20 de agosto de 2016

Left-libs: A escória do movimento libertário

Em um artigo publicado em fevereiro em seu blog, Rodrigo Constantino demonstrou surpresa ao constatar que Ron Paul declarou um "quase-apoio" ao senador Bernie Sanders, o comunista. Eu não me surpreendi, assim como não achei nada surpreendente descobrir que o mesmo Ron Paul disse, recentemente, apoiar o Black Lives Matter. Este modo operante é normal na esquerda "libertária".


De fato, numa coisa muitos críticos do liberalismo têm razão: Na ânsia de bancarem os radicais revoltadinhos, muitos libertários caem na armadilha de apoiar movimentos e causas de extrema-esquerda. A questão é que quando isso acontece através de jovens burros é o de menos, é só a imaturidade e os hormônios dominando a razão. Já o caso de um homem velho, experiente e inteligente como Paul é bem pior, porque sabemos, sem nenhuma sombra de dúvida, que se trata da mais pura canalhice.

Há pouco mais de uma semana escrevi um artigo aqui no blog criticando Carlos Góes, o economista do Instituto Mercado Popular. Deixei claro, a propósito, que o acho inteligente - e ele é. Jamais o critiquei por suas capacidades intelectuais, mas por sua índole no mínimo duvidosa. No artigo, deixei claro o motivo: Ele simplesmente reconheceu, em um mesmo artigo, que o picareta Thomas Piketty mentiu em suas análises, e mesmo assim insistiu na alegação de o francês seja um "economista respeitável".

Como, em sã consciência, o mesmo indivíduo que foi capaz de desmembrar e provar a falsidade de uma tese pode, no mesmo momento, propor que o autor da tese que ele acabou de desmentir é uma pessoa boa, honesta e brilhante? A resposta, aqui, é bem simples: Não pode, a não ser que haja segundas intenções em jogo. E no caso dele sabemos o que é. Góes é um servo da esquerda brasileira, tem conexões com gente do PSOL, e seu site já chegou a publicar artigo de grandes figurões da extrema-esquerda, como Edilson Silva, o mesmo sem vergonha que apoiou os Black Blocs e depois deletou seus artigos do site do partido quando Santiago Andrade foi morto.

O Coletivo Nabuco, que em teoria deveria fazer referência ao liberal Joaquim Nabuco, na prática é outro grupo de pilantras que se envolvem com a esquerda de forma íntima, chegando a defender suas pautas e até utilizar o mesmo formato de discurso.

Contudo, se você quiser uma prova de como estes grupos estão mesmo intencionalmente ajudando a extrema-esquerda, basta fazer um teste. Quando você fizer alguma criticá-los, normalmente eles vão reagir de modo soberbo ou até agressivo, exatamente como o próprio Carlos Góes fez no dia em que o critiquei por ele defender o desarmamento (nada mais anti-libertário do que isso, a propósito). No entanto, se eles são criticados por gente de extrema-esquerda, a reação é totalmente diferente, eles quase se humilham pedindo desculpas por qualquer coisa que tenham feito ou não.

O próprio Carlos Góes, há uns meses, estava se humilhando para pedir perdão a membros do PSOL porque o Mercado Popular organizou um debate sem convidar nenhuma mulher. Algumas figuras foram na página reclamar da "falta de representatividade", e nisso o economista defensor de picaretas ficou se desculpando, sem ter feito nada errado, uma atitude muito diferente de quando o questionei sobre seu apoio ao desarmamento, quando ele reagiu de forma boçal e arrogante mesmo estando errado.

De fato, left-libertarians são a escória do movimento libertário. Não dá para engolir essa turma.