30 de junho de 2016

Extrema-esquerda e fascismo: Uma estreita relação

O autor Jonah Goldberg, americano, fez um excelente trabalho em seu livro "Fascismo de Esquerda: A história secreta do esquerdismo americano", onde compilou dados históricos sobre o envolvimento de diversas figuras da esquerda com os movimentos fascistas, além da admiração que estes recebiam daqueles antes do holocausto, quando oficialmente o fascismo "se tornou feio".

Mesmo evitando os anacronismos e as comparações mais reducionistas, nada é hoje tão próximo do fascismo tradicional de Mussolini quanto os movimentos revolucionários de esquerda. Apesar de bradarem, hoje, que a direita é um fascista, é o PSOL que possui mais similaridades com o Partido Nacional Fascista da Itália.

A alegada busca por um "mundo melhor" é uma das semelhanças que os jovens fascistas têm com os antigos. Sabemos que isso é conversa fiada, mas é através dessa conversa que hoje em dia os proto-revolucionários de boutique angariam seguidores. O discurso "progressista" de hoje, entretanto, é idêntico ao discurso fascista do passado. Mussolini também dizia lutar por um mundo melhor e - pasmem! - defendia que os inimigos, aqueles que se opõem a esta mudança de mundo, fossem todos aniquilados.

Acaso isso não lembra um certo discurso de Mauro Iasi, proferido no ano passado, quando ele disse que a direita precisava ser combatida sem diálogo, mas com "uma boa cova e uma boa bala"? E que tal lembrarmos de ativistas de movimentos LGBT de esquerda, em uma comissão da câmara, dizendo que pegariam em armas para matar evangélicos se fosse necessário? Vale lembrar, também, que Jean Wyllys (PSOL) estava logo ao lado e aplaudiu a fala.

Todo esse discurso revolucionário, feito para engambelar adolescentes mimados e entediados, é apenas um reaproveitamento do que fez Mussolini e tantos outros fascistas no passado. As promessas de "um mundo melhor" servem para justificar qualquer atrocidade, que podem ir desde black blocs ateando fogo em um Fusca velho de um homem pobre até os disparos de arma de fogo, feitos contra jovens que protestam contra o governo de Nicolas Maduro, na Venezuela.

Outra coisa importante é que Mussolini foi, de longe, um dos maiores idólatras do Estado enquanto instituição que o mundo já viu. Os socialistas modernos, por sua vez, seguem o mesmo exemplo, apesar de se dizerem anti-fascistas o tempo todo. Defendem aumento das cargas tributárias, apoiam qualquer medida de intervenção do governo na iniciativa privada e, de modo geral, sempre aprovam qualquer tipo de estatização de qualquer setor da sociedade. Em casos mais extremos chegam a apoiar e até a propor medidas de censura à liberdade de expressão, como tentaram fazer através de um projeto de lei há alguns anos aqui no Brasil que pretendia diminuir a liberdade de imprensa.

Quando jornalistas cobrem fatos que não interessa aos neo-fascistas que sejam cobertos, estes agridem aqueles, até mesmo fisicamente. Quando alguém age de modo oposto ao que é por eles desejado, este alguém é tratado com escracho, raiva e até mesmo histeria coletiva. É certo que os tempos mudaram, mas os fascistas de hoje são apenas rostinhos mais sorridentes. Em geral, são até piores que os primeiros fascistas, pois são muito mais dissimulados, fingem que são pessoas "do bem" e adoram escrever "muito amor S2" na internet enquanto praticam o ódio e a discriminação contra quem lhes convém.