2 de maio de 2016

O fracasso vergonhoso dos Bolsominions.

Quando Jair Bolsonaro falou em Brilhante Ustra, além de ter sido um grande erro pelo ponto de vista pragmático, foi também anti-ético. Aparentemente o deputado em questão tem preocupação maior em "restaurar" uma suposta boa imagem da Ditadura Militar, fingindo que torturas não ocorreram ou que foram meramente praticadas contra terroristas, enquanto ignora resultados práticos de suas ações e discursos no que diz respeito a realmente derrotar a esquerda. Já podemos afirmar, sem medo de errar, que sua função nunca fui derrotar os esquerdistas, e provavelmente nem é de seu interesse. Tudo indica que Bolsonaro apenas se alimente de publicidade negativa e que o faça propositadamente, pois é um marmanjo com cabeça de criança, preocupado em ser chamado de mito por molequinhos na internet e não em ser presidente ou resolver problemas.

Eis que quando tudo isso aconteceu, como muitos sabem, a direita se dividiu em um lado sensato e racional, que obviamente é do pragmatismo liberal-conservador, contra um lado fanático e desesperado, ávido por defender a qualquer custo as ações altamente nocivas e auto-destrutivas de Bolsonaro. Como argumento - vamos chamar assim, os minions disseram que após o caso a página de Bolsonaro cresceu muito, que ele conseguiu ainda mais popularidade. É verdade, sim. Ele realmente ganhou mais curtidas no Facebook. Entretanto, que significa isso na prática? Vamos ver...

A página de Jair Bolsonaro no Facebook tem, atualmente, pouco mais de 3 milhões de seguidores. Como estou bastante flexível hoje, darei uma colher de chá aos minions. Vamos considerar a hipótese absurda de que todos estes mais de 3 milhões de seguidores sejam mesmo eleitores do deputado, ignorando as diversas crianças que o seguem e que nem votam, ignorando também aqueles que o seguem só para ver as bobagens que o deputado diz. Supondo que ele se candidate a presidente em 2018 e tenha tudo isso em votos, ainda assim é uma merreca. Luciana Genro fez mais de 1,6 milhão de votos. 3 milhões não são suficientes nem para ser governador do Rio de Janeiro.

Ok, sei que ele também pode ter vários eleitores que não o seguem nas redes sociais. Isso é perfeitamente possível, e é exatamente este o ponto. Internet não vence eleição, nunca venceu. Se fosse o caso, em 2014 teríamos segundo turno entre Aécio Neves e Luciana Genro, e o Eduardo Jorge estaria em pelo menos quarta posição. A realidade é que campanhas eleitorais têm muito mais coisas por trás, não se trata apenas de memes e publicidade barata. Por isso, digo categoricamente: os minions que afirmam que Bolsonaro será presidente após 2018 são uns fanfarrões, uns blefadores. Eles não têm nada na mão além desses "likes" na internet. É só isso.


Agora, no entanto, vem a parte realmente engraçada. Apesar de o "mito" ter essa quantidade grande de seguidores na internet, os minions foram completamente incapazes de fazer uma manifestação grande em prol de Bolsonaro. Sim, leitor. É isso mesmo. O ato pró-Bolsonaro realizado no dia 1º de maio foi um fiasco, fracasso mais do que vergonhoso para esses boçais que gostam tanto de arrotar essas vitórias de Pirro. Ou, neste caso, podemos até chamar de derrotas de Pirro, porque os prejuízos são altíssimos e o retorno é abaixo do mínimo. E o fiasco foi tão grande que nem deu para disfarçar, já vi manifestações do MPL bem maiores do que isso.


Um detalhe que deve ser observado é o seguinte. Muitos podem me julgar mal por eu estar aqui deliberadamente tirando sarro da desgraça alheia, mas lembrem-se: estes minions de Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho são exatamente os mesmos que, em sua maioria, malham o pau no Movimento Brasil Livre, criticam os liberais a torto e a direito, e que se acham no direito de exigir que qualquer um apoie o Bolsonaro sem jamais lhe questionar nada, pois se questionar algo, já é um petista infiltrado. Esses são os débeis que exigem obediência cega e aceitação forçada de todas as pautas deles, a despeito de serem pautas ridículas e até mesmo anacrônicas. Não tenho a menor pena de rir de gente assim.


O maior ato, talvez, foi o do Rio de Janeiro. Não postaram nenhuma foto panorâmica - ao menos não localizei nenhuma, mas Flávio Bolsonaro colocou um vídeo em sua página. O vídeo, filmado de baixo, no meio das pessoas, tem a clara intenção de esconder o verdadeiro resultado do ato, que seria facilmente visto em uma filmagem feita com mais distância ou de um ponto mais alto. Pois bem, vejam e vídeo e tentem contar - é possível - as pessoas no local. Tenho certeza de que não são mais que duzentas.

Acho que agora poderemos esfregar na cara dos minions da direita fanática e idólatra que eles são menos que nada, não têm moral nenhuma para atacar o MBL e muito menos para manterem esse clima de "já ganhou." É tudo blefe, coisa de moleque fanfarrão.