4 de julho de 2016

Um preso político na Terra da Liberdade - Entenda como o Partido Democrata colocou Dinesh D'Souza na prisão

Já falei sobre Dinesh D'Souza por aqui algumas vezes. Eu o considero, hoje, um dos mais hábeis articuladores da direita ocidental, ficando nos mesmos patamares de gente como David Horowitz. Ele é autor de diversos livros e documentários nos quais apresenta fatos normalmente ignorados pela imprensa tradicional, em geral contra o governo. O filme 2016: Obama's America é o segundo documentário mais visto da história, e neste mês ele está para lançar o novo filme, A América de Hillary - A História Secreta do Partido Democrata.

O que pouca gente sabe, infelizmente, é que Dinesh foi vítima de perseguição política em 2014, quando em setembro foi condenado a oito meses de prisão em regime semi-aberto. O motivo? Um crime eleitoral banal, daqueles que milhões de pessoas no mundo cometem e nunca são sequer processadas. O caso foi que ele ajudou uma amiga que estava em campanha para o Senado, em 2012, a republicana Wendy Long, a arrecadar dinheiro. De fato, houve ilegalidade, mas não foi nem de longe uma fraude ou coisa do tipo, no máximo um deslize, coisa que poderia ser punida, se muito, com algum tipo de multa ou prestação de serviços comunitários.

O procurador que conduziu a acusação na Corte de New York (estado onde ocorreu a irregularidade) era Preet Bharara, doador da campanha de Barack Obama em 2008. O detalhe é que a acusação pediu não apenas uma punição normal, mas prisão em regime fechado e - acreditem - tratamento psicológico compulsório para o réu, algo completamente absurdo dadas as proporções do crime cometido, uma verdadeira banalidade.

No final, ele acabou sendo condenado com os já mencionados oito meses em regime semi-aberto, mais cinco anos em liberdade condicional monitorada, prestação de serviços comunitários dando aula de inglês para imigrantes e ainda teve que pagar uma multa de US$ 30 mil. E nisso tudo há um detalhe no mínimo perturbador: a condenação se deu com base em um grampo feito no telefone de Dinesh, no qual foi possível gravar a conversa que ele teve com a amiga para a qual doou dinheiro. Quem fez o grampo foi o FBI em uma "investigação de rotina". Curioso, não é? O FBI fazendo investigações de rotina em um opositor do governo e, por mero acaso, levou a sorte de captar justamente a ligação que o comprometia.

Henry Reid, que na época era líder do Partido Democrata no Senado, foi flagrado usando dinheiro de campanha eleitoral para comprar joias a sua neta. Ele sequer foi processado por isso. O crime eleitoral de Dinesh é mil vezes mais leve. Ele apenas arranjou doadores para a campanha da amiga, no limite da lei, que eram US$ 10 mil por pessoa, e depois os reembolsou. Prender alguém por isso é completamente fora dos padrões.

Neste vídeo ele comenta a situação:


O que este caso nos mostra é, basicamente, que não devemos fraquejar e ceder espaço a totalitários, mesmo que eles se disfarcem de pessoas bem intencionadas. O Partido Democrata americano é cheio de figuras que fingem ser tolerantes, com discursos contra a violência, a favor dos "direitos humanos". Eles são iguais a muitas figuras do PSOL, do PT, do PCdoB. Hillary Clinton, por exemplo, sempre passou a imagem de uma esquerda moderada, mas sua tese de doutorado é sobre ninguém menos do que Saul Alinsky, justamente um dos intelectuais mais brilhantes, mais perversos e mais radicais da extrema-esquerda.

Fato é que quem tem a coragem de usar o aparato judiciário para enfiar na cadeia um oponente político, além de ter usado o FBI para tentar achar alguma coisinha contra ele, certamente não é o tipo de gente em quem se possa acreditar.