10 de junho de 2016

5 evidências de que a UNE está contra os estudantes e contra a liberdade

De certo modo eu não precisaria realmente elencar estas evidências para provar que a UNE é um retrocesso para os estudantes de verdade. Por certo, deveria até fazer aqui uma petição exigindo que o nome UNE fosse modificado para UNMC, a União Nacional dos Militantes Comunistas, pois o que menos tem por ali é gente que queira estudar de verdade. No entanto, evidenciar fatos me traz certo prazer pessoal, principalmente por ser um trabalho que só é necessário fazer uma vez. Depois de pronto, poderei sempre vir aqui, copiar o link e colar por aí, de modo que os defensores dessa corja de ladrões vermelhos não tenham muito o que dizer.

Vamos aos fatos.




A UNE apoia o governo que gerou maior índice de desemprego entre os mais jovens.

As políticas econômicas do governo Dilma, que não visavam beneficiar o cidadão, e sim o próprio partido (PT), foram responsáveis por gerar inflação alta e desemprego. Porém, o desemprego entre os jovens é de longe o maior das últimas décadas, chegando a 24% segundo o IBGE. Esta taxa de desemprego vem aumentando e não é de agora. O problema que jovens passaram a enfrentar na busca por vagas no mercado de trabalho é coisa que vem se arrastando há bastante tempo. Há um ano, por exemplo, esta taxa já vinha subindo muito mais do que para as outras faixas etárias. Isso prejudica justamente os cidadãos que acabam de sair da faculdade, com o canudo na mão e sem a menor possibilidade de trabalhar na área para a qual estudou.



Carina Vitral, presidente da UNE, ao lado de sua amiga Dilma.

Talvez você pense que a UNE inocentemente não sabe disso, mas se acredita nisso está errado. A atual presidente da União Nacional dos Estudantes chegou a declarar, naquele "Conselhão da Dilma", que estava "muito preocupada" com o crescente desemprego entre os jovens, que cresce três vezes mais do que para o restante da população, conforme você pode ver na coluna de Ilimar Franco.

Mesmo ciente disso, Carina Vitral não parece ver nenhum problema em apoiar Dilma, Lula, o PT e nem mesmo em estar filiada ao PCdoB (que, aliás, é dono da UNE), partido que virou praticamente uma instituição de prestação de serviços ao PT. No dia 18 de março deste ano, quando Lula foi levado coercitivamente pela PF, Carina estava lá na Instituto Lula, ao lado do ex-presidente, durante todo o seu discurso.



A UNE apoia a ditadura vizinha que usou o exército contra estudantes.

O fato de apoiarem uma ditadura já deveria bastar, mas no caso do apoio dado a Nicolas Maduro há um componente ainda mais absurdo, que são os ataques do ditador contra estudantes que protestam contra seu governo. O argumento para tentar justificar essa defesa é quase sempre dizer que "os manifestantes são de uma elite golpista", o que basicamente significa dizer que, se estendermos o raciocínio, poderemos facilmente perceber que se hoje estudantes brasileiros protestassem contra Dilma Rousseff ou contra Lula, a UNE não veria problema algum caso o governo usasse militares para atacá-los.



Em 2010 e 2011, a UNE recebeu "indenização" milionária do governo (Sim, é sério)

Muito antes de Carina Vitral virar presidente da UNE, a entidade já estava aparelhada completamente ao governo petista. Em 2010, ainda durante o governo Lula, a instituição recebeu uma injustificável "indenização" de R$ 30 milhões, e veio a receber outra já em 2011, de R$ 14,6 milhões. A razão alegada para tanto dinheiro foi - acreditem - uma suposta indenização por um ato cometido durante a Ditadura Militar, quando o governo recém formado (logo após o golpe) destruiu a sede da UNE na praia do Flamengo, Rio de Janeiro.

Não sei de todos os detalhes e nem quero, mas a tal indenização - que misteriosamente demorou 46 anos para sair - é "um pouquinho só" exagerada, creio eu. O montante total de R$ 44,6 milhões é absurdo por uma sede destruída quando nenhum dos atuais membros da UNE existia.

Ademais, a UNE já é frequentemente financiada com dinheiro público. Por que o governo achou por bem lhe indenizar por um crime supostamente ocorrido há três gerações? Lembrando, sempre, que estes milhões de reais são dinheiro nosso, do povo. A mim, não resta dúvida: o montante serviu para definitivamente comprar o apoio da instituição. Não por acaso a UNE nunca mais se virou contra o PT desde então.

Aqui, diversos links comprovando que a UNE é financiada pelo governo federal há bastante tempo:



A UNE, assim como o PCdoB, apoia a Coreia do Norte e seu regime ditatorial

Esta aqui não é surpresa para ninguém. A União Nacional dos Estudantes é uma entidade ligada diretamente ao PCdoB, e o partido apoia a ditadura norte-coreana abertamente. Em 2013, a UNE assinou junto a outras entidades um manifesto de apoio ao ditador Kim.


A UNE entra em contradição ao defender mais verbas para a educação ao mesmo tempo em que defende o PT

Muito embora eu saiba que mais ou menos verbas para a educação não irá mudar nada, visto que o sistema é em si falido, a UNE, ao menos no discurso, diz lutar por mais verbas. Isso tanto é verdade que em São Paulo, quando Geraldo Alckmin ameaçou fazer alguns cortes, houve protestos de imediato. O mesmo aconteceu quando o governo estadual de São Paulo fechou algumas escolas. No momento, não entrarei no mérito da questão por não ser relevante, o que quero apontar é justamente a enorme incoerência entre discurso e prática.


No ano de 2015, o governo Dilma cortou, direta e indiretamente, cerca de R$ 10,5 bilhões em verbas para o MEC. E não parou por aí. Ainda neste ano, em março, Dilma cortou cerca de R$ 4,2 bilhões da educação. Isso tudo, aliás, sem mencionar os diversos cortes dos chamados direitos trabalhistas que Dilma fez logo no início de seu segundo mandato, apesar de ter dito em campanha que não mexeria nisso.

A resposta da UNE a esses eventos foi uma ou outra crítica aqui e ali, e no plano geral continuou incondicionalmente apoiando o PT.

Esta foto é brinde. Nela, Carina Vitral aparece em cima de um humilde cidadão da periferia. Nenhuma imagem retrataria melhor a realidade do que uma em que simbolize a UNE nas costas do povo.


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