14 de agosto de 2016

Alexandre Seltz, mais uma vítima do 'não-jogo' da direita


Talvez você não conheça o Alexandre Seltz, já que ele não é famoso. Apesar disso, a figura é provavelmente um dos mais conhecidos olavettes do Youtube, mesmo com seu canal que não tem nenhuma pretensão em ser algo de qualidade. Normalmente eu nem falaria dele, mas hoje fiquei sabendo que o dito cujo parece estar sofrendo um processo - ou inquérito, uma ação movida pelo Ministério Público ou através dele.

Em vez de perder meu tempo explicando, deixarei que ele faça isso por mim:


Em seu Facebook, hoje, Seltz postou algo que vi como uma certa ironia:


Nossa! Parece até um super libertário, mas é só o Seltz mesmo.

Por que digo, então, que ele é uma vítima do 'não-jogo' da direita? Simples, porque ele está apanhando e tanto no vídeo quanto em suas postagens, como é possível verificar, ele nem mesmo cogita qualquer tipo de revide. E por ser olavette assumido, também, já podemos entender que se trata de alguém que não entende o jogo ou que, se entende, faz questão de perder por não jogá-lo.

Esta postagem que Seltz fez em seu Facebook tem um motivo. Não é que ele não queira ajuda de nenhum político, é que ele não pode, ao menos se quiser manter o mínimo de ética. Todo o ataque praticado por ele e seus amiguinhos, filhotinhos do Olavo, contra o Movimento Brasil Livre, teve como plano de fundo o simples fato de alguns membros do MBL serem ligados a partidos políticos. Depois de tantos ataques irracionais, infundados e até mesmo injustos, seria natural ele ter que recusar qualquer ajuda política, já que isso pegaria muito mal.

Não espero que alguém como ele aprenda alguma coisa, pois já é um marmanjo e o que quer que eu diga aqui, mesmo que ele chegue a ler, nunca será acatado, pois ele tem apenas um guru. Todavia, o que eu faria em seu lugar, só para começo de conversa, é não mostrar tanto medo ou receio de um processo movido através do MP. Isso mostra uma fraqueza lamentável.

Embora ainda não saibamos dos detalhes, é bastante provável que o processo tenha sido movido por alguém de extrema-esquerda e, se tivesse que apostar, diria que a acusação será algo como "discurso de ódio" em virtude de algum vídeo que ele fez criticando a esquerda no Youtube.

A atitude correta, a meu ver, seria desde já buscar o revide, tão logo ele saiba quem são os autores da peça. Também diria que no momento, ainda sem saber de todos os detalhes, é mais do que necessário ele capitalizar em cima disso de forma mais inteligente do que parecer um cordeiro. Até porque, convenhamos, o senhor Seltz não é exatamente uma criança. É um homem vivido e um pouco experiente, ele já deveria estar mais do que preparado para este tipo de coisa.

Contudo, não creio que isso irá muito longe. No ano retrasado fui denunciado por injúria, difamação e ameaça (?) por um pseudo-jornalista de minha cidade. O motivo da acusação dele foram meia dúzia de comentários que fiz, na internet, criticando-o por seu trabalho medíocre como jornalista. Cheguei a dizer - e creio que isso o tenha irritado - que seu diploma de jornalismo não garantia a ele o status da profissão, no máximo o tornava um bacharel.

O infeliz registrou boletim de ocorrência e anexou as "provas". Fui chamado algum tempo depois para depor, ocasião em que aproveitei para conversar com a moça da delegacia enquanto ríamos das "provas" que o "jornalista" colocou. O caso não virou processo, o promotor não acatou a denúncia por ela ser simplesmente ridícula. Fim da história.

O ponto é que este tipo de coisa acontece porque a extrema-esquerda, muito mais esperta e ardilosa, sabe que tais atos criam pressão. Talvez o objetivo nem seja realmente colocar um cara como o Seltz atrás das grades ou multá-lo, mas certamente a ideia é intimidá-lo. Isso é o que chamamos de ativismo judicial, quando grupos políticos se organizam para mover as leis em seu favor. E é justamente através disso que coisas como "crimes de ódio" foram incluídas nas legislações de diversos países, algo que tem uma relatividade tão grande que pode servir para processar tanto um racista criminoso quanto alguém que chamou uma mulher de boba.

Se a direita jogasse esse jogo, faria exatamente o mesmo contra os extremistas. Eu mesmo, esta semana, registrarei boletim de ocorrência contra um ativista de minha cidade. Mesmo que não dê em nada - e provavelmente não dará - quero que ele sinta na pele o incômodo de ter que ir a uma delegacia prestar depoimento, ou mesmo de ir a um juiz explicar que não fez nada demais.