3 de maio de 2016

Novas Eleições? Mais um golpe de uma esquerda desesperada.


Eric Balbinus, em um texto para O Reacionário, escreveu sobre o assunto das "novas eleições" as seguintes palavras:
Várias sortes de truques já foram dados pelo petismo para salvar Dilma Rousseff do impeachment. Desde assinaturas forjadas contra o impeachment até alternativas expressas por suas linhas auxiliares, como a mudança para o parlamentarismo ainda esse ano e a reforma política. Sempre repetimos aqui: não se mudam as regras do jogo quando os atletas já estão em campo. Tudo o que for diferente disso é golpe.
Esta é a pura verdade. A pré-candidata Marina Silva, REDE, ex-petista, ex-CUT e ex tudo o que não presta, foi uma das primeiras a levantar essa bola. Ela, que até ano passado chamava de golpe a tentativa de derrubar Dilma Rousseff, como se troca de roupa também trocou de posicionamento, passando da noite para o dia a defender que não apenas Dilma caísse, mas também Michel Temer. No dossiê que fizemos sobre ela constam também estas informações. O problema dessa mudança de postura é que não foi assim, mero acaso, mas uma mudança muito bem planejada, feita de caso pensado. Ela mudou sua postura pouco tempo após as pesquisas forjadas do Datafolha, nas quais aparecia como uma das favoritas.

Alguns podem alegar que tirar Dilma, mesmo que através de novas eleições, seria bom. Quem pensar assim está realmente muito equivocado ou não conhece muito sobre Marina Silva, que é uma socialista muito mais radical do que Dilma e Lula juntos (reitero: vejam o dossiê). Tirar o PT para colocar o REDE seria, literalmente, trocar seis por meia dúzia, só que uma meia dúzia renovada, com cara limpa e muito mais liberdade para realizar toda sorte de desgraças. Essa é, aliás, a esperança da esquerda radical para o caso de o PT realmente perder o governo federal, pois assim ela conseguirá novo fôlego e de quebra ainda vestirá novo uniforme, menos desgastado do que a estrela petista.

Isso é claramente desespero, mas é um desespero inteligente, seguido por muito planejamento e repleto de artimanhas muito sutis. Não é por acaso que o tal discurso de "novas eleições" começou a virar a nova bandeira de alguns esquerdistas, como Luciana Genro e mais recentemente até a própria presidente Dilma. O lado bom, para nós, é que há uma falha lógica no argumento das "novas eleições" como única solução, e é uma falha que podemos explorar profundamente. Explico.

Qual foi o discurso de Dilma Rousseff e de todos os governistas até hoje? Eles dizem que impeachment é golpe porque a presidente não cometeu nenhum crime; dizem que é golpe tirar uma presidente democraticamente eleita (como se fosse possível tirar alguém que não foi eleito); dizem que não há crime nas "pedaladas fiscais" - leia-se fraude. Sendo assim, se agora o discurso mudou para "temos que convocar novas eleições", isso significa que estão começando a abandonar a desculpa de que impeachment é golpe, pois agora admitem que Dilma tem mesmo que sair. Ora, por que ela teria que sair, se não fez nada errado como eles dizem? Pois é. Podemos aproveitar esta falha em nosso favor, uma vez que pedir novas eleições é o mesmo que admitir que Dilma Rousseff não merece estar onde está.

Ainda sobre o assunto, Eric nos dá outra informação relevante. Segue:
Essa proposta esdrúxula e golpista veio por meio de nomes como Cristovam Buarque, Lidice da Matta e Randolfe Rodrigues no Senado. Depois ela foi sugerida por Lula. Hoje é Dilma quem segundo os jornais, pensou em renunciar e convocar eleições gerais que ocorreriam em Outubro. 
Temos que ter clareza nesse momento, já que é pouco provável que isso vá acontecer. A presidente não tem o poder de convocar novas eleições, isso é de competência do STF. Também não pode determinar como se dará sua sucessão. A lei é clara a esse respeito: se Dilma renúncia, assume Michel Temer. Ela não tem o poder de determinar isso ou aquilo. Certamente não poderia determinar que Temer também renuncie. O golpe fracassaria.
O que é preciso dizer para quem pede novas eleições parece chavão de isentão, mas é bem pertinente: quer dizer que os senhores querem a República nas mãos de Eduardo Cunha? Pois é isso que aconteceria caso essa proposta inconcebível acontecesse.
Neste caso, a tentativa de golpe do PT é notícia boa. Podemos aproveitar isso por um bom tempo. Podemos e devemos, a propósito.