21 de junho de 2016

Alunos grevistas da USP tentam interromper a aula de um professor. Ele não permite.

A página USP Livre postou hoje um vídeo que mostra, por alguns segundos, a reação do professor Silvio Salinas, do Instituto de Física, ao ter sofrido uma tentativa de intimidação por parte de alunos grevistas.

Os alunos - e aqui nunca os chamaremos de estudantes - queriam interromper a aula de física para falar sobre a greve estudantil. Como de costume, não aceitaram o não como resposta, pois são em sua maioria jovens mimados. Tentaram intimidar o professor e este não se deixou levar, firmou o pé e não os deixou entrar na sala. No final, ainda bateu a porta na cara deles.

Veja o vídeo:

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É importante notar que neste caso específico, apesar de terem praticado intimidação, os alunos pegaram leve, provavelmente por estarem em menor número do que de costume. Talvez, por essa razão, não tenham de fato forçado a entrada. O que precisamos ter em mente é que esse não é o modo operante comum dos DCEs de esquerda nas universidades brasileiras. O normal seria que tivessem com uma turba barulhenta, várias pessoas berrando e batendo tambores, como foi com o professor Serguei Popov na Unicamp.

Contudo, fico bastante satisfeito em ver que alguns grupos começaram a se mobilizar contra essa atitude fascista e criminosa dos alunos vândalos e militantes políticos. Outro dia alunos interromperam a aula da professora Janaina Paschoal, a mesma que protocolou junto a Hélio Bicudo o processo de impeachment de Dilma Rousseff, e um estudante (este sim, estudante de verdade) interrompeu os grevistas com uma vuvuzela enquanto eles tentavam falar. Ou seja, este estudante interrompeu a baderna exatamente da mesma forma que os baderneiros interrompem a aula: com truculência e muito barulho. Basicamente ele fez os inimigos sucumbirem pelo seu próprio livro de regras.

Professor Silvio Salinas, o que não permitiu a entrada dos grevistas.