorar a sua situação, pois do contrário é o mesmo que submissão vergonhosa.

Caso recente me foi enviado em que um rapaz é agredido por vários militantes de esquerda na UnB, tudo porque segurava uma bandeira do Brasil Império. No vídeo, fica nítido que a vítima estava em menor número, portanto em desvantagem, ainda que tenha reagido na medida do possível. Mas já vi casos em que o agressor era apenas uma ou duas pessoas contra um número até maior de vítimas, e mesmo assim as vítimas se deixaram abater. Esse tipo de coisa é inaceitável.

Além disso, não estamos falando apenas de violência física. As agressões morais também são graves e elas precisam ser devidamente enfrentadas e combatidas com algum vigor. Para exemplificar como isso funciona, citarei novamente um caso que aconteceu no ano passado, na cidade em que moro, Joinville.

Uma professora de primário, de uma escola particular de tradição católica, foi atacada pelo Movimento Negro Maria Laura, um grupo de arruaceiros de extrema-esquerda ligados ao PSOL. O movimento fez uma postagem no Facebook, colocando a foto dela, que foi tirada do acervo da escola na qual ela trabalhava, e a acusou de racismo por ela estar pintada de preto em uma festa junina. A professora em questão, como rapidamente apurei, era uma figura completamente alheia ao mundo da política, ninguém que de fato tivesse dimensão dos acontecimentos. Era apenas uma professora comum, uma pedagoga como minha mãe. 

O fato de minha mãe ser professora e ser uma pessoa alheia à política me fez entender que aquilo ali poderia acontecer com ela também. A professora, depois de ter sido exposta, passou a ser perseguida pelo movimento nas redes sociais, chegando a receber ameaças contra sua família, além de um monte de gente ameaçando processá-la por isso. Ela sofreu o que chamam de "justiçamento" ou "linchamento moral" sem ter cometido erro algum, a única motivação do movimento negro era o fato de ela não ser professora de esquerda, queriam atacar a instituição na qual ela trabalha - com a qual têm rixa antiga - e a pegaram para Cristo.

Inicialmente, dei minha cara para bater. Fui na página do movimento e os ataquei, chamando-os de racistas, de trogloditas e tudo o que imaginei ser ofensivo. E fiz mais: os chamei para que me atacassem, falei que eu ia pintar minha cara de preto e que esperaria eles aparecerem com as tochas para atear fogo em mim. Ninguém do movimento veio me retrucar, somente alguns seguidores da página que eu repeli com agressividade - e é preciso ser agressivo, muitas vezes. Dias depois, me contataram para escrever um artigo a respeito disso para o Diário Catarinense, o qual escrevi (confira aqui). 

Em tese, alguém do movimento negro deveria apresentar um artigo em resposta ao meu, mas isso não aconteceu. O movimento arregou! Na falta de alguém de Joinville pra escrever a respeito, chamaram um fulano qualquer que nem mora no estado, só para preencher o vácuo. Em seguida fui convidado para um debate na TV - infelizmente não há link para isso. Neste debate, ninguém do movimento negro quis comparecer. Em vez disso, mandaram uma professora universitária do PSOL, uma mulher ridícula e baixa, que teve a pachorra de usar aquele argumento ridículo de que só os negros podem falar de racismo - eu sou negro, ela é branca, risos. 

O debate em si não foi nada demais, já que o programa foi curtíssimo. Mesmo assim, depois disso, ninguém do movimento negro fez qualquer coisa chamativa de novo. Eles nunca mais pegaram alguém para atacar injustamente, na realidade nem sei se ainda existem, pois são praticamente sumidos. Eu, aliás, nunca fui atacado por eles, e isso já faz mais de um ano. Mas não fiz nada de especial, apenas mostrei que comigo eles enfrentariam oposição firme, e fiz isso sozinho, apesar de algumas pessoas terem abertamente me apoiado.

Obviamente, em muitos casos não seria fácil assim. Em Joinville temos a vantagem de a cidade ser muito mais conservadora, o que faz com que partidos como PSOL não se criem tão bem na região. No entanto, seja como for, o que fiz pode ter matado um mal pela raiz. Eu vi o mal, o identifiquei e reagi de acordo. Não é tão difícil.

A extrema-esquerda é minoria, mas ela sabe fazer demonstração de força, e isso importa. Eles são como gambás, que ficam rosnando e mostrando as garras para assustar. Assim como o gambá, eles correm se você rosnar e mostrar os dentes também. Cinco ou seis militantes do PSOL agindo, fazendo algo, chamam muito mais atenção do que mil liberais, dois mil conservadores e quinhentos libertários. Se nós não agimos, não aparecemos, portanto é como se não existíssemos.