20 de junho de 2016

Mais uma teoria conspiracionista de Olavo de Carvalho

Hoje pela manhã um amigo me enviou esta pérola do senhor Olavo, o Professor Aloprado, insinuando que o massacre em Orlando foi algum tipo de encenação. Claro, ele não diz que foi ele quem falou, prefere citar outra pessoa para, no futuro, quando provarem sua estupidez, ele poder dizer que nunca insinuou isso e que apenas comentou algo que leu por aí. Esse é o modo operante de Sidi Muhammad.


Há várias razões bem relevantes para que cadáveres não apareçam em telejornais, e Olavo sabe perfeitamente disso. Uma das razões é que isso nunca foi muito habitual da imprensa ocidental, sobretudo da "grande mídia". Alguém já viu imagens de cadáveres no Jornal Nacional ou no programa Encontro com Fátima Bernardes? Outra motivação, obviamente, é que muitas famílias processariam os jornais que fizessem isso, pois é considerado desrespeitoso expor defunto. Inclusive, já houve casos de jornais que fizeram isso e foram processados. No Brasil, por exemplo, expor a imagem de pessoas mortas é tipificado como crime de vilipendiação a cadáver.

Contudo, podemos mostrar facilmente as pessoas que morreram enquanto ainda estavam vivas. No caso da boate Pulse, em Orlando, foram 49 pessoas mortas, e as fotos delas estão aí:


Se Olavo tivesse interesse real em derrubar a narrativa da esquerda, em vez de forçar uma teoria conspiratória ridícula como essa ele atacaria os pontos que devem ser atacados, como o fato inegável de que os desarmamentistas têm suas mãos sujas de sangue. Ou, mais importante ainda, ele apontaria o fato de que o terrorista era muçulmano, possivelmente homossexual e que é a esquerda, adepta da defesa de terroristas, que protege pessoas como ele. 

Isso, além de ser um desrespeito com a dor das famílias das vítimas, é estranho para alguém que se diz católico. Ele não tem compaixão alguma com as pessoas que morreram nas mãos de um terrorista, sem que tenham feito qualquer mal a ninguém, verdadeiros inocentes. Para ele, o que importa é reforçar a fé da sua seita, na qual ele ocupa o cargo de sacerdote portador da luz e digno das únicas verdades. Tudo o que outras pessoas dizem é mentira, só ele sabe dos verdadeiros fatos.

É um homem desprezível.