12 de julho de 2016

Marvel perde leitores após invasão SJW

Charlie Nash, especialista em quadrinhos e autor no portal Breit Bart, voltado ao público em questão, escreveu um longo e excelente artigo criticando a atuação ideológica nas editoras ligadas à Marvel Comics. Sua crítica, além de estar pautada em questões culturais, também levanta o lado financeiro, mostrando que o mercado de quadrinhos passou a encolher depois disso e que muitos leitores resolveram, intencionalmente, boicotar as revistas.

Nash explica - e demonstra - que os justiceiros sociais, ávidos por sua ditadura ideológica, infestaram os meios de produção de quadrinhos nos últimos dois anos. De fato, o site Universo HQ mostrou dados que comprovam uma retração de mais de 4% nas vendas de quadrinhos em geral, sendo que a Marvel Comics, ainda sendo a maior no ramo, foi a que mais diminuiu.

Não tratarei aqui dessa questão comercial, pois esta é uma área que não compreendo (nem como público, já que não consumo quadrinhos). Achei apenas curiosa a análise feita por Nash justamente porque ela contém elementos racionais e empíricos. Dias atrás, nas redes sociais, publiquei um breve comentário a respeito disso, e este artigo veio de encontro, corroborando minha visão.

A invasão dos justiceiros sociais nesse ramo é bizarra. Primeiramente, eles não são consumidores desse tipo de conteúdo. Por outro lado, sempre se incomodam com a falta de "representatividade". Caso fosse do interesse deles a tal representatividade, seria muito mais lógico e correto desenvolver novas estórias, novos personagens, novos heróis e novos vilões. O objetivo, no entanto, claramente não é esse.


Coisas como Iron "Man" que é uma menina, ou como a "Capitã América", ou "o" Thor, que na realidade é uma mulher, não fazem o menor sentido. E essas coisas ficam ainda mais em evidência conforme você analisa o conteúdo do que é feito nas novas estórias, com roteiros que parecem ter saído de algum DCE ou sede do PSOL.

Um vilão baseado em Donald Trump, com todo o espantalho sobre xenofobia e racismo, aparece em uma ridícula estorinha enfrentando a "Capitã América". Até o slogan da campanha de Trump aparece nos quadrinhos, é mole? E o que dizer sobre a Mulher Maravilha, personagem da concorrente DC Comics, que reclamou de "mansplaining" em uma das edições?

Essas mudanças forçadas, desconexas e sem nenhuma base razoável têm apenas uma finalidade, e não é a "representatividade", mas a ideologização das estórias. Além disso, o que virá com a tal ideologização é a desconstrução de tradições e hábitos. Não por acaso os movimentos de extrema-esquerda admitem isso, eles querem mesmo desconstruir valores. Querem, literalmente, desvirtuar.

Podemos até pensar que isso é bobagem, já que se trata apenas de quadrinhos - eu, por exemplo, nem leio isso. O problema é que em médio e longo prazo, se não fizermos nada para competir com eles ou impedi-los, eles ganham o coração e a mente das próximas gerações. Não sou mago, portanto não posso propor qualquer solução milagrosa, mas sugiro que se não for possível impedir que eles façam isso, pelo menos devemos competir com eles e passar a nossa visão. Ademais, o mercado irá determinar quais estórias são melhores, sabemos que não serão as deles.