2 de agosto de 2016

Dilma vai renunciar se voltar ao poder? Conta outra!


Dilma Rousseff tem tentado, novamente, nos fazer de tolos. Não que seja difícil para eles, que já fizeram o povo de tolo por mais de uma década, mas é surpreendente que ainda tenham fôlego para isso. 

O PT já vinha, aos poucos, adotando a tática de pedir novas eleições, ciente de que Dilma jamais voltará ao poder. O que ficou meio estranho foi quando Dilma disse, em entrevista, que se voltasse ao poder depois da votação no Senado, ela convocaria plebiscito para uma nova eleição presidencial. De certo modo, num primeiro momento, isso ficou engraçado. É como se Dilma estivesse nos dizendo que se não sofrer impeachment, vai renunciar para que outro assuma - mesmo porque ela não poderia ser eleita uma terceira vez consecutiva.

É claro que isso é mentira. Caso ela continue na presidência, por mais improvável que seja, não terá poder de convocar uma nova eleição só porque quer. Isso é absolutamente inconstitucional. Ainda assim, tem o fato de que é irônico uma presidente que diz que impeachment é um golpe contra ela estar disposta a abdicar do cargo se o processo não resultar em sua cassação.

Só que tudo isso não passa de um enorme truque, mais uma tentativa desesperada para chamar atenção e ver se consegue algum apoio. Em verdade, ela já perdeu quase tudo e vai perder ainda mais, então não tem problema algum se arriscar nessas ideias absurdas, politicamente falando. É óbvio que, mesmo se isso fosse possível, ela jamais seria estúpida para voltar ao poder e renunciar depois. Se tivesse alguma intenção de poupar a nós dessa agonia, já teria renunciado assim que foi afastada.

No dia 12 de maio, ficou claro que era o seu fim. A votação precisava de apenas maioria simples (50% + 1), e obteve já de imediato os dois terços necessários para o afastamento definitivo. Evidentemente esse número ainda vai aumentar. Dilma sabe que não vai voltar e por isso está atirando para todo lado.