8 de junho de 2016

O cinismo escancarado de Dilma e a morte do jornalismo.

Como dizia George Orwell, fazer jornalismo é expor coisas que alguém não quer que sejam expostas, algo diferente disso é publicidade. E houve um tempo em que existia jornalismo de verdade nos grandes veículos de imprensa, mas não sei até que ponto poderíamos dizer o mesmo agora.

A cobertura da imprensa sobre o impeachment, por exemplo, é extremamente parcial. E pior, é parcial de forma cínica, fingindo ser neutra. A diferença entre a parcialidade cínica e a assumida é que a primeira ilude os mais inocentes, é feita para enganar mesmo. Não é como a Carta Capital, que admitidamente é um veículo de propaganda da esquerda. Não é como o site de um partido que divulga aquilo que lhe convém. Ninguém espera imparcialidade ao entrar nestes ambientes.


Em entrevista ao New York Times, publicada ontem, Dilma Rousseff disse uma frase no mínimo curiosa: "Eu realmente incomodo os parasitas e vou continuar incomodando." É sério isso? Poucos políticos no mundo (sim, no mundo) são mais parasitas do que Dilma, uma mulher que gasta milhares de reais por dia só com comida. Sim, milhares de reais por dia! Bill Gates, o homem mais rico do mundo, não deve gastar com comida a metade do que Dilma gasta, com a diferença de que Bill Gates tem o próprio dinheiro e Dilma é só uma parasita!

Ok. Ela gasta quase R$ 3 mil por dia em comida, isso é pelo menos o quadruplo do que uma família de quatro pessoas (em média) gasta no Brasil por um mês inteiro. E que tal então falarmos do restante dos gastos com o cartão corporativo? Diversas notícias divulgadas desde 2014 até os dias de hoje dão conta de muitos milhões de reais gastos por Dilma nesses tais cartões. E percebam o seguinte: Isso tudo é por conta nossa além do salário dela. Esses cartões não são parte do que ela ganha como presidente, trata-se de um tipo de benefício concedido aos presidentes. É mais ou menos como se sua empresa te desse um cartão de crédito, mas sem nenhum limite de gastos porque o dinheiro não é dela, e sim de "todos".


Agora mostrarei algo interessante a vocês. Primeiro, algumas manchetes divulgadas em veículos pequenos e independentes de comunicação, sites que não são tratados como "veículos oficiais" de imprensa. Todas elas com manchetes claras, dizendo a verdade, ou seja, afirmando que Dilma torra o nosso dinheiro sem dó. Depois mostrarei como são diferentes as manchetes dos veículos mais conhecidos de mídia, apesar de tratarem exatamente dos mesmos fatos.








Notem que as manchetes acima são todas de sites não vinculados aos grandes centros de imprensa, aqueles que possuem poder de influência real das massas, como Globo, Folha, Grupo Abril, etc. E agora, abaixo, você verá as manchetes destes veículos conhecidos, falando exatamente sobre o mesmo assunto, mas com manchetes deliberadamente enganosas ou suaves para amenizar a verdade.

Aqui, por exemplo, a manchete correta seria: "Dilma mente sobre gastos com cartão corporativo." Sim, ela mentiu! E um jornalista de verdade, que estivesse minimamente interessado nos fatos, iria pelo menos investigar.


Aqui, outra manchete discreta, sutil. A verdade que veio a se comprovar depois é que os cartões corporativos não são mais ou menos rastreáveis, tanto é que houve sigilo sobre os gastos (sigilo defendido por Dilma, inclusive).


Esta matéria, da Folha de São Paulo, é de longe a que teve uma das manchetes mais disfarçadas. O nome de Dilma, para começar, não é mencionado no título, sendo ela um verdadeiro ralo de dinheiro através desses cartões. Em vez de se referir à presidente, a Folha escolheu a palavra "Planalto", dando a entender que são muitas pessoas. De fato, Dilma não é a única a gastar com esses cartões, mas é de longe quem mais gasta. E isso é fato.

Observem que nenhuma destas manchetes mentiu. Elas apenas omitiram fatos ou amenizaram a realidade. Para ser justo, entrei nos sites da Folha e do G1, pesquisei no próprio sistema interno do site as palavras "Dilma + cartão + corporativo", e não há nenhuma matéria com uma manchete que aponte Dilma como a principal usuária, apenas matérias falando sobre o tema com manchetes indiretas, sem citar nomes ou valores.

A verdade é que Dilma é uma parasita de primeira, e o fato de ninguém da grande imprensa apontar esse cinismo já é sinal de parcialidade. Como é possível que nenhum dos grandes veículos de mídia tenha se prestado ao trabalho de mostrar o raciocínio torto e mentiroso da presidente em entrevista para veículos estrangeiros? O detalhe é que esta é a mídia que o mongoloide da universidade chama de "golpista", esquecendo que o Jornal Nacional transmitiu na íntegra o discurso de Lula no dia 18 de março, quando ele foi levado a depor coercitivamente.