23 de julho de 2016

Terrorismo: Globo News quer nos fazer de idiotas!


Diante de mais um ataque ontem na Alemanha, desta vez em Munique, fica evidente - mais do que já estava - que estamos, de fato, em uma situação de guerra. Na realidade, é a guerra do extremismo contra a civilização. Os terroristas islâmicos querem, de fato, destruir o ocidente e isso nunca foi tão claro quanto agora. Mesmo assim, a agenda política de certos grupos da imprensa parece não ter o menor freio moral para lidar com o caso, eles têm mesmo atropelado o bom senso, a lógica, os fatos e até a nossa inteligência para fazer valer um discurso sem fundamento nenhum.

O ataque de Munique ocorreu em um shopping. O terrorista entrou lá, armado, disparando a esmo e matando pelo menos oito pessoas. Em seguida, se matou. Ainda nessa semana, outro ataque aconteceu na Alemanha, na cidade de Würzburgo. Neste caso um rapaz de 17 anos entrou em um trem e, munido de um machado e uma faca, deixou vários mortos e feridos, sendo alvejado pela polícia no fim. Na semana passada, ocorreu o atentado em Nice, França, durante a comemoração do Dia da Queda da Bastilha. Um homem muçulmano residente em Nice entrou em um caminhão e saiu pela avenida a beira-mar atropelando quem estivesse no caminho.

Ou seja, foram três ataques em uma semana só na Europa Ocidental, sem contar os constantes ataques terroristas em alguns países do Oriente Médio que se recusam a endossar o ISIS, ou os ataques feitos entre um grupo terrorista e outro. Se somarmos a quantidade de mortes destes três ataques mencionados, o número chega a cem. Uma centena de pessoas mortas em uma semana só na Europa, sem contar as outras 49 que foram assassinadas na boate de Orlando, na Flórida, no mês passado. Eu realmente preciso desenhar? Está clara a motivação: é o islã contra o resto mundo, inclusive contra os "muçulmanos moderados".

Agora, veja este vídeo:

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Talvez você não tenha compreendido, mas vou ajudar. O que você acabou de assistir é um vídeo de pouco mais de dois minutos, que fiz questão de baixar e postar diretamente aqui, caso a Globo News o delete no futuro. No vídeo que você viu, a Globo News gasta dois minutos diante de um atentado em Munique, o terceiro em oito dias só em cidades ocidentais, para lembrar de um caso isolado ocorrido há cinco anos. Se você realmente viu o vídeo deve ter percebido exatamente o motivo que levou o jornal a fazer isso: a orientação ideológica do assassino.

Lembrar do caso de cinco anos atrás na Noruega, diante dos constantes ataques feitos sucessivamente nos últimos três anos, é uma forma de fazer chacota da sua cara e da minha. Este vídeo foi feito com a clara intenção de tirar o foco do terrorismo islâmico, criando a impressão de que os não islâmicos também são extremistas. Naturalmente, usaram ali o rótulo de "extrema-direita" quase tantas vezes quanto evitam falar que o terrorista de Munique era muçulmano. O fato é que se ataques como o da Noruega, sem motivação muçulmana, fossem mesmo tão recorrentes, certamente não precisariam recorrer ao único ataque do tipo realizado nos últimos dez anos, ainda mais considerando que há pouco mais de uma semana, na França, 84 pessoas morreram atropeladas por um caminhão - guiado por um muçulmano - enquanto comemoravam um evento tradicional do seu país.

No ataque em Nice, por exemplo, a imprensa brasileira e parte da imprensa internacional tentou a todo custo vender a ideia de que o motorista era, na verdade, um "muçulmano não praticante", um homem que tinha "acabado de se converter ao islã". Trouxeram até depoimentos do irmão do terrorista alegando que ele nunca o viu rezar (risos). Curiosamente, a mesma parcimônia não se vê quando falam do ataque na Noruega (repito, de cinco anos atrás), já que nesse caso fica bastante claro que o terrorista era um "cristão de extrema-direita". Se não fosse tragédia, seria no mínimo piada de mau gosto.

Mais uma vez, vou recorrer ao vídeo, que também fiz questão de baixar, no qual Guga Chacra aparece defendendo o ISIS de uma maneira nem tão discreta assim.

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O desinformante Guga Chacra, com todo o cuidado do mundo, evita ao máximo admitir que o ataque tenha origem no radicalismo islâmico. Perceba, por exemplo, que tanto ele quanto a jornalista que está no Brasil fazem questão de demonstrar a "possibilidade" de que o ataque de Munique tenha como responsável alguém "de direita". Ele chega a dizer, em certo momento do vídeo, que ataques "contra os refugiados" também são comuns, e que o atirador de Munique pode não ser muçulmano, mas alguém que quer os refugiados fora.

Pois bem. O Estado Islâmico já reivindicou a autoria do ataque de ontem, e obviamente (como todos já sabiam) o atirador era muçulmano, tanto que se matou no fim, o que é uma tática comum em quase todos esses atentados. Usuários do Twitter que fazem apologia ao terrorismo islâmico também demonstraram apoio ao ataque e ao próprio ISIS.

Contudo, não é só isso. A verdade é que não precisa ser nenhum gênio para traçar padrões óbvios. Perceba que naquele caso, na Noruega, o terrorista que apenas desta vez não era muçulmano tinha um modo operante distinto, primeiro porque ele não atacou alvos a esmo, e sim alvos direcionados. Foi colocado um carro bomba na frente do gabinete do Primeiro Ministro norueguês, e o outro ataque - feito pelo mesmo homem - ocorreu em um acampamento de verão que continha membros de um partido político. Ou seja, foi um ataque projetado para um efeito político distinto, que neste caso era mesmo motivado por alguém que odiava os imigrantes.

Simplesmente não tem o menor sentido o que Guga Chacra diz quando sugere que o ataque de ontem possa ter sido motivado por alguém que odeia a Angela Merkel ou que queira os refugiados fora. As vítimas foram alemães, não muçulmanos, em um shopping e de forma aleatória. Um alemão que odiasse imigrantes muçulmanos e que fosse um terrorista - o que é raro, diga-se - não atiraria em outros alemães, mas em imigrantes muçulmanos. Provavelmente o ataque não aconteceria em um shopping na capital da Baviera.

A verdade é que a Globo News está querendo nos fazer de idiotas. Essa tentativa esforçada de tirar a responsabilidade do radicalismo islâmico e até do ISIS deixa claro que a finalidade, ali, não é jornalística, mas política. Tanto é que essa semana, aqui mesmo no Brasil, dez pessoas suspeitas de terem ligações com a Al Qaeda e o ISIS foram presas preventivamente e a imprensa fez questão de noticiar o fato como absurdo, apesar das inúmeras evidências, como fotos postadas em redes sociais nas quais alguns dos presos faziam saudações comuns do radicalismo muçulmano. Em uma matéria da Globo, a esposa de um dos presos aparece dizendo algo que em um mundo normal seria motivo de gargalhadas, alegando que seu marido, após se converter ao islã, se tornou um marido muito melhor - claro que é, vamos acreditar nessa religião que "ama" as mulheres!

Nota adicionada em 25 de julho, às 10:45:

- A imprensa ainda insiste em ligar este caso ao ocorrido em 2011, na Noruega. Mais do que isso, tenta nos enrolar com a conversa de que o garoto - o atirador de Munique - não tinha nenhum laço com o ISIS. Obviamente a polícia local não encontrou evidências de que ele tivesse laços com o grupo terrorista, da mesma forma que não encontraram no caso do atirador de Orlando no mês passado. O ISIS não opera como a Al-Qaeda, não é necessário que alguém viaje para o Afeganistão só para ter um "treinamento" terrorista. A tática usada pelo Estado Islâmico é mais sofisticada e muito mais simples, porque eles apenas usam infiltrados pelo lado de dentro dos países que atacam para que estes trabalhem numa espécie de conversão. O alvo dessa conversão é exatamente jovens solitários, perturbados ou com problemas de depressão, por serem justamente mais manipuláveis.

Até o momento, a polícia alemã já descobriu que o ataque no shopping foi premeditado por bastante tempo, não se tratando portanto de apenas um louco isolado matando gente a esmo. Ele claramente tinha um propósito.


Outra argumentação utilizada pela imprensa em defesa da tese é que o atirador teria "fascinação" pelo neo-nazismo. Esta é uma informação que a polícia alemã não deu, trata-se de mera especulação. No entanto, se isso for verdade, não é uma evidência de que o jovem não tivesse contato com o islã - o que ele comprovadamente tinha, até por ser de ascendência iraniana. Pelo contrário, é um prova a favor da tese de terrorismo, já que há décadas os movimentos islâmicos mais radicais mantém firme admiração por Adolf Hitler e seu "trabalho" no extermínio de judeus, existe até a Juventude Hitlerista do Islã. O próprio Hitler se aliou a líderes islâmicos em sua campanha na África.