25 de julho de 2016

3 vezes em que Marcelo Freixo não se importou com mobilidade urbana


Marcelo Freixo, deputado estadual e pré-candidato a prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, é um daqueles políticos tipicamente malandros. Com um discurso moderninho, bancando o despojado, frequentemente aparece em entrevistas com camisas meio surradas para parecer humilde, ele conquista muitos jovens, em geral ingênuos, mas muitas vezes também autoritários.

Uma das bandeiras do PSOL é fingir se importar com mobilidade urbana, não à toa diversos membros do partido são diretamente envolvidos com o Movimento Passe-Livre, que também finge se importar. Na prática, sabemos que não é bem assim, mas vou aqui expor alguns fatos para comprovar a tese.


Em sua conta oficial no Facebook, o deputado postou a imagem acima, dizendo que é um absurdo alguém demorar até três horas para chegar de Campo Grande ao centro do Rio de Janeiro (capital). De fato, é absurdo mesmo, mas não sei se podemos dizer que Marcelo é realmente a pessoa adequada para criticar algo assim. Vamos recordar:


21 de janeiro de 2016 - MPL para São Paulo

Sei que o deputado Freixo é do Rio de Janeiro, mas creio que seu discurso sobre mobilidade urbana valha para todos. No início desse ano, um ato organizado pelo Movimento Passe-Livre parou a cidade de São Paulo. Após horas de impasse e muito engarrafamento, algumas pessoas conseguiram voltar para casa após um longo dia de trabalho em plena quinta-feira.



Neste caso, os manifestantes organizaram o ato em cima da hora e avisaram o trajeto que percorreriam apenas duas horas antes de tudo começar. A polícia, fazendo seu trabalho de proteger o direito de ir e vir, não quis permitir que os arruaceiros trancassem a Avenida 23 de Maio. Um cidadão, em entrevista ao G1, disse:  Está tudo parado e o ônibus que eu pego sai daqui. Vai lá para Sapopemba, de lá eu pego outro. Faço este trajeto todos os dias. Dá menos de 40 minutos. Hoje, não sei nem que horas eu vou chegar em casa."

Basicamente, sob o pretexto de defender os "interesses do povo", o MPL atrapalhou completamente o mesmo povo, fazendo-o ficar por horas a mais fora de casa depois de terem trabalhado um dia inteiro.



10 de junho de 2016 - Ato contra Michel Temer fecha quatro quarteirões em São Paulo

Com o aval de absolutamente todos os líderes do PSOL no país, diversos atos contra Michel Temer foram realizados em todo o Brasil, mas em especial ocorreu um, no dia 10 de junho, que fechou quatro quarteirões na região do MASP, em São Paulo. Como de costume, os manifestantes - todos ligados ao PSOL, PT, PCdoB e afins - organizaram o ato para o horário de pico, depois das 18 horas em um dia de semana, justamente para que isso causasse ainda mais transtornos aos cidadãos.



Enquanto o Movimento Brasil Livre, o Vem Pra Rua e outros organizam seus atos nos fins de semana, justamente para que isso não atrapalhe a vida de quem trabalha e eventualmente não quer estar lá, os líderes sindicais e partidários da extrema-esquerda fazem seus atos sempre em dias úteis e no pior horário possível. O objetivo é trancar o trânsito, uma atitude muita clara contra a mobilidade urbana. Marcelo Freixo apoia.


Haddad, em 2014 e 2015, anuncia redução no limite de velocidade das principais vias de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tomou uma de suas medidas mais controversas quando anunciou que a velocidade máxima de diversas avenidas seria reduzida, algumas de 60 km/h para 50 km/h, outras para 40 km/h. A desculpa usada pelo prefeito foi a de reduzir o número de acidentes, o que de fato não aconteceu. No entanto, duas coisas aconteceram: o número de multas aplicadas na capital quase triplicou e os engarrafamentos aumentaram.

Haddad, apesar de não ser carioca, segue a rigor as mesmas políticas públicas defendidas por Freixo, que aliás é quase um aliado ideológico seu. Assim como Haddad, é bem provável que Freixo, se eleito, siga medidas bem parecidas, já que é exatamente isso o que ele defende em seu mandato. Se você procurar nos perfis de Marcelo Freixo nas redes sociais, verá que nunca houve uma crítica sequer às medidas adotadas por Haddad, apesar de ele ser alguém que vive dando seus pitacos sobre a política em toda parte do país.

Conclusão

Escolhi três situações distintas e recentes, mas se fosse o caso seria possível encontrar dezenas de casos em que o deputado psolista defende coisas parecidas. A verdade é que "mobilidade urbana" para essa gente não tem nada a ver com agilidade e boa infra-estrutura no trânsito. O que eles defendem, em geral, é apenas que se pinte um monte de ciclofaixas e lute contra os motoristas de carro, como se houvesse uma guerra entre motoristas e ciclistas. Obviamente, quando se trata deles próprios, nunca abrem mão do veículo particular, até porque não é pago por eles de qualquer jeito.