15 de junho de 2016

"Haddad mata mendigos, mas a culpa é da direita." - Cynara Menezes e a vigarice.


Um outono tão rigoroso que tem registrado temperaturas mais baixas do que muitos invernos passados, e justo agora a preocupação de Fernando Haddad tem sido "higienizar" as calçadas paulistanas. No último ano de sua gestão, em ano eleitoral, o prefeito de São Paulo se mostrou ainda mais perverso do que se poderia imaginar. Como quem apenas passa um trator em cima de uma casa cheia de gente, a gestão Haddad mandou coletar cobertores, colchões e tudo o que os moradores de rua usam para se proteger do frio. Por conta disso, até agora pelo menos cinco mendigos morreram de hipotermia.

Por mais que alguns deles tenham escolhido essa vida, e mesmo que muitos se recusem a ir para os abrigos, ainda assim são pessoas, são vidas, são seres humanos. Não são lixo, algo que pode ser simplesmente varrido e jogado em um bueiro qualquer. Arrancar cobertores e colchões de gente que só tem isso para se proteger do frio, e fazer isso em nome de uma suposta "limpeza social" para agradar uma elite intelectual é no mínimo crueldade.

Porém, para a Socialista Morena, a infame Cynara Menezes, os feitos de Fernando Haddad são coisa de gente "de direita". É mesmo, Cynara? Ontem mesmo vi pessoas que conheço, de direita, se reunindo para fazer exatamente o inverso disso, levando cobertores e agasalhos para moradores de rua. Talvez a senhora Cynara tenha ficado envergonhada ao ignorar por dias esse assunto, se desviando dele de toda forma até ele se tornar inevitável, e aí aproveita para responsabilizar um elemento que não está na questão.



Fato é que o prefeito petista sempre governou para a elite. Sua birra contra carros, por mais que se insista em disfarçá-la como "preocupação com os mais pobres", é apenas mais uma forma de atender aos caprichos de uma elite universitárias e artística que tem dinheiro para comprar boas bicicletas, ou que não precisa atravessar a cidade inteira todos os dias para trabalhar. Haddad está construindo uma cidade para pessoas ricas, prejudicando os mais pobres com suas obstruções constantes ao bom fluxo do trânsito e suas bizarras tentativas de "higiene social" em plena época mais fria dos últimos tempos.

A verdade, para Cynara Menezes, é que não se pode falar mal do "Haddad Tranquilão". Com ele vale toda a condescendência possível.