29 de julho de 2016

A esquerda perdeu o monopólio da virtude e das narrativas

Uma reviravolta muito importante aconteceu nos últimos cinco anos, e ela transformou completamente as noções políticas dentro do Brasil. Pode parecer exagero, mas não duvidem quando digo que apesar de termos o PT, o PSOL e outros partidos nefastos por aqui com muito espaço e força midiática, nossa situação é bem mais favorável do que a de países europeus e, em parte, até mesmo dos EUA.

Estamos na contramão do mundo. Os americanos vivem agora uma situação na qual o ideal socialista cresce como nunca antes em sua história, e isso se deu pelo árduo trabalho dos Democratas em diluir essas ideias em sociedade. Hillary, que pode muito bem ser a próxima presidente do país, é uma socialista tão radical quanto Luciana Genro, só que ela é mais perigosa justamente por ser muito mais competente. Além disso, por lá a Democrata tem amplo espaço e a oposição consiste em figuras fáceis de serem atacadas, tais como Donald Trump.

A nossa situação é melhor. Aqui, passamos por décadas de populismo, fomos governados por vários comunistas e tivemos muitos anos de protecionismo econômico e privação de liberdades civis. As coisas, agora, estão mudando bastante. Nosso atual governo, embora longe do ideal, tenta se afastar das alianças com os bolivarianos, e eles não fazem isso por serem boa gente, mas porque perceberam que é isso o que a maioria da população quer. A esquerda brasileira tem perdido gradativamente o controle das mídias, o monopólio da virtude e das narrativas.

Há dez anos seria impensável ver a enxurrada de críticas que as pessoas fazem, publicamente, aos ideais de extrema-esquerda. Ultimamente, no entanto, é o que mais se vê. Enquanto a Europa enfrenta um absurdo crescimento do feminismo radical, aqui no Brasil passamos pelo inverso, com uma crescente rejeição a estes movimentos. E mesmo com a maior parte da imprensa nas mãos, a esquerda não tem mais conseguido direcionar a mentalidade do povo. Os noticiários estão cada vez mais perdendo espaço e sofrendo um revés nunca antes visto.

Estes fatos são positivos, é claro, mas não podemos com isso nos acomodar. Impeachment, prisão de Lula, extinção do PT, etc., são coisas momentâneas, são demandas do momento. Se elas forem devidamente atendidas, ainda assim teremos muito a enfrentar. É preciso ter em mente que a extrema-esquerda sempre vai existir, ela vai se reinventar. Depois das eleições deste ano, acontecerá uma debandada de petistas para outros partidos, possivelmente até mais radicais como REDE e PSOL. A resposta que devemos dar a eles é sufocá-los, não lhes dar espaço algum para respirar. A pressão deve ser incessante, porque é preciso estar pronto para a guerra se quisermos assegurar a paz.