18 de agosto de 2016

A cadela do fascismo - e do antissemitismo - está sempre no cio

O caso do judoca muçulmano El Shehaby, que se recusou a cumprimentar o adversário, Or Sasson, por ele ser israelense e judeu, deveria ter levantado uma importante discussão acerca do antissemitismo, um sentimento bastante comum desde o século passado e que aparentemente tem voltado a crescer.

Os veículos de imprensa noticiaram o caso como um mero "desrespeito" ou como uma conduta "anti-desportiva", mas não é disso que se trata. O judoca muçulmano não cumprimentou o outro por questões religiosas, isto é um fato. E o ódio contra os judeus, característica comum do fascismo europeu, é ainda muito presente nos dias atuais, destilado especialmente por uma esquerda rancorosa que quer ver o ocidente destruído nas mãos de extremistas islâmicos.

Recentemente, outra vítima de antissemitismo foi a atriz Gal Gadot, que também é israelense. Gadot já participou de alguns filmes famosos, como Batman vs Superman e Velozes e Furiosos, mas recentemente a divulgação do trailer de Mulher Maravilha fez com que feministas demostrassem todo seu ódio a Israel, alegando que a atriz não merece prestígio por ser judia. E isso porque o filme, pelo que se vê, será um verdadeiro exemplo de empoderamento feminino, com a personagem feminina mais independente dos quadrinhos.

De fato, em um ponto Leandro Karnal tem razão quando cita Berthold Brecht: A cadela do fascismo está sempre no cio. Logo se vê, quando militantes do PSOL queimam a bandeira de Israel, ou quando integrantes do PCdoB tentam justificar crimes bárbaros cometidos por palestinos contra judeus, ou ainda quando movimentos de esquerda mundo afora endossam a postura dos terroristas. A cadela do fascismo é exatamente a mesma do antissemitismo, e não é por acaso que os movimentos de esquerda tenham mesmo tantas semelhanças com o NSDAP.