28 de junho de 2016

DOSSIÊ | Marcelo Freixo


- Marcelo foi filiado ao PT de 1986 até 2005, quando saiu para o recém-criado PSOL. Em 2006 foi eleito deputado estadual pela primeira vez, sendo o mais votado do Rio de Janeiro. De 1993 a 1995, Freixo dirigiu o Sindicato dos Professores de São Gonçalo. (Fonte)

- Em 2010, em virtude de sua atuação na CPI das Milícias, o deputado Marcelo Freixo foi homenageado no filme Tropa de Elite 2, um dos maiores sucessos do cinema nacional. Dirigido por seu amigo pessoal José Padilha, reconhecido internacionalmente, o filme conta com o personagem "Diogo Fraga", interpretado pelo ator Irandhir Santos, que é inspirado no deputado. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Ainda em 2010, o diretor José Padilha apoiou Marcelo Freixo para a ALERJ, no entanto, em entrevista à Folha de São Paulo, o mesmo afirmou que "só existem pessoas de mentira nessa eleição." (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Em julho de 2013, o servente de pedreiro conhecido como Amarildo desapareceu após ter sido detido pela polícia. Há suspeitas de que o homem tenha sido torturado e morto pelos policiais. Marcelo Freixo e outras figuras de esquerda aproveitaram o momento para deflagrar uma campanha em nome do pedreiro, foi o movimento "Cadê o Amarildo?". O objetivo inicial foi arrecadar doações em dinheiro e denunciar o suposto crime (até hoje o corpo nunca foi encontrado, mas há indícios contundentes de que a polícia tenha mesmo o matado). As doações, que deveriam servir para ajudar a família do pedreiro, composta por esposa e seis filhos, não foram usadas exatamente para isso. Comandado pela empresária Paula Lavigne, esposa de Caetano Veloso, um evento beneficente arrecadou cerca de R$ 310 mil. No entanto, apenas R$ 60 mil foram destinados à família de Amarildo, para comprar uma casa (de baixíssimo custo) e móveis baratos. Os R$ 250 mil restantes acabaram nas mãos de Marcelo Freixo, através do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, ONG ligada diretamente ao deputado. Até mesmo aliados de Freixo como Cidinha Campos e o site Brasil 247 denunciaram o caso. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4) - (Fonte 5) - (Fonte 6)

- Entre os idos de 2013 e 2014, em virtude das manifestações iniciadas em junho que sacudiram o país, houve o surgimento da tática black bloc, que na prática consiste em pessoas mascaradas irem para as ruas a fim de gerar conflitos, baderna e transtornos sem sofrer as consequências de seus atos. O PSOL, bem como o próprio deputado Freixo, desde o início deram apoio a esta tática, chegando a endossá-la até mesmo no site oficial do seu partido. Marcelo Freixo, em vídeo, chegou a dizer que "os black blocs estão construindo um mundo melhor". (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3)

- No início de 2014, durante protestos feitos pelos depredadores black blocs no Rio de Janeiro, um jornalista da TV Bandeirantes foi atingido por rojões lançados por alguns jovens inconsequentes. Santiago Andrade chegou a ser levado para o hospital, mas veio a óbito dias depois sofrendo morte cerebral. O caso, na época, com a investigação da polícia, levou ao óbvio: havia conexão direta entre os black blocs e o deputado Freixo, inclusive em ligações telefônicas que comprovaram a proximidade dele com os baderneiros. A ativista Elisa Quadros, a Sininho, ligou para o deputado tão logo os responsáveis diretos pelo rojão foram presos, e o mesmo teria oferecido assistência jurídica aos criminosos. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4)

- Ainda sobre os black blocs, há evidências de que Marcelo Freixo, outros integrantes do PSOL e até mesmo de outros partidos de esquerda financiavam diretamente o "movimento" dos mascarados. O rapaz que disparou o rojão contra o cinegrafista Santiago Andrade alegou ter reuniões frequentes no gabinete do deputado. O PSOL, bem como Freixo, no entanto, não apenas negaram estes fatos, também negaram o apoio que comprovadamente deram ao movimento, chegando até mesmo a deletar de seu site o texto escrito meses antes por Edilson da Silva. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3)

- Em 2014, um suposto primo do deputado chamado Gustavo Montalvão Freixo, professor, foi acusado por alunos e pais de alunos de praticar "aulas extras" regadas a drogas sintéticas e bebidas alcoólicas. Seus alunos, todos na faixa dos 11 aos 13 anos, teriam participado inclusive de orgias sexuais. Há até mesmo a acusação de uma das alunas que teria supostamente feito sexo com ele durante a embriaguez. Gustavo foi denunciado formalmente e sofre processo. A polícia declarou não ter dúvidas de sua responsabilidade no crime, mas Marcelo Freixo nega qualquer relacionamento com o indivíduo. (Fonte 1) - (Fonte 2) - (Fonte 3) - (Fonte 4)

- No segundo turno das eleições de 2014, Marcelo Freixo declarou apoio à reeleição de Dilma, apesar de seu partido supostamente orientar a "neutralidade". (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Em texto escrito para a Folha de São Paulo, José Padilha afirmou ser contra Aécio e Dilma, destoando da visão do seu amigo, o deputado Freixo. (Fonte)

- Já em 2015, Padilha declarou em vídeo e em diversas entrevistas que se chateou com o fato de Freixo ter apoiado Dilma Rousseff. Ele disse, inclusive, que acha negativo que um homem com a trajetória de Freixo se associe a bandidos. (Fonte 1) - (Fonte 2)

- Em setembro de 2015, no ímpeto de criar uma narrativa falsa sobre o assunto da redução da maioridade penal, o PSOL e o próprio deputado Freixo se uniram em uma campanha chamada "Eu confesso". A campanha consistia em contar, publicamente, delitos cometidos na infância e na adolescência e que, em virtude das leis atuais, não acarretaram em sua prisão. O projeto tinha como meta levar diversas pessoas a "refletirem" sobre o assunto, "botarem a mão na consciência". No entanto, toda a campanha foi pautada em embustes que tinham como real finalidade apenas melar o debate racional sobre o tema, inclusive levando o eleitorado a pensar que a proposta de redução da maioridade, se aprovada, levaria para a cadeia crianças que roubaram pirulito ou banalidades do tipo. (Fonte)

- Em novembro de 2015, o segurança pessoal de Marcelo Freixo foi assassinado a tiros próximo de sua residência. O policial militar Alexandre Murta, que trabalhava com o deputado, foi encontrado morto em um crime que inicialmente foi tratado como latrocínio, hipótese que foi descartada quando constaram que ele ainda estava com todos os pertences. Por conta de Freixo sofrer supostas ameaças de morte devido a CPI das milícias, criou-se a teoria de que o crime possa ter sido motivado por questões políticas ou por mera retaliação. O caso segue em aberto. (Fonte)

- Sobre o impeachment de Dilma Rousseff não há surpresa. Marcelo Freixo, que a apoiou durante toda a campanha eleitoral mesmo ignorando o estelionato, continua ao seu lado. Declarou abertamente que tanto ele quando seu partido não apoiarão a saída da presidente "em nome da democracia". (Fonte)

Conclusão: Freixo é um típico político do PSOL. Mentiroso, vive entre a imagem de bom moço e associações criminosas. Embora tenha feito um trabalho relativamente positivo ao denunciar as milícias, não fez nada mais do que um trampolim político para se eleger às custas disso. O caso Amarildo, porém, é o mais controverso. Quando é que o deputado irá explicar aos seus eleitores que sua ONG ficou com praticamente 80% do dinheiro arrecadado na campanha? Para quê o dinheiro foi utilizado, afinal?