31 de maio de 2016

Thaís Godoy - Na guilhotina por expressar sua opinião.

Para a extrema-esquerda, mulheres são empoderadas apenas quando estão de acordo com suas pautas. Quem discorda merece ir para a guilhotina... Ou sofrer processo na justiça, a guilhotina moderna. Assim aconteceu com Thaís Godoy, uma pessoa muito simpática e educada com quem já tive o prazer de conversar. Ela é editora de uma página anti-feminista muito conhecida, a Moça, não sou obrigada a ser feminista, e há bastante tempo faz um bom trabalho no combate aos abusos da esquerda radical, sobretudo dos movimentos feministas extremistas que cometem toda sorte de barbaridades por aí. Abaixo, o depoimento de Thaís, e ao final volto para propor uma coisa que já deveria ter proposto há bastante tempo.

Eu sou a Thais Azevedo, tenho 32 anos e moro em SP. Sou professora, formada em tradução, tenho uma consultoria linguística e trabalho com deficientes auditivos há 20 anos como voluntária. Todas essas informações são importantes para o relato a seguir.
Eu sempre gostei do assunto política, lia essa seção nos jornais e revistas quando criança, mas não me encaixava nem no PT nem no PSDB. Sempre fui colérica, energética, quando me importava com algo, era como se nada mais importasse. Essa sou eu, alguém que se dedica 1000% para as causas que acredita.
Fui apresentada ao libertarianismo há uns 4 anos. Fiquei encantada com tudo que ouvi a respeito, com as coisas que lia e com as palestras que assisti. Foi um choque saber que muitas das minhas inquietações por causa da política e da situação do nosso país tinham uma solução lógica e que ia de encontro ao que acreditava: o poder do indivíduo de tomar as rédeas de sua vida, assumir os riscos, ser livre para escolher e arcar com as consequências de suas escolhas. Nada de Estado ou de qualquer outro poder maior para tomar as decisões por mim! E ninguém mais pagando pelos meus atos.
Nunca gostei da ideia de outras pessoas tomarem quaisquer decisões por mim. E foi por isso que nunca me identifiquei com o movimento feminista. Quem eram aquelas mulheres e por que elas acham que sabem o que é melhor para mim? Mas eu sou mulher, nasci XX, nunca duvidei da minha feminilidade (nem da minha heterossexualidade, as a matter of fact). Por que não me encaixo nesse grupo que, teoricamente, se apresenta para me defender (nem sabia que precisava de defesa), luta pelos meus direitos (nem sei quais direitos os seres humanos ainda não têm), e deseja a minha igualdade (não acredito nesse termo por que não existem pessoas iguais, igualdade é um conceito que me entristece já que adoro ser única!)? A resposta a essas perguntas se veio quando comecei a ler sobre o assunto. Não necessariamente sobre o feminismo, mas sobre os movimentos coletivistas. Não existe um grupo coletivista que lute verdadeiramente pela “igualdade” dos indivíduos que, na teoria, representam. Aqui entram os movimentos gayzistas, africanistas, nazistas, fascistas, machistas, feministas… Todos querem uma só coisa, a superioridade de seus pares. Mas e a homofobia, o racismo, o assédio às mulheres, as agressões sofridas pelos homens? Não tem como negar que existem pessoas agressivas no mundo. Como negar algo desse tipo? Quem seria capaz de olhar os números de homicídio cometidos no país e dizer que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus”? Vivemos num país de violência absoluta e eu encontro a solução para os problemas atuais no libertarianismo. Foi então que me percebi uma anti-feminista. E agora? Serei a única anti-feminista do mundo? Por Deus, não! Existem outras pessoas que pensaram fora da caixinha e se encontraram fora do coletivo que “representa” as mulheres. Ufa! Que alívio! Quantas coisas aprendi nos grupos que participo, nas postagens que leio, nos links que me levam a blogs cada vez mais voltados ao assunto e, principalmente nos livros.
No final do ano passado, fui chamada para escrever para a minha página favorita: Moça, não sou obrigada a ser feminista. Que honra! Que privilégio! Mas o que eu escreveria? Meu forte nunca foi a escrita! Mas eu tinha um sonho, falar das coisas que eu tenho aprendido a um grupo que eu tanto amo, um grupo que faz parte da minha vida há 20 anos: os surdos! Eles também merecem ter acesso às informações que eu tenho! Foi quando eu fiz a proposta de me deixarem fazer um vídeo falando dos motivos pelos quais eu não sou feminista, mas em LIBRAS, sem áudio, somente com legenda. Eu não sabia, mas estava fazendo algo que nunca fora feito no mundo! E a resposta foi imediata! Comecei a receber ameaças, a ser reconhecida na rua, começaram a me xingar de todo tipo de nome, mas também fui inundada de carinho pela comunidade surda, por pessoas que nunca me viram na vida, mas que dividiram comigo suas angústias, seus medos, suas tristezas, sua alegria de terem visto o tal vídeo. Comecei a fazer outros vídeos, o projeto está em pausa, mas logo retomo com novos vídeos, fui chamada para escrever sobre outros assuntos. Fiquei muito feliz em saber que podia ajudar pessoas, falar das coisas que estava aprendendo.
Essa história poderia terminar por aqui, mas o motivo pelo qual estou escrevendo esse artigo é, até onde os movimentos coletivos conseguem lidar com os indivíduos que pensam diferente deles? A resposta é, eles não conseguem. E cercear a nossa liberdade de pensar, de falar, de se expressar é o que eles mais tentam fazer. Como? Eles atacam postagens que vão de encontro ao que eles mais têm medo: a verdade! Eles não querem que os ingênuos saibam da verdadeira intenção de seus movimentos, de sua agenda “secreta”, da maneira asquerosa que eles tratam dos que “ousam ir contra a maré”.
A página Moça, não sou obrigada a ser feminista sofre ataques quase que semanalmente, houve um episódio em que 9 dos 11 editores e administradores da página estavam bloqueados por causa de denúncias feitas ao Facebook pelo conteúdo que postamos. Os bloqueios foram de 24hs a 30 dias sem podermos acessar nossas páginas pessoais, não podíamos falar com nossos queridos, com nossos amigos… só por que fizemos postagens que foram denunciadas, mesmo elas não infringindo nenhuma lei, nenhuma norma do Facebook, mas por que sofremos ataques em massa de feministas, sim, as mesmas que dizem querer a liberdade, o direito de ter uma opinião sem ser criticada por ela, são as primeiras a querer calar aqueles que vão contra o que elas pregam. Certa vez, recebi uma notificação do Facebook pois uma das minhas fotos fora denunciada por conteúdo violento ou que incitava a violência. Sabe qual foto era? Uma foto minha, mandando beijo, segurando a caneca que vendemos na página “Feminist Tears” com o filtro da campanha anti-aborto que fizemos em resposta ao filtro da campanha que as pró-aborto fizeram. Ser contra o aborto agora é incitar à violência? Que mundo é esse?
Por causa do grande número de pessoas interagindo comigo no meu perfil pessoal, decidi fazer uma página minha, onde postaria o que quisesse (viva a liberdade!), sem que isso prejudicasse a minha interação com meus amigos e familiares (meu objetivo principal ao ter um perfil no Facebook, além do candy crush!). Continuo como editora da página Moça, não sou obrigada a ser feminista pois adoro escrever para lá, adoro os amigos que fiz por causa dela e adoro o feedback rápido que temos lá. A página tem um crescimento absurdo, recentemente ultrapassamos a marca das 420.000 curtidas! Somos a maior página anti-feminista do mundo! E isso tudo em pouco mais de 1 ano de existência. Eu fico impressionada com os números! Que orgulho poder fazer parte disso! Mas essa “fama” toda tem seu preço. Uma das coisas que as pessoas não entendem é que não somos funcionários da página, não recebemos para escrever lá, não temos metas a cumprir, somos pessoas que pensam relativamente iguais (discordamos de várias coisas que nós mesmos postamos! Rs), mas que têm o objetivo de levar todo nosso conhecimento às mais de 420.000 pessoas que nos seguem! Uma outra coisa é, não somos responsáveis pelos comentários feitos em nossas postagens. Acreditamos que cada um é responsável pelo que fala, pelo que faz. Por isso assino minhas postagens como #thaisazevedo  , assim quem segue a página sabe exatamente se fui eu que escrevi ou não! Não somos formadores de opinião, somos somente expressores de nossas próprias opiniões.
Na sexta-feira, dia 13 de maio, enquanto estava na sala de espera de um hospital esperando os médicos virem me avisar que a cirurgia do meu pai fora bem-sucedida, tensa, nervosa, ansiosa, com medo, triste, recebi a informação de que eu havia sido intimada e que estava sendo processada por uma feminista. Eu não sabia do que se tratava e estava fora de casa sem saber quando voltaria já que havia ido às pressas ao hospital para a cirurgia de última hora do meu pai. Quando cheguei em casa e li a intimação continuei sem entender. A feminista afirma que fui omissa, que minhas postagens têm teor polêmico contra o movimento feminista, que eu incito o ódio a pessoas que pensam como ela! Mas eu só exponho os fatos que aparecem para mim! Em determinada parte da intimação, ela afirma que eu promovo encontros para instigar discussões entre os grupos rivais e que na maioria das vezes, essas reuniões terminam em agressões verbais entre os grupos. Ela esqueceu de dizer que o único evento parecido com esse, eu estava dentro de um restaurante e as feministas estavam do lado de fora gritando meu nome e ofensas direcionadas a mim. Uma parte chegou a entrar no restaurante para se certificar de que era eu mesma. Mas tudo bem, se ela não quer falar disso, falo eu!
Vamos aos fatos. Ela fez uma postagem pública em seu perfil pessoal compartilhando um post da página satírica, Joselito Muller. O texto tem como título “Empresário abre cotas para feministas em carvoaria, mas nem uma aceita”. O comentário que ela fez foi basicamente esse: Para os homens que dizem que direitos iguais só funcionam quando convém, que ela abriria vaga para os homens que queriam ser estuprados, mas que isso não seria conveniente a eles também (como se estupro fosse uma questão de escolha conveniente a qualquer um dos sexos). A página recebeu o print dessa postagem dela. Foi publicado na nossa página e, como tudo que postamos, teve uma boa repercussão. Em tempo, não acho que preciso dizer que sou contra o estupro de qualquer pessoa, né? É algo tão óbvio, mas que às vezes, se faz necessário dizer. Ela se sentiu ofendida por termos colocado o print no ar.
E o que ela quer com isso? Vou falar só da parte que cabe a mim e ao Facebook nesse processo. Ela quer que eu me retrate publicamente, que eu pare com meu discurso de ódio (!!!) totalmente “opressivo às feministas”, que apague o print imediatamente (ele foi apagado no dia que recebi a intimação), ela afirma que fui omissa, porém em nenhum momento ela entrou em contato comigo ou com a página pedindo a exclusão do post e dos comentários ofensivos. Aproveito aqui para reiterar que não posso me responsabilizar pelos comentários de terceiros em postagens que fazemos na página, a página que ela afirma ser feita por “abominadores do feminismo”, machistas e com conteúdo pesado e polêmico. Ela afirma que sou “conhecida no Facebook por criar páginas polêmicas contra o movimento feminista”. Ela afirma receber ofensas de seguidores da página, ela quer que o Facebook exclua de forma definitiva a página Moça, não sou obrigada a ser feminista por causa de seu teor opressivo.
Cadê a sororidade? Cadê o direito de ter uma opinião diferente, sem que ela seja, automaticamente, considerada opressiva? Por que ela quer a exclusão da página e não somente da postagem? Por que ela me atacou pessoalmente com um processo sendo que ela não tem como provar que fui eu que fiz a postagem? Quero só saber se meu direito à livre expressão será defendido pela justiça, por que eu, Thais Azevedo, posso não concordar com o que falam, mas defendo a liberdade de cada um falar o que quiser!
Eu entendi claramente seu objetivo, destruir uma página anti-feminista. Querem nos calar e não vamos deixar que isso ocorra! Temos um compromisso com a verdade, com a transparência e com a lógica, por isso somos anti-feministas! Somos pessoas que irão continuar a falar de assuntos que são difíceis de digerir e que sabemos que não agradará a todos, mas não nos calaremos.
Eu preciso da sua ajuda. Eu preciso de ajuda financeira. Os custos com o processo são muito elevados e eu sei que os movimentos têm se juntado para atacar pessoas como eu, como você que me lê agora mesmo. Eu sei que você pode ser o próximo a sofrer represálias por ter uma opinião, por isso precisamos mostrar que não somos poucos, somos muitos e somos fortes! Nos destruir será muito mais difícil do que se imagina!
Existem algumas maneiras de você me ajudar com o processo. Você pode fazer uma doação ou comprar uma caneca. Toda renda arrecadada será usada para os gastos da viagem, do processo e caso entre mais do que preciso, o dinheiro será investido em uma plataforma para melhor atender a demanda anti-feminista e anti-coletivista.
Toda e qualquer quantia é bem-vinda, não existe valor que não aceitaremos! Se você quiser conversar comigo pessoalmente, fique à vontade para me contatar (www.facebook.com/pagthais). Por conselho dos meus advogados, não posso revelar maiores detalhes do processo, mas posso tirar qualquer dúvida que venham a ter. Se não puder contribuir, me ajude compartilhando esse artigo (gigante, eu sei! Sou muito prolixa para resumos) com o maior número de pessoas para que elas conheçam esse lado do feminismo que quer calar as suas vozes opositoras.
Muito obrigada por ter me lido até aqui.

Se você leu até o final, percebeu que o que estão fazendo contra Thaís Godoy é ativismo jurídico, uma coisa que ficou comum em nosso país. Basicamente, consiste em você ser processado por grupos que se opõem ideologicamente ao que você diz. O maior problema é que somente a esquerda tem feito isso, quem tem opiniões divergentes desse status quo pseudo-revolucionário sofre com isso frequentemente. Danilo Gentili foi inúmeras vezes processado por fazer uma piada que feriu os dogmas politicamente corretos.

A verdade é que a esquerda radical criou novos tabus, e não vai demorar muito para que tentem proibir críticas aos seus cirquinhos teatrais que gostam de chamar de "militância política." Creio que o caminho inverso deva ser feito por nós, e talvez seja hora de começarmos a processá-los por seus crimes. Afinal, diferente de Thaís Godoy, que apenas expressa livremente sua opinião, tem muita feminista por aí cometendo atos que de fato são ilícitos, prejudicando pessoas e incitando a violência, como aconteceu no caso do bar Quitandinha.