16 de julho de 2016

DOSSIÊ | Fernando Haddad

Haddad é prefeito da maior e uma das mais importantes cidades do país, além de já ter sido Ministro e ter ocupado outros importantes cargos. No entanto, após assumir a prefeitura de São Paulo, foi questão de tempo para que sua popularidade despencasse e chegasse ao limbo. Ele é o prefeito mais detestado entre os últimos que a cidade já teve e este dossiê te fará entender o por quê.
- Ainda em 2011, quando ocupava o Ministério da Educação, Fernando Haddad se envolveu na polêmica sobre o Kit Gay, um material supostamente educativo para ensinar crianças de ensinos fundamental e médio sobre o sexo homossexual. Tal caso gerou muita discussão e parte dos parlamentares que eram contra a medida se manifestaram. Haddad, no entanto, mentiu sobre o assunto. Ele disse que o projeto iria para discussão no Congresso e que poderia ser modificado, mas em seguida declarou justamente o contrário, alegando que o Kit Gay passaria do jeito que havia sido desenvolvido pelo MEC sem nenhuma alteração. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Para turbinar a campanha de Fernando Haddad, em 2012, o governo federal (de mesmo partido) mentiu sobre os dados da educação durante o período em que Haddad ocupou o MEC, adulterando o número de pessoas alfabetizadas. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Outra mentira na campanha eleitoral do petista ocorreu no dia 18 de outubro de 2012, quando em um debate na Band, Haddad negou que tivesse a intenção de acabar com a parceria entre a prefeitura e as Organizações Sociais na área da saúde. O programa de parceria entre as entidades filantrópicas e o SUS é uma das poucas coisas bem sucedidas no que tange a saúde pública, pois o próprio SUS é plenamente incapaz de atender a demanda. Haddad negou que acabaria com esta parceria público-privada, mas em seu programa de governo estava lá, escrito, que ele daria fim nisso. Ele mentiu no debate ou em seu programa de governo. (Fonte)

- Em 2014, já no segundo ano de gestão, Haddad abriu licitação para empresas de inspeção veicular. Entretanto, durante a campanha eleitoral em 2012, o prefeito prometeu de maneira bastante clara que acabaria com a taxa de inspeção veicular, alegando que os paulistanos já pagam o IPVA mais caro do país. Obviamente ele não cumpriu sua promessa. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Durante o período de campanha eleitoral em 2014, para tentar prejudicar o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o Secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo, subordinado direto de Haddad, mentiu sobre um suposto rodízio no abastecimento de água feito pela Sabesp na capital. A ideia era denegrir a imagem de Alckmin, que tentava se reeleger ao governo do estado e concorria com Alexandre Padilha, do mesmo partido de Haddad, o PT. (Fonte)

- Em fevereiro de 2015, uma pesquisa divulgada pelo Data Folha mostra que a reprovação da gestão Haddad chegou a mais da metade da população, sendo que a aprovação ficou apenas na casa dos 20%. (Fonte)

- Ao tentar desmantelar a "favelinha" da Crackolândia em São Paulo, em maio de 2015, o prefeito Haddad negociou com traficantes da região. Apesar de ter negado, há evidências bem contundentes do caso, como o depoimento de um funcionário da prefeitura à Folha de São Paulo que disse ter conversado com traficantes sob o comando do prefeito. Fernando Haddad alegou que não negociou com nenhum traficante, apesar de ter admitido que solicitou primeiramente que a PM não se envolvesse no ato. Ele alegou ter conversado com os usuários de crack, normalmente chamados de "zumbis", o que é provavelmente mentira haja vista que em geral os viciados não são pessoas plenamente conscientes para se negociar qualquer coisa. No ato em que foram tirar os viciados da rua, houve incidentes e os traficantes saíram do local, só então o prefeito chamou a Polícia Militar para dar apoio e conter o que ele mesmo iniciou. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Em junho de 2015, Haddad se rebaixou ao nível de sua militância juvenil e chamou um crítico no Twitter de "coxinha", apenas porque este se mostrou contrário às ciclofaixas que a prefeitura fez sem nenhum tipo de planejamento. (Fonte)

- Fernando Haddad foi condenado pelo Conar, em julho de 2015, por propaganda enganosa. A prefeitura mantinha adesivos sobre um programa chamado EcoFrota, fazendo propaganda nas linhas de ônibus da cidade. No entanto, como bem notou o vereador Natalini, do Partido Verde, o programa em questão já estava abandonado pela prefeitura há bastante tempo, apesar da publicidade ter sido mantida. (Fonte)

- Em agosto de 2015, devido às ciclofaixas mal projetadas pela prefeitura de São Paulo, pelo menos duas pessoas morreram. Um senhor de 78 anos que passava por baixo do "Minhocão" foi atropelado por um ciclista, e a razão é simples: a ciclofaixa faz um contorno estranho e o pedestre que passa pelo local não tem nenhuma visibilidade de quem vem do outro lado. Florivaldo da Rocha teve politraumatismo craniano e morreu no mesmo dia. Ainda no mesmo mês, dois dias antes, um menino de 9 anos também morreu, desta vez atropelado por um carro. O jovem trafegava pela ciclofaixa que também foi mal projetada ao passar bem no meio de uma avenida movimentadíssima. O motorista de uma van não viu a criança a tempo e a atropelou. (Fonte)

- Haddad tentou proibir o uso do boneco Pixuleco nas manifestações de rua de São Paulo. O boneco faz alusão ao ex-presidente Lula, padrinho político do prefeito, algemado e com roupa de presidiário. Haddad sugeriu, em setembro de 2015, que esse tipo de manifestação feria a Lei da Cidade Limpa. No entanto, foi questionado sobre os protestos do Movimento Passe-Livre - que apoiou sua campanha em 2012 - nos quais é comum a depredação de ônibus e até mesmo atear fogo em uma catraca. Felizmente a ideia acabou não indo adiante. (Fonte)

- Em janeiro de 2016, Haddad instituiu a obrigatoriedade de um curso de oito horas para taxistas, sem o qual eles não receberiam o Condutax. No curso, especificamente no inciso IV, havia a regra para que os taxistas evitassem falar sobre "convicções partidárias" ou crenças religiosas com os passageiros. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3)

- No início do ano, uma ciclista ficou gravemente ferida na zona oeste de São Paulo. O motivo foi, novamente, uma ciclofaixa mal feita. Desta vez a prefeitura apenas passou tinta em cima de uma fenda de bueiro. A roda da bicicleta ficou presa e isso resultou em uma vítima com fratura no braço e no maxilar. (Fonte)

- No mês de fevereiro de 2016, o Ministério Público de São Paulo propôs ação contra a gestão Haddad por uma ciclovia superfaturada. O órgão questionou os trâmites da obra, que custou absurdos R$ 54,7 milhões. Haddad burlou a lei contornando o processo de licitação, o que por si só já é crime de improbidade administrativa, mas ainda há a suspeita provavelmente fundada de superfaturamento. (Fonte)

- Haddad e seus secretários de transporte e finanças viraram réus em ação civil por "indústria da multa", em maio deste ano. A arrecadação das multas de trânsito da cidade de São Paulo subiu vertiginosamente na gestão Haddad, que fez passarem várias leis nesse sentido. No entanto, parece que o uso desses recursos tem sido feito de forma suspeita. A 5ª Vara da Fazenda Pública aceitou a denúncia e o processo segue ainda sem conclusão até o momento. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- No último mês de maio, o prefeito Haddad utilizou uma ferramenta pública, a agenda da prefeitura, para "pregar uma peça" no comentarista e radialista da Jovem Pan, Marco Antônio Villa, que sempre faz comentários críticos e fala sobre a agenda do prefeito - um trabalho normal de jornalismo. O prefeito, para fazer um "trote" com Marco Villa, alterou sua agenda imitando a agenda de Geraldo Alckmin, alegando com isso que faria o radialista criticar outro político. Vale ressaltar que ele confessou o ato em sua conta oficial nas redes sociais. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Graças a "brincadeirinha" feita pelo prefeito, o Ministério Público abriu inquérito por improbidade administrativa, uma vez que a agenda da prefeitura é de interesse público e alterá-la consiste em enorme desrespeito com os cidadãos. (Fonte)

- Em junho, justamente o mês mais frio do ano até agora, a prefeitura utilizou a Guarda Civil Metropolitana para apreender cobertores e caixotes usados pelos moradores de rua. Na mesma semana, diversos mendigos morreram por conta de hipotermia. O prefeito negou que a GCM tenha sido ordenada a fazer isso e alegou que agiram por conta própria, no entanto se contradisse ao afirmar que não queria a "favelização do centro da cidade", vindo a concordar com a medida. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- No fim de junho deste ano, o prefeito Haddad foi citado em delação por recebimento de R$ 30 milhões destinados a pagar sua campanha eleitoral de 2012, uma das mais caras já feitas na cidade. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- A última de Haddad até o momento foi outro ato de censura. Novamente se pautando pela Lei da Cidade Limpa, no dia 14 de julho, o prefeito proibiu a FIESP de projetar a bandeira do Brasil na Avenida Paulista, que é palco de praticamente todos os protestos contra o governo federal desde que a onda do impeachment começou. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3)

Conclusão: Haddad deu todos os motivos do mundo para ser o prefeito mais odiado. Tanto é verdade que sua aprovação despencou vertiginosamente desde 2013 até agora. Ele é considerado infantil, arrogante e frequentemente trata seus críticos com desrespeito cínico. Na última pesquisa divulgada pelo Data Folha, Haddad fica em quarto lugar nas intenções de voto, com míseros 8%.

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