29 de junho de 2016

Inflação, desemprego, empresas falindo - Este é o saldo do petismo.

Quando falamos em índices de inflação e desemprego, normalmente, citamos números aqui, números lá, percentuais e um monte de dados que, aos olhos e ouvidos leigos, não significam nada. Acredito que a maneira certa de se falar no assunto é individualizar a questão, trazendo-a para além da pura matemática.

O desemprego de 11,2% registrado no último trimestre é mais do que um mero número na calculadora, trata-se de gente passando necessidade, vendendo móveis para pagar a comida, atrasando o pagamento das dívidas da casa e eventualmente até mesmo tendo que sair de uma casa para outra em virtude do aluguel caro. Podemos inferir, sem medo de errar, que esses números se traduzem em Dona Maria se desfazendo de sua moto para poder pagar pelo tratamento médico, ou então Seu João deixando de pagar a conta de água e esgoto para poder pagar a compra no mercado. É a Andreia largando a faculdade porque não consegue mais pagar, ou o Muriel vendendo sua guitarra e se desfazendo dos seus sonhos para ajudar a avó a comprar remédios.

Isso é o que significam os 11,2% de desemprego do último trimestre, assim como os números da inflação significam, muito mais do que números. Inflação é a perda de poder de compra de nossos vizinhos, de nossos amigos, de nossos pais e mães. O governo, lá na capital, mandou imprimir um monte de dinheiro para pagar dívidas, e isso resultou em uma idosa comprando menos carne para o mês, ou em um garoto deixando de comprar a camisa que queria para poder pagar as parcelas do carro recém comprado.

Ao falarmos os números, muitas vezes, esquecemos que o saldo disso tudo é a qualidade de vida, sobretudo das pessoas de mais baixa renda, aquelas que estão na base da pirâmide social e não têm para quem repassar suas mazelas. E tudo isso a troco de quê? De esquemas monstruosos de corrupção, de uma imensidão de dívidas feitas irresponsavelmente para pagar as campanhas de um ou dois partidos. A Dona Maria vendeu sua moto para pagar as prostitutas de José Dirceu, ou para pagar a compra do sítio em Atibaia. Foi em nome das viagens de Dilma regadas a champanhe e hotéis caríssimos que o seu amigo perdeu o emprego no mês passado, ou que sua irmã teve que se desfazer do celular novo para pagar a fatura da energia elétrica que também ficou mais cara.

Sim, eu sei, muitos vão dizer que a culpa não é só do PT. E não é mesmo. É dele e de todos os seus aliados, que ajudaram o partido a conquistar poder para que pudesse raspar até as últimas moedas das contas públicas. Hoje temos uma economia em frangalhos por causa desse tipo de gente. E uma economia em frangalhos significa apenas mais gente passando apertos financeiros - e sempre gente pobre.