9 de julho de 2016

Questão racial: A Retórica Criminosa dos Democratas

Na quinta-feira, dia 7, em Dallas, houve um atentado contra a vida de vários policiais. Ao menos cinco deles morreram e outros sete ficaram feridos, além de dois civis. Todos já sabem dessa história, imagino.

Para 'justificar' o ataque, o atirador disse que queria matar pessoas brancas, especialmente policiais. Micah Johnson, o assassino, era negro e jovem, tinha 25 anos e enquanto negociava com a polícia, entrincheirado num estacionamento (depois de já ter matado vários policiais e ferido outros), disse estar decepcionado com o movimento Black Lives Matter, decepcionado com pessoas brancas e especialmente com a polícia. Infelizmente, ele também morreu durante a troca de tiros que teve com os policiais.

Esse tipo de tragédia é lamentável, sobretudo por envolver pessoas honestas e jovens. Vários dos policiais mortos eram exemplos na corporação, pais de família, pessoas de bem. O próprio Micah Johnson, aparentemente, não tinha histórico de nenhum envolvimento com o crime, apesar de o caso ainda não estar encerrado.

Agora, após os fatos estarem mais esclarecidos, é preciso buscar uma explicação para isso tudo. Mais do que um simples terrorista ou sociopata, Johnson alegava ter uma motivação racial em seu crime. Quem, nos EUA, trabalha em prol da divisão racial? O Partido Democrata e seus associados, sempre com uma retórica na qual negros e brancos aparecem em sentido antagônico, como se fossem inimigos naturais ou como se um fosse presa do outro. O movimento Black Lives Matter pode não ter puxado o gatilho, mas tem sangue em suas mãos.

Segundo dados do The Guardian, a polícia americana mata mais homens brancos e nativos do que negros. E isso não é uma questão de opinião, mas um fato estatístico. Por que, então, movimentos ligados aos Democratas e eles próprios utilizam um discurso de segregação racial, como se todos os policiais brancos fossem "racistas em potencial" ou como se todas as mortes de negros fossem motivadas pura e simplesmente pela cor de suas peles? A resposta é simples: capital político.

Assim como a questão do desarmamento, que sempre é utilizada por essas mesmas pessoas toda vez que alguém sai loucamente atirando por aí, também a questão racial é para eles não um problema a ser resolvido, mas uma bandeira política que garante muitos votos, muitas pautas e, por conseguinte, muito dinheiro e poder político. Toda a retórica em questão serve apenas para intensificar ainda mais esses conflitos, nem de longe ela pode servir para solucioná-los.

É preciso entender que ninguém é realmente idiota para acreditar que "racismo não existe". Todos sabem que ele existe, eu já vi acontecer. O ponto é que nem todas as pessoas de cores e raças diferentes das nossas realmente nos odeiam ou querem nos matar. Em verdade, a maioria não. Um discurso que visasse buscar a harmonia e tivesse como meta a responsabilização dos verdadeiros culpados, tratando cada caso não como uma peça de propaganda partidária mas como um problema a ser resolvido, seria muito mais correto e útil.

Pessoas responsáveis e bem intencionadas, antes de irem para a TV levantar a bandeira dos Panteras Negras disfarçada em linguagem moderninha, certamente iriam se empenhar em saber o que de fato aconteceu em cada situação. Talvez, desta forma, o jovem Micah estivesse vivo e trabalhando, jogando vídeo game ou fazendo qualquer outra coisa. Talvez os cinco policiais que ele matou estivessem vivos, seguros, conversando com seus amigos e familiares neste sábado. Em vez disso, pessoas foram mortas e feridas, vidas foram ceifadas e tudo isso em nome de uma causa muito mal justificada para que alguns canalhas possam ganhar seus votos.