14 de junho de 2016

"Impeachment é para salvar Eduardo Cunha", eles disseram.

Há dois grupos políticos que vêm há algum tempo repetindo, de forma exaustiva, que o processo de impeachment de Dilma Rousseff aconteceu só para "salvar a classe política" ou "salvar Eduardo Cunha". Um destes grupos é o da extrema-direita, guiada pelo guru Olavo de Carvalho, que se viu encurralado diante da realidade e precisou encontrar uma saída para fingir que não errou em todas (sim, todas) as suas previsões - e também porque Olavo é o tipo de guruzinho que precisa manter o PT ali, no poder, senão seu discurso acaba. O segundo grupo, claro, é a própria extrema-esquerda ligada ao PT, que tem como finalidade apenas proteger a quase ex-presidente.

Os fatos, no entanto, mostram que a Operação Lava-Jato segue a todo vapor, apesar de muitos terem tentado pará-la, a despeito de que muitos tentaram, dentro da própria direita, sabotar o processo de impeachment. Hoje, por exemplo, a Justiça Federal decretou o bloqueio dos bens da família de Eduardo Cunha, e isso poucos dias após terem aceitado denúncia contra Claudia Cruz, sua esposa.

Na semana passada, Janot pediu prisão para Eduardo Cunha, Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros. Ontem, o Ministro Teori Zavaski devolveu para Sério Moro o processo de Lula, o que dará continuidade às investigações sobre o ex-presidente. De quebra, hoje o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima fez picadinho da proposta de leniência do PT. Outra que está na mira da justiça é Marina Silva, do REDE, que começou a ser investigada por envolvimento em caixa dois e possível envolvimento no sítio de Atibaia, pertencente ao ex-presidente Lula.

A verdade é que tentaram, de fato, barrar o impeachment. Também tentaram barrar a Lava-Jato. Uns para salvar a si próprios, outros para salvarem o próprio partido. No entanto, deu errado. Os processos continuam. Eduardo Cunha provavelmente será cassado nos próximos dias, de acordo com decisão da Comissão de Ética da Câmara. E quem sabe!, se tivermos sorte, estará preso junto com Lula, Jucá e outros aliados daqui a alguns meses. Quem sabe!