6 de julho de 2016

Wyllys, o deputado urubu | Como se aproveitar de um defunto para fazer política

Em virtude do assassinato de um jovem na Universidade Federal do Rio de Janeiro, muito se especula sobre a possibilidade de o crime ter sido motivado por homofobia. O estudante era homossexual e vinha, segundo alguns entes queridos, sofrendo ameaças há algum tempo. Ainda não se sabe, entretanto, o que realmente aconteceu. O caso começou a ser investigado e, até que se apurem os fatos, é cedo demais para termos certezas.

Claro que isso não impediu o urubu Jean Wyllys, deputado do PSOL que é conhecido por fincar suas bandeiras ideológicas em cadáveres que ainda nem esfriaram, de tecer comentários absurdos e, como de praxe, tentar responsabilizar adversários políticos pela morte ainda não explicada. Em entrevista ao portal UOL Educação, o deputado afirmou que 
o caso evidencia o crescimento de grupos de extrema-direita nas universidades brasileiras. "Não por acaso surgiram no Facebook páginas intituladas USP Livre e UFRJ Livre", diz.

O palhaço forçou uma relação entre o homicídio e o surgimento de movimentos que se opõe aos grupos de extrema-esquerda dentro das faculdades. Curiosamente, movimentos como USP Livre e UFRJ Livre lutam justamente contra a violência, pela liberdade e pela democracia, inclusive também lutam por segurança no campus. A extrema-esquerda não quer policiamento lá dentro, mas estes movimentos querem. São os movimentos da extrema-esquerda que gostam de depredação, agressão física, baderna e tudo o que justamente cria animosidade no ambiente acadêmico. No entanto, esta não é a nunca foi a bandeira de movimentos como USP Livre ou UFRJ Livre.

Claro, o deputado sabe perfeitamente disso. Ele não está nem aí para a verdade, nem mesmo se importa em saber quem realmente matou o rapaz. Para ele, um cadáver a mais é apenas uma forma de ganhar espaço midiático e uns votos. É um carniceiro que se aproveita da violência direcionada a homossexuais não para de fato combatê-la, mas para incentivar uma suposta guerra de "heteros contra gays", uma forma de intensificar aquilo que garante sua vitória eleitoral.

Prestar apoio à família do rapaz nem lhe passou pela cabeça, tampouco houve qualquer interesse em ajudar nas investigações ou na apuração dos fatos. Talvez ele também ignore que fincar sua bandeirinha amarela com seu solzinho psicopata em cima de todo cadáver quente que aparece apenas destrói ainda mais a "sua" causa. Ou, mais provavelmente, ele apenas não se importe nenhum pouco com isso.

Espero, para todos os efeitos, que os movimentos injustamente associados a este crime hediondo partam para cima do deputado, se preciso até mesmo o processando por tentar ligar a imagem deles a um homicídio.