15 de julho de 2016

Para "solucionar" o problema do terrorismo, Sakamoto sugere fazer aquilo já foi feito até agora


Leonardo Sakamoto é um blogueiro que alguns ousam chamar de jornalista, muito embora não exerça a profissão há anos. É colunista do UOL e tem um programinha fajuto no qual convida pessoas de extrema-esquerda para defender ideias de extrema-esquerda, o Havana Connection. Hoje, em sua coluna, Sakamoto fez um texto sobre o terrorismo, motivado pelo terrível atentado em Nice, na França. 

Não diria que o texto é dispensável porque pelo menos serviu para que eu escrevesse este artigo, mas a verdade é que não passa das mesmas baboseiras de sempre. Basicamente, após insinuar - mas sem dizer claramente - que a culpa é da direita e do "imperialismo", o autor sugere uma coisa "genial". Ele diz:
"A história da humanidade é uma história de luta por valores, pelo processo de dar significado à vida e ter hegemonia e controle sobre esse significado. E a chance[...] ainda é promover um diálogo multicultural e respeitoso entre as diferentes civilizações e os significados que cada uma dela dá à ideia de dignidade, construindo, de forma lenta e gradual, um sistema internacional de respeito aos direitos humanos."
Pois bem.

Vamos primeiramente colocar em pratos limpos o que são Direitos Humanos - o que pode ser muito vago vindo de alguém que admira a ditadura cubana, aliás. Supondo que a noção de direitos humanos defendida por Sakamoto não seja aquela aplicada pelo socialismo, mas a que se aplica pelas tradições ocidentais, coisas como liberdade de expressão, liberdade econômica ou mesmo o direito a propriedade e a vida, fica fácil compreender que há uma incompatibilidade muito grande aí. A proposta de "dialogar" com os extremistas já vem sendo colocada em prática há bastante tempo e não tem funcionado. Ela é tão falha quanto aquela postagem da ABIN sobre "como identificar potenciais terroristas", uma verdadeira lástima.

A França, acima de tudo, está do jeitinho que está exatamente por ter seguido conselhos semelhantes. Para se ter uma ideia, após os gravíssimos ataques ao Bataclan no ano passado, em Paris, houve uma cena patética ocorrida em uma praça na qual um rapaz muçulmano fez toda uma cena, se queixando por "islamofobia", e dezenas de pessoas não muçulmanas se desculparam e o abraçaram por isso.

Não existe diálogo limpo e racional com pessoas que sequer respeitam princípios básicos de civilidade, e nem falo exatamente de todos os muçulmanos, já que alguns deles podem se enquadrar no ocidente tranquilamente. O que trago aqui é a questão do próprio radicalismo, que longe de ser uma exceção, no islã é a própria regra. Os jornais brasileiros têm toda uma preocupação em noticiar os fatos, morrem de medo de falar nos termos certos, citando os terroristas como terroristas. Em vez disso preferem culpar até o caminhão ou o Donald Trump como forma de se aproveitar politicamente da morte dos outros.

A grande verdade, quer aceitem ou não, é que o terrorismo não será combatido com flores, carinho ou com a execução de Imagine, do John Lennon. Terroristas são monstros desumanos que atacam alvos que sequer conhecem, pessoas aleatórias, nem ligam se há crianças no meio. Por vezes atacam até mesmo escolas. E muitos fazem isso não por razões "nobres" - se é que existe alguma, mas para que depois da morte recebam as tais "virgens" prometidas pelo Corão. E no fundo eu sei que Sakamoto sabe de tudo isso.

Se quisermos falar sério mesmo, a questão aqui não é mais simplesmente ideológica, trata-se de abordar os fatos como eles são. O desarmamento civil foi um fracasso comprovado em todo o mundo, que tal pararmos com isso? Tanto no Bataclan como na beira-mar em Nice, se houvesse algumas pessoas (civis) armadas, o terrorista teria sido parado antes e muitas vidas seriam poupadas, exatamente como ocorreu no ano passado, no Texas.

Outra coisa que podemos questionar é o altíssimo investimento dos governos em inteligência, sem que tragam com isso resultados efetivos. Talvez eles estejam preocupados demais em perseguir quem não paga o imposto de renda, ou em descobrir o IP de algum usuário do Mega Filmes. Seria interessante que focassem todo esse aparato tecnológico - todo mesmo - em destruir as bases de comando do ISIS, ou em neutralizar as lideranças do grupo. Eles recrutam pessoas utilizando redes sociais na surface da internet e a Interpol, a CIA, o Mossad e tantas outras agências realmente não os encontram? Só pode ser piada.

A sugestão de Sakamoto é de muito mal gosto, naturalmente. Talvez ele não esteja levando o assunto a sério ou, mais provavelmente, só está mesmo preocupado em defender sua agenda política. De qualquer forma, é patético.