12 de julho de 2016

PSOL e a "redução" de impostos

Em "diálogos" que tive algumas vezes com membros ou simpatizantes do PSOL, questionei o motivo de defenderem tanto aumento da carga tributária, argumentando que isso só prejudica os mais pobres. A maioria não sabe responder a essa pergunta, quando muito apela para argumentos como "impostos pagam os programas sociais", ignorando que quase 60% da arrecadação tributária serve apenas para sustentar o próprio governo e sua mera existência. Mas há alguns, um pouco mais espertos, que usam um ardil, dizendo que "o PSOL tem projetos de redução de impostos." Será mesmo?

Óbvio que é mentira.


A verdade é que o partido do solzinho psicopata defende uma pauta antiga da extrema-esquerda que sugere "redução" de impostos para os mais pobres, ao passo que impõe o aumento da carga para os mais ricos. A narrativa sobre essa ideia é até bonitinha, pois eles sugerem que os mais pobres pagarão menos impostos e os mais ricos, naturalmente, pagarão mais, garantindo aos mais pobres "a assistência necessária". Nem vou discutir questões éticas sobre ser ou não ser justo cobrar impostos, esta é outra discussão. Quero discutir aqui uma questão prática que é de primeira importância: Esta ideia não ajuda em nada os mais pobres e nem mesmo reduz a arrecadação de impostos.

Projetos como esse não passam de um engodo. A "brincadeirinha" feita nestes casos é a mistura entre quem paga a conta e quem assina o cheque, e eles sabem disso - ao menos os mais espertos e oportunistas. Apesar de venderem a ideia como se, na prática, pessoas pobres fossem pagar impostos mais baixos, eles ignoram, de propósito, que existe um efeito cascata inevitável nessas questões econômicas. A lógica incontestável é que se o custo de produção de um produto fica maior, naturalmente seu preço tende a subir. Preço e custo são coisas distintas, e isso é aula básica de economia.

Quando as empresas tiverem seus custos aumentados por conta do aumento na carga tributária, restará a elas duas ou três opções, que podem ser a demissão de alguns funcionários ou a redução nos investimentos, de modo a gerar menos empregos ou aumentar o desemprego; repassar o aumento do custo de produção para o produto final, aumentando seu preço nas prateleiras do supermercado ou, é claro, sacrificar a margem de lucro, o que em curto ou médio prazo reduz o interesse dos investidores e os ativos da própria empresa.

Qualquer um dos três caminhos prejudicará não os ricos, mas os pobres, sobretudo aqueles com menor qualificação ou sem experiência profissional. Quem está na base da pirâmide social não tem para quem repassar o custo de vida, por isso é ele quem vai pagar tanto os impostos dos ricos quanto dos pobres, e de quebra a arrecadação tributária para o governo fica maior, fazendo crescer o montante de dinheiro nas mãos dos burocratas. Nessa situação, só o governo ganha. E vai ver é exatamente por isso que membros do PSOL lutam tanto para aumentar a carga tributária.