11 de julho de 2016

PT e aliados estão divididos

Com a aproximação do dia da votação do impeachment de Dilma, a tensão começa a aumentar e o desespero para se manter no poder bate forte. Os petistas e seus aliados já não entram mais em acordo sobre quase nada, o ex-presidente Lula, principal figura histórica do partido, já não é mais tão respeitado e alguns membros do partido e da base passaram a chamar Dilma de "presidente", não mais de "presidenta", como observou Jô Soares em seu programa no dia 6 de julho.

Na semana passada, Lula e Roberto Requião levaram bolo em um jantar organizado para converter votos em prol de Dilma. Até mesmo senadores petistas faltaram a reunião. E entre os que foram, também não houve consenso, já que nem todos querem adotar a bandeira de "novas eleições". A bola da vez é o Gabriel Medina [não o surfista], Secretário Nacional da Juventude, entidade ligada ao Governo Federal.

Medina é do PT, faz parte da 'Democracia Socialista', corrente interna do partido que é similar à 'Esquerda Marxista'. Hoje ele escreveu um 'artigo' para o portal Brasil 247 no qual critica a postura do partido que, no desespero por qualquer apoio político, resolveu apoiar a candidatura de Rodrigo Maia, do DEM, para a presidência da Câmara. Gabriel se refere a Maia como "golpista" e diz que o partido não tem que apoiá-lo.

Não que seu discurso seja novo. Na realidade se trata apenas de mais e mais jargões repetidos pelos quatro cantos do país por qualquer um ligado à legenda. Entretanto, esta é mais uma evidência de que o PT tem perdido o controle de tudo, inclusive de sua militância jovem que muito provavelmente acabará migrando para partidos como REDE e PSOL em pouco tempo. Tal defasagem pode significar o fim do partido nos próximos meses ou anos.