15 de julho de 2016

O atentado em Nice e a terceirização da culpa

O ataque em Nice, ocorrido ontem, deixa um monte de pontas soltas e arestas que a esquerda ocidental não consegue aparar. Em primeiro lugar, este foi um ataque que causou dezenas de mortes - 84 e subindo, mas não teve o uso de nenhum tipo de arma de fogo. Diante disso, a tradição de culpar as armas, a "extrema-direita" e o Jair Bolsonaro não pode ser seguida. Isso tanto é verdade que várias fontes de jornais brasileiros tentaram empurrar goela abaixo uma versão da história na qual o terrorista estivesse armado, mas as autoridades francesas negaram rapidamente.


Um certo comentarista da Globo News teria sugerido, ainda ontem, que um dos pontos negativos nesse ataque é o fato de que Trump pode subir nas pesquisas. Na internet, indivíduos de esquerda aqui mesmo no Brasil comentaram coisas absurdas, questionando o fato de os franceses comemorarem uma 'data nacionalista'. Vários "especialistas" no assunto, comentando nos jornais brasileiros, já começaram a trazer de novo a tônica sobre "islamofobia" e baboseiras similares.

Em primeiro lugar, o termo "islamofobia" é patético por ser completamente irreal. Não é do islamismo em si que as pessoas têm medo, mas do terrorismo. Se a esmagadora maioria dos terroristas é de origem e crença islâmica, a culpa não é das vítimas deles, mas deles mesmos. É perfeitamente natural que as pessoas temam diante de sucessivos ataques feitos assim, de surpresa, matando e ferindo um monte de gente. Quem não temeria? Se nove em cada dez ataques têm como seus autores pessoas de origem muçulmana ou convertidas ao islamismo, por que as pessoas não temeriam?

O islamismo é uma religião que cultiva, de fato, a violência. Mesmo os muçulmanos moderados ainda são bastante radicais perto de nossas convenções ocidentais. No Brasil existe a violência contra mulheres e homossexuais, mas ela é vista com maus olhos, ninguém aqui se orgulharia de dizer que bate na esposa ou espanca gays, e se o fizesse seria rapidamente execrado. Nos países de cultura muçulmana, em sua maioria, uma mulher ser chicoteada ou até apedrejada na rua é tido como normal e quem pratica o ato de punição não é sequer punido, pois na maioria desses lugares tais atos fazem parte da própria lei. Da mesma maneira, quando homossexuais são jogados de cima de prédios apenas por serem homossexuais, diferentemente de qualquer coisa vista no ocidente os califados se orgulham disso e postam na internet, mais ou menos como se fosse uma forma de "mostrar serviço".

Precisamos entender que a esquerda ocidental, seja ela a americana ou a brasileira, não está de fato preocupada com as vítimas, a única preocupação para estas pessoas é utilizar-se desses casos de terrorismo para tentar, de alguma maneira, cumprir sua agenda. Falar em "islamofobia" diante de dezenas de mortos, se preocupar com as intenções de voto em Donald Trump ou simplesmente ficar tentando procurar armas de fogo em um ataque feito com um caminhão são evidências de que a esquerda está buscando qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para terceirizar a culpa.

Pelo visto, admitir que o islamismo radical é completamente incompatível com a civilização não lhes passa pela cabeça, porque isso é politicamente incorreto demais.